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10 abril 2026

Indígenas ocupam a Esplanada e cobram o governo Lula: ‘Precisa ajudar o nosso povo’

 


Diário do Poder – Milhares de indígenas de diferentes regiões do país ocupam a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, nesta quinta-feira (9), durante a 22ª edição do Acampamento Terra Livre. A marcha percorreu o centro da capital federal.

Um dos principais pontos em debate é a tese do marco temporal, que estabelece critérios para demarcação de terras com base na ocupação em 1988. Na marcha, os povos originários também cobraram o governo Lula (PT), pela aprovação urgente da proposta.

O tema já foi analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas continua em discussão no Legislativo por meio de propostas em tramitação.

“Peço ao nosso presidente, ao STF, que olhem a criminalização que estão fazendo com o nosso povo. Precisamos que o presidente da República ajude o nosso povo”, afirma uma liderança indígena no movimento.

Participam da mobilização representantes de centenas de povos, como tikuna, kokama, makuxí, tupinambá, pataxó, krahô e guajajara, entre outros. O ato tem como foco a defesa de direitos territoriais e o acompanhamento de propostas em tramitação no Congresso relacionadas às terras indígenas.

O Acampamento Terra Livre é considerado o maior encontro indígena do país e reúne lideranças para debates, plenárias e atividades culturais ao longo da semana. A programação inclui discussões sobre políticas públicas, direitos constitucionais e temas ligados à organização social dos povos originários.

A Câmara vai se impor – ou vai entregar o TCU?

 

Por Danilo Forte*

A eleição para o Tribunal de Contas da União (TCU), na próxima terça-feira, ultrapassou os limites burocráticos e interna corporis do passado. Não se trata de uma disputa interna qualquer, mas de uma escolha que definirá o equilíbrio entre os Poderes e a capacidade do Congresso Nacional de exercer plenamente suas prerrogativas constitucionais.

Reduzir esse processo a uma decisão de cúpula, como tem sido conduzido até agora, em nome da preservação de uma espécie de baronato no colegiado de líderes, é um grave erro. Sobretudo em uma legislatura que, em seu início, evocou Ulysses Guimarães e prometeu retomar a democracia interna da Câmara dos Deputados.

É preciso romper com o modelo excessivamente centralizador, no qual decisões estratégicas são tomadas sem o devido diálogo com o conjunto dos congressistas. Por natureza, somos uma Casa plural – e seu norte deve ser a tradução da vontade do plenário, não o seu atropelo.

Mais do que nunca, essa eleição do TCU representa a preservação das prerrogativas do Poder Legislativo diante de movimentos claros, públicos e notórios que visam ao nosso enfraquecimento. Há pressões, tanto do atual governo e seu partido, o PT, quanto do Judiciário para limitar a autonomia do Congresso, reduzir o alcance das emendas parlamentares e, na marra, reconfigurar o equilíbrio da Constituição – que é de cunho parlamentarista.

Não estamos diante de uma disputa menor. Estamos diante da defesa do próprio papel do Congresso na democracia brasileira. Nesse contexto, é fundamental lembrar que o TCU cumpre função essencial. Como órgão auxiliar do Congresso, é peça-chave para garantir a correta execução das políticas públicas aprovadas pelo Legislativo, para fiscalizar o Executivo e, inclusive, para analisar e julgar as contas do presidente da República.

A escolha de seus membros, portanto, não pode ser tratada como moeda de negociação política, mas como uma afirmação inequívoca da independência e da força do Legislativo. publicidade Entregar essa posição ao atual governo —que, reiteradamente, destrata e busca diminuir o Congresso— em nome de acordos individuais apenas reforça essa lógica de enfraquecimento. Da mesma forma, é lamentável que setores da direita avancem em um movimento equivocado ao lançar uma candidatura que, na prática, beneficia o candidato do PT, fruto de uma negociação pouco transparente.

