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03 novembro 2026

Polícia Civil prende acusados de latrocínio em Terra Nova-PE

 


Dois homens acusados de um latrocínio em Terra Nova-PE foram presos em operação da Polícia Civil na cidade na manhã desta segunda-feira, 2. O crime aconteceu no dia 24 de outubro, vitimando Adailton Faustino dos Santos, conhecido popularmente como “Bodinho”.

Segundo a Polícia Cívil, os suspeitos foram presos na Operação Nêmesis, uma ação coordenada pela delegada titular da Delegacia de Terra Nova, Eliana Macedo Bezerra Reynaldo, com apoio da equipe Malhas da Lei da 23ª Delegacia Seccional de Salgueiro.

Reposta rápida

Após o registro do latrocínio, a Polícia Civil mobilizou imediatamente uma equipe de investigação, que fez diligências para esclarecer os fatos e identificar os autores. Em uma rápida resposta à sociedade, o trabalho investigativo resultou na representação pela prisão preventiva dos dois suspeitos.

Os investigados foram localizados no bairro Alto do Cruzeirão e encaminhados ao Presídio Regional de Salgueiro (PSAL), após serem submetidos aos procedimentos de praxe. Eles permanecem presos à disposição da Justiça de Pernambuco.

Blog do Chico Gomes

Em vídeo, Miguel Coelho faz balanço eleitoral, relembra desafios recentes e fala em tempo de recomeço

 

O ex-prefeito de Petrolina e candidato a deputado federal nas eleições deste ano, Miguel Coelho (União Brasil), publicou um vídeo, ontem, em seu perfil no Instagram, para se pronunciar sobre o resultado do pleito, avaliar a trajetória recente de sua vida pública e pessoal e sinalizar os próximos passos de sua jornada.

No pronunciamento, Miguel fez um balanço de sua participação no processo eleitoral. Ele ressaltou ter obtido a maior votação da história de Petrolina para o cargo de deputado federal, mas admitiu que o resultado geral da disputa não atingiu a meta de sua candidatura, que terminou na suplência.

Ao refletir sobre o momento atual e rebater análises da oposição sobre um eventual fim de ciclo, o ex-gestor classificou o resultado como uma etapa de amadurecimento e relembrou a sequência de percalços enfrentados nos últimos anos, tanto na esfera pública quanto na vida pessoal.

Entre os episódios citados, Miguel mencionou a frustração das articulações políticas que inviabilizaram sua candidatura ao Senado Federal nas eleições passadas e o impacto da operação deflagrada pela Polícia Federal que o teve como alvo. No âmbito pessoal, relembrou com comoção a perda do filho na reta final da gestação de oito meses de sua esposa, momento que descreveu como o de maior dor vivenciado pela família.

Para o ex-prefeito, o acúmulo desses episódios e o desfecho das urnas trouxeram lições sobre resiliência e a necessidade de redefinir prioridades. Ao comparar a votação expressiva de quase 900 mil votos obtida na disputa ao Governo de Pernambuco em 2022 com os mais de 100 mil votos recebidos no pleito atual, ele reiterou que enxerga o processo como um ciclo de aprendizado.

Sobre o futuro, Miguel destacou que não tomará decisões políticas apressadas e que o momento atual será voltado ao convívio familiar, à gestão de seus negócios e à reflexão pessoal. “Sobre a política, percebi que preciso desapegar do que já foi, construir novas conquistas e saber o tempo de começar ou recomeçar novos projetos. É tempo de recomeço. Mas sem pressa, tudo no tempo de Deus”, afirmou, finalizando com um agradecimento aos eleitores de Pernambuco e da região do São Francisco.

Judiciário: reforma profunda ou empurrar com a barriga

 

Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã

O PL se articula para que a deputada Bia Kicis (DF), eleita senadora, seja a principal integrante da oposição nas discussões que deverão acontecer já no início do ano que vem sobre a reforma do Judiciário. A eventual escolha de Bia Kicis já será uma indicação importante sobre os rumos que terão essa reforma.

Seu grau de profundidade e sua capacidade ou não de cumprir a ideia que parece estar por trás dela de gerar um apaziguamento que evite as soluções mais radicais, como processos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Não passa pela cabeça de Bia Kicis trocar uma reforma, por mais profunda que seja, pela possibilidade de discutir e vir a aprovar afastamentos de ministros, especialmente Alexandre de Moraes. Desde já, porém, é clara a impressão de que mudanças no Judiciário serão a primeira grande discussão do Congresso em 2027.

