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21 abril 2024

Malafaia chama Moraes de ditador, pede renúncia de comandantes das Forças e diz que Pacheco é frouxo

 

Na manifestação em Copacabana neste domingo (21), o pastor Silas Malafaia, um dos organizadores do ato em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), adotou uma retórica agressiva contra autoridades da República, referindo-se ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes como um “ditador com modus operandi” e descrevendo o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), como “frouxo, covarde e omisso”.

Durante seu pronunciamento, Malafaia afirmou que os demais ministros do Supremo não estão alinhados com as decisões de Moraes e instou os líderes das Forças Armadas a renunciarem aos seus postos até que uma investigação sobre o STF seja conduzida pelo Senado. No entanto, apesar das declarações do religioso, as decisões de Moraes tendem a ser confirmadas pelo plenário da Suprema Corte. As informações são do Estadão.

“Há dois anos, chamo Alexandre de Moraes de ditador da toga. Alexandre de Moraes, quem te colocou como censor da democracia? Quem é você para definir o que um brasileiro pode falar? Todo ditador tem um modus operandi: prende alguns para colocar medo em outros, para que ninguém o confronte”, afirmou Malafaia, acrescentando que o ministro do STF instituiu o “crime de opinião” no País e censurou parlamentares bolsonaristas.

Antes do ato em Copacabana, Malafaia já havia avisado que seu alvo principal seria Moraes. “Meu negócio não é STF, meu negócio é Alexandre de Moraes”, disse ao Estadão. “Vamos mostrar através de fatos o que está acontecendo nesse País.”

“Meu negócio é Moraes”, diz Malafaia

 

O pastor Silas Malafaia, um dos organizadores da manifestação convocada por Jair Bolsonaro, neste domingo (21), disse que seu foco no ato é o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

“Meu negócio não é o STF, meu negócio é Alexandre de Moraes. Vamos mostrar através de fatos o que está acontecendo nesse país”, afirmou Malafaia ao Estadão antes de ato em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Malafaia tem dito que não teme ser preso por determinação de Moraes e que até preparou vídeos para soltar nas redes, caso ocorra essa decisão.

Aliado de Bolsonaro, o pastor também participou do ato anterior, realizado em 25 de março na Avenida Paulista, em São Paulo. Na ocasião, ele criticou as decisões do STF e em especial do ministro Alexandre de Moraes. 

“Se o pessoal acha que eu fui veemente na minha fala no dia 25 de março, na Paulista, eu vou fazer uma comparação. A minha fala no dia 25 de março foi água com açúcar em relação ao que eu vou falar no dia 21 de abril”, afirmou na quinta-feira.

Brasília chega aos 64 anos como guardiã da democracia

 

Ao completar 64 anos neste domingo, Brasília sedia o esforço de se garantir a ordem democrática no país. Se em 1964 a capital federal foi palco de um golpe militar que apeou um presidente eleito pelo voto popular, a cidade erguida por Juscelino Kubitschek chega à data de aniversário comprometida em afastar quaisquer riscos de nova ruptura institucional. Isso porque, ao contrário do que se poderia pensar, as forças desestabilizadoras de tudo que Brasília representa ainda se fazem presentes.

Os sinais do 8 de janeiro de 2023 seguem na Esplanada dos Ministérios, tomada naquele dia por vândalos bolsonaristas que destruíram as sedes dos Três Poderes, espalharam faixas pregando a intervenção militar e que tentaram, na prática, instaurar um golpe no país. A principal via da capital, passados 15 meses daquela invasão bárbara, virou permanente razão de preocupação e dificilmente voltará a ser o mesmo espaço de manifestações. As restrições estão impostas, a circulação limitada e os acessos à praça e aos prédios vigiados de perto.

Os ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao Palácio do Planalto e ao Congresso Nacional mudaram não só os paradigmas e os protocolos de segurança, como revelaram ao país que há hoje uma massa de brasileiros disposta a lançar mão de recursos violentos para se manifestar politicamente, alimentada pela extrema direita. Mais do que isso — como revelam inquéritos em curso no Supremo Tribunal Federal —, os ímpetos golpistas guardam uma suspeita de proximidade com o governo de Jair Bolsonaro.

