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30 março 2026

João Campos inicia última semana como prefeito do Recife e foca na pré-candidatura ao governo de Pernambuco


João Campos (PSB) entra, nesta segunda-feira (30/3), em sua última semana como prefeito do Recife
. O gestor se prepara para o processo de desincompatibilização do cargo, passo necessário para dar continuidade à sua pré-candidatura ao governo de Pernambuco, oficializada no dia 20. Com uma agenda que promete ser intensa até o último dia, Campos sinaliza que pretende manter o ritmo de entregas antes de se dedicar integralmente à campanha eleitoral.

Este domingo (29), o último de João Campos como prefeito, começou com atividades de rotina e vistorias técnicas. Logo cedo, o quase-ex-prefeito da capital pernambucana utilizou suas redes sociais para compartilhar uma corrida pelo Parque da Tamarineira, onde aproveitou para fiscalizar o equipamento público, que teve a segunda etapa entregue na quinta-feira (27). Em tom de despedida, o prefeito declarou: “Último final de semana como prefeito e a saudade chegou chegando. Mas ainda tem muito trabalho pra fazer”.

Ainda no domingo, o compromisso oficial de maior destaque foi na Imbiribeira, na Zona Sul do Recife, onde João Campos, acompanhado do vice-prefeito Victor Marques, assinou a autorização para o início das obras do Habitacional Paris. O empreendimento, viabilizado pelo programa ProMorar, com investimento de R$ 18,7 milhões, beneficiará 80 famílias das comunidades de Dancing Days, Sítio das Mangueiras e Ayrton Senna.

Sobre o impacto social da obra, o prefeito destacou: “Vamos garantir uma solução habitacional para as famílias que vivem em áreas de risco, ao mesmo tempo em que executamos obras importantes de drenagem, com impacto em toda a cidade”. Ele ainda reforçou que há muito a ser feito em seus últimos dias no cargo: “Mas olha, ainda tem muita entrega pra fazer e muita coisa pra contar pra vocês essa semana, viu? Fiquem ligados!”.

CAMPANHA PARA O PALÁCIO DO CAMPO DAS PRINCESAS

A saída do comando da capital pernambucana é o reflexo da estratégia política de João Campos para 2026. Sua pré-candidatura ao governo estadual foi oficializada em evento que também apresentou a chapa da Frente Popular de Pernambuco, composta por Carlos Costa (Republicanos) como vice-prefeito e a ex-deputada federal Marília Arraes (PDT) para o Senado. O segundo candidato ao Senado será o atual senador pelo PT, Humberto Costa, que não participou do lançamento na época, mas dias depois confirmou a parceria.

Durante o lançamento da chapa, Campos relembrou sua trajetória como o deputado federal mais votado da história do Estado e expressou o desejo de expandir o modelo de gestão do Recife para todo o território pernambucano. “Vou nos vilarejos, nos distritos, na zona rural, nas pequenas cidades e nas grandes cidades, fazer o debate olho no olho, apresentar o que há de melhor para o nosso estado e, principalmente, saber ouvir”, afirmou o agora pré-candidato.

Governadora Raquel Lyra anuncia requalificação da PE-197 e construção da Adutora de Poção

 


Durante a celebração do Domingo de Ramos, no município de Poção, Agreste do Estado, a governadora Raquel Lyra assinou, neste domingo (29), a licitação para a requalificação da PE-197, rodovia que conecta Pesqueira a Poção, com investimento de R$ 62,9 milhões. A chefe do Executivo estadual autorizou ainda a construção da Adutora de Poção, que vai regularizar o abastecimento de água na região com investimento de R$ 28 milhões.

 
“Eu estou muito feliz aqui no Domingo de Ramos, com uma celebração linda, que há décadas consegue unir o povo em torno de amor, paixão e orgulho na abertura da Semana Santa. Estou aqui também para dar boas novas. Está garantida a licitação da estrada que liga Poção até Pesqueira. São quase R$ 70 milhões de investimento, quase 30 quilômetros de estrada. Vamos também iniciar as obras da nova adutora que vai poder finalmente matar a sede da população”, afirmou a governadora Raquel Lyra.
 
