Escola Municipal Alice Lins de Aquino abre Jornada Pedagógica 2026 com debate sobre igualdade e inclusão
O projeto Aulas de Energia vem se desenvolvendo para atender ao seu público na perspectiva de que sejam sensibilizados sobre a relação de Eficiência Energética, segurança e meio ambiente. “Ao serem sensibilizados, os visitantes tornam-se multiplicadores dos conhecimentos de sustentabilidade para transmitir aos seus familiares e amigos, ajudando a promover uma mudança de hábitos relacionados ao uso eficiente e seguro de energia elétrica”, ressalta o analista em Eficiência Energética da Neoenergia Pernambuco, Douglas Travassos.
A UME possui uma série de equipamentos interativos e o aprendizado acontece por meio de atividades lúdicas, como realidade aumentada, projeção mapeada, jogos e experimentos. O caminhão da Neoenergia está adaptado com modernas tecnologias para realizar atividades pedagógicas.
O veículo dispõe de um avançado mecanismo eletrônico que permite a duplicação do espaço interno, por meio de um assoalho retrátil, transformando o lugar em uma sala de aula climatizada, um laboratório com filmes em três dimensões (3D) e experiências sobre uso eficiente de energia.
Os participantes recebem orientações, com exibição de filmes e palestras, sobre o uso seguro e consciente da energia. Por meio de uma maquete virtual, podem conhecer como funcionam as usinas eólicas, solar e hidrelétrica e têm acesso a dicas de eficiência energéticas na “Casa Eficiente”. Além da entrega de kits educativos aos visitantes com material informativo adequado a faixa etária do público, a fim de ajudar a fixar as informações transmitidas durante a visita.
Essa iniciativa faz parte do Programa de Eficiência Energética (PEE) da Neoenergia Pernambuco, regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). As ações são viabilizadas em parceria com prefeituras, escolas e entidades locais.
BLOG DO ROBERTO GONÇALVES
Recebida pelo prefeito Victor Coelho, a governadora Raquel Lyra cumpriu agenda institucional em Ouricuri nesta segunda-feira (27), visitando algumas das principais obras e investimentos realizados no município. A programação reforçou o compromisso do Governo de Pernambuco e da Prefeitura de Ouricuri com ações que estão transformando a realidade da população em diversas áreas.
A primeira visita foi à nova maternidade regional, construída na área onde funcionava o antigo aeroporto do município. A unidade será referência para o Sertão do Araripe e ampliará a oferta de serviços de saúde para milhares de pessoas da região.
Na sequência, a comitiva esteve na nova creche, localizada no bairro do Batalhão, que está na fase final de conclusão e irá ampliar o acesso à educação infantil em Ouricuri.
A agenda também incluiu uma visita à Avenida Fernando Bezerra, no trecho urbano da PE-604, onde a governadora e o prefeito acompanharam o resultado da obra de requalificação, recentemente concluída.
Também participou da agenda o deputado estadual Kaio Maniçoba, que teve papel importante na articulação para a viabilização desses investimentos em Ouricuri, além de outras lideranças regionais.
O prefeito Victor Coelho acompanhou toda a agenda ao lado da governadora Raquel Lyra e ressaltou o momento vivido por Ouricuri, demonstrando sua gratidão pelos investimentos destinados ao município.
“Nunca se viu tanta obra acontecendo em Ouricuri como estamos vendo agora. Nossa gratidão à governadora Raquel Lyra pelo olhar especial para a nossa querida cidade e por todos os investimentos que estão chegando para transformar a vida da nossa população.”

O segundo levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE) em parceria com a Folha de Pernambuco destaca a vantagem do atual presidente e pré-candidato à reeleição Lula (PT) na corrida pelo Planalto em Pernambuco.
Na modalidade estimulada, onde é apresentada uma lista de candidatos ao eleitor, o petista aparece com 58% das intenções de voto ante os 57% da pesquisa anterior. Em seguida, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL), soma 20%. Na última amostragem, ele tinha 22%. As informações são do Blog da Folha.
