A Prefeitura de Araripina promove, neste sábado, 7 de novembro, o Dia D de Vacinação Antirrábica. A mobilização tem como objetivo imunizar cães e gatos da cidade, prevenindo uma doença grave que afeta tanto os animais quanto os seres humanos.
A campanha acontecerá das 8h às 13h, em diversos pontos estratégicos do município, facilitando o acesso da população.
Confira os pontos de vacinação:
* UBS Nossa Senhora do Carmo, localizada no bairro Adelino.
* UBS Alto da Boa Vista 1, situada próximo ao cemitério.
* Centro de Especialidades Médicas e Não Médicas, localizado atrás do Colégio CERU.
* UBS Cohab.
* UBS Santa Bárbara, situada próximo à antiga AABB.
A gestão municipal reforça que a vacinação é um ato de amor, cuidado e responsabilidade. A recomendação é que os tutores escolham o posto mais próximo de suas residências e levem seus animais de estimação com segurança para garantir a imunização.
2ª Jornada da Fé será realizada neste sábado (7), no Parque Três Vaqueiros, com programação a partir das 19h. Evento é uma realização da Prefeitura de Araripina.
Araripina se prepara para viver uma grande noite de fé, louvor e adoração. Neste sábado, 7 de novembro, o Parque Três Vaqueiros será palco da 2ª Jornada da Fé, com apresentações da cantora Julliany Souza e do cantor Marcos Rodrigues. O evento, realizado pela Prefeitura de Araripina, terá início às 19h e promete reunir famílias, fiéis e caravanas de diversas cidades do Sertão do Araripe.
Um dos grandes destaques da programação é a cantora Julliany Souza, nome de destaque da música gospel brasileira. Conhecida nacionalmente por canções como “A Casa É Sua”, “Eu Te Vejo em Tudo”, “Yeshua” e “Lindo Momento”, a artista conquistou milhares de ouvintes com seu estilo musical e mensagens de fé e esperança. Sua trajetória ganhou projeção também durante sua passagem pelo grupo Casa Worship, antes de consolidar sua carreira solo.
A programação contará ainda com o cantor e compositor Marcos Rodrigues, artista pernambucano que possui uma trajetória de mais de duas décadas na música cristã. Com mais de 200 composições em seu repertório, ele tem obras gravadas por nomes conhecidos do segmento gospel.
A 2ª Jornada da Fé integra a programação de eventos promovidos pela Prefeitura de Araripina, valorizando a fé, a cultura cristã e os momentos de confraternização entre as famílias.
A expectativa é de uma grande participação popular, com a presença de moradores de Araripina e visitantes de outros municípios da região.
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, se reuniu nesta quinta-feira (5), no Rio de Janeiro, com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, para tratar sobre temas de interesse para o estado, como a ampliação da Refinaria Abreu e Lima e projetos na área de logística, responsabilidade social e territorial.
“Tivemos uma reunião de trabalho bastante produtiva com a presidente da Petrobras e seu time, tendo como pauta investimentos em Pernambuco, como o segundo Trem da Refinaria Abreu e Lima e projetos de impacto em nosso território. E, é claro, Pernambuco está crescendo sem deixar ninguém para trás. Vem muita coisa boa pela frente”, destacou a governadora após o encontro.
“Na RNEST, que originalmente estava projetada para processar 230 mil barris de petróleo por dia, conseguimos ampliar a capacidade para 260 mil bpd. Estamos investindo em melhorias no primeiro conjunto de unidades (trem) da refinaria e na conclusão do segundo. A RNEST será importante para alcançarmos a autossuficiência do Brasil na produção de diesel”, frisou a presidente da Petrobras.
Também ficou definido que novas reuniões serão realizadas entre equipes do Governo do Estado e da Petrobras para encaminhamentos de demandas. Uma delas vai abordar oportunidades logísticas no Nordeste, como o Porto de Suape, apontado pela presidente da Petrobras como importante para a companhia. “Pernambuco tem grande potencial logístico, energia renovável. O Porto de Suape está pronto para receber investimentos, consolidando sua posição no Nordeste e no Brasil”, complementou a governadora.
