A pesquisa teve a participação de 1,6 mil eleitores pernambucanos e foi realizada entre os dias 29 de agosto e 2 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral com o código PE-09116/2026.
03 setembro 2026
Real Time/BigData: João Campos e Raquel Lyra empatam com 43%
Lula recebe Gilmar no Planalto para tratar sobre crise envolvendo Moraes e Mendonça no STF
De acordo com relatos de interlocutores, o presidente demonstrou preocupação que essas revelações tragam danos à imagem institucional da Suprema Corte. O petista teria afirmado que é preciso evitar desgastes ao tribunal. O encontro entre as duas autoridades não aparece na agenda oficial da Presidência divulgada diariamente. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) foi procurada, mas não comentou. O ministro Gilmar Mendes não respondeu. As informações são do jornal O GLOBO.
Mensagens tornadas públicas nesta terça-feira por ordem do ministro André Mendonça indicam que Vorcaro era orientado por Moraes durante o auge da crise na instituição, no fim do ano passado. Em uma delas, Vorcaro perguntou a Moraes se tinha que deixar o país. O texto, em posse da Polícia Federal (PF), foi enviado em 15 de novembro de 2025, dois dias antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez diante das suspeitas de fraudes. A ideia de Mendonça é levar o tema para ser discutido no plenário do Supremo.
As revelações viraram munição para a oposição atacar Moraes e o próprio presidente Lula. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula nas eleições, fez duro discurso em plenário na terça, cobrando que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), coloque para ser discutido um pedido de impeachment do ministro do STF. Essa possibilidade, no entanto, é descartada por ora por Alcolumbre.
A avaliação do entorno do petista é que apesar de o governo não ter relação com as investigações tampouco com o Supremo, esses fatos poderão trazer desgastes à imagem do presidente, uma vez que ele é próximo de ministros do STF. O receio é que isso contamine o ambiente às vésperas das eleições, impulsionando um discurso mais extremista de candidatos. Aliados de Lula dizem ainda, sob reserva, ver com desconfiança esse movimento de Mendonça, falando em seletividade.
Governistas usarão a queda do sigilo para pressionar que o ministro do STF também retire o sigilo da investigação sobre o Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro, que teve recursos pagos por Vorcaro. Áudios revelados neste ano mostraram Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro ao banqueiro para custear a produção.
Lula ainda está em silêncio e não se posicionou publicamente sobre os fatos que foram revelados. Como o GLOBO mostrou, aliados defendem que o presidente trate do assunto. A expectativa é que ele adote a mesma linha das manifestações feitas em relação às suspeitas envolvendo seu filho mais velho, o empresário Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, e defender tanto as investigações como o direito de o magistrado apresentar sua defesa.
Idealizador de site que publicou panfletos contra Raquel trabalha na campanha da governadora
Na publicação de estreia do Bastidor.PE, em 1º de outubro de 2025, Malafaia é elencado como um dos três idealizadores do site, junto com o jornalista Fillipe Vilar e o estrategista político Rodrigo Ambrosio. Embora não tenha textos ou fotos de sua autoria na página, ele segue como um incentivador frequente do projeto. Desde 14 de agosto, compartilhou em suas redes sociais três publicações do Bastidor.PE, todas negativas contra João Campos (PSB), adversário de Raquel nas eleições.
Malafaia, Vilar e Ambrosio têm em comum a relação com a Secretaria de Turismo e Lazer de Pernambuco no período em que Daniel Coelho (PSD), hoje candidato a deputado federal, assumiu a pasta, em janeiro de 2023. Vilar chefiou a comunicação da secretaria até outubro de 2025, tendo como subordinados Ambrosio, até maio de 2025, e Anna Tenório, esposa de Malafaia, até agosto do mesmo ano, mês em que ela se transferiu para a Casa Civil, onde permanece. Em novembro de 2025, foi o marido dela que ganhou um cargo comissionado na pasta, de onde só saiu para integrar a campanha de Raquel.
Malafaia é um dos assessores mais próximos da governadora. Em 20 de agosto, por exemplo, a assessoria dela divulgou fotos e vídeos captados por ele durante uma caminhada em Paulista, no Grande Recife. Na última segunda-feira (31), dia seguinte à divulgação dos panfletos apócrifos, ele fez a cobertura de vídeo de uma sabatina com a participação dela.
Malafaia, Vilar e Ambrosio foram listados em uma notícia-crime na Justiça Eleitoral depois que os panfletos apócrifos vieram à tona, no domingo (30). O Bastidor.PE foi o primeiro site a publicar fotos do material, às 11h02, usando como capa da postagem um cartaz com o texto “Ela matou o marido para ganhar a eleição”. Apesar disso, nenhum exemplar desse material foi achado nas ruas por autoridades ou populares. No dia seguinte, postagem assinada por Fillipe Vilar apontou a localização de vários folhetos, exceto a do que mais repercutiu, embora a própria governadora o tenha usado em um vídeo sobre o tema.
