27 agosto 2026
Bancadas de situação e oposição declaram apoio á reeleição de Francisco Edivaldo
Câmara de Araripina aprova em segunda votação a Lei de Diretrizes Orçamentárias
PoderData/Aya: Lula tem 45% contra 44% de Flávio no 2º turno
Lula oscila para baixo indo a 45% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro vai a 44%. Os votos em branco ou nulos somam 9%, e os eleitores que não sabem em quem votar representam 2%.
O levantamento testou outras três possibilidades de disputa de segundo turno. Em um cenário com Romeu Zema (Novo) a pesquisa também aponta para um empate técnico no limite da margem de erro.
Nesta simulação, Zema marca 43% das intenções de voto, enquanto Lula registra 44%. Brancos e nulos somam 10%, e 2% não sabem.
Na simulação direta contra Ronaldo Caiado (PSD), a disputa apresenta o mesmo grau de indefinição.
O levantamento indica que Caiado aparece com 44%, enquanto o atual presidente atinge 43%, configurando novo empate técnico. Aqueles que dizem votar em branco ou anular representam 10% da amostra, e os indecisos são 2%.
Em um quarto confronto medido pelo instituto, o cenário muda a favor do petista. Na disputa contra Renan Santos, o atual chefe do Executivo aparece numericamente à frente e fora da margem de erro.
Neste quadro, Lula marca 44%, contra 37% de Renan Santos. O índice de votos brancos e nulos nesta simulação sobe para 16%, e 3% não souberam responder.
Metodologia
A pesquisa PoderData/Aya ouviu 2.400 pessoas em 555 municípios das 27 unidades da federação, entre os dias 23 e 26 de agosto.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. O registro da pesquisa no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-04974/2026.
Intolerância: Opositores queimam bandeiras da campanha de Raquel Lyra
Apoiadores da candidata informaram que o caso foi denunciado à Polícia Federal (PF), que, segundo eles, seria responsável pela apuração e pela investigação de crimes eleitorais.
A conduta pode ser considerada crime eleitoral, já que o material incendiado era um meio de propaganda regularmente empregado e há indícios de intenção de utilizá-lo. A infração está prevista no artigo 331 do Código Eleitoral, que estabelece pena de detenção de até seis meses ou pagamento de 90 a 120 dias-multa.
Intolerância: Opositores queimam bandeiras da campanha de Raquel Lyra
Apoiadores da candidata informaram que o caso foi denunciado à Polícia Federal (PF), que, segundo eles, seria responsável pela apuração e pela investigação de crimes eleitorais.
A conduta pode ser considerada crime eleitoral, já que o material incendiado era um meio de propaganda regularmente empregado e há indícios de intenção de utilizá-lo. A infração está prevista no artigo 331 do Código Eleitoral, que estabelece pena de detenção de até seis meses ou pagamento de 90 a 120 dias-multa.
Pacto entre Lula, Motta e Alcolumbre tem eleições no radar, promessas de apoio e união contra Flávio
Estadão – O pacto político firmado nesta quarta-feira entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), teve como pano de fundo as eleições de outubro. Na tentativa de ajudar Lula a ter uma agenda positiva na campanha, tanto Alcolumbre como Motta vão instalar comissões e pôr na pauta de votação da próxima semana temas com apelo popular, como o fim da escala de trabalho 6X1 e a Medida Provisória que trata do fim da chamada “taxa das blusinhas”.
O Congresso terá os últimos dias de trabalho antes das eleições na semana que vai de 31 de agosto a 4 de setembro. Será neste período de esforço concentrado que a Câmara e o Senado darão andamento à agenda de interesse do governo. Na lista de temas que Alcolumbre concordou em tirar da gaveta estão também a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e o projeto que cria a política nacional de minerais críticos e estratégicos, além do que concede isenção de impostos federais para estimular a instalação de data centers no Brasil.
O freio de arrumação entre o Palácio do Planalto e o Congresso foi anunciado por Lula após um almoço com Motta e Alcolumbre, que durou duas horas e meia, no Palácio da Alvorada.
O presidente saiu do encontro chamando tanto o chefe da Câmara como o comandante do Senado – dois expoentes do Centrão – de “companheiros”. Ao posar para fotos de mãos dadas com os dois, Lula era só sorrisos. “Poderia dizer juntos para sempre”, afirmou ele.