A lista segue com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), com 3% (antes, 1%); e Renan Santos (Missão), com 2% (antes, 1%). Aparecem com 1% cada os presidenciáveis do Avante, Augusto Cury (antes, 1%), e do Mobiliza, o ex-deputado federal Cabo Daciolo (antes, 0%. Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, tem 0% ante 1% do levantamento anterior. Nenhum, brancos e nulos somam 10%, mesmo percentual da última pesquisa. Não sabem ou não responderam alcança 6%, ante 5% da amostragem de junho.
Apoio
A pesquisa perguntou também se os eleitores se sentiriam motivados a votar em possíveis pré-candidatos a governador de Pernambuco apoiados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu filho Flávio Bolsonaro. Para 41% dos entrevistados, o apoio não altera o voto (antes, eram 40%). Já outros 41% revelaram que o apoio diminui a chance de voto (antes, também eram 40%). Outros 16% destacaram que a aliança com os Bolsonaros aumentaria a chance de voto em um pré-candidato, mesmo percentual da última pesquisa. Não sabem ou não responderam somam 2%.
Sobre o apoio de Lula, 47% disseram que aumentam a chance de votos (antes, 45%), enquanto 18% responderam que diminui (20, na última pesquisa). Já 33% afirmaram que o apoio não muda seu voto, mesmo percentual de junho.
Avaliação
Sobre a avaliação do governo do presidente Lula, 50% das pessoas ouvidas pela pesquisa classificaram como ótimo ou bom. Já 22% definiram a gestão como regular, contra outras 26% que a definiram como ruim ou péssima. Não sabem ou não responderam chega a 2%.
Pesquisa
Para a pesquisa, foram ouvidos 1000 entrevistados pernambucanos de 22 a 25 de julho de 2026. O intervalo de confiança da pesquisa é de 95,45%. As entrevistas foram presenciais realizadas por equipe de pesquisadores com ampla experiência nesse tipo de abordagem.
O segundo levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os protocolos BR08707/2026 e PE-00297/2026.

O Partido dos Trabalhadores (PT) confirmou para 16 de agosto, na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, o ato de abertura oficial da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A data – exatas duas semanas após a oficialização via convenção – pode coincidir com a realização do primeiro debate presidencial de 2026, na TV Band. As informações são da CNN.
O Grupo Bandeirantes de comunicação ainda negocia com as campanhas a data do debate e deixa em aberto a possibilidade de realização entre os dias 16 e 23 de agosto.
O PT tem adotado a estratégia de “jogar parado”, considerando o momento atual da campanha, em que a percepção é de que o principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem se ocupado com reações frente a diferentes crises que abateram a candidatura antes mesmo da oficialização no último sábado (25).
Com isso, Lula tem sido aconselhado a não ir, pelo menos por enquanto, aos debates. Na visão de interlocutores ouvidos pela CNN, o petista pode enfrentar um “4×1 desleal” frente aos quatro candidatos da direita. Para além de Flávio, os ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), além do empresário Renan Santos (Missão) também estão na disputa presidencial e são esperados nos debates.
Entre os demais presidenciáveis, há quem avalie que seria melhor Lula ir aos encontros para que eles possam se unir para desgastar o atual mandatário e explorar as próprias campanhas como alternativa ao eleitorado que rejeita o PT. Ao mesmo tempo, eles também entendem que é possível fazer isso mesmo sem a presença de Lula.
Aliados do PT e que são da mesma ala que indicam que o petista não deve ir a debates também têm recomendado que Lula escolha viagens a dedo e até mesmo faça menos aparições e falas públicas.
A visão é de que não é preciso acelerar agendas porque as pesquisas estão positivas para a campanha de Lula. Ao mesmo tempo, falas públicas podem expor o presidente a riscos considerados desnecessários no momento.
A ideia é adotar o mote de que Lula é candidato a partir do dia 2 de agosto, mas que continua presidente. Com isso, o tempo para fazer campanha é menor que o dos outros candidatos, concentrando atos e agendas no período da noite ou aos finais de semana.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inorizou a crise com o presidente da Argentina, Javier Milei, ao ser questionado por jornalistas. “Quem é esse cara?”, respondeu Lula ao ser questionado sobre o presidente argentino.
