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24 outubro 2026

Presidente Lula ergue a Constituição e a bandeira do Brasil durante ato no Rio

 


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, reuniu eleitores na Avenida Atlântica, na orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na manhã deste sábado (24), véspera da votação de segundo turno.

Lula acenou e apertou as mãos de apoiadores e pulou com a música durante o trajeto até o carro de som. Ele subiu no carro da manifestação por volta de 11h40. Neste momento, ele ergueu a Constituição e a bandeira do Brasil. As imagens são do Metrópoles.

Ministro do TSE determina derrubada de informação falsa veiculada no canal ‘Tropa do Flávio’

 

Por Estadão Conteúdo

O corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cuêva, determinou a derrubada de um áudio com informação falsa publicado no canal de WhatsApp “Tropa do Flávio”. Na mensagem, o senador eleito Gustavo Gayer afirma que mesários teriam votado no presidente Luiz Inácio Lula da Silva por pessoas que não foram às urnas. Em seguida, convoca apoiadores para atuarem como “fiscais de urna”. A mentira foi divulgada às 11h43 de ontem (23).

Na decisão, o magistrado determina que a Meta, dona do aplicativo, retire o conteúdo, estabelece multa de R$ 100 mil por hora em caso de descumprimento da decisão e cita a proximidade do pleito ao justificar a cobrança por celeridade.

“A divulgação dessa narrativa às vésperas do segundo turno, em ambiente de ampla circulação e acompanhada de estímulo expresso ao compartilhamento, evidencia risco concreto de propagação de desinformação sobre a regularidade dos trabalhos eleitorais”, diz a decisão.

A medida atende parcialmente a pedido da chapa de Lula, que defendeu a derrubada do canal. Villas Bôas Cuêva indeferiu esse pedido, por considerar medida drástica, mas ordenou a retirada do áudio. Também fez alertas de que, se novas informações forem veiculadas, o canal pode ser derrubado.

“Advirto que a persistência ou a reiteração das condutas ilícitas, inclusive mediante a divulgação de novos conteúdos que atentem contra a integridade do processo eleitoral, poderá ensejar a reavaliação das medidas ora adotadas e, presentes os respectivos pressupostos legais, a suspensão temporária do canal, nos termos do art. 33-G da Res.-TSE nº 23.610/2019, independentemente da necessidade de prévia adoção de outras providências.”

A mensagem de Gayer convocava os apoiadores do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência. “Eu peço para que vocês que estão aqui na tropa do Flávio se cadastrem como fiscais de urna […] Se nós tivermos, dois milhões de fiscais espalhados pelo Brasil, nós podemos garantir que não vai ter mesário votando no lula depois das cinco horas”, diz o áudio.

Logo depois, foi enviado um link para uma página chamada “Fiscais do PL”, em que os apoiadores podem se voluntariar na iniciativa. Para isso, preenchem nome e dados pessoais, como telefone e CPF.

Pesquisa CNT/MDA: Flávio tem 50,7% dos votos válidos e Lula, 49,3%

 

Do UOL

Pesquisa CNT/MDA divulgada neste sábado (24) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 50,7% das intenções de votos válidos, e o presidente Lula (PT) com 49,3%.

O levantamento aponta um cenário de empate técnico entre os candidatos, dentro da margem de erro, um dia antes do segundo turno da eleição presidencial.

A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. O instituto entrevistou presencialmente 2.002 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 21 e 23 de outubro, em todas as regiões do país. A pesquisa foi encomendada pela CNT (Confederação Nacional dos Transportes). O nível de confiança é de 95%, e o número de identificação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-02136/2026.

Votos válidos

Números em votos válidos simulam a forma como o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) calcula o resultado do pleito. Ou seja, a Justiça Eleitoral desconsidera os votos brancos e nulos na divulgação do resultado das eleições.

