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ATELTELECOM

24 fevereiro 2026

Volume de raios no fim de semana se aproxima de 20 mil e supera todo o mês de fevereiro de 2025, em Pernambuco


 Em apenas três dias, Estado registrou 19.037 descargas atmosféricas. Número já é seis vezes superior a ao segundo mês do ano passado e confirma tendência de crescimento

O número de raios registrados em Pernambuco, no último final de semana, voltou a chamar atenção. Entre sexta-feira (20) e domingo (22), foram contabilizadas 19.037 descargas atmosféricas no Estado, volume que supera com folga todo o mês de fevereiro de 2025, quando foram registrados 3.107 raios.

Os dados mais recentes reforçam uma escalada significativa nos eventos climáticos que vêm acontecendo, principalmente no Interior. Em fevereiro de 2026, até o momento, já foram contabilizados 63.040 raios, número mais de 20 vezes superior ao total verificado em fevereiro do ano passado.

O impacto direto desse aumento é sentido no sistema elétrico. Os raios estão entre as principais causas externas de interrupções no fornecimento de energia, pois podem provocar desligamentos automáticos dos sistemas de proteção, além de danos à rede de distribuição.

Diante do cenário, a Neoenergia Pernambuco mantém o monitoramento constante das condições meteorológicas e reforçou o contingente de equipes em campo, especialmente nas regiões mais afetadas pelas chuvas e tempestades.

Vários profissionais do Litoral foram enviados ao Agreste nesse final de semana para contribuir com o efetivo local. Eles permanecerão até a próxima sexta-feira (27) ou até o clima voltar à normalidade. O objetivo é agilizar o atendimento às ocorrências e garantir o restabelecimento do fornecimento com segurança e no menor tempo possível.

A distribuidora orienta a população a redobrar os cuidados durante tempestades, evitando áreas abertas, não se abrigando sob árvores e mantendo distância de estruturas metálicas e da rede elétrica. Em caso de ocorrências, o contato deve ser feito pelos canais oficiais de atendimento.

Confira as cidades que tiveram a maior ocorrência de raios no último final de semana (sexta, sábado e domingo):

Local

Fev/26

Fev/25

Santa Maria da Boa Vista

2297

130

Parnamirim

1798

6

Belém do São Francisco

1672

2

Inajá

1602

8

Floresta

1436

1075

Ouricuri

1045

0

Serra Talhada

888

313

Santa Cruz

758

2

Tacaratu

724

22

São Bento do Una

703

16

Afrânio

655

0

Lagoa Grande

651

177

Carnaubeira da Penha

614

85

Sertânia

607

7

Ibimirim

576

70

Custodia

573

27

São José do Belmonte

568

18

Manari

498

1

Serrita

455

91

Salgueiro

361

67

Estelionato: irmão de Wesley Safadão é afastado de prefeitura

 

Metrópoles

O prefeito de Aracoiaba (CE), Wellington Silva de Oliveira, conhecido como Edim Oliveira, foi afastado do cargo após o Ministério Público Eleitoral (MPE) pedir à Câmara Municipal a extinção de seu mandato. O político é irmão do cantor Wesley Safadão.

A decisão foi tomada depois da confirmação de que o gestor teve os direitos políticos suspensos em razão de uma condenação criminal definitiva por estelionato. Com o afastamento, a vice-prefeita Selma Bezerra assumiu interinamente o comando da prefeitura.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, a parlamentar afirmou que a Constituição determina que, em caso de vacância do cargo de prefeito, o vice deve assumir. Selma também garantiu que a administração municipal seguirá funcionando normalmente.

“Quero tranquilizar toda a população e dizer que as coisas irão continuar normalmente, com dedicação e planejamento. Não haverá desconfianças nem conflitos. Todos me conhecem e sabem do meu caráter”, declarou.

Segundo o Ministério Público, a suspensão dos direitos políticos foi confirmada após consulta a sistemas judiciais, o que inviabiliza a permanência de Edim Oliveira no exercício do mandato. O órgão sustenta que, diante da situação jurídica do gestor, a Câmara deve formalizar a perda do cargo.

