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10 agosto 2026

João Campos faz giro por Pernambuco no último fim de semana de pré-campanha

 


O candidato ao Governo de Pernambuco e líder da Frente Popular, João Campos (PSB), intensificou a agenda política no último fim de semana antes do início oficial da campanha eleitoral. Entre o sábado (8) e o domingo (9), o socialista cumpriu compromissos em municípios da Região Metropolitana do Recife e da Mata Norte, passando por Olinda, Carpina e Moreno.

No sábado, após uma série de agendas no Sertão, João Campos chegou à Região Metropolitana e visitou a tradicional Feira de Rio Doce, em Olinda. Recebido por apoiadores e lideranças políticas, o candidato conversou com feirantes, comerciantes e moradores.

A agenda contou com a presença da senadora Teresa Leitão (PT), da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos (PCdoB), do deputado federal e candidato à reeleição Pedro Campos (PSB), da deputada federal e candidata a deputada estadual Maria Arraes (PSB), e do candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos).

Em entrevista à Rádio Marim, João Campos afirmou que pretende estabelecer uma parceria com o município caso seja eleito governador. Entre os problemas citados pelo candidato estão buracos, limpeza, manutenção e controle urbano.

“Olinda está com muito problema de buraco, de limpeza, de manutenção e de controle urbano. Então, como governador, eu vou me colocar à disposição para ajudar Olinda, para ajudar o povo de Olinda. Eu vou dar solução a isso”, afirmou.

O candidato também defendeu uma relação de diálogo entre o Governo do Estado e as prefeituras, independentemente de alinhamento partidário. “Quem governa de verdade, como o presidente Lula governa, trata com todo mundo, recebe, respeita. Agora, tem um objetivo: cuidar do povo”, declarou.

Carpina

Ainda no sábado, João Campos seguiu para Carpina, onde participou da 10ª edição do Chega Junto Pernambuco. Diante do público e de lideranças políticas da Mata Norte, o candidato destacou o potencial econômico da região e defendeu uma maior presença do Governo de Pernambuco na área.

Segundo João Campos, a Mata Norte precisa de investimentos em infraestrutura, abastecimento de água, geração de emprego e renda.

“A Mata Norte pode muito mais. Tem um povo generoso, trabalhador, mas precisa de um governo que chegue junto”, afirmou.

Durante o evento, João Campos citou a proposta de duplicação da PE-90, que liga Carpina ao Agreste Setentrional, como uma das intervenções que pretende priorizar em um eventual governo. O candidato também afirmou que pretende ampliar os investimentos na região.

Proibido de visitar Bolsonaro, Flávio escreve carta e chora em vídeo

 

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou, neste domingo (9), um vídeo em que aparece chorando enquanto escreve uma carta ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), após ser impedido de visitá-lo no Dia dos Pais.

Na carta, Flávio afirma que havia acabado de participar de uma agenda em Itapetininga, no interior de São Paulo, quando soube que o pedido apresentado pela defesa para que ele e os irmãos Carlos e Jair Renan visitassem o pai havia sido negado. “Por isso lhe escrevo, pois não poderei te dar um abraço e matar a saudade como gostaria”, afirmou o senador. As informações são da CNN Brasil.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), rejeitou ontem (8) o pedido para que os três filhos visitassem Bolsonaro na tarde deste domingo. A defesa havia solicitado uma autorização excepcional em razão do Dia dos Pais, argumentando que o encontro teria finalidade exclusivamente familiar e humanitária.

Na decisão, Moraes citou a suspensão por 30 dias das visitas ao ex-presidente, com exceção de médicos e advogados. Flávio, especificamente, está proibido de visitar o pai por 90 dias desde meados de julho, depois de divulgar nas redes sociais uma carta escrita por Bolsonaro. Para o ministro, a publicação representou descumprimento das restrições que impedem o ex-presidente de utilizar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros. A defesa nega que Bolsonaro soubesse previamente que o documento seria divulgado.

Na nova carta, Flávio também disse que recebe informações sobre o estado de saúde e o humor do pai por meio dos advogados. “Fico sabendo pelos outros advogados como está sua saúde e seu humor, pergunto todos os dias, sem falta”, escreveu.

O candidato também fez um balanço da campanha presidencial. Segundo ele, a articulação conduzida ao lado do senador Rogério Marinho (PL-RN) permitiu montar palanques em “quase todos os estados”. Flávio afirmou ainda que, apesar de partidos de centro não terem formalizado apoio à sua candidatura, lideranças dessas siglas estariam ao seu lado.