A rodovia PE-197 possui 29 quilômetros de extensão, e sua requalificação beneficiará moradores e turistas que visitam a região. A iniciativa integra o programa PE na Estrada, que promove investimentos superiores a R$ 5 bilhões e já alcançou mais de 1,5 mil quilômetros de rodovias restauradas.
 
Já a adutora terá 28 quilômetros de extensão levando água de Pesqueira até Poção, beneficiando 11 mil pessoas com abastecimento diário. O projeto contempla ainda a construção de duas estações elevatórias e uma estação de tratamento de água.
 
O prefeito Guilherme Vasconcelos contou da satisfação em receber o Governo do Estado e dos investimentos. “Estamos muito felizes com os anúncios que a governadora Raquel Lyra trouxe para Poção. Hoje foram assinadas não apenas obras, mas sonhos, e quando saírem do papel serão conquistas históricas para nós. Esperamos há 30 anos por essas melhorias”, ressaltou. 
 
A tradicional Romaria ao Cruzeiro de Poção marca o início da Semana Santa no município e reúne milhares de fiéis de diversas regiões de Pernambuco e estados vizinhos. Em um ato de fé e devoção, os romeiros seguem em procissão até a Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores, cumprindo promessas e renovando pedidos. 
 
O deputado Romero Sales Filho acompanhou a agenda e destacou a importância da chegada das obras para Poção. “As obras anunciadas aqui foram esperadas há décadas, motivo de luta há anos. Poção estava abandonada, mas graças ao Governo do Estado, tenho a oportunidade de ver a realidade mudar”, disse. 
 
No evento, estiveram presentes o secretário estadual de Mobilidade e Infraestrutura, André Teixeira Filho; e os prefeitos Gilvandro Estrela (Belo Jardim), Dra. Cátia (Jataúba), Pedro Pilota (Itaíba) e Marcos Cacique (Pesqueira).

Vereador de Petrolina lança pré-candidatura à Alepe

 

O pré-candidato ao senado Miguel Coelho e o deputado federal Fernando Filho, ambos do União Brasil, anunciaram, neste final de semana, a pré-candidatura a deputado estadual do vereador Diogo Hoffmann, da cidade de Petrolina. Diogo, também filiado ao União, é líder do governo Simão Durando na Câmara de Petrolina e está no seu segundo mandato como vereador na cidade. O pré-candidato é mestre em Administração Pública e bacharel em administração pela Universidade Federal do Vale do São Francisco.

PSD escolhe Ronaldo Caiado como candidato a presidente

 

Poder360

O PSD definiu que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, será o candidato do partido à Presidência. O anúncio oficial à imprensa será feito às 16h de hoje, na sede da legenda, em São Paulo. Preterido, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, não deve participar do encontro.

Com a desistência do governador do Paraná, Ratinho Junior, da disputa interna do partido pelo Planalto, Caiado ganhou força internamente para representar a sigla. O ex-governador de Santa Catarina Jorge Bornhausen (PSD) afirmou que o conselho de escolha do partido já definiu o goiano como o representante do PSD para a Presidência. A decisão teria sido tomada na última segunda-feira, assim que Ratinho Junior anunciou a desistência.

Leite é visto no PSD mais como uma alternativa ao goiano. Ele e Caiado aparecem tecnicamente empatados nas pesquisas de intenções de voto ao Planalto. O gaúcho já admitiu que pode disputar o Senado pelo Rio Grande do Sul caso não seja o escolhido pela sigla.

Plenário do STF vai definir formato da eleição para mandato-tampão no RJ

 

Por Correio Braziliense

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a eleição indireta para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro. A decisão, tomada na noite da última sexta-feira, será analisada pelo plenário da Corte em data ainda a ser definida. O presidente Edson Fachin define, amanhã, quando será o julgamento. Por ora, o governo fluminense continua a ser exercido pelo desembargador Ricardo Couto de Castro, presidente do Tribunal de Justiça do estado (TJ-RJ).

A decisão do magistrado que suspendeu a eleição indireta é liminar (provisória) e vale até nova definição a ser feita pelo colegiado do STF. Zanin atendeu ao pedido do PSD, partido do ex-prefeito Eduardo Paes — pré-candidato ao Palácio Guanabara —, que defende que a eleição para a chefia do Executivo fluminense deve ocorrer de maneira direta, ou seja, por meio do voto popular.