A direita precisa decidir se pretende, de fato, defender as instituições ou se continuará refém de acordos que fragilizam o próprio Congresso. Ceder essa posição estratégica ao PT, neste momento, é um equívoco de grandes proporções. Com influência crescente em outras esferas, inclusive no Supremo Tribunal Federal, a ocupação de mais esse espaço tende a enfraquecer o papel fiscalizador do TCU e a reduzir ainda mais a autonomia do Legislativo.

A centro-direita e o plenário estão prontos para as implicações dessa escolha? É uma pergunta que faço ao colegiado de líderes e aos parlamentares desse campo. Registro aqui, portanto, a coerência de minha candidatura, lastreada em uma trajetória parlamentar de quatro mandatos, sempre em defesa do Poder Legislativo. Construí essa história na prática: fui o autor das emendas impositivas, em 2014, garantindo a autonomia do congressista. E, em 2024, atuei para estabelecer o cronograma de pagamento dessas emendas, assegurando transparência e execução efetiva.

Essa não é uma eleição trivial. É uma escolha que definirá o lugar da Câmara dos Deputados no sistema político brasileiro. Defender o TCU como órgão técnico, independente e alinhado às prerrogativas do Legislativo é, acima de tudo, defender a democracia representativa.

Flávio Bolsonaro chama Tereza Cristina de ‘sonho de consumo’ ao ser questionado sobre vaga de vice em chapa

 

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) disse, nesta quinta-feira (9), em Campo Grande, que a senadora Tereza Cristina (PP) é um “sonho de consumo”, ao ser questionado sobre a vaga de vice na chapa.

“Tereza é sonho de consumo de todo mundo. Eu até brinquei com ela, eu chamo ela de vozinha, porque ela é muito parecida com a minha vó, é aparentemente uma forma carinhosa de chamar alguém que eu respeito demais”, respondeu o candidato ao ser questionado sobre o nome da senadora como vice na chapa à presidência. As informações são do g1.

A declaração foi dada durante a abertura da 86ª Expogrande, a maior e mais tradicional feira agropecuária de Mato Grosso do Sul. A vinda de Flávio Bolsonaro é mais um ato de pré-campanha do política, que começou a viajar pelo país nos últimos meses.

Para o senador, a Tereza Cristina é uma das principais referências do agronegócio no Brasil e reúne qualidades para compor a chapa.

“Para mim, [Tereza Cristina] é uma das maiores referências do mundo no agro do Brasil. Nós tivemos o privilégio de tê-la como ministra do governo Bolsonaro e, mais para frente, vamos pensar com calma. Não tem como antecipar nada agora, mas fico muito feliz de poder tê-la entre as possibilidades”, disse Flávio Bolsonaro.

O nome de Tereza Cristina agrada ao Centrão e tem ampliado divisões no campo da direita. Senadora por Mato Grosso do Sul, ela é considerada uma das principais opções para a vaga e conta com o apoio do presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

Nos bastidores da pré-campanha presidencial, a escolha do vice de Flávio Bolsonaro tem provocado uma disputa interna entre aliados, evidenciando diferentes estratégias dentro da articulação política do grupo.

Segundo o blog da Andréia Sadi, o Centrão tem defendido o nome da senadora Tereza Cristina (PP) para a vaga, enquanto integrantes do núcleo mais próximo do pré-candidato resistem à indicação e articulam alternativas, como o ex-governador Romeu Zema (Novo).

A divergência reflete diferentes estratégias dentro da aliança: de um lado, a busca por ampliar apoio político com partidos do Centrão; de outro, a preferência por um nome mais alinhado diretamente ao núcleo bolsonarista, em meio à tentativa de consolidar a candidatura para as eleições de 2026.

Tereza Cristina se esquiva e discursa sobre o agro
Durante o discurso, a senadora Tereza Cristina não comentou a possibilidade de ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro.