Representando a Petrobras, participaram da reunião, na sede da empresa, o gerente jurídico de Materiais, Fábio Ribeiro; o gerente executivo de Contabilidade e Tributário, Edmilson das Neves; o gerente executivo de Relações Institucionais, Francisco Vervloet; o assessor da Presidência, Olavo Benites David; e a gerente de Imprensa, Paula Almada. O secretário de Mobilidade e Infraestrutura, André Teixeira Filho, e a secretária executiva de Imprensa, Daniella Brito, acompanharam a governadora na agenda.
Há pessoas cuja trajetória acompanhamos pelos registros da história. Outras, temos o privilégio de conhecer de perto, compartilhando momentos que se tornam parte de nossas próprias lembranças. Ao escrever sobre Gonzaga Patriota, reúno essas duas perspectivas: o reconhecimento ao homem público e o carinho pelo amigo que conheci antes de sua caminhada parlamentar.
Minha amizade com Gonzaga antecede seus mandatos eletivos. Nosso contato começou por volta de 1980, quando ele exercia a advocacia em Petrolina. Minha consideração por ele tem, portanto, raízes anteriores às tribunas e às campanhas eleitorais. Nasceu da convivência e do respeito construído ao longo dos anos.
Essa amizade também se estendeu à sua família. Conheço seus irmãos e mantenho excelente relacionamento com quase todos eles. Recordo, com carinho, Geralvinho, Fátima e Alvinho, este último de saudosa memória, entre outros. Nas pessoas com quem convivi, sempre encontrei humildade, acolhimento e fino trato. São qualidades que dão valor às relações e fazem uma amizade atravessar décadas.
Guardo uma lembrança particularmente especial. Em 1987, por ocasião de minha iniciação na maçonaria, Gonzaga prometeu que estaria presente. E cumpriu a palavra: saiu diretamente do aeroporto para comparecer à cerimônia. Sua presença naquele momento tão significativo para mim ficou guardada entre minhas boas recordações. O tempo passou, mas continuo lembrando, com gratidão, daquele gesto de amizade e consideração.
Outra passagem que faço questão de registrar aconteceu em Brasília. Estive em seu gabinete em busca de recursos para a Facape e fui recebido com a atenção e a cordialidade de sempre. Naquela ocasião, Gonzaga não pôde atender ao nosso pleito. Registro isso com a mesma sinceridade com que reconheço seu acolhimento: ouviu nossa demanda e nos recebeu com respeito. A amizade também se revela nesses momentos, quando a impossibilidade de atender a um pedido não diminui a consideração entre as pessoas.
Natural de Sertânia, filho de Sebastião Alves Freire e Elisa Alves Patriota, Gonzaga construiu uma trajetória que aproximou suas raízes sertanejas dos grandes debates nacionais. A família ocupa lugar importante em suas manifestações públicas. Ao se despedir da Câmara dos Deputados, em 2022, agradeceu à esposa, Rocksana Patriota, aos filhos, netos e bisnetos, além de expressar seu reconhecimento aos pernambucanos.
Antes dos mandatos, conheceu diferentes ambientes de trabalho. Foi telegrafista da Rede Ferroviária Federal, professor e contador em Salgueiro, advogado em Petrolina e empresário. Sua formação abrange Contabilidade, Direito, Administração e Comunicação. Entre seus vínculos acadêmicos está a Facape, onde estudou Administração, instituição que também ocupa um lugar central em minha vida.
Essa experiência profissional diversificada merece reconhecimento. O contato com trabalhadores, estudantes, clientes e empreendedores oferece oportunidades de compreender as dificuldades cotidianas da população. Na trajetória de Gonzaga, trabalho e estudo acompanharam a construção de sua presença pública.
Sua participação partidária começou no MDB, em 1968. Foi deputado estadual entre 1983 e 1987 e exerceu oito mandatos de deputado federal: o primeiro entre 1987 e 1991, seguido de outros sete, consecutivos, entre 1995 e 2023. Passou pelo PMDB e pelo PDT e ingressou no PSB em 1991, conforme os registros da Câmara.
Entre os marcos dessa caminhada está sua participação na Assembleia Nacional Constituinte, responsável pela Constituição de 1988. Gonzaga integrou uma geração de parlamentares que tomou parte na reconstrução institucional da democracia brasileira. Também exerceu a função de secretário nacional de Trânsito, entre 1993 e 1994.