• Flávio Bolsonaro (PL): 50,7% (eram 50,5% em 16 de outubro)
• Lula (PT): 49,3% (eram 49,5%)

Votos totais (estimulada)*

• Flávio Bolsonaro (PL): 46,3% (eram 46,8%)
• Lula (PT): 45% (eram 45,9%)
• Brancos/Nulos: 5,8% (eram 4,9%)
• Indecisos: 2,9% (eram 2,4%)

Espôntanea*

• Flávio Bolsonaro (PL): 45,4% (eram 45,6%)
• Lula (PT): 43,5% (eram 44,1%)
• Brancos/Nulos: 5,8% (eram 5,2%)
• Indecisos: 5,3% (eram 5%)

*Pesquisa espontânea: não é apresentada ao entrevista a lista de candidatos

Potencial de voto em Flávio Bolsonaro

• Votaria nele com certeza: 42,5% (eram 43,9%)
• Poderia votar: 8% (eram 7,3%)
• Não votaria: 47,3% (eram 46,6%)
• Não conhece: 0,9%
• Não sabe/não respondeu: 1,3%

Potencial de voto em Lula

• Votaria nele com certeza: 43,1% (eram 43,3%)
• Poderia votar: 7,7% (eram 6,6%)
• Não votaria: 47,4% (eram 48,8%)
• Não conhece: 0,6%
• Não sabe/não respondeu: 1,1%

Avaliação do governo Lula

Lula tem números iguais de avaliação positiva e negativa do governo. Ambos os índices marcam 38% quando arredondados, segundo a pesquisa. Para calcular a avaliação positiva, o levantamento soma os números de ótimo e bom. A negativa é formada pelo total de ruim e péssimo.

• Ótimo: 14,6%
• Bom: 23.3%
• Regular: 22,6%
• Ruim: 10%
• Péssimo: 28,4%
• Não sabe/Não respondeu: 1,1%

Aprovação do desempenho pessoal de Lula

• Aprova: 47,6%
• Desaprova: 48,8%
• Não sabe/Não respondeu: 3,5%

Apoiadores de Flávio se concentram na Praça da Liberdade para ato em BH

 

Apoiadores do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) se concentram na manhã deste sábado (24) na Praça da Liberdade, na capital mineira, para um dos últimos atos de campanha antes do segundo turno, que já é neste domingo (25). Outro grupo de bolsonaristas foi para a Praça do Papa, também em BH, de onde parte uma motociata em apoio a Flávio. Além de um dos últimos atos da campanha, essa é a primeira aparição pública de Flávio após o debate contra Lula (PT) na Globo na noite de ontem (23). As informações são do Metrópoles.

Com Flávio em BH estarão governadores eleitos ou reeleitos, como Tarcísio de Freitas, de São Paulo, e Cleitinho Azevedo, de Minas, ambos do Republicanos. Será a primeira vez na campanha que Cleitinho, eleito governador em primeiro turno com 55% dos votos, subirá com Flávio em um palanque.

Principal cabo eleitoral de Flávio ao longo dessa campanha, tanto nas redes quanto nas ruas, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), reeleito com mais de 3 milhões de votos, também é presença garantida tanto em BH quanto no ato final de campanha de Flávio, no Rio.

Às 14h, o candidato do PL à presidência fecha a campanha na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O ato acaba em frente ao condomínio onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, tem uma casa.

Concessão parcial de água e esgoto no estado é adiada para 23 de novembro, diz Compesa

 

Do Portal Folha de Pernambuco

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) anunciou, ontem (23), o adiamento do início da concessão parcial dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário em Pernambuco. A transição, originalmente marcada para a próxima segunda-feira (26), foi transferida para 23 de novembro.

A alteração do calendário adia a transferência formal da gestão operacional da Compesa para o setor privado nas regiões contempladas pelo leilão. O acordo foi assinado em abril deste ano, e previa um limite de seis meses — que vence em outubro — até a transição.

A partir de 23 de novembro, a responsabilidade pela distribuição de água e pelas etapas de coleta e tratamento de esgoto passa para a iniciativa privada.

A AQUA Pernambuco assumirá a distribuição de água e coleta de esgoto do Litoral até parte do Sertão do estado. Já a VITA Sertão irá operar os serviços em 24 municípios do Sertão, incluindo Petrolina.