Flávio encerrou a carta criticando novamente a impossibilidade de encontrar o pai neste domingo. “Proibir um filho de visitar um pai, ou o pai de dar um abraço nos filhos, no Dia dos Pais é desumano, é insano, é injusto, é triste”, escreveu.

Estratégia global de Trump reduz poder de barganha do Brasil sobre minerais críticos

 

Por Luiz Queiroz – do Capital Digital

Um comunicado divulgado pela Casa Branca em 7 de agosto expôs o tamanho da ofensiva montada pelo governo Donald Trump para reduzir a vulnerabilidade dos Estados Unidos em minerais críticos e ajuda a dimensionar o desafio que o Brasil enfrenta ao tentar transformar suas reservas, especialmente de terras raras, em instrumento para atrair indústria, tecnologia e processamento para o país.

Ao anunciar mais de US$ 2 bilhões em novos investimentos em mineração e projetos relacionados, a Casa Branca informou que o governo Trump já assinou ou aprovou, desde sua posse, 160 acordos no setor mineral, totalizando aproximadamente US$ 40 bilhões. O pacote anunciado na sexta-feira incluiu ainda mais de US$ 180 milhões destinados à formação de trabalhadores para a indústria mineral americana.

O comunicado foi divulgado após Trump reunir representantes da indústria de mineração na Casa Branca, em encontro apresentado pelo governo americano como a maior mesa-redonda do setor em mais de 120 anos. Três investimentos anunciados ajudam a compreender o alcance da estratégia.

A Sila Nanotechnologies anunciou US$ 1,4 bilhão para ampliar a produção de materiais de silício-carbono usados em ânodos de baterias e células de íon-lítio na Califórnia. A Sunrise Energy Metals comprometeu US$ 400 milhões com o desenvolvimento da primeira mina primária de escândio dos Estados Unidos. E a Niron Magnetics anunciou US$ 150 milhões para ampliar em Minnesota a produção de ímãs permanentes fabricados sem terras raras.

Os projetos mostram que Washington não está procurando apenas novas minas. A estratégia americana alcança diferentes pontos da cadeia: extração mineral, processamento, materiais avançados, componentes para baterias, ímãs e tecnologias capazes até mesmo de substituir minerais considerados críticos. É a partir dessa ofensiva que precisa ser analisada a estratégia brasileira de usar suas reservas como instrumento de negociação com os Estados Unidos.

O problema para o Brasil não é falta de interesse americano. Washington continua investindo em projetos brasileiros e já comprometeu centenas de milhões de dólares em operações relacionadas às terras raras no país. O problema é que, simultaneamente, os Estados Unidos estão construindo alternativas suficientes para reduzir a dependência de qualquer fornecedor individual.

Essa diferença pode ser decisiva nas negociações entre os dois países. O governo Lula defende que o Brasil não repita com os minerais críticos o modelo histórico de exportação de matérias-primas de baixo valor agregado. A intenção é utilizar as reservas brasileiras, entre as maiores do mundo em determinados minerais, para negociar investimentos em processamento, separação, refino, metais, ligas, ímãs e outras etapas industriais.

A premissa brasileira é transformar vantagem geológica em poder de negociação. A estratégia americana segue uma lógica diferente: transformar diversificação geográfica, financiamento público e capacidade industrial em segurança de abastecimento.

Washington financia simultaneamente projetos no Brasil, nos próprios Estados Unidos, na África, Austrália e outros países aliados ou parceiros. Ao mesmo tempo, coloca recursos em processamento, estoques estratégicos e tecnologias destinadas a diminuir a vulnerabilidade americana a determinados minerais. O comunicado da Casa Branca de 7 de agosto é a expressão mais recente dessa política, mas não representa uma iniciativa isolada.

Em março de 2025, Trump determinou medidas para ampliar a produção mineral americana e acelerar projetos considerados estratégicos. O objetivo declarado pela Casa Branca era transformar os Estados Unidos em líder na produção e no processamento de minerais não combustíveis, incluindo terras raras.

Em janeiro de 2026, o governo avançou para a negociação de acordos com parceiros comerciais sobre minerais críticos processados e produtos derivados. Em julho, Trump reforçou a vinculação entre minerais, indústria de defesa e segurança nacional, determinando novas medidas para proteger as cadeias necessárias à fabricação de equipamentos militares.

A política americana, portanto, combina produção doméstica, acordos internacionais, financiamento de projetos no exterior, processamento industrial, estoques e substituição tecnológica. Isso altera a correlação de forças em uma eventual negociação com o Brasil.

