
Por Mauro Ferreira Lima*
A Stellantis caracteriza-se como um conglomerado automotivo na forma de holding, presente comercialmente em 131 mercados consumidores e produzindo em 30 países. Tudo isto por conta das marcas tradicionalmente fortes que congregou após grande associação empresarial em 2021.
Com sede institucional em Hoofddorp, na Holanda, 250 mil colaboradores estão vinculados as suas unidades globais de produção.
A empresa ampliada foi constituída a partir da fusão entre a Fiat Chrysler com o grupo francês PSA. Comercializa atualmente marcas automotivas icônicas, tais como Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën, Chrysler, Alfa Romeo, Opel, Ram, Dodge e também a Maserati.
Sua estrutura executivo-administrativa é partilhada entre Michigan, Paris e Turim.
Em Pernambuco, a Stellantis instalou -se em 2015, em Goiana, antes da ampliação do bloco. Nesta cidade, distante apenas 62 km do Recife, já produziu 2 milhões de veículos até o final de 2025.
Sua produção nesse ano fechou em 280 mil veículos com uma mão de obra absorvida atingindo 15 mil colaboradores.
A cidade de Goiana, com uma população de 63 mil habitantes em 2O15, passou para 84 mil, ao final de 2025.
Esta cidade já tinha importância como polo turístico do Estado. Seu acervo de arte sacra, também sua estrutura histórico-arquitetônica urbana, além de praias importantes do litoral norte do Estado lhe assegurava destaque turístico local.
Além de se tornar polo industrial, seu incremento demográfico se deu também em função implantação de empresas fornecedoras de peças e equipamentos denominadas “sistemistas”, oriundas do Sudeste nacional.
Tais empresas deverão atingir 100 unidades no final de 2026. Estarão voltadas ao atendimento da demanda do polo automotivo.
Com o estabelecimento de uma joint venture com a chinesa Leapmotor, a Stellantis constituiu a “Leapmotor International” com capital de 51% para sua estrutura.
A produção automotiva híbrida pela nova empresa já se iniciará em julho deste ano. Tal fato reforçará a imagem do “polo”, agregando-lhe uma visibilidade ainda mais consistente no País com vistas até ao mercado externo.
No presente, com o impacto dos serviços demandados, também da estrutura logística, da cadeia de fornecedores e renda gerada, a participação da Stellantis na geração do PIB de Pernambuco se situa em 5,5 %. Com a recente joint venture com a Leapmotor, deverá acrescer este patamar em 1,0 ponto nos próximos 3 anos.
Considerando que Pernambuco esteja com PIB previsto de R$ 247 bilhões em 2025, o Estado participa com apenas 2,5% deste agregado. Novos investimentos, em conclusão nos próximos anos acontecendo, em função da controversa duplicação da Renest, no avanço concreto e geral de Suape e na conclusão da Transnordestina, o Estado poderá elevar esta participação para aproximar-se de 4,0%. Assim sendo, reduzirá para poucos décimos a diferença percentual para com a Bahia. Esta, detém participação atual em 4,0% do PIB nacional, com tendência natural de ainda avançar nos próximos 3 anos. Mesmo assim, Pernambuco tenderá a reduzir, no mínimo, mais de 1,0 ponto percentual seu distanciamento relativo à economia baiana.
Acompanhemos, pois, o desenrolar dos fatos e os novos dados daí advindos.
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