Para Pernambuco, especialmente para o interior, sua atuação teve entre os temas relevantes a água, a agricultura e o desenvolvimento regional. Os registros da Câmara apontam sua participação na coordenação da Frente Parlamentar da Fruticultura e em grupos de trabalho voltados à transposição do São Francisco e ao Nordeste. São assuntos que dizem respeito ao sustento das famílias, à produção e às possibilidades de crescimento de nossa região.
Gonzaga também defendeu a proposta de interligação das bacias do Tocantins e do São Francisco, associando-a à segurança hídrica e ao transporte hidroviário. Essa bandeira parlamentar expressa a atenção que dedicou à questão da água e à busca de alternativas para o desenvolvimento nordestino.
Suas preocupações ganharam espaço também na escrita. Obras como O Nordeste é Viável, Ferrovia Transnordestina, Petrolina: História Política e Água: Um bem finito registram seu interesse pelos desafios econômicos, sociais e históricos da região. Essa produção permite conhecer suas ideias para além dos discursos e dos períodos eleitorais.
Como pernambucano, reconheço o significado de sua contribuição para manter as necessidades do Sertão presentes no debate nacional. Seu legado reúne a participação na Constituinte, a longa experiência parlamentar e a dedicação a temas essenciais à vida de nosso povo.
Como amigo, acrescento a esse reconhecimento as lembranças que os registros oficiais não conseguem guardar: a convivência desde os tempos da advocacia, o carinho por seus irmãos, o acolhimento no gabinete em Brasília e a palavra cumprida naquela noite de minha iniciação.
Ao homenagear Gonzaga Patriota, celebro uma trajetória que faz parte da história política de Pernambuco e uma amizade que permanece viva em minha memória. Entre tantos acontecimentos de sua vida pública, guardo aquele gesto simples e precioso de 1987: o amigo chegou, como havia prometido.
E há presenças que o coração nunca esquece.
Gonzaga tem história e está deixando um grande legado para o povo pernambucano!
*Professor universitário aposentado, administrador, contador, historiador e mestre em economia
Ministros que assumiram o comando de pastas após a saída dos antigos titulares para disputar as eleições ou atuar em campanhas de reeleição nos estados e na Presidência da República podem ser mantidos pelo presidente Lula no quarto mandato, a partir do ano que vem.
A coluna apurou que o petista tem demonstrado satisfação com o trabalho de ao menos dois auxiliares: a ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli, que substituiu Paulo Teixeira. Ele deixou o governo para disputar uma vaga de deputado federal por São Paulo, mas não conseguiu se eleger. As informações são do Metrópoles.
A avaliação no governo é de que Fernanda conseguiu estabelecer uma boa interlocução com os movimentos sociais e tem habilidade para articular as demandas do setor, o que conta a seu favor na avaliação de Lula.
Outro nome que tem agradado ao presidente é o atual ministro da Educação, Leonardo Osvaldo Barchini Rosa, que assumiu o posto após a saída de Camilo Santana. O ex-ministro deixou o cargo para atuar na campanha de reeleição do governador do Ceará, no primeiro turno, e, posteriormente, na campanha de Lula durante o segundo turno.
À frente da Educação, Barchini acompanha discussões sobre a ampliação e a universalização do Pé-de-Meia. A proposta em debate no governo prevê expandir o programa para atender cerca de 7 milhões de estudantes do ensino médio em 2027. Também está em discussão a criação de uma modalidade voltada a estudantes universitários.
A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprovou, numa votação que durou 30 segundos, um projeto que permite aumentar em até 80% o uso das verbas de gabinete para os deputados estaduais que desempenham algum cargo na Casa. Desde 2019, ano da última alteração na lei, esse limite era de 70%.
A nova mudança foi aprovada durante sessão realizada na quarta-feira (4). A medida foi publicada no Diário Oficial da Alepe desta quinta (5) e passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2027. As informações são do portal G1/PE.
A verba de gabinete corresponde aos recursos que os parlamentares têm à disposição para manter suas atividades, incluindo gastos como locação de imóveis e pagamento de assessores. O valor base do auxílio pode chegar a R$ 60 mil por mês para cada deputado, conforme lei aprovada em 2024.
