03 setembro 2026
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Na Fiepe, Raquel Lyra destaca importância de estradas e segurança para destravar investimentos: “Ninguém investe num lugar que não é seguro”
Diante de representantes do setor produtivo, a candidata à reeleição afirmou que a redução da criminalidade é necessária para ampliar a confiança dos empresários e atrair novos investimentos. “Ninguém investe num lugar, ou amplia seu negócio num lugar, num estado que não é seguro”, declarou.
O argumento apareceu na reta final de uma apresentação em que Raquel buscou associar os resultados de sua administração à retomada da capacidade de investimento do Estado. Além da segurança, a governadora destacou obras de infraestrutura, ambiente de negócios, tecnologia, educação, habitação e saneamento. A Fiepe também recebeu João Campos (PSB) e Ivan Moraes (PSOL).
Segurança para o ambiente de negócios
Raquel afirmou que colocou sob sua responsabilidade a liderança da política de segurança pública e citou o programa Juntos pela Segurança, que, segundo ela, já recebeu mais de R$ 2 bilhões em investimentos. A candidata também destacou a contratação de cerca de 8 mil profissionais para a área e a construção e requalificação de estruturas das forças de segurança.
Segundo Raquel, Pernambuco registrou em agosto o melhor resultado da série histórica dos indicadores de segurança, iniciada em 2002. A governadora afirmou que o Estado alcançou a maior redução de homicídios de sua história e uma queda de aproximadamente 40% nos crimes contra o patrimônio.
Apesar de utilizar os números para defender a política adotada, Raquel fez uma ressalva ao avaliar os resultados. “Não tá do jeito que eu quero ainda não. Não tá do jeito que Pernambuco precisa”, afirmou.
Estradas para destravar investimentos
A infraestrutura foi outro eixo central da apresentação. Raquel afirmou que o governo já recuperou 1.650 quilômetros de rodovias e tem outros 1.500 quilômetros em obras. Também anunciou mais R$ 2 bilhões para intervenções e manutenção das estradas.
A candidata citou a duplicação da BR-232, a expansão da rodovia até Serra Talhada e o início das obras do Arco Metropolitano. Ao defender a política de recuperação da malha viária, afirmou que a falta de infraestrutura por anos prejudicou a capacidade de Pernambuco de crescer. “Estrada ser prioridade não é discurso. É atitude, coragem, trabalho e dinheiro”, disse.
Transnordestina e Suape
A Transnordestina também foi apresentada como peça estratégica para a economia estadual. Raquel voltou a criticar a retirada de Pernambuco do projeto original e afirmou que sua gestão atuou junto ao governo federal para recolocar o Estado na discussão.
A governadora aposta ainda no interesse da iniciativa privada para a execução da obra, citando empresas e fundos estrangeiros interessados na conexão ferroviária com Suape. No porto, ela destacou a dragagem dos canais, a requalificação do molhe e a implantação de um novo terminal de contêineres.
Planalto já trabalha para Moraes abrir vaga no STF e Lula indicar mais um ministro
Diário do Poder – Mobilizada no impeachment de Alexandre de Moraes, a oposição tem se surpreendido com discreto apoio de governistas. É que, temendo impacto do escândalo Vorcaro/Moraes em sua campanha, Lula orientou que, “sem tripudiar”, petistas defendam a investigação do escandaloso relacionamento que transformou um ministro do no Supremo Tribunal Federal (STF) em consultor e informante de fraudador. Lula esfrega as mãos de ansiedade pela abertura de nova vaga de ministro do STF.
Lula também sonha com uma terceira vaga, de Dias Toffoli, enrolado com Vorcaro no Tayayá. Para Lula, não se pode “cassar” apenas Moraes.
A bronca de Lula é do tempo de cadeia, quando Toffoli tomou decisões que o revoltaram. Ainda se diz “traído” e quer ver o ministro pelas costas.
Somente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tem a prerrogativa de abrir processo de impeachment de ministro do STF. E ele não quer.
Alcolumbre só abre processo se Lula mandar ou o STF pedir. Alcolumbre é temente a Moraes e ao STF como um todo, nessa ordem.