Em nota enviada à Folha de Pernambuco, a Compesa informou que a nova data vai garantir que os usuários não passem por transtornos por causa da mudança. Confira o comunicado na íntegra:

“A Compesa, em conjunto com as concessionárias AQUA Pernambuco e VITA Sertão, definiu o dia 23 de novembro como nova data para o início da operação plena dos serviços de distribuição de água e esgotamento sanitário pelas concessionárias. A nova data permitirá concluir a integração dos sistemas comerciais, de atendimento e os fluxos de trabalho, garantindo que a mudança ocorra sem qualquer interrupção ou transtorno para os usuários. Até lá, o atendimento, o pagamento das contas e a solicitação de serviços seguem normalmente pelos canais da Compesa.”

Votos inescrutáveis podem decidir o próximo presidente

 

Do Poder360

O Brasil vive uma das disputas presidenciais mais disputadas da sua história. No 1º turno, a diferença de votos entre os dois candidatos que passaram para o 2º turno foi a menor já registrada. Flávio Bolsonaro (PL) teve apenas 2,2 milhões de votos a mais que Luiz Inácio Lula da Silva (PT), uma diferença de 1,87 ponto percentual.

Os levantamentos de intenção de voto vinham mostrando o grau de equilíbrio nos últimos cenários de intenção de voto. A maior parte das empresas que fazem pesquisas indicava um cenário de empate técnico entre Lula e Flávio na disputa do 1º turno.

Esse cenário é o pesadelo para as empresas que fazem estudos de intenção de voto. Uma variação percentual mínima em determinado sentido é capaz de inverter o resultado e apontar outro vencedor mesmo estando dentro das margens de erro dos levantamentos.

Foi o que aconteceu no 1º turno da eleição presidencial de 2026, em que o cenário de empate técnico indicado pelas pesquisas trazia, em muitos casos, Lula numericamente à frente, mas com uma distância que aceitava o cenário inverso dentro das próprias margens de erro.

O “voto útil”

Alguns fatores concorrem para dificultar a medição da intenção de voto da população mesmo às vésperas da votação nas urnas. E justamente esses fatores podem ser decisivos para determinar o vencedor numa eleição presidencial tão apertada quanto vem sendo esta de 2026 — cujo desfecho se dará no 2º turno no domingo (25).

Um desses fatores já se fez presente e foi o voto útil, muito comum nas retas finais de 1º turno, quando as intenções de voto migram de candidatos que não se mostraram competitivos para os líderes da corrida eleitoral.

Esse fenômeno foi bem captado pelas pesquisas nas últimas semanas antes do pleito, mas sua velocidade e escala final só aparece na apuração dos resultados.

Na pesquisa Poderdata divulgada em 10 de setembro, cerca de 1 mês antes do 1º turno, os candidatos que não foram para o 2º turno somavam 19% das intenções de voto. Duas semanas depois, em 24 de setembro, a soma era de 15%. Na véspera da eleição, era de 10%. Nas urnas, foi de 7,8%.

A maior parte desses votos abasteceu diretamente o crescimento de Flávio Bolsonaro nas últimas pesquisas e seu resultado da urna. O volume de eleitores que poderia ter deixado para fazer esse movimento no 2º turno, mas antecipou sua decisão para a primeira votação, foi um dos diferenciais entre o que apareceu nos levantamentos e o resultado apurado pelo TSE.

Mas fora esse movimento que as pesquisas conseguem captar parcialmente, numa escala muitas vezes diferente da que se materializa nas urnas, há outros mistérios que as intenções de voto têm dificuldade em revelar.

Ministério Público Eleitoral defende extinção de processo sobre ‘desafio dos sigilos’

 

O Ministério Público (MP) Eleitoral defendeu a extinção do processo que envolve a abertura de sigilos bancários, fiscais e telefônicos dos candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O chamado “Desafio dos sigilos” foi proposto pelo candidato do PT, durante o debate da TV Bandeirantes, no último domingo (17).