Um dos autores de um livro sobre reforma do Judiciário escrito há 30 anos e editado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o advogado com atuação nas Cortes superiores e analista político Melillo Dinis é cético quanto a uma reforma mais profunda do Judiciário, embora ela hoje seja mais do que necessária. “Não sei se será a principal reforma a acontecer na próxima legislatura. Sei que será a principal pauta da discussão política”, avalia ao Correio Político.

O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva enxergou, ainda no meio da campanha, que não seria possível fugir do tema do Judiciário. A enorme crise entre os poderes foi um dos maiores desgastes que teve que enfrentar. A tentativa da oposição de colar nele Alexandre de Moraes, suas decisões no mínimo controversas e o excesso de poder que conquistou quase lhe custaram a reeleição. Lula entendeu que a mudança do Judiciário se tornou vital. Ou a Suprema Corte seguirá como principal fator de crise do país.

Reeleito, Lula tentará conduzir o início da discussão. Mas é justamente na sua reeleição que reside a maior incógnita. Com ele, elegeu-se o Congresso mais à direita da história. Até que ponto essa direita eleita estará disposta a trocar a chance de impeachment de ministros pela reforma? A reeleição ajuda Lula ou a direita usará a sua força para atrapalhá-lo e manter acesa a crise?

Um dos problemas é que qualquer mudança sobre mandatos e critérios de escolha só valerá para os próximos ministros. Não poderá retroagir para os atuais. Esses seguirão com mandato vitalício interrompido somente por aposentadoria compulsória aos 75. Com 50 anos, o ministro mais novo da Corte, Cristiano Zanin, ainda terá 25 anos de STF.

Outro ponto complicado é que, ao final do mandato de Edson Fachin, quem assumirá a presidência do STF será o controverso Alexandre de Moraes. Ou seja, o maior alvo dos humores da oposição, com todos os poderes que já possui na condução das ações sobre os atos antidemocráticos e o ex-presidente Jair Bolsonaro é o próximo no comando.

Talvez todos esses fatores não venham a produzir o melhor ambiente para uma discussão serena de mudanças para o Judiciário. Especialmente se a oposição enxergar que tais mudanças visarão apenas a empurrar os problemas dos excessos do Judiciário com a barriga. Tudo deverá envolver muito a disposição que terá o Centrão.

O Centrão, assim, segue como o grande fiel da balança política. E um de seus principais líderes, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), surge como nome importante da articulação. Mas o que se viu este ano foi Alcolumbre numa posição pendular, ora próximo do governo ora da oposição. Para onde ele penderá caso siga no comando?

De qualquer modo, alguns temas já começam a despontar na pauta como principais mudanças discutidas. Um tempo de mandato para os ministros. Aumento da idade mínima para ser ministro do STF. Redução das decisões monocráticas e mudanças nos critérios de escolha são alguns dos pontos que tudo indica serão discutidos.

Muito honrado, a partir desta terça-feira passo a ocupar nova função no Correio da Manhã. Caberá a mim fazer a coordenação e integração de todas as seis diferentes edições diárias do jornal. Mais responsabilidade. Com isso, a editoria de Política passa a ser de Tales Faria, que assume o Correio Político. Seguirei no espaço que era dele na página 4.

Lula cobra mobilização da sociedade contra bets

 


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou, na manhã de hoje, a participação da sociedade civil no debate sobre a proibição das bets no país. O tema está em análise no Supremo Tribunal Federal (STF) e será discutido em audiência nesta manhã. “É importante que a sociedade civil participe para que haja justiça na decisão”, disse Lula em vídeo publicado nas redes sociais. Confira!

Senado deve votar hoje a PEC da Segurança Pública

 

O Senado deve votar, hoje, a PEC da Segurança Pública, considerada prioridade pelo governo Lula. A votação, inicialmente prevista para antes do 2º turno das eleições, foi adiada devido a um impasse sobre emendas apresentadas no Senado que propõem reduzir a maioridade penal.

O governo defende que o tema seja discutido separadamente da PEC, que precisa do apoio de pelo menos 49 senadores, em dois turnos, para ser aprovada.