Porém, os parlamentares que desempenham algum cargo dentro da Alepe, como os líderes de bancada, têm direito a uma cota “extra”. O pagamento funciona da seguinte maneira:
um deputado tem R$ 60 mil por mês para investir nas despesas do gabinete;
porém, se esse parlamentar tiver algum cargo dentro da Casa, como líder de bancada ou presidente de alguma comissão, tem direito a expandir esse valor em 80%;
desta forma, esse único deputado pode gastar até R$ 108 mil.
Deputados beneficiados
De acordo com a Lei 10.568/1991, que dispõe sobre as atividades de apoio aos Gabinetes dos Deputados, o valor “extra”, que agora é de 80%, se aplica para os cargos de:
Primeiro e Segundo Vice-Presidentes da Mesa Diretora;
Segundo, Terceiro e Quarto Secretários da Mesa Diretora;
Líderes e Vice-Líderes do Governo e da Oposição;
Líderes e Vice-Líderes Partidários e de Líderes e Vice-Líderes Blocos Parlamentares;
Presidentes de Comissões Permanentes, excetuada a Comissão de Ética Parlamentar.
Já para o cargo de presidente da Alepe, o benefício não foi alterado, pois ele já recebe 100% de ampliação do valor base. O mesmo vale para o Primeiro-Secretário da Mesa Diretora, que já tem 95% de ampliação da verba.
A Polícia Civil de Pernambuco realizou uma coletiva de imprensa, hoje, para apresentar detalhes da investigação que envolve o deputado estadual eleito Emerson Freitas (MDB), réu pelos crimes de extorsão majorada, exploração de prestígio e lavagem de capitais. O processo tramita na 15ª Vara Criminal de Pernambuco. Somadas, as penas máximas previstas para os três crimes podem ultrapassar 20 anos de reclusão.
Segundo o delegado do Grupo de Operações Especiais (GOE), Jorge Pinto, responsável pela investigação, o parlamentar teria utilizado o alcance de suas redes sociais, onde reúne mais de um milhão de seguidores, para exigir pagamentos de pessoas envolvidas com atividades criminosas em troca de não publicar ou retirar conteúdos que as relacionassem a práticas ilícitas.
De acordo com a investigação, as cobranças incluíam pagamentos em espécie, a exemplo de R$ 20 mil, além de valores mensais para impedir novas publicações. Também foram identificadas transferências via Pix realizadas para contas de terceiros.
O inquérito, inicialmente, foi instaurado para investigar possíveis práticas criminosas de organizações criminosas, incluindo denúncias sobre supostos toques de recolher. Durante as diligências, a Polícia Civil identificou relatos de pessoas que afirmaram ter sido vítimas de extorsão atribuída ao deputado eleito.
Jorge Pinto explicou que Emerson entrou no radar da investigação por ser um dos principais responsáveis por impulsionar, nas redes sociais, as informações sobre os supostos toques de recolher. No decorrer das apurações, porém, os investigadores identificaram denúncias de práticas que extrapolavam o objeto inicial do inquérito.
“(O inquérito) foi aberto para apurar condutas criminosas perpetradas supostamente por organizações criminosas e, de maneira fortuita, a gente descobre esses crimes que estariam sendo praticados pelo indiciado. E por que a vinculação desse indiciado com o objeto inicial do inquérito? Porque ele era o principal impulsionador dessas matérias que estavam sendo veiculadas na época da abertura do inquérito policial, que seriam supostamente esses toques de recolher emanados por organização criminosa”, explicou o delegado.
Um dos episódios identificados pela Polícia Civil ocorreu em um mercado no Recife, onde Emerson teria recebido R$ 20 mil em espécie para deixar de publicar conteúdos contra uma pessoa envolvida com a criminalidade violenta.
“Um encontro se deu em um mercado aqui na capital, onde o indiciado recebeu em mãos R$ 20 mil e, como contraprestação, ele não mais realizaria qualquer publicação em desfavor de uma pessoa envolvida com a criminalidade violenta”, relatou Jorge Pinto.
Provas e falsa influência
Além dos depoimentos reunidos no inquérito, a Polícia Civil afirma ter encontrado provas técnicas a partir da análise de dados extraídos de aparelhos celulares. Segundo Jorge Pinto, o material contém conversas nas quais o próprio investigado exigiria pagamentos em dinheiro para não realizar publicações nas redes sociais.
