O Sindicato da Indústria do Gesso do Estado de Pernambuco (Sindusgesso) encaminhou ao Ministério dos Transportes um importante pleito em defesa da competitividade e da sustentabilidade do Polo Gesseiro do Araripe. O documento foi entregue ao ministro dos Transportes, George Santoro, pelo presidente da entidade, Joberth Granja, e pelo vice-presidente, Aurílio Machado, reforçando a preocupação do setor com os impactos das recentes regulamentações sobre o transporte de cargas no Brasil.
01 maio 2026
Sindusgesso solicita adequação de normas de frete para preservar o Polo Gesseiro do Araripe
O Sindicato da Indústria do Gesso do Estado de Pernambuco (Sindusgesso) encaminhou ao Ministério dos Transportes um importante pleito em defesa da competitividade e da sustentabilidade do Polo Gesseiro do Araripe. O documento foi entregue ao ministro dos Transportes, George Santoro, pelo presidente da entidade, Joberth Granja, e pelo vice-presidente, Aurílio Machado, reforçando a preocupação do setor com os impactos das recentes regulamentações sobre o transporte de cargas no Brasil.
Raquel cancela ida à Corrida de Jericos para monitorar situação das chuvas na Apac

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), cancelou sua ida ao Festival Nacional dos Jericos, no município de Panelas, no Agreste do estado, nesta sexta-feira (1º), para poder monitorar as chuvas que atingem a Região Metropolitana do Recife (RMR), a Zona da Mata e o próprio Agreste diretamente da sede da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac).
Mais cedo, a Apac renovou para vermelho o alerta de chuvas moderada a forte para a Região Metropolitana do Recife (RMR) e Mata Norte. O aviso é válido para hoje e amanhã (2). Para a Mata Sul e Agreste, o aviso segue amarelo, com pancadas de intensidade moderada e pontualmente forte. As informações são do Blog da Folha.
Nas últimas 24 horas, o volume de chuva foi muito alto em alguns pontos do estado. O município onde mais choveu foi Goiana, na Zona da Mata Norte, que registrou acumulado de 169,4 mm. A lista segue com Condaddo (128,2 mm), Igarassu (125,55 mm), Paulista (125,38 mm) e Abreu e Lima (123,8 mm). Os dados são do Painel de Monitoramento da Apac, e foram acessados às 8h12.
Pernambuco forma mais de dois mil policiais militares e amplia “laranjinhas” nas ruas

Pernambuco terá uma nova leva de “laranjinhas”. Ontem (30), o Governo do Estado realizou a cerimônia de formatura de novos 2.157 policiais militares, na Arena de Pernambuco. Os policiais que vão reforçar a segurança pública do estado começaram a turma do Curso de Formação e Habilitação de Praças (CFHP), em setembro do ano passado.
A formatura na Arena de Pernambuco contou com a presença da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, representantes do setor político e segurança pública, além dos familiares dos novos policiais militares. As informações são da Folha de Pernambuco.
De acordo com a gestora estadual, os novos soldados são reflexo do programa Juntos Pela Segurança. “Pegamos a segurança pública desarrumada no nosso estado, mas tomamos a liderança e tivemos decisão política de fazer diferente”, iniciou Raquel Lyra.
“A segunda turma do curso de formação de praças somando mais 2.100 que serão entregues ao estado para cuidar da segurança das pessoas. Esse é um esforço que o Governo do Estado vem fazendo. Chegamos a nomeação de mais de 6.900 policiais militares, civis, bombeiros militares e policiais penais. Outros que estão em formação e, até dezembro deste ano, mais de 8.200 policiais nomeados durante a nossa gestão”, completou a governadora.
A previsão é que os novos policiais militares sejam lançados nas ruas da Região Metropolitana do Recife (RMR). Os formados começam a ser convocados para se apresentar em seus respectivos batalhões e, a partir do dia 11 de maio, já estarão ocupando os espaços escolhidos pela inteligência da Polícia Militar de Pernambuco.
A governadora Raquel Lyra considera que os novos policiais militares estão aptos para cuidar da sociedade pernambucana. “Eu não tenho dúvida nenhuma que estamos formando os melhores soldados da nossa história porque eles estão sendo formados pela melhor tropa que a gente. Esperem deles aquilo que a gente trabalhou para formá-los. Todos eles lutaram muito e tiveram a dedicação nestes sete meses. Foram treinados do ponto de vista tático, estratégico, operacional, mas também com formação humana para servir ao povo de Pernambuco”, pontuou.
