quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Foliões não querem dar adeus ao carnaval e brincam no Bacalhau do Batata, em Olinda

Fundado em 1962, o bloco foi criado por um garçom inconformado por trabalhar durante os quatro dias de folia.

Bacalhau do Batata arrasta foliões nas ladeiras de Olinda (Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)
Bacalhau do Batata arrasta foliões nas ladeiras de Olinda (Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)
As Cinzas desta quarta-feira (14) não significam o fim do carnaval para quem compareceu ao Alto da Sé, em Olinda. Com o Bacalhau do Batata e o Munguzá de Zuza Miranda e Thaís, os foliões têm a garantia de energias repostas para aguentar subir e descer as ladeiras ao som de frevo.
A manhã começou com o reforço do Munguzá de Zuza Miranda e Thaís, iguaria servida há 23 carnavais para dar energia a quem está disposto a brincar na quarta de Cinzas. Por volta das 10h, foi a vez do Bacalhau do Batata iniciar o percurso na Ladeira da Sé. Ao som dos tradicionais clarins, a orquestra de frevo pôs os foliões para dançar como se o carnaval não tivesse chegado ao fim.
Orquestra acompanha o desfile do Bacalhau do Batata, nesta quarta-feira (14), em Olinda (Foto: Marina Meireles/G1)Orquestra acompanha o desfile do Bacalhau do Batata, nesta quarta-feira (14), em Olinda (Foto: Marina Meireles/G1)
Orquestra acompanha o desfile do Bacalhau do Batata, nesta quarta-feira (14), em Olinda (Foto: Marina Meireles/G1)
Fundado em 1962, o bloco criado por um garçom inconformado por trabalhar durante os quatro dias de folia é mantido com orgulho até os dias atuais. "Batata era meu amigo e, para mim, é uma satisfação enorme colocar esse bloco na rua todos os dias. Faço isso por mim, por ele e pelos foliões", comenta o diretor do bloco, Antônio Lucena, que sai às ruas desde o ano de fundação.
Quem divide o mesmo sentimento é a porta-bandeira do bloco, Maria José Neves, de 64 anos. Para ela, o Bacalhau do Batata dá energia para subir e descer as ladeiras mesmo depois de mais de 50 carnavais. "É uma emoção que eu não sei explicar! Me sinto a melhor pessoa do mundo", conta.
Maria José Neves e Antônio Lucena com o estandarte do Bacalhau do Batata, em Olinda, que é feito na manhã da Quarta de Cinzas  (Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)Maria José Neves e Antônio Lucena com o estandarte do Bacalhau do Batata, em Olinda, que é feito na manhã da Quarta de Cinzas  (Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)
Maria José Neves e Antônio Lucena com o estandarte do Bacalhau do Batata, em Olinda, que é feito na manhã da Quarta de Cinzas (Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)
Para quem participa pela primeira vez dos blocos, a sensação é de encantamento. "Eu e meu marido decidimos viajar à noite de volta para o Rio porque ouvimos falar dos blocos no ano passado. É incrível, organizado e valeu a pena ter ficado mais um dia", conta a carioca Bárbara Saudino, que preparou a fantasia de chef especialmente para a Quarta-feira de Cinzas.
Já para os veteranos da folia olindense, a felicidade é tão grande quanto a de quem vem pela primeira vez. "Todo ano marco presença aqui. Dessa vez, quis vir homenageando meu ídolo Reginaldo Rossi. É muito bom brincar o carnaval em Olinda, estive aqui os quatro dias e ainda sobrou um pouco de energia para hoje", diz a dona de casa Ana Maria Santos.
Foliões brincam no Bacalhau do Batata, em Olinda (Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)Foliões brincam no Bacalhau do Batata, em Olinda (Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)
Foliões brincam no Bacalhau do Batata, em Olinda (Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)

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