Quanto maior o número de fornecedores disponíveis para os Estados Unidos, menor tende a ser a capacidade de qualquer país individual de usar exclusivamente o acesso às suas reservas para negociar instalação de fábricas, transferência de tecnologia ou participação maior nas etapas industriais da cadeia.

O Brasil continua relevante. Mas relevância não significa indispensabilidade. Essa diferença aparece concretamente nos projetos brasileiros já apoiados por Washington. Em Goiás, os Estados Unidos aprofundaram sua presença na Serra Verde, produtora de terras raras pesadas estratégicas como disprósio e térbio. No projeto Carina, também em Goiás, a DFC americana participa do financiamento.

O desenho industrial do Carina, porém, expõe o limite da estratégia brasileira. A previsão é produzir carbonato misto de terras raras no Brasil e encaminhá-lo para uma futura unidade da Aclara na Louisiana, onde ocorreriam etapas mais sofisticadas, como separação em óxidos e produção de metais e ligas.

Ou seja, o Brasil pode receber investimento, aumentar sua produção mineral e integrar-se à cadeia americana sem necessariamente capturar as etapas mais valiosas dessa cadeia. É nesse ponto que os interesses dos dois países começam a divergir. Brasília pretende utilizar sua riqueza mineral para desenvolver uma cadeia industrial. Washington procura garantir matéria-prima para construir e proteger sua própria cadeia industrial. A diferença se torna mais relevante porque os Estados Unidos possuem alternativas.

Rede global

A Casa Branca já formalizou acordos com alguns de seus principais parceiros. Em outubro de 2025, Estados Unidos e Austrália estabeleceram um marco bilateral para mineração e processamento de minerais críticos e terras raras. Os dois governos estabeleceram como objetivo apoiar cadeias envolvendo mineração, separação e processamento e previram pelo menos US$ 1 bilhão em financiamento para projetos em cada país.

Poucos dias depois, Washington estabeleceu com o Japão outro marco para minerais críticos e terras raras. O acordo prevê apoio governamental e privado por meio de empréstimos, garantias, participação acionária, contratos de compra e seguros, além da identificação conjunta de projetos considerados estratégicos.

A arquitetura americana, portanto, começou a ser construída antes do anúncio de 7 de agosto e está sendo progressivamente ampliada. Na África, os Estados Unidos financiam novos projetos minerais e infraestrutura. Congo e Zâmbia estão sendo incorporados a uma cadeia ligada ao Corredor do Lobito. No Malawi, Washington apoia um projeto de terras raras. Na Austrália, os americanos procuram garantir novas fontes de minerais e já estabeleceram uma parceria formal que inclui mineração e processamento.

Dentro dos próprios Estados Unidos, o governo Trump acelera produção, processamento e fabricação de materiais avançados. É nesse contexto que precisam ser interpretados os US$ 40 bilhões e os 160 acordos anunciados pela Casa Branca. Não se trata simplesmente de uma soma de investimentos em minas.

Washington está construindo uma rede destinada a reduzir vulnerabilidades em diferentes pontos da cadeia mineral. O anúncio da Niron Magnetics é particularmente ilustrativo. Enquanto Washington procura novas fontes de terras raras no Brasil e em outros países, também financia uma tecnologia de ímãs permanentes que pretende dispensar justamente as terras raras. A lógica é reduzir dependências por vários caminhos simultaneamente.

Brasil

Para Brasília, a consequência é direta. A simples existência das reservas brasileiras talvez não seja suficiente para garantir que os Estados Unidos incorporem aos acordos todos os objetivos brasileiros de política industrial, como maior conteúdo local, transferência de tecnologia e processamento no país.

Washington pode incorporar esses objetivos quando forem economicamente convenientes, politicamente negociados ou necessários para assegurar determinado mineral. Mas, quanto maior sua rede internacional de fornecedores, menor será a capacidade brasileira de utilizar exclusivamente suas reservas como elemento de negociação para obter essas contrapartidas.

Isso ganha importância adicional no momento de deterioração das relações entre Lula e Trump. A tensão política não provocou, até agora, uma retirada dos investimentos americanos em minerais críticos do Brasil. O levantamento dos principais projetos brasileiros mostra justamente o contrário: Washington continua financeiramente envolvido em ativos considerados estratégicos.

Mas o movimento global revelado pela Casa Branca mostra que os Estados Unidos também estão construindo uma política capaz de sobreviver a crises diplomáticas com fornecedores específicos. Uma deterioração das relações com Brasília não significa necessariamente que Washington precise abandonar o minério brasileiro. Mas também não significa que os americanos precisem esperar indefinidamente por um entendimento com o Brasil.