Edim se manifestou por meio de vídeo e disse que o processo que resultou na condenação é anterior à sua gestão como prefeito e não tem relação com a administração municipal. Ele afirmou ainda que já acionou sua equipe jurídica para tentar reverter a situação.

“Não envolve em nada a atual gestão municipal. E recebo qualquer manifestação com respeito institucional. Já acionei minha equipe jurídica, e tudo será devidamente esclarecido”, afirmou.

Empresário, Edim Oliveira declarou mais de R$ 3 milhões em bens nas últimas eleições, incluindo terrenos, apartamentos e veículos. Ele também possui participação na WS Shows Ltda, empresa que gerencia a carreira do cantor Wesley Safadão, seu irmão.

Selma Bezerra tem longa trajetória política no município. Foi vereadora entre 2005 e 2016 e novamente entre 2021 e 2024, além de ter exercido o cargo de vice-prefeita no período de 2017 a 2020. A situação de Edim Oliveira ainda deve ser analisada pela Câmara Municipal, enquanto sua defesa tenta reverter os efeitos da condenação na Justiça.

Pré-campanha: o que já é possível fazer

 

Por Diana Câmara

À medida que o calendário eleitoral avança e o ambiente político começa a se movimentar, surge uma dúvida recorrente entre agentes públicos, pré-candidatos e assessores: afinal, o que já é possível fazer antes do registro formal de candidatura? A resposta exige análise técnica, pois a linha que separa a legítima manifestação política da propaganda eleitoral antecipada continua sendo um dos pontos mais sensíveis do Direito Eleitoral, sobretudo em um cenário marcado pela comunicação digital permanente e pelo uso estratégico das redes sociais.

A legislação brasileira, especialmente a partir das alterações promovidas nos últimos anos, ampliou o espaço de liberdade na chamada pré-campanha. O art. 36-A da Lei nº 9.504/1997 estabelece que determinadas condutas não configuram propaganda eleitoral antecipada, desde que não haja pedido explícito de voto. Esse é o núcleo da regra. Pode haver manifestação política, pode haver exposição de ideias, pode haver construção de posicionamento público; o que não se admite, antes de 15 de agosto do ano da eleição, é o pedido direto e inequívoco de voto.

O Tribunal Superior Eleitoral consolidou entendimento no sentido de que somente o pedido explícito de voto caracteriza, em regra, a propaganda antecipada. Expressões como “vote em mim”, “peço seu voto” ou “conto com seu apoio nas urnas” são exemplos clássicos de conduta vedada quando praticadas antes do período legal. Por outro lado, a jurisprudência admite a exaltação de qualidades pessoais, a divulgação de posicionamentos políticos, a menção à futura candidatura, a crítica a adversários e a defesa de projetos e propostas. O critério adotado é objetivo, mas não ingênuo: a Justiça Eleitoral também considera o contexto e a intenção evidente de influenciar o eleitorado quando a comunicação, ainda que sem fórmula explícita, revele inequívoco caráter eleitoral.

Um dos pontos mais sensíveis para 2026 envolve o impulsionamento de conteúdo nas redes sociais. O TSE tem admitido o impulsionamento na pré-campanha, desde que o conteúdo esteja dentro dos limites do art. 36-A e não contenha pedido explícito de voto. Contudo, a análise deixa de ser meramente formal quando se verifica investimento elevado, estratégia massiva de alcance ou construção de narrativa claramente voltada à captação antecipada do eleitorado. Nesses casos, pode surgir discussão não apenas sobre propaganda antecipada, mas também sobre eventual abuso de poder econômico, a depender da dimensão e do impacto da conduta.

No mesmo sentido, entrevistas, participações em debates, lives e manifestações em redes sociais são admitidas pela legislação e pela jurisprudência. O simples fato de mencionar uma possível candidatura futura não configura irregularidade. O cuidado, entretanto, deve recair sobre a linguagem utilizada, a adoção de slogans típicos de campanha, a estrutura profissional de marketing já organizada com evidente finalidade eleitoral e a repetição sistemática de mensagens que ultrapassem a mera exposição de ideias para se aproximarem de verdadeiro pedido de voto disfarçado.

