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25 maio 2026

Caiado defende enquadrar facções como terroristas para combater crime na Amazônia

 

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), defendeu o enquadramento das facções criminosas que atuam Amazônia como terroristas. A medida, segundo ele, permitiria maior cooperação internacional e atuação mais ampla das Forças Armadas para combater o avanço do crime organizado na região.

“A Amazônia brasileira é 100% comandada pelo Comando Vermelho e o PCC. Mais de 250 municípios hoje são 100% comandados pelo Comando Vermelho e pelo PCC. Muita gente diz ‘Caiado, você vai implantar a tese do terrorismo?’ Imediatamente”, disse Caiado em debate promovido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) em São Paulo.

Caiado afirmou que, se eleito, vai enviar ao Congresso Nacional uma proposta enquadrando essas organizações como terroristas em seu primeiro dia como presidente, se vencer a eleição. Para ele, essa “é a única maneira” de recuperar o controle do território, onde, segundo ele, não há efetivo de policiais militares para combater facções brasileiras e estrangeiras.

“Ali você não consegue ocupar território se não tiver toda a presença da Aeronáutica e buscar também a Marinha e Exército Brasileiro. Farei parcerias com todos os países, vou buscar parceria com americanos de satélites e imagens, vou buscar o máximo que tem de tecnologia em combate ao crime organizado”, disse ele.

Para justificar a medida, Caiado afirmou que avanço dessas facções pode impactar as exportações brasileiras. “Nós hoje somos criticados duramente pelos americanos e pelos europeus, que colocam em risco e já estão ameaçando utilizar como trava na importação de produtos brasileiros o avanço do CV e do PCC, que passaram a ser as maiores multinacionais do crime com o repasse de cocaína e de drogas a território tanto americano quanto europeu”, disse o pré-candidato.

Ele também defendeu parcerias com países limítrofes da América do Sul e destacou que o Brasil tem cerca de 17 mil quilômetros de fronteiras terrestres, além de extensa costa marítima. “Precisamos evoluir para aquilo que a Europa deu conta de construir, de uma polícia que tem livre trânsito entre os países que compõem esse eixo nosso”, afirmou.

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