Ministério da Comunicação Digital ganha força para quarto mandato de Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia criar no quarto mandato um Ministério da Comunicação Digital, reunindo secretarias vinculadas hoje a outras pastas e permitindo ao petista uma atuação mais forte nas redes sociais.

Se vingar, a expectativa é que a nova estrutura fique com o deputado federal André Janones (Rede-MG). Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, o parlamentar afirmou, no entanto, que seu plano é integrar a base do governo na Câmara. As informações são do jornal O Globo.

No seu primeiro discurso após ser reeleito, o presidente agradeceu Janones mais de uma vez por ter criado o canal de Whatsapp “Exército do Lula”. Ele frisou que o aliado teve um “papel crucial na campanha” e prometeu mais espaço para a área na nova gestão: “Quero dizer a vocês que a comunicação digital vai ganhar um espaço muito grande.”

Segundo aliados, pelo plano em discussão, o ministério teria autonomia em relação à pasta de Comunicação Social (Secom). A nova estrutura herdaria a Secretaria de Direitos Digitais, atualmente no Ministério da Justiça e Segurança Pública, e as secretarias de Políticas Digitais e de Estratégias e Redes, vinculadas à própria Secom.

A princípio, caberia ao novo ministério cuidar da regulamentação das redes sociais, outra promessa feita por Lula na noite da vitória. No atual mandato, o governo não conseguiu adesão no Congresso para tratar do tema.

“Nessa eleição a gente teve que vencer a intromissão vinda de fora para dentro, através de plataformas digitais, que nós vamos ter que regulá-las. Não é possível que a gente não tenha consciência de que um crime no mundo digital tem que ser tratado igual a um crime na vida real. Nós não podemos ter empresas monstruosas de grande, ganhando bilhões e bilhões, não pagando nenhum imposto para esse país e tentando direcionar o resultado eleitoral”, discursou.

Desde a divulgação do resultado, o presidente deu mostras de reconhecimento a Janones. Na última quinta-feira, Lula chamou o mineiro para um almoço no Palácio da Alvorada.

No encontro, gravou um áudio para o canal e Whatsapp, que ultrapassou os 10,5 milhões de inscritos, no qual anunciou que fará uma live com o parlamentar na semana que vem.

“Eu vou seguir o que o presidente determinar. Se ele falar que é no ministério, se ele falar que é na Câmara, se ele falar que é na liderança, eu vou ouvi-lo”, desconversou Janones na chegada para a agenda.

O presidente do PT, Edinho Silva, que coordenou a campanha de Lula, afirma que a criação da nova pasta não é certa: “O presidente ainda não decidiu nada sobre ministério, mas ele acha que é preciso ter uma área do governo que priorize o diálogo por meio das redes sociais.”

Por outro lado, há no próprio governo quem veja com ressalvas a possibilidade de Janones comandar um ministério, pois existem dúvidas se ele seria tão bom gestor como comunicador.

É certo, por enquanto, que o canal de Whatsapp “Exército do Lula” permanecerá ativo.

Ao longo do terceiro mandato do petista, a comunicação digital foi alvo de críticas. A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, chegou a ter forte influência na área até a chegada de Sidônio Palmeira à Secom, em janeiro de 2025. Nos primeiros anos de governo, a secretaria de Estratégias e Redes era comandada por Brunna Rosa, próxima de Janja.

CEO da AtlasIntel diz que medo do TSE e de CPI levou institutos de pesquisa a superestimarem Flávio Bolsonaro

 

Por Estadão Conteúdo

O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), informou nesta segunda-feira (2), pelas redes sociais, que o atual secretário de Fazenda do Estado, Emílio Joaquim de Oliveira Júnior, irá permanecer no cargo no próximo mandato. No fim da mensagem, Fonteles, que é cotado para assumir o Ministério da Fazenda no governo Lula, escreveu: “Viva o Equilíbrio Fiscal!!!”.

“Nossos agradecimentos por aceitar a renovação dessa missão tão importante para garantir o equilíbrio fiscal do Estado do Piauí e, consequentemente, as diversas políticas públicas que melhoram a vida do nosso povo”, acrescentou.