Número 1 da formação
Um dos principais momentos da cerimônia de formatura foi a homenagem a soldado Carina Cléures, número 1 do curso de formação.

Natural de Petrolina, no Sertão do estado, a policial militar com maior nota recebeu da governadora Raquel Lyra a Medalha Tiradentes de Bronze pelo feito alcançado.
“Gratificante estar aqui com a minha família presenciando tudo isso. Foi muito ralado e suado, mas valeu a pena cada esforço e dedicação. Agradeço a Deus e todos que me apoiaram”, afirmou a soldado que deve ficar dois meses de estágio na Região Metropolitana do Recife (RMR) e depois servirá em Petrolina.
“Eu não sabia que tinha esse potencial para chegar, porém quando falaram que era uma oportunidade para voltar para casa eu tentei. Tentar é possível, pedi a Deus que me desse força e saúde para continuar tentando e foi possível. Estou aqui como a 01 do concurso”, finalizou.
Alexandre de Moraes é o sujeito oculto do combo Messias-Dosimetria

Blog da Natuza Nery – do g1
Nos bastidores de Brasília, a articulação envolvendo a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a discussão sobre a dosimetria das penas do 8 de Janeiro mostra um enredo de alianças, interesses convergentes e rearranjos de poder. Embora não apareça formalmente no centro da operação, Alexandre de Moraes surge como personagem decisivo no movimento conduzido por Davi Alcolumbre.
Há algumas conclusões no combo Messias-dosimetria orquestrado por Davi Alcolumbre:
1. Alcolumbre e Moraes — uma relação antiga de confiança: Davi Alcolumbre é o mais próximo senador do ministro do STF. Os dois, além de Rodrigo Pacheco, são amigos de longa data. Jantam juntos em Brasília e se frequentam com intimidade.
2. A revisão das penas exigia anuência do relator: O presidente do Senado jamais promoveria um alívio nas penas dos condenados do 8 de janeiro sem consultar o relator do caso. Jamais. Evitar a redução das penas era ponto de honra do relator do caso até pouco tempo atrás. Aprová-la seria enfraquecê-lo.
3. O caso Master alterou o equilíbrio político: O ato só foi possível graças ao caso do Banco Master. O escândalo fez o vento da política virar. Moraes viu sua vulnerabilidade crescer quando seu antagonista André Mendonça foi alçado à condição de relator do caso. Levar Messias ao STF era, dentro desse contexto, uma possibilidade de fortalecer aquele que gostaria de esclarecer as circunstâncias do contrato da esposa do ministro. Mendonça era um dos padrinhos de Messias no STF, e foi para casa dele que Messias foi após se encontrar com Lula na noite da derrota para juntar os cacos e contabilizar as traições.
4. A resistência ao nome de Jorge Messias já existia: É bem verdade que Alexandre considerou um equívoco a indicação de Lula antes mesmo de o Master eclodir. E já dizia lá atrás que Messias iria perder. Preferia ver Pacheco, seu outro amigo, engrossando as fileiras de aliados na corte.
5. A negociação: barrar Messias em troca de concessões: Mas quando o Master surgiu atropelando tudo, esse objetivo ficou ainda mas premente. Era hora de barrar. Mas, para barrar, era preciso que a redução das penas passasse em troca de duas coisas: o enterro da CPI do Master e a dosimetria.
6. Um recuo de Moraes: Foi assim que o chamado “herói da resistência” ao golpe abençoou um revés a si mesmo.
7. Isolamento de André Mendonça: Sem Messias, o ministro André Mendonça segue em parcial isolamento e em clara minoria.
8. Alianças improváveis em Brasília: O episódio mostrou um mundo invertido em Brasília, no qual antigos aliados — governo e Alexandre— transformaram-se em rivais. E tradicionais antagonistas — André Mendonça e um ministro de Lula (Messias), além de Alexandre de Moraes e Flávio Bolsonaro, por intermédio de Alcolumbre — transformaram-se em aliados de ocasião.
9. A traição como moeda política: O artigo mais frequente da política — a traição — desfilou sem inibição por esses dias: Messias foi traído por gente até então próxima ao próprio governo. Mendonça foi traído por amigos da bancada evangélica que lhe prometeram votos a favor de Messias minutos antes da votação, mas entregaram a cabeça do candidato da mesma fileira religiosa, mostrando que o voto evangélico se rendeu aos interesses do stablishment.