Tereza evitou entrar no tema político e direcionou a fala para a situação do agronegócio em Mato Grosso do Sul. “Mato Grosso do Sul vai bem, obrigado! Tem gente responsável à frente do seu governo, mas não está fácil para ninguém.”

“Os agricultores estão endividados, porque ninguém aguenta pagar esses juros, que não cabem no bolso da agricultura. Além de tudo, nós temos uma guerra acontecendo, e as pessoas não estão se dando conta do que está passando no mundo.”

Empresário confessa fraudes em descontos do INSS e assina acordo de delação premiada com PFEmpresário confessa fraudes em descontos do INSS e assina acordo de delação premiada com PF

 

Preso desde setembro do ano passado sob suspeita de ser um dos líderes do esquema de desvios de aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o empresário Maurício Camisotti confessou a existência de fraudes nos descontos das aposentadorias e assinou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal.

É a primeira delação assinada na Operação Sem Desconto, que apura um esquema de desvios nas aposentadorias com prejuízos bilionários aos pensionistas. A PF já colheu os depoimentos da delação do empresário e enviou o acordo ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que está analisando os termos do documento para dar validade jurídica à delação. As informações são do Estadão.

A expectativa do empresário é conseguir obter o direito à prisão domiciliar após a homologação do acordo.

Camisotti comandava associações de aposentados que firmaram acordos com o INSS para realizar descontos diretamente nas folhas de pagamento. Na delação, ele explicou a sistemática das fraudes envolvendo a inclusão de nomes de aposentados e os descontos indevidos de aposentadorias.

Outros alvos também negociam com PF
Além da delação de Camisotti, outros acordos de colaboração estão sob negociação com a Polícia Federal. Um deles é do ex-procurador-geral do INSS Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, preso em novembro sob suspeita de receber propina dos operadores do esquema.

A mulher dele, a médica Thaísa Hoffmann, também havia sido presa, mas foi solta por André Mendonça por questões humanitárias por ter um filho de apenas um ano de idade. Esse cenário, entretanto, pressionou Virgílio no caminho de um acordo de delação.

O ex-diretor de Benefícios do INSS André Fidélis também já procurou os investigadores para conversar sobre um acordo de delação, mas as tratativas ainda estão em estágio inicial. Fidélis está preso desde novembro e seu filho, o advogado Eric Fidélis, foi preso no mês seguinte.

De acordo com fontes com conhecimento do caso, Camisotti também relatou suspeitas de crimes envolvendo a atuação de dirigentes do INSS e de políticos. O teor dos depoimentos está mantido sob sigilo e deve ser usado para abrir novas fases da Operação Sem Desconto.

O nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não deve aparecer na delação de Camisotti. O relator da CPI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), chegou a propor o indiciamento de Fábio Luís por conta de seu envolvimento com outro empresário: Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS.

A defesa de Lulinha chegou a admitir ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ele teve uma viagem a Portugal bancada pelo empresário Antônio Camilo. Ele negou, porém, ter firmado qualquer negócio ou recebido valores do empresário.

“Não estamos trabalhando para fazer voto”, afirma Raquel

 

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), voltou a dizer que não está preocupada neste momento em conquistar votos para as eleições estaduais deste ano. A declaração ocorreu nesta quinta-feira (9) durante agenda em Dormentes, no Sertão do estado.

Na ocasião, a chefe do Executivo estadual defendeu como prioridade a realização de entregas para a população pernambucana. As informações são do Blog da Folha.

“A conta não é de quantos votos ou como vão ser as eleições em Dormentes neste ano. Se eu fosse fazer uma conta dessa, eu não botava dinheiro em cidade que tem poucos habitantes. Não foi assim que fizeram por tanto tempo? Nós não estamos aqui trabalhando para fazer voto. Estamos aqui trabalhando para garantir dignidade para o nosso povo”, disparou.