Basta lembrar a famigerada reunião de 5 de julho de 2022, quando o chefe do Poder Executivo inflamava seus ministros para atacar publicamente o sistema eleitoral. Muita coisa mudou depois do 8 de janeiro, a começar pela reação dos Poderes constituídos. Golpistas foram presos e respondem a processo. Os prédios e as obras de arte destruídos foram restaurados. Memoriais e solenidades em lembrança à data, para que nunca mais aconteça, foram programados. A associação ao golpe de 1964 foi estabelecida e o ministro da Defesa, José Múcio, e os três comandantes militares falam do tema sem meias-palavras.

“Esse 8 de Janeiro foi um divisor de água. Você não teve uma declaração de nenhum general e de nenhum militar com relação ao 8 de janeiro. Se nós debitamos o golpe de 1964 às Forças Armadas, nós creditamos não ter havido um golpe em 2022 às Forças Armadas. Nós podemos ter tido jogadores indisciplinados num time disciplinado. Os jogadores indisciplinados foram detectados agora. Nós queremos que eles sejam punidos, porque nós não queremos ficar com a pecha da suspeição”, disse Múcio, em audiência pública na quarta-feira, no Congresso.

Escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como interventor na Secretaria de Segurança Pública, no 8 de janeiro, o então secretário executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli, adotou medidas duras para conter a crise anunciada. Uma delas foi trocar o comando da Polícia Militar — até hoje, oficiais de alta patente da corporação seguem presos. Ao Correio, Cappelli diz estar convicto de não haver chance de um episódio como aquele voltar a se repetir. “A lição que fica do dia 8 de janeiro é que é preciso ter autoridade, ter comando. O que faltou foi isso, o que não houve naquele dia.

O então secretário de Segurança Pública, Anderson Torres, escolhido pelo governador, estava nos Estados Unidos, num dia como aquele”, disse Cappelli. A defesa de Torres, que teve à época sua prisão preventiva decretada, negou envolvimento e afirmou lamentar “profundamente que fossem levantadas hipóteses absurdas de qualquer conivência minha com as barbáries que assistimos”, disse o ex-secretário à CPMI do Congresso.

Atualmente à frente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Cappelli considera impossível um retrocesso daquela magnitude em Brasília. “Não há hipótese do que aconteceu se repetir. Jamais vai ocorrer aquilo de novo porque ficou claro que as instituições deixaram um limite claro do que é manifestação democrática, própria da democracia e sempre muito bem-vinda, do que é depredação, vandalismo e tentativa de golpe. Ou seja, não há hipótese daquilo se repetir”, reafirmou.

Profissional que confrontou diretamente os invasores do 8/1, o policial legislativo Adilson Ferreira Paz coordenou a resistência à invasão da Câmara. Seus relatos impressionam. Conta que enfrentou um grupo de profissionais que sabiam exatamente o que estavam fazendo e preparados para aquela extensa destruição. No seu entendimento, o saldo desse levante golpista foi uma mudança na rotina profissional.

Ficou patente a necessidade de as forças de segurança melhorarem a comunicação e investirem no serviço de inteligência, a fim de detectar e impedir atos que provoquem distúrbios como o que ocorreu. “Sempre após qualquer evento crítico como esse, as instituições tendem a crescer. E não foi diferente conosco aqui do Depol (Departamento de Polícia Legislativa). A gente cresceu muito como instituição. Hoje, há uma comunicação mais efetiva com outras polícias, casos da Câmara, Senado e Polícia Militar. Isso para que não aconteçam mais eventos tão críticos como o 8 de janeiro”, afirmou Adilson Paz ao Correio.