Também é legítima a participação em eventos partidários, congressos, encontros com apoiadores e reuniões políticas internas. A irregularidade pode surgir quando tais eventos assumem formato de comício antecipado ou quando há convocação direta do eleitorado com pedido explícito de apoio eleitoral. Mais uma vez, a análise é contextual e exige prudência estratégica.

O que se observa, portanto, é que a pré-campanha tornou-se um espaço juridicamente reconhecido de construção de imagem política e de debate público. A legislação atual prestigia a liberdade de expressão e o direito ao posicionamento político, mas impõe limites claros. A Justiça Eleitoral costuma observar três elementos centrais: a existência de pedido explícito de voto, o contexto e a intenção eleitoral manifesta e o potencial desequilíbrio na disputa.

Em 2026, com a intensificação da comunicação digital, do marketing político estruturado e do uso de tecnologias cada vez mais sofisticadas, a fiscalização tende a ser ainda mais rigorosa. A pré-campanha não é território livre, mas tampouco é zona proibida. Trata-se de um espaço de liberdade responsável, em que estratégia política e segurança jurídica precisam caminhar juntas. Ignorar esses limites pode resultar em multa por propaganda antecipada, representações eleitorais e, em hipóteses mais graves, discussões sobre abuso de poder.

Mais do que nunca, o cenário que se desenha exige planejamento técnico e consciência jurídica. A disputa eleitoral começa antes do registro, mas não pode começar fora da lei.

Prefeito de Petrolina se reúne com secretário estadual de Segurança para cobrar novas ações no município

 

Em agenda no Recife, ontem, o prefeito Simão Durando e o deputado estadual Antonio Coelho se reuniram com o secretário de Defesa Social de Pernambuco, Alessandro Carvalho. A pauta do encontro foi o aumento de homicídios em Petrolina nas últimas semanas. O prefeito pediu apoio do governo do Estado para fortalecer a segurança e sufocar a atuação de criminosos no Vale do São Francisco.

A visita ao secretário estadual ocorreu após Simão ligar, no último sábado, para a governadora Raquel Lyra. O prefeito relatou o registro de homicídios em série nas semanas, que tem trazido preocupação para a população. Só nos primeiros 50 dias de 2025, foram registrados 44 homicídios, quase o dobro do mesmo período do ano passado.

O prefeito reivindicou a criação de mais uma delegacia distrital. Também foi solicitada a ampliação do número de policiais militares e civis para um volume compatível com a nova realidade de Petrolina, município que teve o maior crescimento populacional no estado. Além disso, o Simão Durando pediu a implantação de câmeras de monitoramento, entre outras ferramentas de inteligência e prevenção ao crime.

O prefeito defendeu a atuação integrada das forças de segurança do estado, governo federal e prefeitura. “Petrolina cresceu muito, já somos a maior cidade do interior e vamos crescer muito mais. É urgente que o efetivo da polícia e a estrutura de segurança acompanhem esse desenvolvimento. Conversei com a governadora no sábado e agora com o secretário de segurança para que seja dada uma resposta urgente. Precisamos trabalhar integrados para combater a atuação de criminosos em nossa região”, relatou o prefeito após a reunião na Secretaria de Defesa Social.

Prefeitura confirma 14 mortes em Juiz de Fora (MG) após fortes chuvas

 

A prefeitura de Juiz de Fora, em Minas Gerais, confirmou que, até o momento, 14 pessoas morreram por conta das fortes chuvas que atingiram a cidade na madrugada de hoje. Em nota oficial, a prefeitura, em articulação com a Defesa Civil Estadual e com o Corpo de Bombeiros, manifestou pesar pelos óbitos.

As mortes foram registradas nos seguintes endereços da cidade:

  • quatro óbitos na Rua Natalino José de Paula, no bairro JK;
  • quatro óbitos na Rua Orville Derby Dutra, no bairro Santa Rita.
  • dois óbitos na Rua João Luís Alves, Vila Ideal;
  • um óbito na Rua José Francisco Garcia, no bairro Lourdes;
  • um óbito na Rua Eurico Viana, na Vila Alpina;
  • um óbito na Estrada Athos Branco da Rosa, no bairro São Benedito;
  • um óbito na Rua Jacinto Marcelino, Vila Olavo Costa.