O petista afirmou que o Piauí é o primeiro lugar do Brasil em taxa de investimentos públicos em relação à receita, possui capacidade de pagamento B+ (segundo o Tesouro Nacional) e despesa de pessoal controlada (38%). Ainda segundo ele, o Estado é um dos dois únicos do País que não tem dívida junto ao governo federal e taxa de endividamento total inferior à metade da taxa de endividamento de Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Matemático, apontado como um “prodígio” no PT, Fonteles negou ter discutido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e também com outras pessoas a possibilidade de assumir um cargo no quarto mandato do petista. Uma semana após a reeleição do presidente, o principal cotado à Fazenda conta com a sinalização positiva de setores da economia e do mercado financeiro. Em entrevista ao Estadão, ele afirmou que o governo Lula fará equilíbrio fiscal com o corte de privilégios e não em benefícios sociais.

O principal obstáculo é o fato de ele ter sido reeleito, no último dia 4, governador do Piauí com 70,90% dos votos válidos, a maior vitória porcentual do País. Como mostrou o Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), se Fonteles assumir um cargo no governo Lula sem tomar posse do governo do Piauí, será a primeira vez em 108 anos que um político eleito por voto popular decide não assumir o governo estadual.

‘Não aprovo aquela teoria de Deus, pátria e família’: bispo Edir Macedo critica lema do bolsonarismo em culto

Por Agência O Globo

O bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo, fez uma crítica ao lema “Deus, Pátria e família”, associado à família Bolsonaro. Em trecho da declaração que viralizou nas redes sociais neste fim de semana, o líder da organização religiosa questiona a hierarquia citada na declaração, e coloca a família à frente do Estado ou “o que mais queira ser”.

A fala, no entanto, foi dada no dia 25 de outubro pela manhã, ou seja, no domingo da eleição do segundo turno. “Eu não aprovo aquela teoria “Deus, pátria e família” (…). Primeiro Deus, segundo a família, e terceiro o Estado, ou o que mais que queira ser. Na igreja Universal do Reino de Deus nós priorizamos essa hierarquia: primeiro Deus. Assim foi com Abraão, assim foi com Isaac, assim foi com quem seguiu esse padrão: Deus, família, e então, o resto”, diz Edir Macedo, citando personagens bíblicos durante a declaração no culto.

O bispo complementa a oratória: “Se não houver família, vai haver pátria?”, questiona, enfatizando a declaração no púlpito aos fieis. “Hein? Impossível! Só vai haver pátria quando vier da família, que vem de Deus. Primeiro Deus, aí a família e todas as demais coisas.”

A declaração do líder ocorre após a igreja adotar uma postura de afastamento das eleições presidenciais deste ano. Durante o primeiro turno, a Universal manteve distância da disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). A posição difere da adotada em 2022, quando apoiou o nome de Jair Bolsonaro (PL) à reeleição.

No primeiro turno, a igreja lançou uma campanha espiritual, e os bispos reforçaram a necessidade de eleger nomes vinculados à Universal e seus valores para cargos no Legislativo. A estratégia era construir “muros” para protegê-la do que encaram como ameaças, como o PL da Misoginia e a taxação de templos.

A estratégia, no entanto, não obteve o êxito desejado. Na eleição à Câmara dos Deputados, a Universal viu metade dos seus 12 deputados que tentaram a reeleição, todos do Republicanos, fracassarem.

Em São Paulo, os deputados Marcos Pereira e Maria Rosas se reelegeram com votações inferiores às de 2022, enquanto Milton Vieira e Vinicius Carvalho ficaram fora. Pereira, que é também o presidente nacional do Republicanos, caiu de 231 mil votos há quatro anos para 196 mil agora.

Além da derrota na Câmara, o Rio quebrou sua tradição de eleger um senador com identidade evangélica quando há duas cadeiras em disputa. Benedita da Silva (PT) e Marcelo Crivella (Republicanos) foram superados por Carlos Jordy e Carlos Portinho, ambos do PL e associados ao bolsonarismo.

Para analistas, o resultado sinaliza que políticos evangélicos que se aproximaram do bolsonarismo, com aval de suas igrejas, vêm perdendo espaço entre esses apoiadores, que também têm identidade religiosa, mas atuam sem a chancela de pastores ou bispos.