Celebração no Senado

O Senado realiza amanhã, às 10h, sessão especial destinada a celebrar o 64º aniversário de Brasília, por iniciativa da senadora Leila Barros (PDT-DF) e do senador Izalci Lucas (PL-DF). No requerimento para a realização da sessão, Leila Barros destaca que Brasília, passados 64 anos de sua criação, é hoje uma das maiores metrópoles do país e Patrimônio da Humanidade. Izalci, por sua vez, destaca que a capital do Brasil foi o primeiro núcleo urbano construído no século XX a ser incluído na lista de bens de valor universal, recebendo o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, em 1987, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

‘Minuta do golpe’, Musk e Moraes: o que esperar dos discursos no ato pró-Bolsonaro no Rio

 

Do Estadão

Com o avanço das investigações da Polícia Federal (PF) sobre uma tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) convocou nova manifestação para este domingo (21), na Praia de Copacabana, no Rio. Como na edição anterior, em São Paulo, o evento busca reunir milhares de apoiadores para uma demonstração de apoio popular ao ex-mandatário, que é suspeito de envolvimento na trama golpista que culminou nos ataques de 8 de Janeiro.

O ato na Avenida Paulista, em fevereiro, foi marcado por um pedido de anistia de Bolsonaro para os presos do 8 de Janeiro e pela grande presença de bandeiras de Israel após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comparar as ações militares israelenses ao Holocausto. Desta vez, a manifestação é impulsionada pela campanha disseminada pelo bilionário Elon Musk contra o Supremo Tribunal Federal (STF), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o ministro Alexandre de Moraes.

O pastor Silas Malafaia, que participa da organização do ato, não esconde que o movimento deste domingo pretende capitalizar a discussão criada por Musk, que acusa Moraes de promover censura nas redes sociais. Em 2022, o bilionário comprou o Twitter (agora X) por US$ 44 bilhões. De lá para cá, a plataforma não só mudou de nome, como também alterou os seus termos de uso, dificultando o trabalho da Justiça brasileira.

Para Musk e aliados de Bolsonaro, as decisões de Moraes no âmbito do inquérito das milícias digitais têm atropelado os princípios do devido processo legal, restringindo a liberdade de expressão por meio da remoção de perfis em redes sociais. Para especialista ouvido pelo Estadão, o ministro do Supremo atravessou o limite em nome da democracia e por achar que as redes são risco.

“(Vamos repercutir) o que o Elon Musk denunciou e que, com todo o respeito, já venho fazendo faz dois anos, inclusive chamando o (ministro) Alexandre de Moraes de ‘ditador da toga’”, afirmou Malafaia, neste sábado (20), sobre os discursos do ato. Ele acrescentou que a minuta do golpe, documento encontrado pela PF que, em resumo, previa uma intervenção no Poder Judiciário para impedir a posse do presidente Lula, também será tema do evento.

Investigações policiais apontam que Bolsonaro não apenas tinha conhecimento da minuta, como também teria dado sugestões para a redação final do decreto de teor golpista. A estratégia dos bolsonaristas é dizer que a minuta golpista trata-se da “maior fake news da história do Brasil”. “Nós vamos destroçar essa conversa fiada”, disse o pastor sobre os apontamentos da polícia.

No ato de fevereiro, Bolsonaro buscou minimizar a existência do documento. “Golpe é tanque na rua, é arma, é conspiração. Nada disso foi feito no Brasil. Por que continuam me acusando de golpe? Porque tem uma minuta de decreto de estado de defesa. Golpe usando a Constituição? Deixo claro que estado de sítio começa com presidente convocando conselho da República. Isso foi feito? Não”, disse.

A manifestação bolsonarista deste domingo está prevista para começar às 10 horas. Ao todo, é esperada a presença de 60 parlamentares e pelo menos três governadores, incluindo o chefe do Executivo paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A previsão é a de que no máximo dez pessoas discursem, contando com Jair e Michelle Bolsonaro, Malafaia e os congressistas Magno Malta, Nikolas Ferreira e Gustavo Gayer.

A ex-primeira-dama Michelle, que em São Paulo falou ao público por 15 minutos, deve repetir o discurso e o tom religioso das declarações, ao lado do marido. Em um vídeo publicado na última sexta-feira (12) em seu perfil no Instagram, Michelle convidou para o ato no Rio dizendo que eles vão “mostrar para o mundo” que estão “posicionados em Deus”.