A prefeitura decretou Estado de Calamidade Pública na madrugad após a tempestade que atingiu a cidade ter acumulado 584 milímetros de volume pluviométrico entre 22 e 24 de fevereiro.

De acordo com a administração municipal, fevereiro é o mês mais chuvoso já registrado na história do município, superando quatro vez a média de chuvas comum para essa época.

O alto volume de chuvas já provocou alagamentos, transbordamento de córregos, deslizamentos de terra e desabamentos. Houve pelo menos 20 soterramentos, principalmente na região sudeste da cidade.

Diversos moradores ficaram ilhados e precisaram ser retirados de casa por risco de vida. As aulas em toda a cidade foram suspensas nesta terça. O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais atua nas operações de resgate e buscas.

Flávio pede apoio a todos, todas e “todes” nas redes

 

Em mais um gesto de moderação para tentar furar a bolha bolsonarista, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma publicação no X pedindo apoio a “todas, todos e todes”.

“Tá todo mundo querendo vencer a discussão. Mas o que precisamos é vencer a eleição!. Gostaria de contar com apoio de todas, todos, todes, todys e todoXs”. As informações são da CNN.

O pré-candidato ao Palácio do Planalto busca se apresentar como uma versão moderada do pai.

A publicação chama atenção porque a linguagem neutra é sempre duramente atacada por bolsonaristas.

A publicação de Flávio também foi lida entre bolsonaristas como uma resposta ao embate público entre Nikolas Ferreira (PL-MG) e Eduardo Bolsonaro, que cobra mais empenho do deputado mineiro na pré-campanha do irmão.

Eduardo da Fonte vai esperar homologação da federação para decidir com quem se aliar em PE

 

Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog

Ao cancelar a reunião na qual ouviria a opinião dos membros do PP de Pernambuco sobre sua possível candidatura ao Senado, o deputado federal Eduardo da Fonte, presidente da Federação União Progressista em Pernambuco, seguiu a premissa do ex-senador Marco Maciel, segundo a qual quem tem tempo não tem pressa.

O parlamentar vai remarcar outro encontro após a homologação da federação, segundo integrantes do PP ouvidos por este blog, e também quando todos do grupo decidirem por quais legendas disputarão as eleições deste ano.

O raciocínio é de que não fazia sentido a reunião de hoje porque não se sabe quem ainda estará na federação após o fim da janela partidária, em 4 de abril.

Segundo informaram as fontes, Eduardo da Fonte quer ouvir a opinião daqueles que ainda estiverem no grupo após o encerramento do prazo para a mudança de partido.

O PP divulgou uma nota, há pouco, reiterando que a única coisa possível de se dizer, no momento, seria apoio administrativo ao Governo Raquel Lyra (PSD), do qual o PP faz parte, mas nada relacionado a apoio político para a reeleição da governadora.

Se faz parte da gestão e ainda não definiu internamente seu rumo, o PP só pode dizer hoje que continua na base e isso não pode ser considerado, como disseram vários aliados de Eduardo, em reserva, alinhamento à reeleição de Raquel.

23 fevereiro 2026

Em Surubim, governadora Raquel Lyra prestigia Desfile das Virgens e faz balanço do Carnaval de Pernambuco

 


Ainda prestigiando eventos de Carnaval, a governadora Raquel Lyra participou, neste domingo (22), do tradicional Desfile das Virgens de Surubim, no Agreste Setentrional. Ao lado do prefeito Cléber Chaparral, a gestora acompanhou a festa e destacou a força do Carnaval pernambucano em todas as regiões. A Folia de Momo foi a mais segura desde 2004, com reduções significativas nos principais índices de criminalidade do Estado, com destaque para os roubos de celulares (-51%), assaltos (-40,1%), furtos (-16,8%) e homicídios (-5%).

“Temos a alegria de ter realizado o maior e melhor Carnaval da nossa história, e também o mais seguro da série histórica. Em Pernambuco, o Carnaval até termina oficialmente, mas a festa continua. A quarta-feira de cinzas chegou, mas aqui em Surubim o Carnaval seguiu na sexta, no sábado e neste domingo de festa. Quase três milhões de pessoas vieram para o Carnaval em Pernambuco, movimentando a nossa economia e a cultura popular”, declarou a governadora Raquel Lyra.
 