Marília Arraes segue na liderança na disputa pelo Senado
O levantamento mostra ainda Eduardo da Fonte (PP) com 13% e Túlio Gadêlha (PSD) com 12%. Carlos Sant’Anna (Novo) e Paulo Rubem Santiago (Rede) aparecem com 1% cada. O levantamento consolida as indicações de primeiro e segundo voto, uma vez que, nas eleições de 2026, os pernambucanos escolherão dois representantes para o Senado.
A pesquisa ouviu 1.600 eleitores de Pernambuco entre 29 de agosto e 2 de setembro, por telefone e internet. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-09116/2026.
Real Time/BigData: João Campos e Raquel Lyra empatam com 43%
A pesquisa teve a participação de 1,6 mil eleitores pernambucanos e foi realizada entre os dias 29 de agosto e 2 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral com o código PE-09116/2026.
Lula recebe Gilmar no Planalto para tratar sobre crise envolvendo Moraes e Mendonça no STF
De acordo com relatos de interlocutores, o presidente demonstrou preocupação que essas revelações tragam danos à imagem institucional da Suprema Corte. O petista teria afirmado que é preciso evitar desgastes ao tribunal. O encontro entre as duas autoridades não aparece na agenda oficial da Presidência divulgada diariamente. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) foi procurada, mas não comentou. O ministro Gilmar Mendes não respondeu. As informações são do jornal O GLOBO.
Mensagens tornadas públicas nesta terça-feira por ordem do ministro André Mendonça indicam que Vorcaro era orientado por Moraes durante o auge da crise na instituição, no fim do ano passado. Em uma delas, Vorcaro perguntou a Moraes se tinha que deixar o país. O texto, em posse da Polícia Federal (PF), foi enviado em 15 de novembro de 2025, dois dias antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez diante das suspeitas de fraudes. A ideia de Mendonça é levar o tema para ser discutido no plenário do Supremo.
As revelações viraram munição para a oposição atacar Moraes e o próprio presidente Lula. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula nas eleições, fez duro discurso em plenário na terça, cobrando que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), coloque para ser discutido um pedido de impeachment do ministro do STF. Essa possibilidade, no entanto, é descartada por ora por Alcolumbre.
A avaliação do entorno do petista é que apesar de o governo não ter relação com as investigações tampouco com o Supremo, esses fatos poderão trazer desgastes à imagem do presidente, uma vez que ele é próximo de ministros do STF. O receio é que isso contamine o ambiente às vésperas das eleições, impulsionando um discurso mais extremista de candidatos. Aliados de Lula dizem ainda, sob reserva, ver com desconfiança esse movimento de Mendonça, falando em seletividade.
Governistas usarão a queda do sigilo para pressionar que o ministro do STF também retire o sigilo da investigação sobre o Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro, que teve recursos pagos por Vorcaro. Áudios revelados neste ano mostraram Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro ao banqueiro para custear a produção.
Lula ainda está em silêncio e não se posicionou publicamente sobre os fatos que foram revelados. Como o GLOBO mostrou, aliados defendem que o presidente trate do assunto. A expectativa é que ele adote a mesma linha das manifestações feitas em relação às suspeitas envolvendo seu filho mais velho, o empresário Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, e defender tanto as investigações como o direito de o magistrado apresentar sua defesa.
Idealizador de site que publicou panfletos contra Raquel trabalha na campanha da governadora
Na publicação de estreia do Bastidor.PE, em 1º de outubro de 2025, Malafaia é elencado como um dos três idealizadores do site, junto com o jornalista Fillipe Vilar e o estrategista político Rodrigo Ambrosio. Embora não tenha textos ou fotos de sua autoria na página, ele segue como um incentivador frequente do projeto. Desde 14 de agosto, compartilhou em suas redes sociais três publicações do Bastidor.PE, todas negativas contra João Campos (PSB), adversário de Raquel nas eleições.