A manifestação ocorre após Lula ter enviado, na última terça-feira (20), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um requerimento autorizando o levantamento de seus sigilos e dos de seus familiares, incluindo seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Na ocasião, o presidente desafiou Flávio Bolsonaro a fazer o mesmo. Com informações do Metrópoles e da Agência Brasil.

No dia seguinte, Flávio enviou à Corte Eleitoral uma autorização para o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, condicionada à ampliação do alcance das medidas por Lula. Entre as exigências, estavam a divulgação de dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente, dos registros de entrada da empresária Roberta Luchsinger no Palácio do Planalto e dos sigilos de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula. Logo depois, a coordenação da campanha de Lula afirmou que o candidato havia aceitado as condições do adversário.

No parecer, o vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, argumenta que não há, na ação, elementos que justifiquem a intervenção da Justiça Eleitoral, “sobretudo porque não há matéria estritamente eleitoral a ser equacionada”.

O documento destaca que o sigilo dos dados é garantido pela Constituição, em decorrência do direito à intimidade e à privacidade. Também ressalta que a legislação busca proteger o cidadão da “indevida devassa de terceiros em relação a dados bancários, fiscais ou telefônicos que se inserem como expressão do direito de personalidade”.

O MP Eleitoral pontua, ainda, que não há impedimento para que o titular divulgue suas informações de forma voluntária. A manifestação está alinhada à decisão do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que afirmou que os candidatos podem divulgar seus dados sem aval da Justiça.

“Em síntese, a inexistência de pretensão resistida traduz a ausência de interesse jurídico de buscar a tutela jurisdicional. Como bem apontado pelo Ministro Relator, ‘não cabe à Justiça Eleitoral definir o que cada candidato quer ou não divulgar. O que se quiser divulgar é escolha de cada um, e avaliar essa escolha cabe ao eleitor’”, diz a manifestação do MP Eleitoral.

Ao final, o vice-procurador-geral pede a extinção do processo sem a resolução do mérito.

IEL promove curso sobre Reforma Tributária voltado ao setor gesseiro nos dias 6 e 7 de novembro

 


O Instituto Euvaldo Lodi de Pernambuco (IEL-PE) promoverá, nos dias 6 e 7 de novembro, em Araripina, o curso Reforma Tributária: impactos, oportunidades e aplicações práticas, com foco nos reflexos das mudanças tributárias para o setor gesseiro. As inscrições são feitas pelo site https://capacitacao.ielpe.org.br/reformatributaria_gesso/

A iniciativa tem como objetivo ampliar o conhecimento de empresários e profissionais sobre a nova estrutura de tributação brasileira, contribuindo para que as empresas compreendam as alterações legais e operacionais e se preparem para os desafios e as oportunidades decorrentes da reforma.
Durante a capacitação, serão abordados temas como os novos tributos sobre o consumo, com destaque para a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), além dos regimes diferenciados, do período de transição e das novas obrigações fiscais. A programação também contemplará os impactos das mudanças no fluxo de caixa, na formação de preços, nos sistemas contábeis e no planejamento tributário das organizações, considerando as particularidades da atividade industrial.
A formação reforçará a importância da atualização profissional e do planejamento estratégico diante das transformações no sistema tributário nacional. Para as empresas do Polo Gesseiro do Araripe, compreender as novas regras será fundamental para avaliar custos, revisar processos internos e tomar decisões mais seguras, preservando a competitividade e a sustentabilidade dos negócios. Para mais informações, os interessados podem entrar em contato pelo WhatsApp (87) 99150-1497

Lula chega para ato de campanha em Copacabana

 

O presidente Lula (PT) chegou em Copacabana, no Rio, por volta das 9h40 de hoje para o seu penúltimo ato da campanha presidencial de 2026.

Às vésperas do segundo turno da eleição, Lula reúne apoiadores no reduto eleitoral do seu rival no pleito, o senador Flávio Bolsonaro (PL). A concentração para a caminhada organizada pela campanha petista começou por volta das 8h no Posto 5, na avenida Atlântica.