02 novembro 2026

Antônio Moraes é o preferido da governadora Raquel Lyra para presidir a Alepe

 


Blog do Magno – Decano da Casa, o deputado Antônio Moraes, que atuou por muito tempo no PP e emplacou o décimo-primeiro mandato pelo PSD, é o candidato preferido da governadora Raquel Lyra (PDS) para presidir a Assembleia Legislativa, sucedendo a Álvaro Porto (MDB), impedido de disputar a reeleição, conforme restrições do regimento interno.

Raquel construiu uma ampla base de apoio partidário para o seu segundo mandato. Seu partido e o PSB saíram das urnas com o maior número de deputados eleitos — nove, cada um. O PP, de Eduardo da Fonte, que tinha a maior bancada, detém agora sete cadeiras, seguido do Podemos, com seis e o PT, que ampliou de quatro para cinco a sua representação.

Diferentemente do que ocorreu na legislatura passada, quando já queria Moraes presidente e foi surpreendida pelas articulações, a força e o prestígio de Álvaro na Casa, que acabou eleito, a governadora, aparentemente, não terá dificuldades na eleição de um aliado para o comando do Legislativo Estadual.

Mas, entre os próprios deputados governistas, identifiquei uma discreta resistência ao nome de Moraes. Há quem já fale em lançar o nome de Gustavo Gouveia (Podemos), irmão do deputado federal eleito Marcelo Gouveia, presidente estadual da legenda. Apurei, entretanto, que Marcelo não fará nenhum movimento que venha a criar problemas para Raquel e que seu grupo ficaria satisfeito sendo contemplado com a primeira-secretaria para Gustavo, que já exerceu a função.

Segundo um parlamentar governista, com o apoio dos partidos de oposição — PSB e PT somam 14 votos — e a dissidência de partidos da base, como o PP, o Podemos, que elegeu seis deputados, poderia ir para o confronto do bate-chapa com Moraes e promover uma reviravolta no jogo.

“Mas Marcelo está plenamente afinado com a governadora e se o candidato for Antônio Moraes o partido não criará nenhum impedimento”, disse um parlamentar da base governista muito próximo ao presidente do Podemos.

TENÓRIO LEMBRADO – Nos bastidores da Alepe, outro nome ventilado para disputar a Presidência é o de Joãozinho Tenório, do PSD de Raquel. Segundo um parlamentar da oposição, Tenório não teria restrições de nenhum partido, porque é hábil na articulação, transita bem na Casa e tem a confiança da governadora. Tanto que já foi líder do Governo com excelente desempenho. “Não identifico nenhuma resistência ao nome dele”, disse o mesmo parlamentar oposicionista, ao traduzir o ambiente na Casa sobre a sucessão de Porto.

Fonteles, Camilo Santana, João Campos e Gakiya são alguns dos nomes cotados para ministérios do Lula 4

 

Por Agência O Globo

Menos de uma semana após o fim da eleição que sagrou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reeleito ao posto pelo quarto mandato, o entorno da presidência especula quem entra e quem sai para ocupar postos nos ministérios.

As acomodações vão desde a pessoas que se envolveram arduamente na campanha da virada no segundo turno, até quadros de partidos aliados derrotados e que devem ocupar algum posto ao lado do petista.

O entorno de Lula afirma que ele só deve começar a decidir a composição do ministério em seu quarto mandato depois de 16 de novembro, quando retornar de uma viagem à Turquia e às Filipinas. O presidente participará da COP31 na cidade turca de Antália e da cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático na cidade filipina de Cebu.

Veja os nomes citados ao longo da semana.

Lincoln Gakiya

A criação do Ministério da Segurança Pública desponta como a principal novidade da Esplanada no quarto mandato de Lula. Prometida pelo presidente para ampliar a atuação do governo federal no combate ao crime organizado, a nova pasta já tem nomes cotados para o comando, entre eles o do promotor de Justiça Lincoln Gakiya, conhecido por sua atuação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Interlocutores do presidente afirmam que nenhum nome foi sondado para a função até o momento, mas que já há perfis sendo considerados internamente.

De acordo com aliados, Lula pretende dar peso institucional e protagonismo ao tema no seu quarto mandato, além manter o tom mais duro de combate ao crime, semelhante ao que adotou durante a campanha eleitoral. No segundo turno, o presidente chegou a usar o lema: “Para o povo trabalhador, a proteção. Para o bandido, a prisão.” A criação da pasta é uma promessa de campanha e depende da aprovação da PEC da Segurança no Senado.