“Além da farta prova testemunhal já documentada no inquérito, a gente tem uma prova técnica muito robusta, obtida a partir da análise de dados de celular, onde o próprio indiciado mantém conversas diretas e muito claras exigindo pagamento em dinheiro de pessoas envolvidas com a criminalidade em troca de seu silêncio em suas redes sociais”, afirmou.
A investigação também identificou que Emerson alegava ter influência sobre integrantes do Poder Judiciário e do Ministério Público. Segundo o delegado, o parlamentar prometia interferir no andamento de processos e investigações em curso, oferecendo às vítimas a possibilidade de paralisação dos procedimentos em troca de novos pagamentos.
Jorge Pinto afirmou, no entanto, que essa influência não existia e seria utilizada como argumento para convencer as vítimas a realizar os pagamentos. “Ele utilizava de uma falsa influência perante membros da magistratura e do Ministério Público como forma de obter novos benefícios. Condicionava a suposta paralisação de processos ou de investigações em andamento perante o Ministério Público ao novo recebimento de valores. Só que essa influência nunca existiu, era mais um engodo que ele utilizava para mentir para essas vítimas e obter toda essa vantagem ao longo de dois anos”, declarou.
A investigação também apontou uma relação de proximidade entre o deputado eleito e pessoas apontadas como lideranças de facções criminosas, especialmente na Zona Norte do Recife. Segundo Jorge Pinto, os valores cobrados variavam conforme o grau de proximidade com o investigado. Áudios reunidos pela polícia indicariam que pessoas sem relação próxima com ele eram submetidas a cobranças maiores.
O delegado também mencionou semelhanças entre o modo de atuação identificado no caso e uma investigação conduzida em 2023. Ele, porém, não entrou em detalhes sobre o procedimento anterior, que ainda tramita sob segredo de Justiça. Para Jorge Pinto, houve uma escalada na gravidade das condutas, especialmente pela tentativa de atribuir influência indevida sobre instituições públicas.
Servidora
Uma servidora do Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE), amiga do deputado eleito, também foi indiciada no inquérito. Segundo a Polícia Civil, ela teria disponibilizado a própria conta bancária para receber valores destinados a Emerson, funcionando como intermediária nas movimentações financeiras.
De acordo com Jorge Pinto, a mulher tinha conhecimento ou, ao menos, condições de saber que os recursos poderiam ter origem criminosa. Mesmo após ser alertada sobre a possibilidade de o investigado receber dinheiro de pessoas envolvidas com o tráfico de drogas, ela teria continuado recebendo os valores.
A servidora responde por lavagem de capitais, permanece em liberdade e também se tornou ré após o recebimento da denúncia pela Justiça.
Perseguição
O delegado-geral da Polícia Civil de Pernambuco, Felipe Monteiro, também participou da coletiva e afirmou que a instituição decidiu apresentar sua versão diante da repercussão do caso e das manifestações do investigado, de sua defesa e de outras pessoas nas redes sociais.
“Essa coletiva é importante para a gente restabelecer a verdade dos fatos, mostrar exatamente o que foi a operação e o que, de fato, foi feito pelo trabalho do GOE nesse primeiro momento, e desmistificar algumas coisas que estão sendo passadas nas redes sociais, na mídia, por outras pessoas e que não dizem respeito exatamente ao objeto dessa investigação”, afirmou.
Felipe Monteiro também afastou a possibilidade de motivação política ou perseguição contra o deputado eleito. Segundo ele, a investigação trata de crimes que teriam sido praticados de maneira reiterada, e não de uma apuração relacionada às denúncias de supostos toques de recolher.
“O que está mostrado aqui é a prática de uma série reiterada de crimes. A gente fez questão de trazer os crimes em que ele está envolvido, como extorsão, e mostrar esses eventos narrativos equivocados para que não tenha nenhuma dúvida do que é que a gente está combatendo e do que é que a Polícia Civil foi atrás”, declarou.
Segundo o delegado-geral, os fatos que chegaram ao conhecimento da polícia mais recentemente apontam para a continuidade das condutas e o surgimento de novas vítimas.