Pesquisa Ipec: 42% dos brasileiros acreditam que atuação do governo nas áreas de segurança e saúde é ruim ou péssima

 

Do O GLOBO

A baixa popularidade atual no governo de Luiz Inácio Lula da Silva é puxada, principalmente, pelas áreas da segurança pública e da saúde, que têm avaliação ruim ou péssima para 42% de entrevistados pela nova pesquisa Ipec, além da inflação e o combate ao desemprego. Os dados mostram que, dentre oito áreas da gestão petista, apenas a educação obteve mais avaliações positivas do que negativas.

Os novos resultados aferidos pelo Ipec se somam a uma maré ruim para o governo Lula em termos de aprovação popular. A pesquisa de março feita pelo instituto que sucedeu o Ibope mostrou que, pela primeira vez desde a posse do petista, a parcela dos brasileiros que aprovam a atual gestão (33%) equivale estatisticamente à dos que o reprovam (32%).

A segurança pública sofreu uma crise de imagem decorrente da fuga de dois presos (só recapturados após 51 dias) da Penitenciária Federal de Mossoró. A avaliação de 42% entre ruim ou péssima se repete para a atuação do governo na saúde, área comandada pela ministra Nísia Trindade — que enfrenta uma epidemia de dengue e é hoje o principal alvo do Centrão na Esplanada.

O melhor resultado foi a educação, que tem resultados considerados “bons” ou “ótimos” por 38% da população, contra 31% que os avaliam como “ruins” ou “péssimos”. São 28% os que classificam os esforços do Executivo federal nesse aspecto como “regulares”.

A área comandada pelo ministro Camilo Santana tem a seu favor o programa Pé-de-Meia, que dá incentivo financeiro a alunos matriculados no ensino médio e já se posta como uma das principais marcas do terceiro mandato de Lula na Presidência. O programa beneficia a população de baixa renda, justamente o grupo que melhor avalia a gestão da educação: entre quem vive com até um salário mínimo por mês, 50% aprovam os rumos do país na área, enquanto 25% reprovam.

Já a abordagem do governo frente ao aumento dos preços é “ruim” ou “péssima” para 46% dos entrevistados, o dobro do percentual dos que a consideram “boa” ou “ótima” (23%). Outros 28% disseram avaliar o desempenho do Executivo federal como “regular”.

Inflação é vilão n° 1

A despeito de a inflação oficial acumulada nos últimos 12 meses (de 3,93% até março) estar abaixo do teto da meta, a percepção de que serviços e produtos estão mais caros permeia todos os estratos da população. Dentre os mais ricos, que ganham acima de cinco salários mínimos por mês, 59% acham que o governo vai mal no controle da inflação. A taxa é menor entre os mais pobres (37%), mas mesmo nesse grupo a insatisfação também supera o percentual dos que veem um “bom” ou “ótimo” desempenho do governo.

Márcia Cavallari, CEO do Ipec, avalia que mesmo que os indicadores expressem que há melhora em relação ao fim do governo anterior de Jair Bolsonaro, os resultados até aqui não foram suficientes para atender às expectativas criadas nas eleições.

Visando interromper a série de quedas na popularidade, o presidente realizou no mês passado sua primeira reunião ministerial no ano para cobrar mais entregas e uma melhora na comunicação do governo. O Planalto lançou este mês uma campanha publicitária com o slogan “É bom pra todo mundo”, conforme havia antecipado o colunista Lauro Jardim. As peças dessa ofensiva de marketing furaram a fila da campanha com o mote “Fé no Brasil”, que estava sendo engendrada com foco no público evangélico.

“Comunicar não é a solução. A população tem que sentir no bolso que a situação está melhor. E, para mudar essa percepção, o efeito tem que ser longo e duradouro. Não é imediato”, avalia Cavallari.

O otimismo dos brasileiros em relação à economia do país, mostra o Ipec, já foi maior. Hoje, 40% das pessoas acham que a situação econômica estará melhor daqui a seis meses, enquanto 31% são pessimistas quanto a isso. Quando o mesmo questionamento foi feito em setembro do ano passado, 51% diziam acreditar na melhora, contra 27% que projetavam piora.