Isso representa que os eleitores do Rio de Janeiro podem ter de ir duas vezes às urnas neste ano — a primeira para a escolha do governador-tampão e a segunda em outubro, quando haverá a votação para presidente da República, governador, senadores e deputados federais e estaduais.

O PSD alega que o ex-governador Cláudio Castro, que renunciou na segunda-feira, saiu do posto por estratégia política, já que deixou o governo um dia antes de ser condenado e tornado inelegível até 2030 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por abuso de poder político e econômico no pleito que o reelegeu, em 2022. Embora impedido de disputar o pleito de outubro — ele é um dos nomes do bolsonarismo para o Senado no estado —, Castro pretende recorrer até mesmo ao STF. Caso consiga uma liminar, seu nome poderá constar nas urnas.

Estava em andamento no plenário virtual do Supremo um julgamento para avaliar as regras das eleições no Rio. A previsão era de que uma decisão sobre o caso fosse tomada até amanhã. No entanto, Zanin apresentou um pedido de destaque. Com isso, o caso é levado para avaliação na sessão presencial do Tribunal.

“Essa situação e o precedente vinculante apontado como paradigma nesta reclamação reforçam, ao meu ver, a necessidade da concessão da medida liminar para obstar a realização de eleições indiretas para os cargos majoritários do Estado do Rio de Janeiro”, afirmou Zanin.

O ministro afirmou que os demais colegas não tiveram tempo de analisar a situação sob a ótica do caso concreto, ou seja, de acordo com a situação envolvendo Cláudio Castro. “A renúncia do governador eleito surge como mecanismo de burla à autoridade da Justiça Eleitoral, excluindo o eleitor e, em consequência, o exercício da soberania popular, da escolha do titular para o cargo de governador do Estado, ainda que em período residual. A soberania popular, nos termos do art. 14 da Constituição Federal, é exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos”, sustenta Zanin.

Antes do encerramento do julgamento por conta do pedido de destaque, cinco magistrados já tinham votado para autorizar eleições indiretas. No plenário presencial, a votação retoma do zero. O escolhido para o cargo, seja pela decisão dos deputados estaduais seja do povo, fica no cargo até 31 de dezembro deste ano.

Assembleia legislativa

Na quinta-feira, o deputado estadual Douglas Ruas foi eleito presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio, mas o pleito foi anulado pelo TJ-RJ horas depois, depois que o PSB moveu uma ação denunciando o atropelo das regras para a escolha ao posto. O parlamentar, que é aliado de Castro, foi o único a se apresentar à disputa. Os partidos que fazem oposição ao ex-governador afirmam que ele tentou dar um golpe e colocar Ruas no cargo estratégico, com visibilidade, capaz de encorpar uma candidatura para concorrer contra Eduardo Paes.

Com a anulação da eleição na Alerj, o grupo do ex-prefeito da capital fluminense articulam para que o deputado estadual André Ceciliano (PT) seja adversário de Ruas. O petista, inclusive, já foi presidente da Assembleia.

Ao levar a decisão sobre o mandato-tampão de governador no Rio de Janeiro, Zanin expõe a situação de deterioração da política fluminense. Na sexta-feira, o ex-presidente da Alerj, ex-deputado Rodrigo Bacellar, foi preso novamente pela Polícia Federal, na casa em que mora em Teresópolis, Região Serrana do estado. Ele seria integrante do braço político do Comando Vermelho e teria ajudado o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, a se precaver de uma operação da PF por causa da conexão que tinha com a facção. Os dois ex-parlamentares são aliados de Castro.

Ações de busca da PF no caso Master têm sequência de indícios de vazamento

 

Por Fabio Serapião e Natália Portinari
Do UOL

Quando agentes da Polícia Federal chegaram à mansão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, às 6h do dia 14 de janeiro, encontraram algo que não esperavam: um advogado já estava postado no portão externo.

Os seguranças do imóvel, armados e contratados por empresa privada, se recusaram a deixá-los entrar, segundo os policiais. A PF diz que teve de forçar a entrada — o que a defesa nega. A cena se repetiria, com variações, em ao menos cinco outros endereços naquela manhã — em São Paulo, Minas Gerais, no Rio de Janeiro e na Bahia.

