PREFEITURA DE TRINDADE

PREFEITURA DE ARARIPINA

ATELTELECOM

28 janeiro 2026

Postos de Pernambuco explicam porque o corte de 5,2% na gasolina ainda não chegou à bomba

 


A redução de 5,2% no preço da gasolina anunciada pela Petrobras, que passou a valer para as distribuidoras nesta terça-feira (27), ainda não chegou de forma significativa aos consumidores. Em nota divulgada no mesmo dia, o Sindcombustíveis Pernambuco, entidade que representa os donos de postos, afirma que o repasse do corte não depende dos revendedores e explica como funciona a formação de preços no mercado de combustíveis.

Segundo o sindicato, quem compra diretamente da Petrobras são as distribuidoras, e não os postos. Por isso, qualquer redução anunciada pela estatal chega primeiro a essas empresas, que definem suas próprias políticas de repasse. “Quem compra diretamente da refinaria são as distribuidoras, e não os postos”, destaca a nota, em resposta às cobranças feitas por consumidores e pela opinião pública logo após o anúncio da redução.

De acordo com relatos recebidos pela entidade na manhã desta terça-feira, a maior parte das grandes distribuidoras repassou aos postos uma redução média de apenas 1 a 4 centavos por litro, valor bem inferior aos 14 centavos anunciados na refinaria. As distribuidoras têm justificado essa diferença principalmente pela elevação do preço do etanol anidro, que compõe a gasolina, e pelo alto nível de estoques adquiridos anteriormente a preços mais elevados, o que dificultaria um repasse imediato sem perdas financeiras.

Na avaliação do Sindcombustíveis, essa dinâmica acaba colocando os postos — elo da cadeia que vende diretamente ao consumidor — como responsáveis pela manutenção dos preços. “Cria-se uma percepção distorcida, na qual o posto é apontado como vilão, quando, na realidade, ele apenas repassa o preço que recebe das distribuidoras”, afirma a entidade, que defende mais transparência em toda a cadeia.

A redução anunciada pela Petrobras prevê que o preço médio da gasolina A vendida às distribuidoras passe a ser de R$ 2,57 por litro, uma queda de R$ 0,14. Essa é a primeira redução do combustível promovida pela estatal em 2026. A última alteração havia ocorrido em outubro de 2025.

Segundo a Petrobras, o valor praticado pela empresa representa cerca de um terço do preço final pago pelo consumidor nos postos. O preço da gasolina na bomba é composto ainda pelos custos e margens de lucro de distribuidoras e revendedores, pelo custo do etanol anidro, além de impostos federais — como Cide, PIS/Pasep e Cofins — e do ICMS, cuja alíquota varia conforme o estado. (JC Online)

Nenhum comentário:

Postar um comentário