Podem acelerar projetos concorrentes.

Não significa que os Estados Unidos consigam substituir imediatamente todos os minerais brasileiros. Terras raras pesadas como disprósio e térbio continuam sendo ativos particularmente importantes, e projetos como Serra Verde possuem características difíceis de reproduzir rapidamente.

Mas Washington não precisa substituir completamente o Brasil. Precisa possuir alternativas suficientes para evitar dependência excessiva do país. Essa é uma das mensagens mais importantes que emerge do comunicado da Casa Branca.

Janela brasileira

A estratégia americana também introduz um componente de tempo na política brasileira. Hoje, a dependência ocidental da China cria uma oportunidade excepcional para países detentores de minerais críticos. Mas essa janela não necessariamente permanecerá aberta nas mesmas condições.

Novas minas entrarão em produção. Novas unidades de processamento serão construídas. Estoques estratégicos serão formados. Cadeias africanas e australianas poderão amadurecer. Tecnologias capazes de reduzir a utilização de determinados minerais continuarão recebendo investimentos.

O recurso continuará debaixo do solo brasileiro. O prêmio geopolítico associado à sua escassez, porém, pode diminuir. Por isso, o principal desafio brasileiro talvez não seja convencer Washington de que o Brasil possui minerais que os Estados Unidos desejam. Isso os americanos já sabem.

O desafio é transformar essa vantagem geológica em capacidade industrial enquanto a reorganização mundial das cadeias ainda aumenta o valor estratégico das reservas brasileiras. O comunicado da Casa Branca de 7 de agosto ajuda a dimensionar essa corrida.

Quando Washington anuncia mais de US$ 2 bilhões em novos projetos, US$ 180 milhões em formação profissional e informa ter alcançado 160 acordos que somam aproximadamente US$ 40 bilhões, sinaliza que sua resposta à dependência mineral não está concentrada em encontrar um novo fornecedor privilegiado. A resposta é multiplicar fornecedores, financiar diferentes tecnologias e reconstruir capacidade industrial dentro dos Estados Unidos.

É nesse ambiente que o Brasil negocia. A premissa brasileira é transformar concentração de recursos em poder de negociação. A resposta americana é construir diversificação suficiente para diminuir os riscos dessa concentração. Nesse cenário, as reservas brasileiras continuam extremamente valiosas, mas podem não ser suficientemente exclusivas para garantir, por si mesmas, que os objetivos brasileiros de industrialização sejam incorporados aos futuros acordos.

A questão central passa a ser quanto tempo o Brasil possui para converter riqueza mineral em indústria antes que a vantagem estratégica proporcionada pela atual escassez seja diluída pela diversificação que os Estados Unidos estão financiando em escala global.

*Portanto é preciso dosar o discurso de campanha, quando ele parte do governo central, para não fechar definitivamente as portas a uma futura boa negociação. Cautela e caldo de galinha não fazem mal à ninguém.

Fernando Dueire deve comunicar apoio a Humberto Costa amanhã

 

Fora da disputa por um novo mandato, o senador Fernando Dueire (PSD) deve declarar apoio à reeleição de Humberto Costa (PT), inclusive, já tem prefeitos que haviam declarado voto em Dueire que recebem essa orientação. O blog Dantas Barreto apurou que na Frente Popular, encabeçada pelo candidato a governador João Campos (PSB), já existe a expectativa para essa união. Amanhã (10), tem um “Encontro com Dueire”, às 11h, no Centro Debate, quando deve comunicar a decisão.

No período da pré-campanha, quando ele tentava se cacifar para compor a chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), quase 100 gestores lhe hipotecaram apoio, em reconhecimento às ações e emendas parlamentares que chegaram aos municípios. Fernando Dueire figurou como suplente do senador Jarbas Vasconcelos (MDB) nas eleições de 2018, que foi eleito. Por motivo de saúde, o emedebista renunciou ao mandato e Dueire assumiu a titularidade, em setembro de 2023. Neste ano, trocou o MDB pelo PSD a convite de Raquel Lyra e passou a ser uma opção para a chapa majoritária. As informações são do blog Dantas Barreto.

No entanto, depois de muita espera e negociações, os escolhidos para disputar o Senado foram os deputados Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP). Fernando Dueire chegou a ser cogitado para a vice, mas Priscila Krause (PSD) foi mantida na vaga.