“Como você viu essa história do Milei?”, perguntou o repórter Daniel Carvalho, da Bloomberg, enquanto Lula esperava o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, no Palácio do Itamaraty, em Brasília.
“Eu? Quem é esse cara?”, respondeu Lula.
Milei participou da convenção nacional do PL que oficializou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato à Presidência da República. Durante seu discurso na convenção, Milei fez ataques diretos a Lula e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
O argentino chamou Lula de “presidiário” e Moraes de “lixo careca”. As declarações provocaram uma reação imediata do Itamaraty, que convocou o embaixador argentino em Brasília para prestar esclarecimentos. Também chamou de volta o embaixador brasileiro em Buenos Aires para consultas.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a economia brasileira está melhor do que a Argentina e chamou Milei de “palhaço”.
O ministro afirmou que o risco-país brasileiro está melhor do que o argentino, e que o Brasil está com mínima de desemprego, de inflação, e recordes na balança comercial, assim como safra expressiva e desmatamento em queda.
“O palhaço do presidente da Argentina veio ao Brasil ontem e falou de Brasil, quando o risco-país da Argentina é muito mais alto, a dívida pública é muito mais alta, a inflação é muito mais alta”, declarou o ministro da Fazenda.
Antes do evento, integrantes do governo Lula afirmavam que não viam problema na presença de Milei em um ato partidário, mas avisavam que reagiriam caso o argentino fizesse comentários sobre temas internos do Brasil, como o sistema eleitoral, o governo federal ou autoridades brasileiras.
O Ministério das Relações Exteriores informou que o ministro Mauro Vieira e embaixador em Buenos Aires, Júlio Bitelli, se reuniram na tarde desta segunda-feira (27) no Palácio do Itamaraty para uma primeira avaliação da situação da relação bilateral com a Argentina.
Segundo o ministério, a conversa durou cerca de 40 minutos e os dois voltarão a conversar quando o Mauro Vieira retornar da viagem a Lima, capital do Peru, onde representará Lula na posse presidencial de Keiko Fujimori, na terça-feira (28).
Javier Milei foi um dos convidados que discursaram na convenção do PL. Ele esteve em São Paulo para o evento.
Em um discurso inflamado, o presidente argentino fez críticas ao socialismo, valorizou a chamada “onda azul” na América do Sul e chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de “lixo careca” após ter negada uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Milei também associou a candidatura de Flávio ao que chamou de uma transformação política em curso na América Latina e chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “presidiário”.
Segundo ele, países da região estariam abandonando governos de esquerda e adotando políticas liberais na economia, movimento ao qual o Brasil poderia se juntar.
Na última semana, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu autorização ao ministro Moraes, que é relator do caso, para o encontro com o argentino. Moraes negou a solicitação.
No discurso durante o evento, Milei criticou a negativa. “A Justiça brasileira não me permitiu visitar meu amigo injustamente encarcerado, quando Lula se cansou de receber dirigentes estrangeiros enquanto esteve preso, entre eles o então presidente da Argentina, Alberto Fernández”, continuou.
“Isso não é nada além de mais uma clara demonstração da injustiça de sua detenção e do caráter vingativo de seus responsáveis”, completou.
Horas depois da declaração, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, reagiu às falas de Milei e afirmou que as declarações do presidente da Argentina sobre o ministro Moraes são uma “referência desrespeitosa a magistrado da mais alta Corte do País, feita em solo brasileiro”.
“Tomei conhecimento da declaração do Presidente da Argentina sobre Ministro do Supremo Tribunal Federal. Trata-se de referência desrespeitosa a magistrado da mais alta Corte do País, feita em solo brasileiro, por ato jurisdicional praticado conforme a Constituição e as leis da República Federativa do Brasil”, afirmou Fachin.

A deputada federal Clarissa Tércio (PP) está sendo processada por uma empregada doméstica que diz ter trabalhado para ela ao longo de sete meses sem que a carteira de trabalho fosse assinada. A autora da ação, protocolada em maio deste ano, também afirma que a rotina de trabalho era “extensa e extenuante”. Ainda não há decisão sobre o caso.