Documentos obtidos pelo UOL mostram sinais de que, em cada um deles, os investigados souberam com antecedência da operação: camas abandonadas às pressas, apartamentos sendo esvaziados para mudança, suspeitos que teriam “ido à academia” antes do amanhecer e não voltaram enquanto a polícia estava no local.

A segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada naquela manhã, investigava crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.

Ao todo, 42 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em cinco estados, com bloqueio de bens que ultrapassaram R$ 5,7 bilhões. O UOL procurou a PF para comentar sobre os indícios de vazamento, que disse que não comentaria o caso.

Primo, academia e quarto vazio

A cerca de 1.500 quilômetros de São Paulo, em Trancoso, na Bahia, os agentes chegaram à casa de Felipe Vorcaro —primo do banqueiro e administrador de empresas ligadas ao grupo— e encontraram o quarto do casal com a porta aberta, o ar-condicionado ligado e os lençóis revirados, “com aparência de que as pessoas que ocupavam o imóvel teriam saído repentinamente”, segundo o relatório policial.

Uma babá com um bebê de seis meses e outros familiares estavam no local. Disseram que Felipe e a mulher haviam ido à academia. Os sogros chegaram cerca de 20 minutos depois da polícia, num carrinho de golfe. O casal, porém, não retornou ao condomínio enquanto os agentes ainda estavam lá.

A consequência foi direta: sem os suspeitos, não havia celulares, tablets, notebooks ou qualquer mídia digital a apreender —exatamente os itens que o mandado autorizava buscar. “Somente havia pertences relacionados aos demais ocupantes do imóvel”, registrou a PF. A única apreensão foi uma câmera de vigilância.

Apartamento em mudança e arsenal escondido

No Leblon, bairro nobre do Rio de Janeiro, o apartamento do investidor Nelson Tanure — suspeito de fraudes com fundos de investimento e de manter sociedade oculta com Vorcaro — foi encontrado sendo esvaziado. Não havia pertences pessoais, nem funcionários, nem familiares. Nenhum celular, veículo, joia ou valor em espécie foi localizado.

Em Belo Horizonte, na casa de André Beraldo de Morais, suspeito de operar empresas laranjas para desvio de recursos do Master, o cenário era de fuga às pressas: roupas jogadas pelo chão nos quartos do casal e das crianças, camas desarrumadas. Um cachorro de pequeno porte —”talvez da raça maltês”, anotou a PF com precisão incerta— estava bem cuidado dentro da casa. Os donos, não.

No quarto do casal, havia uma arma carregada de fácil acesso. Numa sala-cofre que precisou ser arrombada por um chaveiro, os agentes encontraram o que descreveram como “um grande arsenal de armas e munições”. Todas foram apreendidas.

Em Nova Lima, também em Minas Gerais, a PF foi recebida na residência de Fernando Vieira —outro suspeito de operar empresas fantasmas— por policiais militares à paisana que se identificaram como seguranças privados da família.

“Não foi possível saber qual unidade da PM-MG os policiais militares estão lotados”, registrou a PF, sinalizando que o caso exige apuração à parte. Diversas armas e munições de calibres variados foram apreendidas no local.

Buscas frustradas

Por trás dos problemas operacionais havia também um conflito institucional. O pedido de busca e apreensão tinha sido feito meses antes da operação. A PF solicitou prazo adicional para confirmar os endereços atualizados dos alvos — pedido que o então relator do caso, ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, não aprovou.

A decisão teve consequências práticas. Endereços desatualizados, somados aos indícios de vazamento, resultaram em buscas amplamente frustradas em termos de apreensão de evidências digitais —exatamente o tipo de material que os investigadores buscavam.

O único que não sabia

Nem todos os alvos foram avisados, ou ao menos não demonstraram ter sido. Na busca ao apartamento de Silvio Barreto da Silva, diretor da Lormont Participações — empresa pela qual Nelson Tanure possuía R$ 52 milhões em títulos num fundo de investimento —, os agentes tocaram a campainha repetidamente sem obter resposta.

A portaria informou que o investigado tem problemas de audição. Um chaveiro abriu a porta. Os policiais encontraram Barreto da Silva dormindo em sua cama.

A defesa responde

Os advogados de Daniel Vorcaro contestam a versão da Polícia Federal sobre o que ocorreu na mansão do banqueiro no Jardim América. Negam que os seguranças tenham resistido à entrada dos agentes e afirmam que a PF atirou nas fechaduras sem aguardar que o cliente abrisse a porta.