Nenhum desses acenos, porém, foi feito sem contrapartida. O acordo passou pela promessa de Lula de, se reeleito, apoiar a recondução de Motta à presidência da Câmara e de Alcolumbre ao comando do Senado, em fevereiro de 2027. Na outra ponta, os dois se comprometeram a trabalhar por um novo mandato para Lula. Motta também disputa a reeleição como deputado federal.
Diante das dificuldades enfrentadas pelo presidente por causa de investigações da Polícia Federal envolvendo seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha – suspeito de tráfico de influência –, há um movimento em curso na campanha petista para tentar garantir a vitória de Lula no primeiro turno.
Na prática, Alcolumbre e Motta tentarão dar agora um empurrão nessa ofensiva. Apesar de liderar as pesquisas de intenção de voto, o presidente viu sua vantagem diminuir no embate com o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL, após a série de denúncias envolvendo Lulinha e Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, seu ex-chefe de gabinete.
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26 agosto 2026
Ações de Flávio Dino contra rivais no Maranhão fazem sua atuação no STF ser questionada
Nos dois casos, o pano de fundo é um racha político ocorrido entre 2022 e 2024, quando Dino deixou o governo do estado e elegeu-se senador. O atual governador, Carlos Brandão (MDB), foi vice de Dino durante seus dois mandatos à frente do estado.
Ao assumir o mandato em 2023, Brandão passou a enfrentar a oposição de um grupo de deputados federais e estaduais ligado a Dino no estado, interessados em manter influência e cargos na administração. Desde então, esse grupo “dinista” iniciou uma série de contendas com os aliados de Brandão, inclusive na Justiça.
O ministro foi procurado pela reportagem, por meio de sua assessoria de gabinete, para comentar os questionamentos e pedidos de afastamento, mas optou por não se manifestar. Os inquéritos e pedidos tramitam em segredo de Justiça no STF.
Cutrim alega conflito de interesses de Dino
Um dos pedidos de afastamento foi protocolado na semana passada pela defesa do ex-secretário de governo Raimundo Cutrim, que, nas últimas semanas, tornou-se conhecido por ser investigado também por Alexandre de Moraes no STF.
Ele é investigado por Dino por suposta prática de coação e obstrução de Justiça de um caso de homicídio ocorrido em 2022. Em julho, o ministro determinou busca e apreensão contra ele nessa investigação e o afastou do cargo de secretário de Assuntos Legislativos do Maranhão, no governo de Carlos Brandão.
Ocorre que Cutrim também é formalmente investigado pela suspeita de cometer o crime de perseguição contra Dino. No inquérito conduzido por Alexandre de Moraes, a Polícia Federal descobriu que ele repassou ao jornalista maranhense Luís Pablo fotos e informações sobre o uso de carros oficiais por Dino no Maranhão. Por isso, a PF imputa aos dois o crime de perseguição, por suposta intimidação e monitoramento ilegal.
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PF e CGU atuam contra esquema de fraude em contratações públicas
A investigação reuniu elementos que apontam para possíveis irregularidades em contratações realizadas na área da saúde, incluindo indícios de direcionamento de procedimentos de contratação, de movimentação atípica de recursos públicos e de utilização de pessoas físicas e jurídicas para ocultação da destinação de valores recebidos pela entidade. As informações são do site da Polícia Federal.
Também foram identificados indícios de possíveis mecanismos destinados a dificultar a rastreabilidade dos recursos públicos, incluindo movimentações financeiras entre pessoas físicas e jurídicas relacionadas aos fatos investigados, depósitos fracionados em espécie e transferências com características consideradas atípicas.
A ação cumpre mandados de busca e apreensão nas cidades de Caruaru, Bonito, Palmares, Agrestina, bem como em João Pessoa/PB e em Curitiba/PR. As investigações prosseguem com a análise do material apreendido.
Empate técnico nos maiores colégios eleitorais pode levar Lula e Flávio a intensificar agendas no Sudeste
Pesquisas Quaest divulgadas nesta terça-feira (25) mostram Flávio Bolsonaro com 30% das intenções de voto e Lula com 29% em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país. A margem de erro no estado é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. As informações são do blog do Camarotti.
