
Fernando de Noronha avança na implantação do projeto Noronha Verde, iniciativa voltada à substituição da matriz energética baseada em óleo diesel por energia solar. A primeira fase está em andamento, com conclusão prevista para maio, e integra um conjunto de ações para ampliar a capacidade de geração de energia e reduzir emissões de carbono no arquipélago.
O programa reúne investimentos de R$ 350 milhões e envolve instituições públicas e privadas, com meta de concluir a transição energética até 2027. Ao todo, estão previstas cerca de 33 mil placas solares, sendo aproximadamente 5 mil nesta etapa inicial, o equivalente a 15% do total. O projeto inclui ainda sistemas de armazenamento em baterias para garantir maior estabilidade no fornecimento.
De acordo com o administrador da ilha, Virgílio Oliveira, a iniciativa terá impacto direto na infraestrutura local. “Vai nos ajudar na redução das emissões de carbono e também no aumento da capacidade de produção de energia, o que reflete diretamente na qualidade de vida dos ilhéus e em uma melhor estrutura para receber quem visita Noronha”, afirmou.
Além da ampliação da oferta energética, o projeto deve contribuir para maior estabilidade no abastecimento e atender à demanda crescente de visitantes. O Noronha Verde foi licenciado pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), com participação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
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