Sobre a presença de um advogado no portão externo antes mesmo da chegada dos agentes — episódio que a PF interpretou como indício de que Vorcaro foi avisado da operação —, a defesa ofereceu uma explicação.

Na véspera, o cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel, havia sido preso ao tentar embarcar para Dubai no Aeroporto de Guarulhos. Diante disso, os advogados anteciparam que uma operação poderia ocorrer na manhã seguinte e foram ao local preventivamente. Zettel também figurava entre os alvos da fase.

Eduardo Bolsonaro diz que gravou vídeo para o pai sem acesso a celular na prisão domiciliar

 

Dias após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizar que o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpra prisão domiciliar por razões de saúde, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) gravou, ontem, um vídeo durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), nos Estados Unidos. Eduardo disse que o conteúdo seria mostrado ao pai.

Antes do discurso do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Eduardo disse que queria provar que o ex-presidente não poderia ser contido por uma prisão que classificou como injusta. Em seguida, anunciou Flávio como “próximo presidente do Brasil”. O evento reuniu representantes da direita e da extrema direita de diversos países. As informações são do jornal O Globo.

“Vocês sabem por que estou fazendo esse vídeo? Porque estou mostrando para o meu pai e vou provar para todos no Brasil que você não pode barrar prendendo injustamente o líder desse movimento, Jair Messias Bolsonaro”, afirmou.

A manifestação ocorre em meio às restrições impostas pela decisão de Moraes, que autorizou a prisão domiciliar temporária por 90 dias, após a alta hospitalar, para recuperação de um quadro de broncopneumonia. A medida determina que Bolsonaro não pode usar celular, telefone ou qualquer meio de comunicação com o exterior, direta ou indiretamente, nem por intermédio de terceiros. Mesmo visitantes autorizados devem entregar aparelhos eletrônicos antes de entrar na residência.

A transferência de Bolsonaro da cela que ocupava para sua casa, em Brasília, foi acompanhada da fixação de regras de visitação. Filhos que não moram com ele podem visitá-lo às quartas-feiras e sábados, em horários previamente definidos. Ontem, Moraes negou pedido da defesa para ampliar esse acesso e alertou que o descumprimento das condições impostas pode levar à revogação da prisão domiciliar e ao retorno ao regime fechado ou a unidade hospitalar.

Maduro diz que está ‘bem’ em primeira mensagem publicada da prisão

 

Por AFP

O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que está “bem”, em uma mensagem publicada ontem (28) nas redes sociais, a primeira desde que foi capturado e levado para os Estados Unidos, onde enfrenta um julgamento por acusações de narcotráfico.

Maduro foi detido pelas forças americanas durante uma incursão militar em 3 de janeiro, que incluiu bombardeios a Caracas. Ele está preso com a esposa, Cilia Flores, detida na mesma operação, em uma prisão de segurança máxima no Brooklyn.

“Estamos bem, firmes, serenos e em oração permanente”, escreveu Maduro a poucos dias da Semana Santa, uma data de grande importância na Venezuela, país de maioria católica. “Suas comunicações chegam a nós, suas mensagens, suas cartas e suas orações”, acrescentou. “Cada palavra de amor, cada gesto de carinho, cada expressão de apoio enche nossa alma e nos fortalece espiritualmente”.

Maduro está isolado em uma cela sem internet, nem jornais, com acesso ao pátio por uma hora ao dia. Uma fonte próxima ao venezuelano disse à AFP que ele tem permissão para conversar por telefone com a família e os advogados por, no máximo, 15 minutos.

Não está claro se Maduro ditou a mensagem à sua equipe ou apenas aprovou o conteúdo. Ele assina o texto com Flores. A mensagem de Maduro foi publicada na rede social X e na plataforma de mensagens Telegram, onde até agora apenas constava uma contagem dos dias de “sequestro”.

O governante deposto compareceu na quinta-feira, com a esposa, a um tribunal federal em Nova York, onde o juiz rejeitou um pedido da defesa para arquivar as acusações.

Seu filho, Nicolás Maduro Guerra, conhecido como “Nicolasito”, disse em eventos públicos que seu pai está bem, sereno e, inclusive, praticava exercícios na prisão.