O cenário de empate técnico também aparece em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Em Minas, Flávio tem 31% e Lula, 30%. Já no Rio, o senador aparece com 31%, contra 29% do presidente. Nesses dois estados, a margem de erro é de três pontos percentuais.
Além do equilíbrio entre os dois candidatos, os levantamentos apontam um número expressivo de eleitores ainda indecisos. Segundo a Quaest, esse grupo representa 17% do eleitorado mineiro, 16% do eleitorado fluminense e 13% do paulista.
A avaliação dentro da campanha de Lula é de que o presidente realizou obras e investimentos importantes na região Sudeste ao longo do mandato e que a disputa eleitoral será uma oportunidade para apresentar esses resultados aos eleitores.
Outro cálculo feito pelos aliados é que os palanques estaduais do petista são mais fortes do que os que ele tinha à disposição na eleição de 2022. “Vamos priorizar esses três estados. Seja pela importância política, peso do eleitorado, seja pelo volume de investimentos que o presidente realizou”, afirmou um integrante do núcleo duro da campanha petista.
Do lado de Flávio Bolsonaro, o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), disse à GloboNews que não comenta pesquisas eleitorais. Ele ressaltou, porém, que a estratégia continuará dando atenção especial ao Sudeste. “Faremos campanha no Nordeste e em todo o Brasil. Porém, o nosso foco é vencer. E onde há o maior número de eleitores é no Sudeste”, afirmou.
Na avaliação de especialistas, o contingente de eleitores que ainda não definiu o voto pode ser decisivo na reta final de uma disputa apertada. Por isso, as campanhas tendem a ampliar a presença justamente nos estados em que há mais espaço para conquistar novos eleitores.
Nas duas primeiras semanas de campanha, Lula e Flávio já concentraram parte de suas agendas na região. O presidente iniciou a campanha com um ato em São Paulo, enquanto Flávio lançou sua candidatura em um evento no Rio de Janeiro. Na semana seguinte, ambos cumpriram compromissos de campanha em Minas Gerais e voltaram ao Rio em busca de apoio eleitoral.
Lula tenso com investigações envolvendo o filho
As notícias sobre o avanço das investigações envolvendo Fábio Luís, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), num possível tráfico de influência com seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, e a lobista Roberta Luchsinger, abalam a estrutura do Planalto e o humor do chefe da Nação.
Conforme adiantou, ontem, a colunista Bela Megale, de O Globo, integrantes do governo relataram que o Lula piadista e bem-humorado de poucas semanas ficou para trás. O Lula tranquilo e confiante deu lugar a um presidente apreensivo e preocupado com sua campanha à reeleição.
Embora em público o discurso do presidente tenha sido no sentido de que não vai interferir nas investigações e os que cometerem erros devem pagar, em reservado, o presidente admite que é difícil dissociar sua imagem das crises envolvendo seu filho e seu ex-auxiliar e que isso pode ter um impacto eleitoral decisivo.
Outro tema que tem incomodado Lula, segundo a colunista, são as disputas internas no PT e entre membros de sua campanha por espaços de poder. O presidente defende que é hora de união e de colocar a mão na massa.
A pesquisa Datafolha divulgada recentemente mostrou que, no segundo turno, Lula oscilou um ponto percentual para baixo desde julho, ficando com 47% das intenções de voto. Já Flávio permaneceu com 43%.
Na avaliação de integrantes da campanha petista, o desgaste envolvendo as investigações de Lulinha e Marcola já foi contabilizado no levantamento. O movimento de queda do presidente acendeu um alerta, mas, como ocorreu dentro da margem de erro, trouxe alívio aos petistas.
DERROTA NA JUSTIÇA – A Justiça de São Paulo negou, por ora, o pedido de Fábio Luís para que fosse retirado das redes sociais um vídeo publicado por Flávio Bolsonaro com o título: “Missão: localizar Lulinha”. O conteúdo, produzido com recursos de inteligência artificial, atribui ao filho do presidente Lula a condição de “suspeito de ter roubado milhões de idosos no Brasil”, em referência às fraudes envolvendo beneficiários do INSS. Na ação, Lulinha afirma que seu nome foi citado em investigação relacionada à Operação Sem Desconto, mas que não lhe foi atribuída participação nas fraudes contra aposentados e pensionistas.