10. Votos motivados por interesses diversos: No arsenal de votos contrários ao governo, teve de tudo, porém. Teve desafeto de Messias, teve gente incomodada com Lula por diferentes razões.
11. A percepção de fraqueza de Lula: Mas esse strike contra Lula só foi possível graças à convicção do centrão e de parte do STF de que Lula está politicamente morto, em viés de derrota nas eleições.
12. O fator imprevisível da política: Mas como a política não é escrita em linha reta, se o presidente da República se recuperar e sair de outubro vitorioso, tudo pode mudar de novo.
PT chama de ‘retrocesso’ rejeição a veto da Dosimetria e diz que decisão ‘ignora’ tentativa de golpe

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, divulgou um comunicado nesta quinta-feira (30) no qual afirma que o partido vê “grave retrocesso” na decisão do Congresso Nacional que derrubou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto conhecido como “PL da Dosimetria”.
Aprovado pelo Congresso Nacional no ano passado, o projeto prevê a redução de pena para envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Em janeiro, Lula vetou a proposta, e, neste quinta, o veto foi derrubado por deputados e senadores.
Na prática, com a decisão, o ex-presidente Jair Bolsonaro está entre os condenados que podem ser beneficiados pela decisão do Congresso, o que, para o PT, mostra que os parlamentares decidiram “ignorar” a tentativa de golpe no Brasil. As informações são do g1.
“A derrubada do veto do presidente Lula ao chamado PL da Dosimetria representa um grave retrocesso para a democracia no Brasil, e perdoa quem planejou assassinatos”, afirma um trecho da nota.
“Aliviar a punição de crimes dessa natureza é ignorar a gravidade da tentativa de ruptura institucional e relativizar a própria Constituição. Não é possível aceitar como normal tentativas de assassinatos”, acrescentou o PT em outro trecho.
Inicialmente, os partidos da oposição defendiam a chamada anistia, ou seja, o perdão das penas impostas pelo Supremo Tribunal Federal aos condenados por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro.
No ano passado, após articulações entre partidos da oposição e do centrão, chegou-se ao projeto da dosimetria, que, na prática, em vez de perdoar, estabeleceu um mecanismo que pode levar à redução das penas.
1,4 mil condenados
Em um documento divulgado nesta quarta (29), véspera da votação no Congresso, o gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos ligados ao 8 de janeiro no STF, informou que 1.402 pessoas foram condenadas por envolvimento nos atos golpistas.
Também informou que foram impostas as seguintes sanções:
- 431 penas privativas de liberdade;
- 419 penas privativas de liberdade convertidas em prestação de serviço;
- 552 acordos de não persecução penal.
“Os elementos de prova gradualmente colhidos demonstram inequivocamente o funcionamento de um grupo criminoso, de forma coordenada e estruturada, atuava nitidamente para viabilizar e concretizar a decretação de medidas de ruptura institucional”, escreveu Moraes no documento.
Derrubada de veto para aliviar pena de Bolsonaro pode beneficiar mais de 200 mil condenados

A derrubada do veto presidencial ao projeto de lei da dosimetria, que reduz a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros incriminados pela tentativa de golpe de Estado, beneficiará mais de 200 mil condenados por outros crimes.
O veto foi derrubado em sessão do Congresso nesta quinta-feira (30), com apoio de 318 deputados e 49 senadores. As informações são da Folha de S. Paulo.
Atualmente, quem está em regime de prisão domiciliar não pode diminuir sua pena por estudo ou trabalho, exceto em casos específicos, com autorização do juiz. O texto aprovado pelo Congresso amplia essa possibilidade de remição para todos que cumprem pena em casa. O benefício não é automático, mas as defesas podem solicitá-lo à Justiça.
Cerca de 235 mil pessoas cumpriam pena em regime domiciliar em 30 de junho de 2025, dado mais recente disponível na Secretaria Nacional de Políticas Penais do Ministério da Justiça. O número de presos nessa modalidade tem crescido em velocidade acelerada, principalmente por causa da pandemia, e aumentou 3.812% em nove anos.