“Os fatos que apareceram no passado foram tratados devidamente no passado e os responsáveis foram responsabilizados. Mas o que aconteceu depois, e Jorge deixou muito claro aqui, mostrando, é que os fatos do passado nunca ficaram no passado. Eles continuaram sendo praticados de forma reiterada, com novas vítimas”, afirmou.
Questionado sobre possíveis consequências da prisão e da investigação para a diplomação de Emerson Freitas, Felipe Monteiro explicou que a atuação da Polícia Civil se limita à apuração criminal, mas que os fatos podem ter desdobramentos em outras esferas.
Judiciário
Durante a coletiva, Jorge Pinto afirmou que a investigação não identificou participação de magistrados ou integrantes do Ministério Público em qualquer esquema de corrupção. “De forma absolutamente segura, nós tivemos todo o cuidado em checar essas informações. Fizemos o levantamento de todos os processos criminais em curso e já arquivados e não constatamos qualquer tipo de irregularidade”, afirmou.
O delegado acrescentou que alguns dos processos citados tiveram andamento regular e resultaram em condenações. Segundo ele, a análise não apontou interferência indevida por parte de integrantes do Judiciário.
Jorge Pinto também explicou os procedimentos adotados para cumprir o mandado de prisão preventiva, expedido em 29 de outubro, contra Emerson. Ainda de acordo com o delegado, a medida foi solicitada à Justiça diante do risco de reiteração criminosa, considerando a existência de uma investigação anterior, de 2023, e a continuidade das práticas nos anos de 2024 e 2025.
Após tentativas de localizar o investigado nos endereços que costumava informar como domicílio, a Polícia Civil solicitou um mandado de busca domiciliar. O delegado rebateu questionamentos sobre o cumprimento da ordem em um imóvel que seria de um terceiro.
“Essa casa até poderia ser de terceiro, mas o próprio réu teria fornecido voluntariamente uma declaração de próprio punho onde apontava esse endereço como sendo seu local de domicílio. Então, a polícia não entrou na casa de ninguém sem levantamento de informações, havendo indicativos concretos de que lá ele pudesse se encontrar”, afirmou.
O delegado também negou que o investigado tenha sido impedido de acessar os elementos da investigação ou que tenha sofrido cerceamento de defesa. Segundo ele, três advogados foram constituídos ao longo do procedimento e os dois primeiros tiveram acesso integral ao material documentado no inquérito.
Jorge Pinto afirmou que o terceiro advogado também recebeu acesso aos autos antes do interrogatório de Emerson. Além disso, os dados brutos extraídos dos aparelhos celulares foram disponibilizados à defesa e continuam acessíveis para consulta.
Sobre o conhecimento do mandado de prisão, o delegado afirmou que a ordem estava inserida no Banco Nacional de Mandados de Prisão, o que tornou pública a informação e permitiu sua rápida circulação em grupos de mensagens e redes sociais.
O ex-ministro do Turismo e deputado federal eleito, Gilson Machado (Podemos), participa, em Palm Beach, nos Estados Unidos, de uma agenda política ligada ao movimento conservador internacional, ao lado de Eduardo Bolsonaro (PL), Flávio Bolsonaro (PL) e outras lideranças da direita.
Conhecido por sua lealdade e proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Gilson mantém sua trajetória de compromisso com os princípios e valores que sempre defendeu: Deus, pátria, família e liberdade. A participação no encontro, logo após as eleições de 2026, demonstra que sua atuação política continua firme, agora também voltada à organização e à formação de novas lideranças conservadoras.
Embora Flávio Bolsonaro não tenha alcançado o resultado esperado no pleito presidencial, a expressiva votação de mais de 60 milhões de brasileiros, segundo números citados por integrantes do movimento, é vista por aliados como uma demonstração da força, do crescimento e da consolidação da direita no cenário político nacional.
Pernambuco poderá receber seminário internacional da direita em 2027
Uma das principais novidades articuladas por Gilson Machado é a proposta de realizar, no Recife, durante o segundo semestre de 2027, um grande seminário internacional de formação política conservadora.
Inspirado no modelo da Conservative Political Action Conference (CPAC), o encontro pretende reunir importantes lideranças nacionais e internacionais para debater liberdade, valores conservadores, participação política e os desafios do Nordeste.