Fernando Dueire demonstrou insatisfação ao não comparecer à Convenção Estadual do PSD, que ocorreu no domingo passado. Nas pesquisas de intenção de votos, o senador apareceu com apenas um dígito.

Raquel Lyra acusa “gabinete do ódio” por pedidos de Pix com uso da sua imagem

 

A governadora Raquel Lyra (PSD) prestou queixa sobre uso de seus dados pessoais e sua imagem para pedidos de Pix. Ontem (8), ela divulgou vídeo nas redes sociais para alertar o crime e se colocando como vítima dos adversários políticos. Ela cita que sempre trabalhou honestamente, tendo passado por concursos públicos da Polícia Federal e Procuradoria. As informações são do portal Dantas Barreto.

“É impressionante até onde algumas pessoas estão dispostas a ir durante uma eleição. Pegaram meus dados pessoais, produziram um vídeo truncado com a minha imagem e começaram a pedir Pix em meu nome. Uma ação coordenada do gabinete do ódio, para espalhar informação falsa e tentar enganar as pessoas”, postou Raquel Lyra.

A governadora, que tenta a reeleição, não citou nomes, mas espera que a investigação policial descubra quem são os responsáveis. “Mas não se preocupem. Eu jamais vou entrar no vale-tudo deles. Vou fazer uma campanha limpa, debatendo Pernambuco e apresentando o trabalho que estamos fazendo. E vou continuar fazendo o que sempre fiz: trabalhar com seriedade”, acrescenta.

Ramagem explica foto na piscina com políticos e investigado da PF

 

Do UOL

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem explicou hoje, em uma rede social, o que fazia em uma piscina posando para foto ao lado de políticos e do advogado Willer Tomaz, investigado pela Polícia Federal.

A imagem foi encontrada pela Polícia Federal no celular do senador Weverton Rocha e obtida pela revista Piauí. O registro é de 23 de abril de 2023, durante um evento privado na propriedade de Willer Tomaz, em Planaltina (DF), com a presença de diversos parlamentares.

Havia diversos políticos entre os presentes: deputado Arthur Lira (PP-AL), deputado Juscelino Filho (PSDB-MA), senador Weverton Rocha (PDT-MA), deputado Elmar Nascimento (União-BA), deputado Paulo Azi (União-BA) e senador Efraim Filho (PL-PB). Ramagem justificou que o encontro contou com familiares dos convidados e o show de um cantor de quem o anfitrião é advogado.

Ramagem afirmou que o anfitrião atende clientes de diferentes espectros políticos, de direita à esquerda. “O advogado é proprietário de escritório que representa diversos parlamentares, de direita, esquerda e centro, diversas empresas brasileiras e estrangeiras, além do próprio artista que se apresentou. Entre diversos segmentos políticos, estão na foto um senador candidato a governo pelo PL, dois outros candidatos ao Senado apoiados pelo Flávio [Bolsonaro] e dois candidatos à reeleição a deputado que farão palanque para a direita na Bahia, onde precisamos virar votos”, declarou.

O ex-parlamentar destacou que mantém sua postura crítica, inclusive contra aliados de ocasião na imagem. “Entre os candidatos ao Senado, está o então presidente da Câmara [Lira], a quem nunca deixei de criticar e ser voz pública ativa sempre que entendi haver condução com irregularidades ou contra a direita. Não deixarei de contestar tudo que considero ser errado, seja contra a esquerda, o centro, a própria direita ou qualquer pessoa”, afirmou.

Ele associou a repercussão da foto a uma suposta perseguição política, semelhante à que sofreria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Assim como ocorre com a maior figura política de direita do nosso país, podem revirar minha vida, tentar difamar, inventar, constranger, que não vai ter resultado. Não tenho nada de desvio, corrupção ou favorecimentos. Tiveram que inventar uma farsa de golpe para me perseguir e tentar me afastar da vida pública. Ainda assim, não interrompo a luta nem deixo de defender meus ideais”, disse Ramagem.

Fraudes no INSS

O advogado Willer Tomaz (na piscina com o punho cerrado) foi alvo de buscas na Operação Sem Desconto, que apura fraudes na previdência. A PF aponta um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo repasses de mais de R$ 11 milhões de empresas de Tomaz para a esposa do senador Weverton Rocha.

A PF também investiga a compra de uma casa de R$ 6 milhões usada pelo senador Weverton em Brasília. Embora a foto na piscina não conste na decisão do ministro André Mendonça, do STF, ela faz parte do material em análise pelos investigadores federais.