O candidato à reeleição deve fazer discursos breves, de cima do carro de som em movimento. Isso porque o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) proíbe a realização de comícios eleitorais nos dias que antecedem a votação.

Mobilização promovida nas redes sociais deu um gás na campanha na reta final. Comandado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, reúne hoje mais de 10,6 milhões de seguidores. Por lá, são organizados atos e dadas “missões” para os apoiadores. As informações são do UOL.

TSE ordena que Meta apresente relatórios a cada 6 horas de posts de Nikolas Ferreira e Pablo Marçal

 

Por Karina Matias e Mônica Bergamo
Da Folha de S.Paulo

O corregedor do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou na noite de ontem (23) que a Meta entregue a cada seis horas relatórios detalhados de alcance e distribuição de novas postagens do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e do influenciador Pablo Marçal. A medida é válida durante a véspera e o dia da eleição.

Os documentos deverão informar visualizações, origem da audiência e mecanismos de recomendação. Na mesma decisão, o ministro salientou que a Meta deve aplicar sua regra geral e não recomendar proativamente a não seguidores as publicações do deputado e do influenciador que mencionem candidatos, partidos ou a eleição até o fim do segundo turno, no domingo (25).

Ordenou ainda que a empresa não pode realizar qualquer intervenção manual ou ajuste algorítmico para amplificar de forma artificial os conteúdos dos dois investigados. O corregedor fixou multa de R$ 500 mil em caso de descumprimento. As medidas foram determinadas também para a plataforma X.

A decisão foi tomada após pedido de investigação judicial eleitoral (aije) da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que aponta o que vê como favorecimento do algoritmo da Meta ao perfil de Nikolas.

O ministro determinou ainda que Marçal e Nikolas não podem até o fim do segundo turno no domingo (25) divulgar ou promover em suas redes conteúdos com inteligência artificial proibida pela norma eleitoral, além de posts fabricados ou manipulados e com fatos sabidamente inverídicos. Ele fixou multa de R$ 100 mil por publicação que descumpra a norma, após verificação judicial.

Segundo ele, a medida não se trata de “censura prévia, tampouco se destina a restringir a liberdade de expressão, de comunicação ou o exercício regular do debate político-eleitoral”.

“Sua finalidade é estritamente preventiva e circunscrita à proteção da normalidade e da legitimidade das eleições, no âmbito da investigação prevista no art. 22 da LC 64/90, mediante a contenção de condutas concretamente enquadráveis nas vedações da legislação eleitoral. Não alcança, portanto, manifestações políticas lícitas, críticas, opiniões ou a divulgação regular de informações, ainda que desfavoráveis a candidatos ou partidos”, explica.

O corregedor destacou também que o TSE já havia determinado, em menos de três semanas, a retirada de pelo menos seis conteúdos relacionados aos investigados que apresentavam irregularidades. A decisão será submetida ao referendo do plenário da corte.

Cueva negou o pedido da coligação de Lula para a exclusão integral dos mecanismos de recomendação dos perfis e a proibição antecipada do vídeo anunciado por Marçal para este sábado (24).

O ministro disse que os dados apresentados pela Meta não comprovam favorecimento irregular pelos algoritmos, mas ainda são insuficientes para esclarecer a distribuição das postagens. “A exclusão indistinta das superfícies de recomendação alcançaria também conteúdos lícitos, independentemente de sua natureza, contexto ou vinculação com as irregularidades apontadas, com repercussões relevantes sobre a liberdade de expressão e a circulação de informações no período eleitoral”, afirmou ele na decisão.

Em debate mais civilizado do que o primeiro, Lula vence Flávio por pontos

 

Por Igor Gielow
Da Folha de S.Paulo

Como já lembrava Sigmund Freud em “Totem e Tabu” (1913), nada como um pouco de regras para tornar uma sociedade civilizada. O mesmo se aplica a debates.

A opção pelo vale-tudo de saída no primeiro encontro entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) na Band, domingo passado (18), levou a um desastre de escopo ainda insondável na intenção de voto dos líderes da disputa presidencial brasileira deste ano.