Durante o discurso, a gestora ainda argumentou que sempre olhou com atenção para todos os pernambucanos, independente dos votos nas eleições passadas. Sem citar nomes, ela ainda indicou que adversários políticos vão querer dividir as pessoas.

“Nesse tempo de eleição, vão querer dividir a gente. Eu nunca dividi o povo para governar, nunca perguntei em quem votou para poder atender. A gente trabalha para todo cidadão pernambucano, porque foi assim que eu aprendi com o meu avô, o meu pai e a minha mãe. A gente não deve dividir as pessoas, a gente deve unir elas pelo amor, e a gente deve honrar elas com trabalho”, pontuou.

Abastecimento de água
Durante a agenda, Raquel também anunciou a implantação de dois dessalinizadores e cinco poços equipados com sistema de energia solar para comunidades rurais. A iniciativa deve ampliar o acesso à água potável no município e fortalecer a convivência com o semiárido, beneficiando diretamente moradores da zona rural.

Somado a isso, a governadora também comentou sobre o processo de concessão da Compesa, no qual fez questão de reforçar que não se trata de uma privatização.

“A gente está trabalhando por todos os municípios do estado com uma certeza: depois de feita a concessão da Compesa, além dos R$ 7 bilhões que a gente arrumou de empréstimo, a gente conseguiu mais R$ 21 bilhões da iniciativa privada. E não é privatização da Compesa, porque tem gente com discurso fácil que fica querendo enganar as pessoas, mas como Fernando Monteiro disse: pouco importa de onde vem o recurso, o importante é a água chegar na torneira da casa das pessoas”, disse.

Agenda
Durante agenda em Dormentes, Raquel Lyra inaugurou o Centro de Referência da Mulher (CRM) Fernanda Cavalcanti, equipamento que integra a política estadual de fortalecimento da rede de atendimento às mulheres em situação de violência.

Na ocasião, a chefe do Executivo estadual também autorizou o início das obras da creche do município, com investimento de R$ 3,6 milhões e firmou parceria com a prefeitura para construção da Escola em Tempo Integral Municipal.

Trump acusa Irã de não respeitar acordo ao limitar passagem de navios no Estreito de Ormuz

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (9), em publicação na rede social Truth Social, que o Irã está fazendo um “trabalho muito ruim” e “desonroso” no Estreito de Ormuz.

Segundo os EUA, o acordo de cessar-fogo prevê a reabertura da via marítima; na prática, o Irã mantém o estreito efetivamente fechado.

“O Irã está fazendo um trabalho muito ruim, desonroso, alguns diriam, em sua liberação da passagem do petróleo pelo Estreito de Ormuz. Isso não é o acordo que temos!”, disse, implicando que Teerã não está respeitando sua pate no acordo de cessar-fogo. As informações são do g1.

Nesta quinta mais cedo, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, disse que o Estreito de Ormuz estava aberto, mas com restrições de passagem. O Irã alertou para o risco de minas navais na região, e disse que a Guarda Revolucionária estaria coordenando o tráfego marítimo no local.

Trump fez vários comentários sobre Ormuz em sua rede social ao longo desta quinta. Mais cedo, ele havia declarado que “rapidamente veremos o petróleo voltar a fluir, com ou sem a ajuda do Irã”.

Ele também comentou a possibilidade de cobrança de pedágio, indicada pelo Irã.

“Há relatos de que o Irã está cobrando taxas de navios-tanque que passam pelo Estreito de Ormuz — é melhor que não esteja e, se estiver, é melhor parar agora!”, disse.

Ormuz e o cessar-fogo
O acordo de cessar-fogo firmado na terça-feira (7) envolvia a reabertura de Ormuz para o tráfego marítimo, por parte do Irã. Ambas as partes se comprometeram a pausar os combates por duas semanas.

Na quarta-feira (8), porém, Teerã voltou a fechar o estreito em resposta aos pesados bombardeios executados por Israel sobre o Líbano. Israel alegou que nem o Líbano, nem o grupo extremista Hezbollah, que atua no país, faziam parte do cessar-fogo — o que contradiz a declaração do Paquistão, que mediou a pausa nos combates.