Para a festa em Surubim, a Secretaria de Defesa Social (SDS) reforçou o policiamento ostensivo e as ações integradas de prevenção e resposta rápida. Foram destinados 341 policiais militares para a operação, sob responsabilidade do 22º Batalhão da Polícia Militar, com reforço de unidades especializadas. A atuação ocorreu por patrulhamento com viaturas, policiamento a pé e efetivos motorizados. Já a Polícia Civil, teve reforço operacional, com 56 servidores. O Corpo de Bombeiros esteve em regime de prontidão, disponibilizando uma unidade de auto resgate (ambulância) no evento, além de atendimento pelo 193. 
 
Segundo o prefeito Cléber Chaparral, o apoio do Governo do Estado foi fundamental para ampliar a movimentação econômica do município. “Aqui já é uma festa tradicional, muito participativa e que reúne toda a região. Contamos com o apoio total do Governo do Estado, principalmente na segurança, que é um ponto muito importante e que a gestão tem investido para proteger os pernambucanos. Agradecemos esse apoio na área de segurança e também o incentivo cultural”, afirmou o gestor municipal, acompanhado da prefeita de Casinhas, Juliana Chaparral. 
 
O Desfile das Virgens é um dos maiores carnavais de rua do interior de Pernambuco. Realizada ao longo de três dias, a festa movimenta a economia e fortalece a cultura local. A programação contou com atrações nos trios elétricos e no palco principal, além de desfiles de diversos blocos, cortejos de cultura popular e apresentações que celebram as tradições do município.
 
Acompanharam a agenda os secretários estaduais André Teixeira Filho (Mobilidade e Infraestrutura) e Túlio Vilaça (Casa Civil): os deputados estaduais Doriel Barros e Edson Vieira; os prefeitos Histênio Sales (Vertente do Lério) e Lindonaldo (Frei Miguelinho); entre outras lideranças políticas.

Ministério da Saúde descartou R$ 108 milhões em vacinas e medicamentos em 2025

 


Ministério da Saúde incinerou mais de R$ 108,4 milhões em vacinas, medicamentos e insumos em 2025. Só que 17,1% desse montante – o equivalente a R$ 18,5 milhões – continuavam dentro da data de validade.

Houve uma redução do montante se comparado a anos anteriores. O dado, porém, continua bem maior do que o nível pré-pandemia de Covid.

Entre os itens descartados em 2025, há uma bomba de infusão de fluidos, medicamentos, sangue e nutrientes, usada em hospitais, e dois kits completos para monitorar a glicose, que só venceriam em dezembro de 2050. A pasta os adquiriu, respectivamente, por R$ 900 e R$ 58,99 a unidade, em julho de 2019, após decisões judiciais.

Medicamentos e anticorpos monoclonais contra o câncer também acabaram incinerados apesar do prazo de validade em dia. Foi assim, por exemplo, com o blinatumomabe (R$ 141.929,07 a unidade), que trata a Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA); e com o brentuximabe vedotina (preço unitário de R$ 88.905,59), contra linfomas. Tratamentos para doenças raras e vacinas contra a dengue, por exemplo, não ficaram de fora da lista.

A coluna realizou o levantamento a partir de dados fornecidos pelo ministério via Lei de Acesso à Informação (LAI). Segundo a pasta, a taxa de incineração de vacinas, medicamentos e insumos ficou em 1,48% do próprio estoque em 2025. Já a meta para este ano é reduzir para 1%.

Lula critica “uso do comércio como arma” em discurso na Coreia do Sul

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a tentativa de usar o comércio como arma afirmando que a forma de combater a medida é alcançando entendimentos por meio do diálogo e da negociação.

“A melhor resposta à tentativa de usar o comércio como arma é mostrar que é possível alcançar entendimentos mutuamente benéficos por meio do diálogo e da negociação. A relação entre o Brasil e a República da Coreia, dois países ligados por fortes laços humanos e vínculos empresariais, é a prova de que a confiança e a cooperação valem a pena”, declarou o presidente.