Na noite de ontem (23) na TV Globo, o formato adotado enquadrou os dois candidatos e ofereceu um vislumbre de embate de ideias para os vitais pontos percentuais a serem pescados entre eleitores indecisos e pendulares na disputa.

Sem a gritaria e a ausência de respostas do confronto anterior, Lula levou vantagem sobre o senador fluminense. Não saiu, contudo, sem arranhões. Já no primeiro bloco, o presidente deixou o candidato do PL desconfortável ao questioná-lo sobre o valor do salário mínimo, um truque tão velho quanto a política. Flávio aparentou nervosismo, retomando algum controle quando o tema era a produção do agro no Centro-Oeste.

O filho de Jair Bolsonaro ainda escorregou ao citar os nove dedos da mão de Lula, remetendo às conversas dos hoje governador e senador eleitos pelo Paraná Sergio Moro e Deltan Dallagnol, soldados do bolsonarismo paranaense.

Foi um dos momentos em que Flávio afetou preconceito, como quando sugeriu que Lula estava surdo — no debate anterior, o etarismo foi ainda mais explícito. O petista ainda faturou em cima com um direito de resposta, mas deixou o rival enfileirar outros “pedidos de desculpa”.

Ao entrar na árida seara das contas públicas, provavelmente o ponto mais frágil da gestão de Lula 3, o senador conseguiu deixar Lula contra a parede.

Ao questionar a questão da evolução da dívida pública, o senador ouviu do presidente uma questão sobre a necessidade de ter o Banco Central independente. Levantou a bola: o BC autônomo serve para segurar abusos do Executivo na área fiscal, evitando escaladas inflacionárias.

Ao buscar faturar em cima do momento, Flávio voltou ao tema controverso do congelamento de dívidas das famílias, o que remonta ao ruinoso Plano Collor.

O melhor para Lula veio depois: a segurança pública. A campanha de Lula trouxe a mãe da menina Ana Clara, cujo assassino foi um policial defendido por Flávio como advogado, para o debate.

A carta foi sacada no terceiro bloco, quando o presidente trouxe o caso pessoal do senador com a menina, engatando com a lembrança das relações de Flávio com milicianos do Rio. O presidenciável do PL perdeu o rumo, repetindo clichês.

Ao final do encontro, Flávio saiu-se ainda pior. O senador voltou à prática de não responder a questões, prática do debate na Band, quando foi questionado sobre o caso da ilha que o jogador Richarlison disse ter sido tomada pelo senador.

“Eu sinceramente cansei de fazer perguntas para esse rapaz”, reagiu o presidente, quando Flávio ainda citou um uísque de “meio milhão de reais”, algo que parece algo bastante ilusório, que teria sido dado pelo mesmo Daniel Vorcaro (Banco Master) a quem o senador pediu R$ 134 milhões para supostamente financiar o filme hagiográfico do pai.

O presidente ainda lembrou do passeio de barco com lobistas de vacinas e garotas de programa, caso revelado pela revista piauí. O desafio dos sigilos foi reforçado, com Lula tentando colar o rótulo de ladrão no rival. Já Flávio pareceu perdido na repetição de críticas passadas, mal aproveitando o caso Lulinha, apenas ao final da noite.

Se a troca de acusações teve seus momentos acalorados e o impacto do debate sobre os indecisos e pendulares é incerto, é possível dizer que Lula saiu vencedor por pontos — nocaute é algo que está distante desse tipo de encontro.

Flávio tem 51,4% contra 48,6% de Lula em votos válidos, aponta pesquisa do Instituto França

 

Levantamento do Instituto França, divulgado neste sábado (24), mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 51,4% das intenções de voto contra 48,6% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste 2º turno da eleição, considerando os votos válidos.

Como a margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, os candidatos estão tecnicamente empatados. Nesse cenário, a pesquisa desconsidera os votos brancos e nulos.

A pesquisa ouviu 1.537 eleitores brasileiros de 21 a 23 de outubro de 2026. O grau de confiança é de 95%. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04863/2026. O estudo custou R$ 50.000, pagos com recursos próprios. As informações são do Poder360.