Cada obra lida corresponde à remição de quatro dias de pena e exige comprovação com a apresentação de um relatório, que é avaliado por uma comissão. Os participantes do programa podem apresentar a resenha de até 12 livros por ano.
Ou seja, é possível reduzir a pena em até 48 dias no período de 12 meses. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pela trama golpista.
No caso de trabalho, é possível abater um dia de pena a cada três dias em serviço.
O dispositivo para autorizar os presos em regime domiciliar possam abater da pena os esforços com estudo e trabalho foi incluído pelo deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator do projeto na Câmara.
A mudança legislativa fazia parte de um acordo que envolvia Bolsonaro cumprir pena em casa por sua condição de saúde e idade. O ex-presidente, porém, tentou romper a tornozeleira eletrônica, foi enviado para o regime fechado em novembro e só voltou para casa em março por causa do agravamento dos problemas de saúde.
A alteração é criticada por especialistas. Felippe Angeli, coordenador da plataforma Justa, afirma que a redução da pena por trabalho ou estudo no regime domiciliar já é autorizada por alguns tribunais, embora não esteja prevista na legislação. Caso vire lei, o uso será ampliado, o que abre um potencial de fraudes.
“Hoje tudo é organizado a partir da custódia pelo Estado. O preso sai do estabelecimento e retorna [após o trabalho/estudo] ou no regime fechado tem acesso a possibilidade trabalho e educação dentro do estabelecimento. Então, isso já fica registrado para fins da própria remição. No caso domiciliar, não se tem essa informação, vai precisar de uma prova muito robusta”, diz.
Angeli destaca que a mudança exigirá uma regulamentação para evitar fraudes, considerando que o regime domiciliar dificulta a fiscalização pelo Estado sobre as vedações. “O problema é que por causa de uma pessoa [Bolsonaro], você está alterando todo um sistema que vai impactar centenas de milhares de pessoas sem saber como você vai fazer isso, sem um maior debate.”
O advogado Pierpaolo Bottini, que foi membro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, afirma que é a favor do abatimento da pena, mas que o modo como está sendo instituída é um problema. “O instituto sozinho não é ruim, no fundo é um instrumento de ressocialização. A questão é que ele não pode ser casuística e vir num projeto que busca beneficiar um determinado grupo de pessoas”, afirmou.
Ele diz que o texto exigirá uma regulamentação e um debate mais amplo sobre como ser aplicado. “Eu sei que é mais difícil [do que no regime fechado ou semiaberto], mas não é impossível. Ele vai precisar de um trabalho que ele consiga comprovar que efetivamente trabalhou ou, no caso de um curso, assistir com a câmera aberta”, opina.
Procurado pela Folha, Paulinho da Força afirmou que sua assessoria jurídica elaborou o texto e garantiu que o projeto só beneficiaria o caso de Bolsonaro, para permitir a diminuição da pena por estudo na prisão domiciliar, e que não terá um efeito mais amplo sobre o sistema prisional.
O projeto de lei foi aprovado pela Câmara por 291 votos a 148 e por 48 a 25 no Senado, mas foi vetado integralmente pelo presidente Lula (PT). Esse veto foi derrubado pelo Legislativo nesta quinta, o que faz com que as mudanças legislativas sejam enviadas para o presidente da República para promulgação.
Bolsonaro solicitou em janeiro ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) que pudesse abater a pena com leitura. Os relatórios do 19º Batalhão de Polícia Militar na Papuda, prédio conhecido como “Papudinha”, no entanto, mostram que ele não leu nenhum livro no período e, por isso, não teve nenhuma redução nos dias encarcerado.
Presidente da Compesa vistoria obras de abastecimento que somam mais de R$ 1,3 bilhão na RMR

O presidente da Compesa, Douglas Nóbrega, vistoriou, nesta quinta-feira (30), um conjunto de obras de abastecimento de água na Região Metropolitana do Recife (RMR), que integram um pacote de investimentos superior a R$ 1,3 bilhão em água e esgoto. As intervenções, executadas pela companhia, têm previsão de conclusão até o fim do ano e visam ampliar a oferta e a regularidade do abastecimento.
A agenda começou no bairro do Janga, em Paulista, com a implantação de quatro poços artesianos, um deles com vazão estimada em 25 litros por segundo, ao custo aproximado de R$ 14 milhões. Em seguida, a comitiva visitou a obra da Adutora da ETA Alto do Céu, em Olinda, com investimento de R$ 25,2 milhões, que deve beneficiar cerca de 80 mil pessoas em bairros como Bultrins, Bonsucesso e Bairro Novo.