Na prática, o Estreito de Ormuz está praticamente fechado pelo Irã, que . Nesta quinta, apenas seis navios passaram pela rota, contra cerca de 140 normalmente, mostraram dados de rastreamento de navios divulgados pela Reuters.

O Estreito de Ormuz é uma rota marítima por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. A região é considerada estratégica e o controle do seu funcionamento tem sido usado pelo Irã na guerra contra os EUA e Israel.

Rota de Larak
A Guarda Revolucionária do Irã quer que as embarcações naveguem pelas águas iranianas ao redor da Ilha de Larak para evitar o risco de minas navais nas rotas habituais pelo estreito, informou a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim nesta quinta.

As embarcações devem entrar no estreito ao norte da Ilha de Larak e sair ao sul dela até segunda ordem, em coordenação com a Marinha da Guarda Revolucionária, segundo a Tasnim.

“Há uma possibilidade real de risco contínuo para trânsitos não autorizados pelo Estreito de Ormuz, bem como para embarcações ligadas a Israel e aos EUA que tentam transitar”, disse a empresa britânica de segurança marítima Ambrey em um comunicado divulgado pela Reuters.
“Mesmo embarcações com autorização aparente foram impedidas de passar nas últimas semanas durante o trânsito”, acrescentou.

Minas navais
Minas navais, instaladas pelo Irã no Estreito de Ormuz, são explosivos que ficam submersos ou à deriva e podem ser acionados automaticamente por contato ou quando detectam a passagem da embarcação.

Poder do Irã: Estimativas apontam que o governo iraniano pode ter um estoque entre 2 mil e 6 mil minas navais. As armas são explosivos posicionados no mar para atingir embarcações.

  • Existem diferentes modelos de minas navais. Algumas ficam presas ao fundo do mar, enquanto outras permanecem ancoradas a certa profundidade ou, em alguns casos, podem ficar à deriva.
  • Modelos mais simples explodem a partir do impacto com o casco do navio.
  • Versões mais modernas utilizam sensores que detectam alterações no campo magnético, na pressão da água ou no ruído dos motores.

Ainda de acordo com o Strauss Center for International Security and Law, da Universidade do Texas, mesmo que o Irã consiga atingir navios no Estreito de Ormuz, dificilmente uma única mina seria capaz de afundar uma embarcação de grande porte, como um petroleiro. O navio, no entanto, poderia sofrer danos.

08 abril 2026

SENAI Araripina oferta curso básico de construção civil do programa Qualifica PE


 A Escola Técnica SENAI Araripina está com inscrições abertas para o curso gratuito de Básico de Construção Civil através do programa Qualifica PE, do Governo de Pernambuco, Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico e Sala do Empreendedor de Araripina.

Voltado à capacitação de jovens e adultos que desejam ingressar ou se qualificar no setor da construção, o curso tem carga horária de 40 horas. A formação tem início previsto para o dia 13 de abril de 2026, com aulas no período noturno, das 18h às 22h, no Centro de Avanço Tecnológico do Araripe (CAT), em Araripina. A iniciativa integra as ações estaduais de qualificação profissional, que buscam ampliar as oportunidades de emprego e geração de renda em todo o estado. As inscrições são feitas diretamente pelo site https://qualifica.sedepe.pe.gov.br/cursos_disponiveis_publico/
O curso tem como objetivo preparar profissionais para atuar em atividades básicas da construção civil, com foco em técnicas de execução, segurança e qualidade nos processos construtivos. Podem participar pessoas a partir de 16 anos, com ensino fundamental completo, interessadas em desenvolver habilidades práticas em uma área que apresenta alta demanda na região. A ação reforça a importância da qualificação profissional como instrumento de inclusão produtiva, especialmente em cidades como Araripina, que se destaca economicamente no Sertão do Araripe.