Defesas negam irregularidades

Willer Tomaz repudiou o vazamento da imagem privada e negou qualquer envolvimento em ilegalidades. O advogado declarou que os repasses financeiros para a esposa do senador correspondem a honorários advocatícios e que não é investigado na operação.

O senador Weverton Rocha pediu ao STF que apure o vazamento do celular, que chamou de criminoso. Ele alegou que as transações financeiras são lícitas e declaradas, e vê viés político-eleitoral na divulgação da foto.

Sertão do Araripe sugere novo traçado para ramal da Transnordestina em Pernambuco

 

​A Agência de Desenvolvimento Econômico e Social do Araripe (Adesa) formalizou nesta semana um pedido à Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) para alterar os estudos do novo ramal da Ferrovia Transnordestina. A iniciativa visa conectar o Vale do São Francisco ao Sertão do Araripe, com objetivo de estimular o setor mineral em Pernambuco. As informações são do portal Movimento Econômico.

​Em ofício direcionado ao superintendente da Sudene, Francisco Ferreira Alexandre, o presidente da Adesa, Daniel Torres, sugeriu uma rota alternativa para o trecho entre Petrolina e Trindade, com uma extensão de 237 quilômetros, e solicita que o órgão realize os estudos técnicos necessários.

​O percurso defendido pela entidade parte de Petrolina, passa por Lagoa Grande e pelo trevo de Jutaí, segue até Santa Cruz da Venerada e cruza o distrito de Jacaré, em Ouricuri. A conexão final é prevista no município de Trindade, onde o ramal se integraria à malha ferroviária existente.

​A rota sugerida passa por Jacaré, localidade com reservas estimadas em 1,5 milhão de metros cúbitos de calcário calcítico, insumo básico para a fabricação de cimento, e áreas de calcário dolomítico voltado à agricultura. De acordo com a Adesa, a estrutura ferroviária poderia viabilizar a futura instalação de uma fábrica de cimento por um grupo empresarial do Maranhão que detém direitos de lavra no local.

“O traçado apontado por nós é uma sugestão. Estamos solicitando a Sudene e a UFPE que, ao fazerem o estudo técnico do traçado indicado no edital da Infra S/A, Juazeiro-BA a Juazeiro do Norte-CE passando por Petrolina, indo em direção a Salgueiro-PE, que seja levada em consideração outra alternativa: Petrolina-Trindade”, explica Daniel Torres ao Movimento Econômico.

Durante os seminários Conexões Transnordestina, promovido pelo Movimento Econômico em 2025, a Sudene anunciou um contrato com a UFPE para estudar um ramal ligando Petrolina e o Vale do São Francisco a Salgueiro. Posteriormente, em julho passado, a Infra S.A. lançou um edital para estudar a viabilidade do trecho entre Juazeiro (BA), Petrolina e Juazeiro do Norte (CE), via Salgueiro, para se conectar à malha principal da Transnordestina.

“Não tem estudo técnico elaborado ainda para as nossas sugestões. O edital da Infra é para fazer este estudo. Só que, antes de ser feito como consta no último edital, estamos sugerindo a possibilidade de estudar outra alternativa”, acrescenta.

​Modelagem financeira e redução de custos operacionais

​A respeito do financiamento e da redução nos custos de frete para o setor produtivo, Torres defendeu a união de capital público e privado. “Na análise da viabilidade econômica em questão, neste novo traçado por nós proposto será analisado o valor do investimento, e que tipo de financiamento, se público totalmente ou aporte do setor privado. Nós defendemos uma PPP – (Parceria Público Privada)”.

​A Adesa é uma ONG que tem uma diretoria ativa composta de membros de vários setores da sociedade, principalmente técnicos em várias áreas, ressalta Daniel Torres. O órgão é sediado na região do Araripe pernambucano, onde foca sua atuação e está envolvido em vários outros projetos, além de participar do Comitê Prol Canal do Sertão. “Esse projeto de irrigação pretende atender a 120 mil hectares de terras no Araripe. É um projeto público”, conclui.

07 agosto 2026

Gestão Evilásio Mateus e Bringel Filho entrega o primeiro CAPS AD da região do Araripe e marca um novo tempo no cuidado com as pessoas


 A Prefeitura de Araripina viveu uma noite histórica nesta quinta-feira (06) com a inauguração do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD III), o primeiro equipamento desse tipo em toda a região do Araripe. A entrega representa um avanço sem precedentes na política de saúde mental do município, oferecendo acolhimento, tratamento especializado e uma nova oportunidade para pessoas que enfrentam a dependência do álcool e de outras drogas.