“As expectativas em relação à situação econômica do país são positivas, mas bem menores do que já foram. É necessário que essa expectativa se consolide para que possa haver uma reversão da tendência observada até aqui. A população precisa de resultados concretos perceptíveis no seu dia a dia”, diz a CEO do Ipec.

Os preços dos alimentos são, ao lado das contas de consumo, os que mais assustam a população. Para 79% dos entrevistados, o custo da comida aumentou nos últimos meses, enquanto 76% dizem que o valor da fatura da água, da luz ou do gás subiu. Também há percepção majoritária de que houve alta nos preços de combustíveis e aluguéis recentemente.

Essa percepção negativa em relação à trajetória dos preços surte efeitos práticos na hora de fazer a economia girar. Segundo o Ipec, 89% dos brasileiros dizem que agora pesquisam mais os preços antes de fazer compras, e 61% afirmam que adiaram planos mais caros nos últimos meses. Dois terços (69%) também declaram ter trocado produtos que costumavam comprar por outros mais baratos.

Eleitor “nem-nem” é crítico

A pesquisa mostra que a maioria dos eleitores que declaram ter votado nulo ou em branco no segundo turno da última eleição presidencial considera que a situação econômica do país está igual ou pior que há seis meses.

Nesse grupo, 41% avaliam que a economia andou de lado nos últimos seis meses, enquanto 37% acham que houve piora. Considerando a margem de erro, os dois grupos são estatisticamente equivalentes. Outros 19% acreditam que a economia melhorou no período.

Já lulistas e bolsonaristas divergem também nesse ponto. Para 66% dos que apoiaram Bolsonaro, a economia está pior, e 9% apontam melhora. Entre lulistas, as taxas praticamente se invertem: 10% admitem deterioração do quadro econômico, enquanto 60% dizem que a economia está melhor.

O Ipec entrevistou 2.000 eleitores de 129 municípios entre 4 e 8 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos, para um nível de confiança de 95%.

Evilásio Mateus sai na frente em Araripina com 48%

 

Se as eleições fossem hoje em Araripina, a capital do Araripe, a 682 km do Recife, o vice-prefeito Evilásio Mateus (UB) seria eleito facilmente. Segundo pesquisa do Instituto Opinião, com exclusividade para este blog, ele teria 48,8% dos votos. Em segundo lugar, mas bem distante, aparece a deputada Roberta Arraes (PP), com 17,8%. Tião do Gesso (Patriota) viria em seguida, com 13,3%. Edson de Maru, chefe de gabinete do prefeito Raimundo Pimentel, também filiado ao União Brasil e incluído no levantamento, foi citado por apenas 0,8% dos entrevistados.

Brancos e nulos somam 5,8% e indecisos chegam a 13,5%. Na espontânea, modelo pelo qual o entrevistado é forçado a lembrar o nome do seu candidato preferido sem o auxílio do disco contendo todos os nomes, Evilásio também lidera com 12,8%, Roberta Arraes tem apenas 1,5% e Tião do Gesso aparece com 1%. Neste modelo, brancos e nulos somam 3% e indecisos sobem para 66,6%.

No quesito rejeição, quem lidera é a deputada Roberta Arraes. Entre os entrevistados, 18% disseram que não votariam nela de jeito nenhum. Em seguida, aparece Edson de Maru, com 15,3%, Tião do Gesso dá a sequência, com 14,8% dos eleitores que não votariam nele de jeito nenhum. Já Evilásio é rejeitado por apenas 3,8%. Entre os entrevistados, 2,5% disseram que rejeitam todos e 45,6% afirmaram que não rejeitam nenhum.

O Instituto Opinião testou também o poder de influência do prefeito Raimundo Pimentel (UB), que ainda não definiu o seu candidato. Para 26,5% dos entrevistados, o apoio do prefeito influencia muito o voto, 16,5% disseram que aumentaria pouco a sua influência, 9% disseram que diminuiria e 40% disseram que não seriam influenciados.