Lula discursou durante o encerramento do Fórum Empresarial Brasil-Coreia do Sul, em Seul, nesta segunda-feira (23). As informações são da CNN.

A declaração ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma nova tarifa global de 10% na sexta-feira (20) por meio da seção 122 do Ato do Comércio de 1974 depois da Suprema Corte barrar o uso da IEEPA (Lei de Poderes Econômicos e Emergência Internacional, na sigla em inglês).

No sábado (21), ele decidiu aumentar para 15%.

Antes de viajar para a Coreia do Sul, Lula mandou um recado ao líder americano: “Quero dizer ao presidente Trump que nós não queremos uma nova Guerra Fria. Não queremos ter preferência por nenhum país, queremos ter relações iguais com todos os países. Nós queremos tratar todos em igualdade de condições e receber deles também um tratamento igualitário com os outros países”, disse ele.

O presidente brasileiro também defendeu um acordo entre o Mercosul e Coreia do Sul, destacando o acordo entre Mercosul e União Europeia.

“O Mercosul está progredindo em tratativas comerciais com diversos países. Depois de duas décadas, assinamos acordo com a União Europeia, que criou uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. Precisamos, agora, retomar as negociações de um Acordo MERCOSUL-República da Coreia”, afirmou Lula.

Clima seco e salto em valor de subsídios vão disparar a conta de luz neste ano

 

Após ser o “vilão” da inflação no ano passado, o preço da energia elétrica deve voltar a pesar no bolso do brasileiro em 2026 e fechar o ano com uma alta acima da inflação. Consultorias e bancos preveem aumento de 5,1% a 7,95% neste ano diante de um cenário de reservatórios de hidrelétricas baixos, uso de térmicas e elevação de subsídios na conta de luz. Para 2026, estão previstos R$ 47,8 bilhões em subsídios ao setor elétrico pagos pelos consumidores, 17,7% mais que em 2025.

Na projeção da consultoria PSR, a tarifa de energia residencial deve subir quatro pontos percentuais acima da inflação, ou seja, na casa de 7,95% — analistas de mercado trabalham com IPCA, índice oficial de preços, de 3,95%, segundo dados do último boletim Focus. Algumas regiões do país podem ter reduções pontuais, enquanto outras podem registrar aumentos mais expressivos. As informações são do jornal O GLOBO.

— Os fatores que atuam para elevar a conta de luz são o custo de acionamento das térmicas, o risco hidrológico pago em contratos com hidrelétricas e o acionamento de bandeiras tarifárias. Todos tendem a se agravar em cenário hidrológico desfavorável e forte demanda, por exemplo, devido ao aumento da temperatura — diz o diretor-presidente da PSR, Luiz Augusto Barroso.

O cálculo da PSR considera os reajustes anuais dos preços cobrados pelas distribuidoras, impostos e encargos, além das bandeiras tarifárias. Estas estabelecem uma taxa extra a ser cobrada quando o sistema elétrico utiliza fontes de geração mais caras, como as usinas termelétricas. Isso costuma acontecer quando o nível de chuvas está baixo.

Há três cores de bandeira: verde, amarela e vermelha, com variações de custo para o consumidor. Entre junho e novembro do ano passado, ela ficou entre vermelha patamar 1 e vermelha patamar 2, que representa o maior acréscimo à conta de luz. Hoje, está em vigor a bandeira verde, sem cobranças adicionais. A possibilidade do fenômeno El Niño, que aquece as águas do Pacífico, causando seca no Norte e Nordeste do Brasil, pode mudar esse cenário.

Efeito do El Niño
O economista-chefe do Banco BMG, Flávio Serrano, trabalha com projeção de 5,1% na conta de luz deste ano, ou seja, 1,15 ponto percentual acima da inflação prevista para 2026. Ele alerta, porém, que o clima será determinante para o preço da energia. No pior panorama, diz ele, a energia poderia registrar alta mais intensa:

— Estamos com os reservatórios abaixo da média histórica e existe a expectativa de passarmos do fenômeno La Niña para El Niño ao longo do ano, fato que aumenta a variabilidade dos cenários possíveis para as chuvas em 2026. A nossa projeção leva em consideração a hipótese de bandeira amarela em dezembro, mas se fecharmos em bandeira vermelha 2, a energia fecharia o ano com alta de cerca de 12%.