Mais do que a inauguração de um prédio, o momento simboliza o compromisso da gestão do prefeito Evilásio Mateus e do vice-prefeito Bringel Filho com a vida, a dignidade e a esperança de centenas de famílias. O novo CAPS AD III conta com uma equipe multiprofissional qualificada, incluindo médicos psiquiatras, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais, terapeutas e cuidadores, preparados para oferecer atendimento humanizado, respeitando a história e a realidade de cada paciente.

Durante a cerimônia, um dos momentos mais emocionantes da noite foi o depoimento de Dona Margarida, que compartilhou sua trajetória de luta contra a dependência do álcool e emocionou todos os presentes ao falar sobre a importância do novo serviço.

> "Eu sei o quanto é difícil enfrentar a dependência. Muitas vezes a gente acha que está sozinho, sem ter para onde correr. Hoje meu coração está cheio de alegria porque sei que outras pessoas vão encontrar aqui o acolhimento que tanto precisam. Esse CAPS representa esperança. É uma porta aberta para quem quer recomeçar e reconstruir sua vida.", declarou Dona Margarida, sob aplausos do público.

Em seu discurso, o prefeito Evilásio Mateus destacou que a entrega do CAPS AD III é uma das ações mais importantes da atual gestão na área da saúde, por tratar de um problema que atinge não apenas o dependente, mas toda a família.

> "Hoje não estamos apenas inaugurando um equipamento de saúde. Estamos dizendo para cada homem, cada mulher e cada família que sofre com a dependência química que vocês não estão sozinhos. Aqui haverá acolhimento, respeito, profissionais preparados e, acima de tudo, esperança. Nossa gestão acredita que cuidar das pessoas é oferecer oportunidades para recomeçar. Ninguém será deixado para trás. Esse é um compromisso da nossa administração e um legado que ficará para Araripina e para toda a região do Araripe.", afirmou o prefeito.

O CAPS AD III passa a integrar a Rede de Atenção Psicossocial do município, oferecendo atendimento especializado para pessoas com transtornos decorrentes do uso de álcool e outras drogas. O serviço funcionará com estrutura adequada para acolhimento, acompanhamento terapêutico e cuidado contínuo, fortalecendo a assistência em saúde mental e ampliando o acesso da população a um tratamento digno e humanizado.

Com a inauguração do primeiro CAPS AD da região do Araripe, Araripina reafirma seu protagonismo na saúde pública e consolida uma gestão que investe em políticas que colocam as pessoas no centro das decisões, transformando vidas, reconstruindo famílias e levando esperança a quem mais precisa.

Prefeitura de Araripina esclarece situação da Secretaria de Proteção e Causa Animal e anuncia medidas administrativas


 Começa hoje (07) a grande etapa final do Circuito Araripinense de Vaquejada no Sítio Samambaia

Evento no Parque Maria Alice Modesto reúne competidores e público nesta sexta e sábado, encerrando a temporada 2026 do circuito regional.

Tem início nesta sexta-feira (07) a tão aguardada Última Etapa do Circuito Araripinense de Vaquejada 2026, edição que homenageia Augusto Modesto Sobrinho. 

As disputas ocorrem hoje e amanhã, dias 07 e 08 de agosto, no Parque Maria Alice Modesto, localizado no Sítio Samambaia, em Araripina.


Por se tratar da grande decisão da temporada, o evento promete reunir vaqueiros, equipes e famílias de toda a região do Araripe para definir os campeões do circuito, além de movimentar a economia e reforçar a identidade cultural sertaneja na zona rural do município.

A iniciativa conta com o apoio da Prefeitura de Araripina, reafirmando o compromisso com a valorização do esporte e das manifestações culturais locais.

Festas Juninas custaram mais de R$ 310 milhões de recursos públicos em Pernambuco

 


Mais de R$ 310 milhões em recursos públicos foram destinados às programações juninas dos 184 municípios pernambucanos e de Fernando de Noronha entre 1º de abril e 2 de junho de 2026, segundo levantamento do Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

O valor representa um aumento de cerca de R$ 1 milhão em relação ao mesmo período de 2025.

De acordo com o MPPE, o cachê médio dos artistas contratados chegou a R$ 52,6 mil em 2026, alta de 7% na comparação com o ano anterior.

Para o coordenador do Centro de Apoio Operacional em Defesa do Patrimônio Público e do Terceiro Setor do MPPE, o promotor de Justiça Hodir Flávio de Melo, os números mostram uma “estabilização do nível de investimentos em contratações artísticas”, após um crescimento mais expressivo registrado entre 2024 e 2025.