No Recife, as visitas incluíram obras no Alto Santa Terezinha, voltadas à ampliação do sistema de abastecimento dos morros da Zona Norte, com aporte de R$ 31,4 milhões e alcance estimado de 142 mil pessoas, além da duplicação da Alça Norte, na Iputinga, investimento de R$ 29 milhões que deve atender cerca de 180 mil moradores. “Estamos executando um conjunto estruturador de obras que fortalece a capacidade operacional da Compesa e amplia a oferta de água com mais regularidade e eficiência”, afirmou Douglas Nóbrega.
Moraes autoriza Bolsonaro a realizar nova cirurgia

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou nesta quinta-feira (30) que o ex-presidente a Jair Bolsonaro (PL) realize uma nova cirurgia.
A decisão do ministro atende um pedido feito pela defesa do ex-presidente, que cumpre a pena de 27 anos e três meses. As informações são da CNN.
O procedimento será realizado no manguito rotador e em lesões associadas, que teriam sido afetados depois de uma queda do político em janeiro, quando ele estava na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Bolsonaro passou a cumprir pena em sua casa no Jardim Botânico, em Brasília, no final de março. A prisão domiciliar foi autorizada por Moraes por um período de 90 dias. O magistrado justificou a decisão com base nos problemas de saúde do ex-presidente, que enfrentou uma broncopneumonia bilateral.
STF dará palavra final sobre PL da Dosimetria, com chance de acirrar desgaste com Congresso

O Congresso Nacional aprovou, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou, os parlamentares derrubaram o veto. O vaivém do PL da dosimetria, que alivia as penas impostas a golpistas, terá o derradeiro capítulo no Supremo Tribunal Federal (STF). A análise é de Carolina Brígido para o Estadão.
É esperado que, em breve, algum partido político ou a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresente uma ação à Corte questionando a constitucionalidade do projeto de lei. O caso deve ser julgado em plenário, com a presença dos dez atuais integrantes do tribunal. As informações são do Estadão. As informações são do Estadão.
O julgamento levará em conta não apenas aspectos jurídicos, mas a crise institucional entre os Três Poderes – que chegou ao ápice na quarta-feira, 29, quando o Senado rejeitou o nome de Jorge Messias, indicado por Lula a uma vaga de ministro do Supremo.
Ministros do tribunal viram o movimento duplo do Congresso de reprovar Messias e ressuscitar o PL da Dosimetria não apenas como uma derrota do governo Lula, mas como ameaça ao STF. Seria uma forma de dizer que, se os parlamentares podem evitar a nomeação de um ministro, também têm força para afastar integrantes do tribunal.
O PL da Dosimetria é, por sua vez, uma afronta à decisão do STF de condenar e impor penas severas aos condenados por tentativa de golpe de Estado, mas foi a solução política possível, chancelada por parte dos ministros da Corte, para frear a tramitação no Congresso da proposta de anistia.
No ano passado, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e o então presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, hoje aposentado, concordaram com a aprovação do PL, desde que a anistia aos golpistas fosse enterrada pelos parlamentares. O problema é que nem todo ministro do tribunal concorda com a mudança na dosimetria dos condenados.
Questionados em caráter reservado, ministros do STF afirmam que ainda é uma incógnita como o plenário trataria o assunto no caso de receberem uma ação questionando a legalidade do PL da Dosimetria. Esse assunto deve ser debatido entre eles nos bastidores nos próximos dias.
Na prática, o projeto de lei permite a redução de penas dos condenados por atos golpistas – desde os depredadores do 8 de janeiro até o núcleo crucial, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro. O benefício não seria automático: a defesa dos réus precisa entrar com uma ação no STF pedindo a redução da pena.
O caso deixou o STF em uma sinuca de bico: se os ministros julgarem o projeto inconstitucional, estarão acirrando a cizânia com o Congresso – que, por sua vez, tem poderes e força política para abrir processo de impeachment contra integrantes do tribunal. Por outro lado, se mantiverem a proposta válida, podem sinalizar perda de força institucional.
Os cenários estarão postos nos debates entre os ministros, que devem ocorrer nos próximos dias.