Na última reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), na quarta-feira, o colegiado destacou que as chuvas registradas neste início de ano vieram acima da média, o que contribuiu para um aumento nos níveis dos reservatórios das regiões Norte, Sudeste e Centro-Oeste.

Na última sexta, os níveis de armazenamento alcançaram 54,8% no subsistema Sudeste/Centro-Oeste, 45% no Sul, 64,8% no Nordeste e 63,8% no Norte, resultando em um nível de volume considerado satisfatório no Sistema Interligado Nacional (SIN).

“O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) ressaltou que irá manter o acompanhamento da evolução do período chuvoso e das condições hidrológicas e de armazenamento, especialmente na bacia do Rio Paraná e na Região Sul, com enfoque na estratégia de redução da inflexibilidade hidráulica no SIN, que visa recuperar os armazenamentos dos reservatórios de hidrelétricas”, disse o Ministério de Minas e Energia.

Ainda assim, os especialistas avaliam que essa situação pode mudar em alguns meses, quando começa o período seco, levando o ONS a ter de acionar mais térmicas.

Outro ponto que pesa na conta de luz é a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), um superfundo que cobre os subsídios do setor elétrico. Esses valores são pagos principalmente pelos consumidores por meio das tarifas de energia. Para 2026, estão previstos R$ 47,8 bilhões em subsídios. Esse fundo financia, por exemplo, descontos concedidos a pessoas de baixa renda, famílias em área rural e irrigantes — unidades de consumo que utilizam energia elétrica exclusivamente para irrigação ou aquicultura.

Levantamento da Associação dos Comercializadores de Energia (Abraceel) mostra que a alta do preço da tarifa de energia acima da inflação é um fenômeno que vem sendo observado na última década. Nos últimos 15 anos, o preço da conta de luz aumentou em 177%, para uma inflação que avançou 122% no período.

No ano passado, energia elétrica residencial subiu 12,31%, segundo o IBGE. Foi o subitem de maior impacto individual no IPCA, que fechou 2025 em 4,26%. O aumento só não foi maior porque o governo aplicou R$ 2,2 bilhões em descontos na tarifa a partir de um bônus da Usina Hidrelétrica de Itaipu. Considerando apenas o megawatt-hora, o custo de energia atingiu R$ 786,76, o maior desde 2011, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica.

— O aumento dos preços de energia impacta negativamente os custos de produção e aumenta o custo de vida das famílias — ressalta Serrano.

Oferta maior que demanda
Uma das formas que o governo tem para minimizar esse impacto é usar a receita obtida com a renovação de contratos de concessões do setor para conceder abatimentos aos consumidores.

— Os fatores que podem reduzir a tarifa são de duas naturezas. Uma delas é de mercado, mais chuvas, menor demanda e maior produção (de fonte) renovável. O governo também possui uma ferramenta importante que pode ajudar a atenuar esses aumentos, que é a arrecadação oriunda da renovação antecipada das concessões de geração que expiram nos próximos anos. Esta receita, caso obtida, reduziria a CDE e, portanto, as tarifas — afirma Barroso, da PSR.

O aumento da conta de luz ocorre, ironicamente, num momento em que o Brasil tem excesso de energia, com capacidade de geração do sistema elétrico maior do que a demanda. Esse descasamento leva a cortes na produção de fontes renováveis, como solar e eólica, pelo ONS. A medida evita sobrecargas que possam gerar apagões.

Para manter o equilíbrio do sistema, o ONS interrompe preferencialmente parques eólicos e solares, causando perdas financeiras para as empresas, mesmo em meio à alta da energia. No ano passado, o sistema elétrico brasileiro descartou cerca de 20% de toda a energia solar e eólica que poderia ter sido gerada, segundo cálculos da consultoria Volt Robotics. Esses cortes de geração levaram a um prejuízo de R$ 6,5 bilhões aos empreendimentos.