Gakiya é considerado o maior especialista em combate ao PCC no país. Em 2019, enquanto o governo de São Paulo hesitava por medo de uma reprise do terror dos atentados de 2006, Gakiya decidiu agir sozinho para isolar a cúpula da facção no sistema penitenciário federal. Sem apoio formal do governador ou do procurador-geral, protocolou o pedido de transferência de Marcola e outros 21 líderes. Um ato que ele mesmo classifica como seu “decreto irreversível de morte”. Hoje, sua escolta rivaliza com a de governadores e presidentes.

Rafael Fonteles

Um dia depois do triunfo eleitoral sobre Flávio Bolsonaro (PL), com a pressão do mercado financeiro e o derretimento da Bolsa, o governador do Piauí, Rafael Fonteles, passou a ser cotado para o ocupar o cargo de maior destaque na Esplanada, o Ministério da Fazenda.

Como O Globo mostrou, Fonteles ampliou os investimentos no estado, mas enfrenta um déficit nas contas públicas. O matemático obteve à frente do estado um forte crescimento da arrecadação pública, que possibilitou uma ampliação significativa dos investimentos, mas com resultados primários negativos nos últimos anos.

Fonteles caiu nas graças de Lula no segundo turno da campanha presidencial. Ele foi um dos incentivadores de que o presidente usasse mais a comunicação nas redes, por exemplo. Formado com láurea acadêmica em Matemática com apenas 19 anos e com mestrado em Economia Matemática pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), o governador é visto como um quadro técnico dentro do PT. No mercado financeiro, os interlocutores que o conhecem elogiam o seu trabalho.

No Piauí, o atual governador assumiu como secretário da Fazenda com 29 anos de idade, em 2015, e ficou até 2022 no cargo, quando se candidatou e foi eleito como governador do estado. Neste ano, foi reeleito no primeiro turno, com 70,9% dos votos válidos, o maior percentual do país.

João Campos

O ex-prefeito de Recife João Campos é considerado por aliados de Lula um nome certo para participar do ministério do petista. Sem mandato depois de ser derrotado por Raquel Lyra (PSD) na disputa pelo governo de Pernambuco, Campos preside o PSB, principal partido aliado do PT.

Segundo um auxiliar do presidente reeleito, a expectativa é que o ex-prefeito seja indicado na primeira conversa formal que o PSB tiver com Lula para discutir a composição do novo governo. Não há até o momento uma definição sobre qual pasta ele ocuparia.

O entorno do petista considera possível, porém, que o PSB pleiteie o Ministério da Ciência e Tecnologia, que foi comandado por Eduardo Campos, pai de João, entre 2004 e 2005, no primeiro mandato de Lula. Hoje, a pasta é comandada por Luciana Santos, filiada ao PCdoB.

Geraldo Alckmin

Vice de Lula na gestão passada e na próxima que virá, Geraldo Alckmin (PSB) teve uma atuação relevante na segunda etapa do pleito e é cotado para o Ministério da Fazenda. Durante quase todo o terceiro mandato do petista, o ex-governador de São Paulo acumulou o cargo de ministro da Indústria e Comércio.

Camilo Santana

Senador pelo Ceará e ex-ministro da Educação, o petista Camilo Santana é cotado para algumas pastas. Por seu discurso considerado mais duro dentro do partido de combate à criminalidade, o novo Ministério da Segurança Pública poderia ser ocupado por ele.

Mais próximo ainda de Lula no segundo turno, e após uma campanha que garantiu o segundo mandato de Elmano de Freitas à frente do governo do Ceará após derrotar Ciro Gomes no primeiro turno, Camilo também é cotado para assumir a Casa Civil, atualmente sob o comando de Rui Costa. Um aliado do presidente diz ser preciso nacionalizar a imagem do cearense para projetá-lo como possível sucessor de Lula.

André Janones

Após arregimentar 10 milhões de usuários como “general” no canal de WhatsApp “Exército do Lula”, o deputado reeleito André Janones (Rede-MG) pode ganhar algum cargo junto ao Lula 4. Ao longo da semana, o mineiro afirmou que seguirá a orientação de Lula, seja à frente de um ministério ou na Câmara dos Deputados.

O parlamentar almoçou com o presidente na última quinta-feira e, antes do encontro, disse que considera mais útil permanecer no Congresso, mas não descartou assumir um cargo no governo caso seja convidado.