Petrolina, Araripina e Serra Talhada recebem novo ciclo do Programa Pernambuco Artesão, que prevê investimento total de R$ 1,5 milhão

 


Iniciativa do Sebrae com o Governo de Pernambuco, através da Adepe, deve contemplar até 700 artesãos em todo o Estado 

Programa Pernambuco Artesão anuncia um novo ciclo de atividades que se iniciará nestes primeiros dias de abril e se estende até agosto. A iniciativa prevê, para este ano, investimento superior a R$ 1,5 milhão e atuação em todas as regiões do Estado, com expectativa de contemplar até 700 artesãos. No Sertão, as ações serão realizadas em Petrolina, Araripina e Serra Talhada. A novidade desta edição é a inclusão dos municípios de Carpina e Sirinhaém, na Zona da Mata, e do Arquipélago de Fernando de Noronha.

Com seminários, oficinas formativas, consultorias e palestras, o Pernambuco Artesão é resultado de um convênio entre o Sebrae/PE e o Governo do Estado - através da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe).

Seu objetivo central é contribuir para o fortalecimento da cadeia produtiva do artesanato enquanto segmento de desenvolvimento econômico, por meio de ações de qualificação, inovação, sustentabilidade, governança e acesso a mercado. No primeiro ciclo, realizado em 2025, a iniciativa abrangeu cerca de 900 artesãos nos sete territórios pernambucanos pelos quais passou. Além dos novos territórios - Carpina, Sirinhaém e Fernando de Noronha -, o programa também acontece no Recife e em Caruaru, Garanhuns, Serra Talhada, Araripina e Petrolina. 

Podem participar artesãos dessas localidades e também de municípios circunvizinhos, sendo necessário ter a Carteira Nacional do Artesão válida ou CNPJ ligado a atividade artesanal. É tudo gratuito e as inscrições são pelo link: https://www.sympla.com.br/evento/programa-pernambuco-artesao/3318180.

Há atividades abertas a todos os inscritos e outras com vagas limitadas, como é o caso das “Jornadas Criativas para Design e Aperfeiçoamento de Produto”, uma metodologia que utiliza o design como estratégia para desenvolver e aprimorar produtos, agregando mais valor. Todas as informações estão disponíveis no site do Instituto Rio Moda.

ARTES DO SERTÃO

O artesão José Medeiros, o Mestre Déda, do município de Trindade, no Sertão do Araripe, foi um dos participantes da última edição. Referência em escultura em gipsita, o empreendedor conta que através das atividades do Pernambuco Artesão, desenvolveu uma coleção inspirada na artista plástica Tarsila do Amaral, que foi um sucesso na última edição da Fenearte e se tornou responsável por cerca de 40% da produção do ateliê. 

“Hoje posso dizer que o artesanato é a minha vida. Foi através dele que eu transformei minha realidade e consegui transformar também a vida de outras pessoas que trabalham comigo”, destaca. 

AGENDA

No dia 15 de abril, o programa chegará em Petrolina, na Fundação Nilo Coelho; no dia 16, em Araripina, no Sebrae; e dia 17, em Serra Talhada, no Senac. Em todas, o início da programação é às 14h. 

Nessas datas, será realizado o seminário de abertura “Artesanato: Tradição, Inovação e Mercado”, uma atividade aberta a todos os inscritos e ministrada por Roberto Meireles, diretor do Instituto Rio Moda e da Associação Brasileira dos Profissionais de Moda (ABPModa), organização responsável pela execução técnica das atividades de qualificação do Pernambuco Artesão.

CALENDÁRIO DE ATIVIDADES

Depois do seminário de abertura, o Pernambuco Artesão continua, em cada território, um calendário de atividades, incluindo oficinas e consultorias com vagas limitadas. São elas: “Jornadas Criativas para Design e Aperfeiçoamento de Produto” (20 vagas); “Planejamento e Gestão Financeira” (40 vagas); “Marketing e Vendas” (40 vagas); “Embalagem, Rotulagem e Catálogo Online” (20 vagas) e “Economia Circular” (palestra online, aberta a todos os inscritos).