Por se tratar de uma notícia-crime, a peça jurídica que está em poder da Justiça Eleitoral não tem caráter acusatório, mas elenca o videomaker de Raquel e os outros idealizadores do Bastidor.PE como peças-chave para que a polícia identifique a localização do cartaz que mais gerou comoção em torno da governadora, já que o próprio site indica que recebeu fotos e se prontificou a registrar outros flagrantes em ruas do Bairro do Recife.
Fim da escala 6×1: CCJ do Senado aprova a proposta, mas análise no plenário é incerta
A votação foi simbólica, em que os votos não são contados nominalmente. Os senadores Rogério Marinho (PL-RN), Jaime Bagattoli (PL-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Tereza Cristina (PP-MS) pediram para que fosse registrado que votaram contra a proposta, todos em meio de mandato como senadores. As informações são do g1.
Durante a votação na CCJ, o líder do MDB, Eduardo Braga (MDB-AM), anunciou que vai apresentar uma PEC paralela à 6×1 para mitigar possíveis impactos econômicos da mudança de jornada. O movimento do parlamentar fez o senador Rogério Marinho, líder da oposição, retirar dois destaques ao texto, o que faria a comissão analisar dois trechos da proposta de forma separada.
“…Garantindo que este Congresso e que esta CCJ possa, por exemplo, tratar do trabalho presencial e do funcionamento contínuo, como no comércio, na gastronomia, na logística, na saúde e nos serviços. E a transição pura exige mais contratações, o que pode elevar, sem dúvida, o custo da folha de pagamento”, disse Braga.
“Para viabilizar essas mudanças, nós podemos implementar, através de uma PEC autônoma, a transição gradual, a implementação escalada, a descentralização por negociação, sim, coletiva — como aconteceu, inclusive, no Chile, país citado aqui neste debate —, a ampliação do banco de horas e compensação anual, a modernização do trabalho parcial e por turnos, desoneração da folha de pagamentos”, continuou o senador.
Apesar do pedido, ainda não há previsão de quando a PEC será pautada no plenário. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não deu garantias aos senadores de votar ainda nesta quarta-feira, como é o desejo de aliados do governo.
O relatório do senador Omar Aziz (PSD-MA) manteve o texto aprovado anteriormente pela Câmara dos Deputados como uma estratégia para agilizar a aprovação final.
Isso porque caso o parecer de Aziz seja aprovado pelo plenário do Senado, o texto não precisará retornar para a Câmara, já que não terá sofrido modificações. Dessa forma, poderá ser promulgado pelo Congresso.
O fim da escala de trabalho 6×1 é uma defesa do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Aziz é aliado do petista e candidato ao governo do Amazonas.
Aziz rejeitou todas as mudanças pedidas por senadores, incluindo o retorno das 44 horas semanais, defendido por integrantes da bancada do PL.
01 setembro 2026
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Raquel Lyra diz ser alvo de tentativa de responsabilização por cartazes apócrifos: “Impressionante o nível de crueldade”
“Não posso atribuir nada a ninguém. Eu pedi investigações pela polícia, que é quem tem a competência de fazer. Não posso ser irresponsável. Agora, o que eu tô vendo circular, lamentavelmente, é de que vão tentar imputar a mim. Já estão fazendo isso. É impressionante o nível de crueldade que se pode fazer”, afirmou.
Questionada sobre o que estaria sendo atribuído a ela, a governadora respondeu: “Dizer que fui eu que criei.” Durante a entrevista, a jornalista perguntou se a suposta autoria teria o objetivo de “gerar um clima na campanha”. Em seguida, Raquel afirmou: “Eu sei lá. Me desculpa falar assim, né? Mas é algo tão absurdo para mim que eu não consigo nem raciocinar direito sobre isso.”
A governadora rejeitou a possibilidade de que tenha tentado transformar o caso em um fato político durante a campanha, dizendo que não teria interesse em provocar tal situação.
“Lamentável o que aconteceu. Isso é repugnante, me dá nojo. A gente precisa seguir. É mais um episódio de violência política e estão querendo, de novo, achar que eu posso querer talvez um fato político com isso. É algo abominável. Se não sou eu, o povo de Pernambuco me conhece. É só uma alma muito doente que pode pensar assim. Por eles, eu vou rezar”, declarou.
Posição de adversários
A candidata também foi questionada sobre possíveis suspeitas que associaram o episódio ao candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB). A governadora afirmou que não apontará responsáveis antes da investigação.
“Não posso atribuir nada a ninguém. Eu pedi investigações pela polícia, que é quem tem a competência de fazer. Não posso ser irresponsável”, declarou.
Ao comentar as manifestações de solidariedade, entre elas a do ex-prefeito do Recife, a gestora agradeceu os gestos, e disse não querer que seus familiares sejam envolvidos na disputa.