Ao todo, cerca de 3.300 artistas foram contratados para aproximadamente 5.900 apresentações durante os festejos juninos deste ano, registros também menores do que em 2025.

Os dados estão no Painel de Festejos Juninos do MPPE, que alcançou adesão voluntária de 100% das prefeituras pernambucanas.

Além da divulgação no painel, os dados são repassados ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), ao Ministério Público de Contas e à Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe).

*Com informações do JC Online

Raquel descarta racha na base após Miguel Coelho declarar apoio a Mendonça Filho

 


A governadora Raquel Lyra (PSD), afirmou que “não tem racha na base” ao falar de sua relação com Miguel Coelho (UB), após a escolha de Eduardo da Fonte (PP) como nome da Federação União Progressista para disputar o Senado Federal na chapa majoritária. Em entrevista ao programa ‘Poder Expresso’, do SBT News, a gestora assegurou que “isso tudo foi construído em consenso com a nossa base de partidos políticos que hoje estão aliados conosco”.

Após Miguel declarar apoio a candidatura de Mendonça Filho (PL) à Casa Alta do Congresso Nacional, a chefe do Executivo agora busca o equilíbrio de toda a base aliada.

“O que a gente quer é um propósito só: fazer Pernambuco crescer, mas não deixar ninguém para trás. Temos uma base de aliados, agradeço a família Coelho, Miguel Coelho, que tem andado comigo em Pernambuco e vai continuar andando. Então, a gente não tem racha na base. Reconheço a legitimidade da postulação do senador Mendonça, mas ele é um senador avulso”, falou destacando os nomes de Túlio Gadelha (PSD) e Eduardo da Fonte.

Neutralidade no pleito de 2026

A governadora também destacou suas motivações para a escolha da neutralidade diante da disputa presidencial deste ano, diferentemente do que fez em 2022. No primeiro turno declarou apoio à então candidata Simone Tebet (PSB), e escolhendo a neutralidade somente no segundo turno, na disputa do presidente Lula (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Sendo presidente do PSD em Pernambuco, a governadora não declarou apoio ao candidato da sua legenda, Ronaldo Caiado e disse que não vai “cair na armadilha” de fazer uma discussão nacional “quando isso não enche a barriga do povo de Pernambuco”

Em 2026 Raquel escolheu, diante dos mais de 10 candidatos à presidência, não declarar apoio a nenhum candidato. Durante a entrevista, no entanto, citou o trabalho feito em parceria com o governo Lula e falou que se for reeleita, será mais pelo diálogo com a população, “do que verdadeiramente sobre como vai ser o meu voto na urna”.

“A gente tem uma responsabilidade muito grande. Eu vejo o cenário lá em Pernambuco e se diz muito sobre a vinculação de candidatura à candidatura nacional e falar de futuro como se não tivesse o presente agora. Nós estamos fazendo parceria com o presidente da República. O presidente Lula retornou a obra da Transnordestina. Essas parcerias já estão sendo feitas. Eu disse em 2022 que iria procurar o presidente da república. Eleita, eu procurei o presidente Lula e ele não tem faltado a Pernambuco. A gente vai colocar para a população que verdadeiramente vai julgar quem merece ficar no governo ou estar no governo nos próximos 4 anos”.

Judicialização de ataques da oposição

A candidata à reeleição ainda disse que pessoas ligadas a João Campos têm um método específico de divulgação de fake news contra sua gestão.

“Ontem conseguimos uma liminar no Tribunal Regional Eleitoral, numa cautelar que entramos, em que a gente mostrou verdadeiramente uma metodologia de divulgação de informações falsas com gente vinculada à prefeitura, cargos comissionados, tá lá na justiça. Conseguimos uma cautelar, mostrando que 43 desses perfis têm um método, um advogado único, ligações fortes com o adversário que coloca algo que não consegue comprovar”, contou.

“Eu já entrei com mais de 100 ações judiciais desde fevereiro desse ano em razão de fake news. Isso permitiu que a gente pudesse enxergar uma estratégia colocada de divulgação de informações e inverdades sobre mim, sobre a minha vice-governadora, querendo colocar inclusive minha família, meu pai. Quem me conhece de perto sabe que eu decidi estar na vida pública por acreditar num propósito e que eu sou honesta, e que eu não ajo dessa forma, mas eu acredito muito que quem disso usa, disso cuida. E para mim, a resposta da justiça é a melhor que tem”, finalizou Raquel.