Malafaia, Vilar e Ambrosio têm em comum a relação com a Secretaria de Turismo e Lazer de Pernambuco no período em que Daniel Coelho (PSD), hoje candidato a deputado federal, assumiu a pasta, em janeiro de 2023. Vilar chefiou a comunicação da secretaria até outubro de 2025, tendo como subordinados Ambrosio, até maio de 2025, e Anna Tenório, esposa de Malafaia, até agosto do mesmo ano, mês em que ela se transferiu para a Casa Civil, onde permanece. Em novembro de 2025, foi o marido dela que ganhou um cargo comissionado na pasta, de onde só saiu para integrar a campanha de Raquel.
Malafaia é um dos assessores mais próximos da governadora. Em 20 de agosto, por exemplo, a assessoria dela divulgou fotos e vídeos captados por ele durante uma caminhada em Paulista, no Grande Recife. Na última segunda-feira (31), dia seguinte à divulgação dos panfletos apócrifos, ele fez a cobertura de vídeo de uma sabatina com a participação dela.
Malafaia, Vilar e Ambrosio foram listados em uma notícia-crime na Justiça Eleitoral depois que os panfletos apócrifos vieram à tona, no domingo (30). O Bastidor.PE foi o primeiro site a publicar fotos do material, às 11h02, usando como capa da postagem um cartaz com o texto “Ela matou o marido para ganhar a eleição”. Apesar disso, nenhum exemplar desse material foi achado nas ruas por autoridades ou populares. No dia seguinte, postagem assinada por Fillipe Vilar apontou a localização de vários folhetos, exceto a do que mais repercutiu, embora a própria governadora o tenha usado em um vídeo sobre o tema.
Por se tratar de uma notícia-crime, a peça jurídica que está em poder da Justiça Eleitoral não tem caráter acusatório, mas elenca o videomaker de Raquel e os outros idealizadores do Bastidor.PE como peças-chave para que a polícia identifique a localização do cartaz que mais gerou comoção em torno da governadora, já que o próprio site indica que recebeu fotos e se prontificou a registrar outros flagrantes em ruas do Bairro do Recife.
Fim da escala 6×1: CCJ do Senado aprova a proposta, mas análise no plenário é incerta
A votação foi simbólica, em que os votos não são contados nominalmente. Os senadores Rogério Marinho (PL-RN), Jaime Bagattoli (PL-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Tereza Cristina (PP-MS) pediram para que fosse registrado que votaram contra a proposta, todos em meio de mandato como senadores. As informações são do g1.
Durante a votação na CCJ, o líder do MDB, Eduardo Braga (MDB-AM), anunciou que vai apresentar uma PEC paralela à 6×1 para mitigar possíveis impactos econômicos da mudança de jornada. O movimento do parlamentar fez o senador Rogério Marinho, líder da oposição, retirar dois destaques ao texto, o que faria a comissão analisar dois trechos da proposta de forma separada.
“…Garantindo que este Congresso e que esta CCJ possa, por exemplo, tratar do trabalho presencial e do funcionamento contínuo, como no comércio, na gastronomia, na logística, na saúde e nos serviços. E a transição pura exige mais contratações, o que pode elevar, sem dúvida, o custo da folha de pagamento”, disse Braga.
“Para viabilizar essas mudanças, nós podemos implementar, através de uma PEC autônoma, a transição gradual, a implementação escalada, a descentralização por negociação, sim, coletiva — como aconteceu, inclusive, no Chile, país citado aqui neste debate —, a ampliação do banco de horas e compensação anual, a modernização do trabalho parcial e por turnos, desoneração da folha de pagamentos”, continuou o senador.
Apesar do pedido, ainda não há previsão de quando a PEC será pautada no plenário. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não deu garantias aos senadores de votar ainda nesta quarta-feira, como é o desejo de aliados do governo.
O relatório do senador Omar Aziz (PSD-MA) manteve o texto aprovado anteriormente pela Câmara dos Deputados como uma estratégia para agilizar a aprovação final.
Isso porque caso o parecer de Aziz seja aprovado pelo plenário do Senado, o texto não precisará retornar para a Câmara, já que não terá sofrido modificações. Dessa forma, poderá ser promulgado pelo Congresso.
O fim da escala de trabalho 6×1 é uma defesa do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Aziz é aliado do petista e candidato ao governo do Amazonas.
Aziz rejeitou todas as mudanças pedidas por senadores, incluindo o retorno das 44 horas semanais, defendido por integrantes da bancada do PL.