“Não posso atribuir nada a ninguém. Eu pedi investigações pela polícia, que é quem tem a competência de fazer. Não posso ser irresponsável. Agora, o que eu tô vendo circular, lamentavelmente, é de que vão tentar imputar a mim. Já estão fazendo isso. É impressionante o nível de crueldade que se pode fazer”, afirmou.
Questionada sobre o que estaria sendo atribuído a ela, a governadora respondeu: “Dizer que fui eu que criei.” Durante a entrevista, a jornalista perguntou se a suposta autoria teria o objetivo de “gerar um clima na campanha”. Em seguida, Raquel afirmou: “Eu sei lá. Me desculpa falar assim, né? Mas é algo tão absurdo para mim que eu não consigo nem raciocinar direito sobre isso.”
A governadora rejeitou a possibilidade de que tenha tentado transformar o caso em um fato político durante a campanha, dizendo que não teria interesse em provocar tal situação.
“Lamentável o que aconteceu. Isso é repugnante, me dá nojo. A gente precisa seguir. É mais um episódio de violência política e estão querendo, de novo, achar que eu posso querer talvez um fato político com isso. É algo abominável. Se não sou eu, o povo de Pernambuco me conhece. É só uma alma muito doente que pode pensar assim. Por eles, eu vou rezar”, declarou.
Posição de adversários
A candidata também foi questionada sobre possíveis suspeitas que associaram o episódio ao candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB). A governadora afirmou que não apontará responsáveis antes da investigação.
“Não posso atribuir nada a ninguém. Eu pedi investigações pela polícia, que é quem tem a competência de fazer. Não posso ser irresponsável”, declarou.
Ao comentar as manifestações de solidariedade, entre elas a do ex-prefeito do Recife, a gestora agradeceu os gestos, e disse não querer que seus familiares sejam envolvidos na disputa.
“Eu agradeço a solidariedade de quem se manifestou, mas o que eu não quero é que meus filhos e meu marido sejam o debate dessa campanha”.
Raquel critica violência política
Raquel afirmou ainda que o episódio representa uma forma de violência que não deve ser utilizada contra adversários políticos. Ao comentar as manifestações de solidariedade recebidas após a circulação dos cartazes, disse que agradece o apoio, mas reforçou que espera a identificação dos responsáveis.
A governadora também fez referência às suspeitas levantadas contra integrantes de sua campanha em outro episódio de ataques políticos. Segundo ela, seus advogados apresentaram uma interpelação para que as acusações sejam comprovadas.
“Eu jamais fomentaria qualquer tipo de ação desta natureza. Eu sempre fiz campanha limpa e transparente, como eu faço o governo, no chão com as pessoas, ouvindo, trabalhando, entregando. Essa não sou eu”, afirmou.