Delcy Rodríguez, que assumiu o poder de forma interina após a queda de Maduro, não comentou a mensagem, assim como a maioria de seus ministros. Rodríguez governa sob pressão de Donald Trump e promoveu uma guinada na administração para se aproximar de Washington. Ela desmantelou, em quase três meses, a estrutura do governo de Maduro.

A mandatária não mencionou o julgamento em Nova York em seus últimos discursos. Na sexta-feira, ela pediu uma oração por Maduro e Flores em um ato com evangélicos, muito próximos ao governante deposto.

Marília soma pela capacidade de diálogo

 

Enquanto a oposição ainda busca um discurso, a Frente Popular entregou uma chapa pronta, baseada em resultados de gestão e peso político. O destaque ficou para a capacidade de Marília Arraes de dialogar com diferentes frentes, consolidando sua pré-candidatura ao Senado com o apoio explícito de João Campos e do PT.

A promessa de uma gestão estadual alinhada com três senadores aliados é o trunfo para atrair investimentos e destravar obras estruturantes, algo que Marília enfatizou ao citar a necessidade de “legitimidade popular” para transformar a vida das pessoas.

João Campos foi enfático sobre a parceria: “Humberto, conte comigo… você que já ganhou duas eleições de Senado e ganhará a terceira”, estendendo o tapete para a chapa que agora conta com Marília. Marília, por sua vez, selou o compromisso: “Não vamos soltar a mão um do outro, nem agora durante a campanha, nem durante os grandes embates”.

Público do Sul e Sudeste dobra na estreia de Paixão de Cristo

 

A 57ª edição da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém registrou um aumento significativo no público oriundo das regiões Sudeste e Sul do país. Segundo dados de uma pesquisa realizada pela organização, o percentual de visitantes dessas regiões dobrou, passando de 7% na estreia do ano passado para 15% neste ano. Esse crescimento é um indicativo do crescente interesse nacional pelo espetáculo, que atraiu cerca de 10 mil espectadores na noite de ontem (28), no maior teatro a céu aberto do mundo.

Robinson Pacheco, coordenador geral do evento, celebrou o entusiasmo do público, que pôde vivenciar uma apresentação com forte carga dramática e inovações tecnológicas. O espetáculo, além de contar com um elenco de peso, proporcionou uma cena final da ascensão de Jesus aos céus que deixou a audiência emocionada. Esta inovação foi aprovada por 28% dos entrevistados na pesquisa. As informações são do Giro Blog.

Os personagens da trama foram interpretados por renomados artistas da dramaturgia nacional, como Dudu Azevedo no papel de Jesus, Beth Goulart como Maria, Marcelo Serrado como Pilatos e Carlo Porto como Herodes. Juntos, eles atuaram em nove cenários monumentais, acompanhados por centenas de figurantes e talentosos artistas pernambucanos, que apresentaram cerca de 2 mil figurinos produzidos com rigor histórico.

Flávio Bolsonaro pede monitoramento internacional das eleições em discurso nos EUA

 

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, pediu ontem (28) que governos e instituições estrangeiras acompanhem o processo eleitoral brasileiro e façam “pressão diplomática” para garantir o que chamou de eleições livres e justas. A declaração foi feita durante discurso na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), no Texas.

“Meu apelo aqui, não só aos Estados Unidos, mas a todo o mundo livre, é este: observem as eleições do Brasil com enorme atenção, entendam o nosso processo, monitorem a liberdade de expressão do nosso povo e apliquem pressão diplomática para que nossas instituições funcionem corretamente”, disse Flávio, sem especificar a que tipo de “pressão diplomática” se referia. As informações são do jornal O Globo com o UOL.

O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro ressaltou que não quer interferência nas eleições brasileiras, mas acompanhamento externo para assegurar que “a vontade do povo seja preservada”. Flávio condicionou o resultado eleitoral à liberdade nas redes sociais e à contagem dos votos. “Se o nosso povo puder se expressar livremente nas redes sociais e se os votos forem contados corretamente, nós vamos vencer”, disse.

Ao longo do discurso, o senador criticou o sistema político e judicial brasileiro e afirmou que seu pai foi condenado por motivos políticos. Disse que Bolsonaro é o maior líder político do Brasil e está preso “por defender nossos valores conservadores”. Flávio não mencionou que a condenação foi por tentativa de golpe de Estado.

Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses. Na denúncia, a Procuradoria-Geral da República (PGR) citou que o ex-presidente e outros sete aliados tentaram derrubar a democracia e impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entre o fim de 2022 e o início de 2023. O STF entendeu que Bolsonaro é culpado por todos os cinco dos quais era acusado: golpe de Estado; tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito; organização criminosa armada; dano qualificado contra patrimônio da União; e deterioração de patrimônio tombado.

Flávio, no discurso, associou o governo do presidente Lula ao avanço do crime organizado e criticou a atuação do país na área de segurança. Em um dos principais pontos da campanha da direita brasileira, retomou a defesa da classificação de CV e PCC como organizações terroristas pelos EUA. A causa tem mobilizado o irmão Eduardo há meses, em conversas junto a autoridades em Washington. O governo Lula se opõe à medida porque vê na classificação potencial pretexto para ataques militares dos EUA em território brasileiro ou aplicação de sanções financeiras contra empresas do país, além de interferência em um assunto referente à soberania nacional.

“Ele [Lula] usou lobby pesado com certos conselheiros americanos para evitar que os dois maiores cartéis de drogas do Brasil fossem classificados como organizações terroristas. Sim, o presidente do meu país faz lobby nos EUA para proteger organizações terroristas que oprimem meu povo e exportam armas, lavam dinheiro e exportam drogas para os Estados Unidos e o mundo”, disse Flávio, em referência às conversas recentes sobre o assunto entre o chanceler brasileiro Mauro Vieira e o secretário de Estado Marco Rubio. O governo Lula tem proposto uma parceria com Trump para combater a lavagem de dinheiro do crime organizado brasileiro nos EUA e coibir a importação de armas por esses grupos de fornecedores americanos. Lula pretende visitar Trump na Casa Branca. A expectativa era que o encontro acontecesse em março, mas o governo americano ainda não definiu uma data.

Na área econômica e geopolítica, o senador destacou o papel estratégico do Brasil para os EUA, especialmente no fornecimento de minerais críticos. Disse que o país pode ajudar a reduzir a dependência americana da China, que hoje domina a produção e o processamento de terras raras.

Ele também criticou a política externa do governo Lula, que classificou como contrária aos interesses americanos, afirmou que o Brasil se aproximou da China e de países como Irã e Cuba e associou o presidente brasileiro ao venezuelano Nicolás Maduro.

Flávio encerrou a intervenção, salpicada de referências religiosas, prometendo que estaria de volta ao palco da CPAC no ano que vem, mas como presidente do Brasil. “Trump 2.0 está sendo muito melhor que Trump 1.0, certo? Bolsonaro 2.0 também será muito melhor, graças à experiência adquirida durante a presidência do meu pai. E os EUA também terão seu aliado de volta”, afirmou, prometendo construir a “maior aliança conservadora do continente” na história caso seja eleito.

A participação no evento ocorre no momento em que Flávio intensifica a agenda internacional como pré-candidato. O CPAC é um dos principais fóruns do movimento conservador nos Estados Unidos e reúne lideranças políticas alinhadas à direita global.

27 março 2026

Humberto Costa sinaliza união com João Campos

 

Por Larissa Rodrigues – repórter do Blog

Depois de não comparecer ao evento de anúncio da pré-candidatura do prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao Governo do Estado, na semana passada, o senador Humberto Costa (PT) sinalizou, ontem (26), que deverá compor a chapa do socialista em busca da sua reeleição, em outubro.

Costa recebeu o Título de Cidadão Recifense na Câmara Municipal, ontem, uma proposição da vereadora Kari Santos (PT), e foi prestigiado com a presença do prefeito. O PT decide seus rumos oficialmente em reunião marcada para amanhã (28), a partir das 11h, no Teatro Beberibe, no Centro de Convenções, em Olinda.

“A tendência é de que nós venhamos a marchar com a candidatura do prefeito João Campos”, declarou Costa, antes da sessão solene, segundo matéria do Blog da Folha. O prefeito discursou na ocasião, ainda de acordo com a equipe da Folha, e enalteceu o currículo e a história de Humberto Costa. “Mais do que os cargos que ocupou, é o que fez em cada um deles em favor do povo recifense e do povo brasileiro”, enfatizou Campos.