Janones ganhou força após sua atuação na mobilização digital da campanha eleitoral e passou a ter o nome ventilado como uma possibilidade para a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom). Questionado sobre o assunto, afirmou que não recebeu convite.

Fernando Haddad

O ex-ministro da Fazenda representa uma incógnita. Antes das eleições, ele era dado como praticamente certo para ocupar a Casa Civil. No entanto, o desempenho nas urnas, com a derrota ainda no primeiro turno na disputa pelo governo de São Paulo, colocou em dúvida a indicação para o cargo e deixou incerto o espaço que Haddad ocupará em um eventual novo governo Lula.

Servidores assumem autoria de áudios com ameaças a indígenas no MS, diz PF

 

Do UOL

A Polícia Federal informou que dois servidores da Prefeitura de Tacuru, no Mato Grosso do Sul, admitiram ter sido os responsáveis por divulgar áudios com ameaças a indígenas da Aldeia Sassoró. O governo federal tem recebido denúncias de ameaças, racismo e violência contra comunidades indígenas depois das eleições.

O que servidores alegaram

Eles foram ouvidos pela PF e disseram que gravaram os áudios, mas não pretendiam colocar as ameaças em prática. “Falaram que foi da boca para fora”, afirmou a corporação ao UOL. Os nomes dos dois não foram divulgados.

Os áudios falavam em envenenar água consumida por indígenas da aldeia, localizada em Tacuru. Após a divulgação das mensagens, a PF abriu investigação sobre o caso.

O diretor de Amazônia e Meio Ambiente da PF, Humberto Freire, disse que investigados culparam “bebedeira” por áudios. Ele afirmou à TV Morena que os servidores alegaram não ter como “materializar as ameaças” e minimizaram as mensagens, que chamaram de “besteira” e “palavra mal colocada”.

Freire disse ainda que investigações não se basearão apenas nas declarações dos servidores. A coleta de provas por parte da PF continua. Após a conclusão do inquérito, o material será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para análise de eventuais responsabilizações.

Ministros vão ao Mato Grosso do Sul

Ministros do governo visitaram ontem aldeias ameaçadas. Eloy Terena (Povos Indígenas) e Janine Mello (Direitos Humanos e Cidadania) foram até as comunidades Taquapery, em Coronel Sapucaia (MS), e Sassoró, em Tacuru (MS), para reforçar as ações do governo na região e avaliar, em diálogo direto com as lideranças, a necessidade de medidas adicionais.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César e Lima, esteve em Dourados (MS). Ele realizou uma reunião de trabalho com as forças de segurança pública, abrangendo Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, a Força Nacional de Segurança Pública e órgãos estaduais, incluindo a Secretaria de Segurança Pública, Polícia Civil e Polícia Militar.

Denúncias estão sendo encaminhadas aos órgãos competentes para apuração. “Queremos ser absolutamente rigorosos para que nenhuma dessas práticas possa ocorrer sem a responsabilização. E, por outro lado, queremos tranquilizar a todos de que outros episódios não aconteçam mais”, declarou o ministro da Justiça.

O Ministério da Justiça atua em uma força-tarefa com as polícias estaduais para proteção das comunidades. “A ideia é que a força-tarefa se mantenha pelo tempo que for necessário, em diálogo permanente com o Ministério da Justiça, com a Polícia Federal, com a Defensoria Pública da União e com o Ministério Público”, declarou a ministra dos Direitos Humanos.

Terena afirmou não será permitida violência contra indígenas. “Não iremos permitir que nenhuma violência, nenhuma ameaça perpetrada contra comunidades indígenas ou seus integrantes será desconsiderada”, declarou o ministro dos Povos Indígenas a jornalistas ontem. Equipes da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) no estado foram enviadas às aldeias de onde vieram as denúncias, para conferir informações e prestar apoio.

O Ministério dos Direitos Humanos recebeu 189 denúncias que envolvem violência política, intimidação e discriminação relacionadas às eleições até 30 de outubro em todo o país. São casos de agressões físicas, xenofobia e assédio eleitoral no trabalho. Já entre os indígenas, o Ministério dos Povos Indígenas recebeu 10 denúncias que, segundo o comunicado, já foram encaminhadas aos órgãos responsáveis para investigações.