As atividades contribuem para a criação de novas peças e produtos e para o melhoramento do que já fazem, quando os artesãos participantes são provocados pelos designers consultores. Paralelamente, o programa também atua na qualificação dos artesãos para a gestão de seus negócios, ao trazer informações especializadas sobre planejamento e gestão financeira, marketing e vendas, e ainda consultoria em embalagem, rotulagem e catálogo online.

“Muitos artesãos dominam a técnica, mas precisam de apoio para transformar esse saber em estratégia de mercado. As atividades foram pensadas para ajudá-los a desenvolver novos produtos ou aprimorar aquilo que já produzem, fortalecendo a competitividade sem perder a essência”, afirma a gestora estadual de Economia Criativa do Sebrae/PE, Verônica Ribeiro.

O programa prevê, ainda, ações de acesso a mercados, com a participação de artesãos selecionados em três feiras nacionais e em uma missão empresarial, ampliando oportunidades de negócios.

"Enquanto Governo do Estado, nós temos a grande e honrosa tarefa de valorizar e impulsionar o talento que nasce das mãos da nossa gente, transformando herança cultural em oportunidade de negócio. Com o programa Pernambuco Artesão, preservamos legados oferecendo as ferramentas necessárias para que artesãs e artesãos possam agregar valor à sua produção, garantindo e ampliando suas rendas", ressaltou Roberta Andrade, diretora-presidente interina da Adepe.

ESTUDO 

As ações do novo ciclo do Programa Pernambuco Artesão são orientadas pelos dados do “Estudo da Cadeia Produtiva do Artesanato de Pernambuco”, realizado pelo Laboratório O Imaginário (UFPE) entre 2023 e 2025, por encomenda da Adepe, que executa o Programa do Artesanato de Pernambuco (Pape). O levantamento identificou desafios, como dificuldades de acesso a mercados e fragilidades na formação de preços, e as potencialidades específicas em cada território.

“O Pernambuco Artesão nasceu da nossa observação sobre o setor, mas neste ano ressurge, digamos, customizado aos anseios dos artesãos, porque esse novo ciclo foi construído de acordo com a escuta dedicada e abrangente que fizemos, na edição passada, para o ‘Estudo da Cadeia Produtiva do Artesanato de Pernambuco’. Era o diagnóstico que precisávamos para, enquanto poder público, contribuirmos de forma eficaz com as necessidades do setor”, fala Camila Bandeira, diretora-geral de Promoção da Economia Criativa da Adepe.

A partir desse diagnóstico, o programa foi redesenhado para garantir intervenções mais estratégicas, conectadas às vocações locais e às demandas reais do setor. Atualmente, mais de 17 mil artesãos pernambucanos estão cadastrados no Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (Sicab).

ARTICULAÇÃO TERRITORIAL 

Além dos artesãos, o programa também abre espaço a outros atores da cadeia produtiva do artesanato e da economia criativa. Após os seminários  de abertura, os participantes serão convidados a integrar rodas de conversa para fortalecer a articulação entre poder público, iniciativa privada e sociedade civil. A proposta é contribuir para a consolidação de uma governança estadual do artesanato, alinhada ao PAPE - Programa do Artesanato de Pernambuco, ampliando o impacto das ações, fortalecendo a geração de renda e contribuindo para a valorização do artesanato pernambucano em todo o estado.


SERVIÇO

Programa Pernambuco Artesão

Seminário de abertura “Artesanato: Tradição, Inovação e Mercado”:
Petrolina: 15/04, às 14h, na Fundação Nilo Coelho.  

Araripina: 16/04, às 14h, no Sebrae. 

Serra Talhada: 17/04, às 14h, no Senac.