Segundo a empregada, o “pacto laboral” durou de 22 de setembro de 2025 a 4 de abril de 2026 no âmbito “residencial/familiar” da deputada. Ela afirma que, durante todo o período, trabalhou em escala fixa de quatro dias por semana, às quintas, sextas, sábados e domingos. As informações são do Diario de Pernambuco.
A jornada, segundo o processo, era praticada das 7h às 19h, totalizando 12 horas diárias de trabalho. “Embora houvesse referência a intervalo para almoço, a Reclamante não usufruía integralmente 1 hora de intervalo intrajornada, permanecendo à disposição da Reclamada durante a maior parte do período diário de labor”, diz trecho do documento.
A trabalhadora pede à Justiça o reconhecimento do vínculo de emprego doméstico, anotação da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) e que Clarissa Tércio pague cerca de R$ 64,7 mil relacionados a verbas rescisórias, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), horas extras, intervalo intrajornada, domingos e feriados trabalhados sem compensação, multas e indenização por dano moral.
Para requerer a indenização por dano moral, no valor de R$ 16 mil, a defesa da doméstica cita ausência de anotação da CTPS, informalidade contratual qualificada, ausência de recolhimentos previdenciários e fundiários, ausência de controle de jornada, jornada extensa de 12 horas diárias e não fruição integral do intervalo intrajornada.
A empregada doméstica também afirma ter interesse na realização de audiência de conciliação.
Ainda conforme os autos, a mulher recebia R$ 200 por dia trabalhado, tendo um pagamento mensal aproximado de R$ 3,2 mil. Ao todo, ela diz ter trabalhado 111 dias efetivos. Os pagamentos eram realizados mediante depósitos em dinheiro pela Caixa Econômica Federal.
A frequência de quatro dias trabalhados por semana supera o parâmetro previsto na lei sobre contrato de trabalho doméstico.
“O próprio Tribunal Superior do Trabalho consolidou entendimento de que a prestação de serviços domésticos por apenas dois dias na semana não configura vínculo de emprego, justamente porque a LC nº 150/2015 exige prestação por mais de dois dias semanais. Por consequência lógica, quando comprovada a prestação por quatro dias na semana, como ocorre no presente caso, resta preenchido o requisito objetivo da continuidade”, afirma a advogada da empregada na ação.
A advogada anexa diálogos entre a empregada e a secretária de Clarissa Tércio para demonstrar “comunicação vinculada à prestação dos serviços, bem como a existência de ordens, tratativas e encaminhamentos relacionados ao trabalho desempenhado”. Ela também diz ter prova testemunhal.
Audiência
Uma audiência foi agendada para a próxima sexta-feira (31) pela Vara Única do Trabalho de São Lourenço da Mata, no Grande Recife, do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT6). Caso a autora da ação não compareça, implicará no arquivamento do processo. Já se a defesa de Clarissa Tércio se ausentar, haverá verificação de revelia e aplicação da pena de confissão.
Em nota, Clarissa Tércio declara que não se manifestará publicamente sobre questão submetida à apreciação do Poder Judiciário. Segundo ela, “quaisquer esclarecimentos serão prestados exclusivamente nos autos do processo”.
Procurada, a defesa da empregada doméstica destacou que o processo ainda está em fase inicial e que o maior interesse é resolver da melhor forma possível, “utilizando das ferramentas conciliatórias”. Acrescenta também que o processo será tratado como “todos os demais casos do escritório, com responsabilidade, excelência e sobriedade”.

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia afirmou nesta segunda-feira, 27, que a democracia brasileira deve ser fortalecida sem interferências externas e defendeu que apenas os brasileiros têm legitimidade para decidir os rumos do país. As declarações foram feitas durante a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Durante o evento, a ministra destacou a importância de preservar as instituições e advertiu contra iniciativas que possam enfraquecer o sistema democrático. Embora não tenha citado nomes ou governos, a fala ocorre em meio às recentes tensões diplomáticas envolvendo o Brasil e os Estados Unidos, após manifestações do governo do presidente norte-americano Donald Trump sobre a política brasileira. As informações são do Estadão.