“Eu agradeço a solidariedade de quem se manifestou, mas o que eu não quero é que meus filhos e meu marido sejam o debate dessa campanha”.
Raquel critica violência política
Raquel afirmou ainda que o episódio representa uma forma de violência que não deve ser utilizada contra adversários políticos. Ao comentar as manifestações de solidariedade recebidas após a circulação dos cartazes, disse que agradece o apoio, mas reforçou que espera a identificação dos responsáveis.
A governadora também fez referência às suspeitas levantadas contra integrantes de sua campanha em outro episódio de ataques políticos. Segundo ela, seus advogados apresentaram uma interpelação para que as acusações sejam comprovadas.
“Eu jamais fomentaria qualquer tipo de ação desta natureza. Eu sempre fiz campanha limpa e transparente, como eu faço o governo, no chão com as pessoas, ouvindo, trabalhando, entregando. Essa não sou eu”, afirmou.
Teresa Leitão reconhece impacto eleitoral de votação do fim da escala 6×1
A campanha do petista afirma que o senador “veiculou diversas afirmações falsas e gravemente descontextualizadas acerca de fatos diretamente relacionados ao processo eleitoral e à candidatura” de Lula. As informações são do jornal O GLOBO.
A equipe jurídica de Lula contesta oito falas do adversário — entre elas, uma na qual o senador fluminense atribui a responsabilidade pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao petista, que não teria encaminhado nenhum representante para tratar do tema com o governo dos EUA. A campanha do postulante à reeleição sustenta que existiu “atuação efetiva” do Planalto para negociar com a gestão de Donald Trump, liderada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.
Outra declaração contestada é uma na qual o senador afirmou que o salário mínimo teria perdido poder de compra. A equipe jurídica de Lula argumenta que o governo federal aplicou correção acima da inflação ao longo do mandato.
Outras seis declarações de Flávio Bolsonaro são alvo do PT. Elas envolvem afirmações de que o Pix foi desenvolvido no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e que não seria taxado por determinação dele, além de outras sobre a trama golpista e o 8 de Janeiro. Também são contestadas falar do senador sobre urnas eletrônicas, o miliciano Adriano da Nóbrega e as relações com Daniel Vorcaro e o financiamento do filme Dark Horse pelo dono do Banco Master.
Lula aciona TSE por supostos ‘fatos descontextualizados e inverídicos’ ditos por Flávio Bolsonaro em entrevista à Globo
A campanha do petista afirma que o senador “veiculou diversas afirmações falsas e gravemente descontextualizadas acerca de fatos diretamente relacionados ao processo eleitoral e à candidatura” de Lula. As informações são do jornal O GLOBO.
A equipe jurídica de Lula contesta oito falas do adversário — entre elas, uma na qual o senador fluminense atribui a responsabilidade pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao petista, que não teria encaminhado nenhum representante para tratar do tema com o governo dos EUA. A campanha do postulante à reeleição sustenta que existiu “atuação efetiva” do Planalto para negociar com a gestão de Donald Trump, liderada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.
Outra declaração contestada é uma na qual o senador afirmou que o salário mínimo teria perdido poder de compra. A equipe jurídica de Lula argumenta que o governo federal aplicou correção acima da inflação ao longo do mandato.
Outras seis declarações de Flávio Bolsonaro são alvo do PT. Elas envolvem afirmações de que o Pix foi desenvolvido no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e que não seria taxado por determinação dele, além de outras sobre a trama golpista e o 8 de Janeiro. Também são contestadas falar do senador sobre urnas eletrônicas, o miliciano Adriano da Nóbrega e as relações com Daniel Vorcaro e o financiamento do filme Dark Horse pelo dono do Banco Master.
Defesa de Bolsonaro pede a Moraes retorno de ex-assessores à equipe
O pleito envolve Sérgio Rocha Cordeiro e Max Guilherme Machado de Moura. Os advogados pedem que os dois sejam incluídos novamente na relação de servidores autorizados a exercer atividades de rotina na casa do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. As informações são da CNN.
Sérgio e Max atuaram como assessores durante o governo Bolsonaro e permaneceram na equipe de apoio ao ex-presidente após o fim do mandato. Foram afastados da função em 2023, quando começaram a ser investigados por suposta inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde. Os dois chegaram a ficar presos preventivamente por cerca de quatro meses naquele ano, mas as prisões foram revogadas.
Em junho deste ano, o MPF (Ministério Público Federal) pediu o arquivamento da investigação contra a dupla, sob o argumento de que não havia elementos mínimos que indicassem participação deles nos fatos apurados. Com base nesse parecer, a defesa sustenta, na petição enviada ao STF, que também não ficou demonstrado que Sérgio e Max tenham agido de forma dolosa nas supostas irregularidades.
Os advogados então argumentam que os dois devem ser reincorporados à equipe de assessoramento de Bolsonaro, respeitadas as medidas cautelares ainda em vigor.