30 abril 2026
Cinco Vereadores declaram apoio à reeleição de Francisco Edivaldo
O presidente da Câmara Municipal de Araripina, vereador Francisco Edivaldo (UP), foi literalmente surpreendido com as manifestações de apoio que tem recebido para a sua reeleição no comando da Casa Joaquim Pereira Lima.
De forma espontânea os vereadores governistas Silvano do Morais, Divona da Rancharia, João Erlan, Elias de Chicão e Sansão do Cabelão, manifestaram apoio à reeleição de Edivaldo para a presidência da Câmara Municipal. A mesa diretora tem mandato no biênio 2025/2026. A eleição acontecerá no dia 01 de outubro deste ano.
Os cinco vereadores fazem questão de destacar o brilhante trabalho que vem sendo desenvolvido por Edivaldo na presidência da Casa do Povo. E oficializaram publicamente da tribuna apoio ao presidente.
Flávio Dino defendeu critérios para emendas parlamentares e reforçou necessidade de transparência no 9º Congresso da Amupe
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, participou na última segunda-feira (27) da programação do 9º Congresso Pernambucano de Municípios, promovido pela Associação Municipalista de Pernambuco, em debate sobre Transparência nas Emendas Parlamentares e Autonomia Municipal. Ao lado do presidente da entidade e prefeito de Aliança, Pedro Freitas, o ministro abordou os desafios da distribuição dos recursos e a importância de mecanismos que assegurem maior equilíbrio federativo entre os municípios brasileiros.
Durante sua fala, Flávio Dino destacou que as emendas parlamentares precisam seguir parâmetros objetivos de aplicação, com foco em áreas estratégicas para a população. “Talvez um caminho seja um cardápio de ações, com destinação clara para saúde, educação e outras finalidades essenciais, além da fixação de critérios que mantenham o município em movimento, garantindo também equilíbrio federativo entre cidades com realidades distintas”, afirmou.
O ministro também chamou atenção para a necessidade de controle rigoroso na execução dos recursos públicos, ressaltando que a transparência não pode ser tratada como obstáculo administrativo. “O que alguns chamam de burocracia é, na verdade, um instrumento para impedir níveis de indecência e imoralidade na aplicação dos recursos públicos. Não podemos assistir a isso sem agir”, declarou.
Para Pedro Freitas, a presença de Flávio Dino no Congresso reforça a importância de ampliar o debate sobre financiamento público e autonomia municipal. “Receber o ministro Flávio Dino em um espaço de diálogo com os gestores municipais engrandece o debate sobre transparência, equilíbrio federativo e a correta aplicação dos recursos públicos. Os municípios precisam ser ouvidos e fortalecidos para continuar entregando resultados à população”, destacou.
Reviravolta em Santa Cruz, no Sertão do Araripe: Líder da oposição declara apoio a Eliane Soares para deputada federal
O cenário político no Sertão do Araripe ganhou um novo capítulo nesta semana. Em um movimento que reorganiza as forças locais, o ex-vereador e atual líder da oposição na Câmara Municipal, Ion Souza, anunciou oficialmente seu apoio à pré-candidatura à Câmara Federal apoiada pela ex-prefeita Eliane Soares.
Ion Souza é uma figura central na política de Santa Cruz, carregando o peso de quem já exerceu seis mandatos no legislativo municipal. O seu retorno ao grupo político de Eliane Soares é visto como um reforço estratégico, unindo a experiência de um veterano à capilaridade eleitoral da ex-gestora.
O Reencontro Político
Em suas redes sociais, Eliane Soares celebrou a adesão e destacou que a união representa a retomada de uma parceria histórica.
“A boa política sabe reconhecer caminhos que se reencontram. Hoje recebo de volta ao nosso grupo o amigo Ion Souza, que retorna para somar experiência, força e compromisso a esse projeto que cresce por todo Pernambuco. Seja bem-vindo, meu amigo!”, declarou a ex-prefeita.
Impacto no Araripe
A movimentação não apenas fortalece a base de Eliane em sua terra natal, mas também envia um recado claro à região sobre a capacidade de articulação do seu grupo. Para analistas locais, a saída de Ion da linha de frente da oposição para compor com a ex-prefeita pode gerar um efeito cascata em outras lideranças.
Mais do que uma simples adesão, o grupo classifica o momento como uma “retomada de compromisso com o povo de Santa Cruz”, focando em um projeto de responsabilidade e trabalho para as próximas eleições.