Na última semana, o Brasil negou o visto a oficiais dos EUA que pretendiam questionar urnas eletrônicas. Além disso há uma crise com a Argentina, após declarações do presidente Javier Milei contra Lula e Alexandre de Moraes. Ele chamou o presidente brasileiro de “presidiário” e o ministro do STF de “lixo careca”.
“É preciso fortalecer a democracia no Brasil e em todos os lugares do mundo, para que ninguém queira também interferir e fragilizar a nossa democracia”, afirmou.
Durante o discurso, a ministra ressaltou que a participação da sociedade e a produção científica são elementos essenciais para a consolidação do Estado Democrático de Direito. Segundo ela, espaços de debate, como a reunião da SBPC, contribuem para o fortalecimento das instituições e da democracia.
A magistrada também destacou que o compromisso com os valores democráticos exige vigilância permanente diante de qualquer tentativa de enfraquecimento institucional.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta segunda-feira (27) um grupo de trabalho para acelerar o acordo Mercosul com a Coreia do Sul durante visita do presidente do país, Lee Jae-myung, ao Brasil.
O objetivo do grupo de trabalho é “identificar sensibilidades dos dois lados e evitar que elas sejam um empecilho para a retomada das negociações” de um acordo de livre comércio. As informações são da CNN
“Nesse grupo de trabalho, indiquei meu companheiro, o vice-presidente Geraldo Alckmin, para ser o coordenador do nosso grupo, para fazer com que a nossa relação possa andar mais rápido, e o presidente Lee indicou uma pessoa de confiança dele para facilitar os acordos entre Brasil e Coreia”, disse Lula.
O chefe do Executivo também ressaltou a aproximação entre Brasil e o país asiático. “Há 11 anos não recebíamos uma visita de Estado de um presidente da Coreia do Sul. Essa também é a primeira vez que o presidente Lee vem ao Brasil. Janja tem o prazer de apresentar à primeira-dama um pouco da diversidade da cultura brasileira e receber a gentileza com a qual foi recebida em Seul”, afirmou.
As negociações para um acordo comercial foram lançadas em 2018 e, após anos de tratativas, voltaram a ganhar fôlego nos últimos meses. A avaliação no Planalto é de que o tarifaço global dos Estados Unidos tem incentivado países a firmar novos tratados e diversificar parceiros.
Em seu movimento mais recente, em abril, o governo federal realizou uma consulta pública para colher percepções do setor privado sobre o comércio de bens, serviços, investimentos, compras governamentais e demais aspectos de um possível tratado.
Em fevereiro, Lula viajou à Coreia do Sul para uma reunião com o presidente e empresários. No mesmo mês, os governos anunciaram expansão do comércio e da mineração.
A expectativa do Planalto é de que essa seja a última vez que Lula recebe chefes de Estado em Brasília até o fim das eleições de 2026. A única agenda internacional prevista é a viagem aos Estados Unidos para participação da Assembleia-Geral da ONU (Nações Unidas).

Por Bela Megale – O GLOBO
O governo dos Estados Unidos prepara uma resposta ao Brasil após a negativa de vistos para dois funcionários da gestão Donald Trump. A coluna conversou com representantes dos EUA no Brasil, que informaram que uma medida está em estudo, mas não deram detalhes sobre o que será feito.
A informação já chegou ao grupo de Eduardo Bolsonaro e seus aliados que vivem nos EUA, que acompanham os desdobramentos do caso.
Entre as medidas que estariam no radar há possíveis sanções individuais contra autoridades brasileiras.
O Brasil negou os pedidos de visto para Riley Bernes e Samuel Samson, funcionários do Departamento de Estado americano, chefiado por Marco Rubio. O Itamaraty justificou a medida alegando que os americanos tinham o objetivo de questionar o sistema eleitoral brasileiro.
O jornal Washington Post revelou que o objetivo da viagem seria levantar dúvidas sobre a segurança do sistema de votação nacional.
A avaliação interna do Ministério das Relações Exteriores levou em consideração que o pedido de visto dos funcionários ligados a Rubio ocorreu em um momento em que o candidato à presidência Flávio Bolsonaro questionava as urnas eletrônicas em um evento com diplomatas. A conclusão foi a de que havia risco de instrumentalização da visita em um contexto eleitoral.