A iniciativa também prevê a possibilidade de promover formações periódicas para preparar novas lideranças políticas, especialmente jovens e futuros candidatos às eleições municipais de 2028.
Compromisso com o futuro da direita no Nordeste
A movimentação de Gilson Machado reforça sua disposição de continuar contribuindo para o fortalecimento do movimento conservador, independentemente das disputas eleitorais.
Em Pernambuco, a proposta busca ampliar o debate político, incentivar a participação popular e preparar uma nova geração de lideranças comprometidas com os princípios defendidos pela direita.
Embora a programação e os convidados ainda dependam de confirmação oficial, a expectativa é que novas informações sejam anunciadas nos próximos meses.
A presença de Gilson Machado nos Estados Unidos mostra que, para o ex-ministro, o trabalho político não termina nas urnas. Pelo contrário: a articulação internacional e a formação de novas lideranças podem marcar o início de uma nova etapa para a direita em Pernambuco e em todo o Nordeste.
O presidente da Câmara Municipal de Arcoverde, vereador Luciano Pacheco (MDB), enviou, há pouco, ao blog, um vídeo convocando os servidores do município para o protesto que acontecerá, hoje, às 10h, em frente ao Sassepe, contra a interrupção dos atendimentos no hospital Memorial Arcoverde. Confira!
O episódio envolvendo o prefeito de Barreiros e um casal de médicos nas dependências do hospital municipal merece uma reflexão sobre o respeito aos profissionais de saúde e os limites da autoridade de um gestor público.
As imagens divulgadas mostram o prefeito chegando ao hospital, onde pacientes aguardavam atendimento e dirigindo-se ao quarto destinado ao descanso dos médicos. Ao encontrar a porta fechada, chama pelos profissionais. Uma médica abre a porta e, na sequência, o prefeito eleva o tom de voz, acusa os dois de estarem namorando e chega a pedir a prisão de ambos.
O problema é que a filmagem não demonstra qualquer comportamento amoroso ou situação imprópria entre os profissionais. Também não há, nas imagens apresentadas, comprovação de que os médicos estivessem negligenciando pacientes ou se recusando a prestar atendimento.
Há uma questão que precisa ser considerada: aqueles profissionais poderiam estar descansando depois de um plantão exaustivo. Médicos também precisam de repouso. O descanso não é privilégio, é uma necessidade humana e uma condição importante para o exercício seguro da medicina.
Além disso, é preciso distinguir as atribuições de cada profissional. Se eram médicos de atendimento de emergência, é necessário esclarecer suas escalas, responsabilidades e eventuais obrigações de cobertura. Não se pode presumir que estivessem obrigados a atender qualquer demanda hospitalar, independentemente de suas atribuições contratuais ou da organização do serviço.
Um prefeito tem o dever de fiscalizar os serviços públicos, mas também tem a obrigação de respeitar a dignidade dos trabalhadores. Não pode confundir autoridade administrativa com poder de intimidação.
A saúde pública não melhora aos gritos, muito menos com acusações sem provas. O episódio exige esclarecimentos da Prefeitura de Barreiros. Os médicos têm direito à dignidade, ao respeito profissional e ao devido tratamento legal, assim como os pacientes têm direito a um atendimento digno e eficiente.
É importante destacar que os profissionais também têm o direito de recorrer ao sistema de Justiça, buscando as medidas cabíveis nas esferas cível e criminal, caso entendam que a conduta do prefeito tenha violado seus direitos. Eventuais responsabilidades deverão ser apuradas pelas autoridades competentes, assegurados o contraditório e a ampla defesa.
A população precisa de hospitais funcionando, profissionais valorizados e gestores preparados para resolver problemas, não para produzir constrangimentos.
Cargo público exige responsabilidade. Autoridade não é autorização para humilhar ninguém.
Se havia pacientes esperando, a gestão deveria investigar as razões da demora, verificar a escala médica e garantir o funcionamento adequado do hospital. O caminho é a fiscalização administrativa, não o constrangimento público.
A população precisa de hospitais funcionando, profissionais valorizados e gestores preparados para resolver problemas, não para produzir constrangimentos.
Cargo público exige responsabilidade. Autoridade não é autorização para humilhar ninguém.