GESTÃO

O Opinião também aferiu o grau de satisfação da população de Araripina com os três níveis de governo: federal, estadual e municipal. O Governo Lula é aprovado por 65,3% e desaprovado por 22,3%. Já o Governo Raquel tem apenas 42% de aprovação e 36,8% de desaprovação, enquanto a gestão do prefeito Raimundo Pimentel é aprovada 73,8% e desaprovada por apenas 18,8%.

O levantamento foi a campo entre os dias 15 e 16 de abril, sendo aplicados 400 questionários. O intervalo de confiança estimado é de 95,0% e a margem de erro máxima estimada é de 4,9 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.

A modalidade de pesquisa adotada envolveu a técnica de Survey, que consiste na aplicação de questionários estruturados e padronizados a uma amostra representativa do universo de investigação. A pesquisa está registrada sob o protocolo PE-03804/2024.

19 abril 2024

Alepe promove curso de capacitação das Câmaras Municipais no Sertão do Pajeú e de Itaparica

 

A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), em parceria com o Senado Federal e o Instituto Legislativo Brasileiro (ILB), oferecerá gratuitamente um curso de capacitação técnica com as câmaras municipais do estado. Dessa vez as regiões contempladas serão o Sertão do Pajeú e o Sertão de Itaparica, respectivamente. O primeiro evento acontecerá em Serra Talhada, nos dias 22 e 23, e o segundo ocorrerá em Floresta, nos dias 24 e 25 de abril.

O programa é coordenado pela Escola do Legislativo (Elepe) e funcionará no formato de minicursos e oficinas temáticas. As inscrições podem ser feitas por meio do link www.interlegis.leg.br e pelo telefone (61) 3303.3221. Mais informações podem ser obtidas também pela Escola do Legislativo (Elepe) (81) 3183.2469

Em Serra Talhada, as aulas acontecerão na Câmara Municipal, das das 9h às 12h e das 14h às 17h, no primeiro dia do evento. No segundo dia (23/04) as palestras serão das 14h às 17h. Já em Floresta, as aulas serão ministradas na Câmara de Vereadores, das 9h às 12h e das 14h às 17h, no primeiro dia (24/04), e das 9h às 13h no segundo dia (25/04).

O curso tem como objetivo fortalecer Legislativos e Executivos municipais por meio das capacitações técnicas, visando sempre maior eficiência na prestação dos serviços públicos. A meta, segundo os organizadores do evento, é capacitar as câmaras de vereadores e prefeituras do estado, contemplando as 12 regiões de Desenvolvimento (Agreste Central, Meridional, Setentrional; Matas Norte e Sul; Região Metropolitana; Sertões do Araripe, Central, Itaparica, Moxotó, Pajeú e São Francisco). 

O programa é voltado para vereadores e servidores municipais, porém o público em geral que tenha interesse nos temas da capacitação podem participar gratuitamente. A formação terá duas temáticas. Uma delas abordará sobre ‘Gestão Pública Sustentável’ e a outra a respeito do ‘Fortalecimento das Ouvidorias’.

Durante as aulas os participantes vão aprender os seguintes conteúdos: sustentabilidade: legislação, contexto e agenda 2030 (ONU); Contextualização dos Acórdãos do TCE; Plano de Logística Sustentável como Ferramenta de Gestão; Como Elaborar Plano de Logística Sustentável (PLs); Matriz de Referência para o Legislativo Municipal; Construção de Indicadores; Monitoramento de Dados; Boas prorrogado de gestão; Desafios e Oportunidades; Criação e Desenvolvimento de Ouvidorias

O curso será ministrado pela doutora em gestão para sustentabilidade do Senado/ILB, Danielle Abud e pelo ouvidor executivo da Alepe, Douglas Moreno. Para o superintendente da Escola do Legislativo, José Humberto, os cursos promovidos pela Alepe em parceria Senado Federal têm o objetivo de capacitar os servidores públicos para que possam atender da melhor maneira o cidadão e dar agilidade nos serviços prestados.

“Esperamos que os vereadores, os assessores legislativos e a população em geral possam aproveitar ao máximo o conhecimento ensinado e disseminar informações e adotar boas práticas no serviço público”, enfatizou José Humberto.

Eduardo da Fonte pede interferência do ministro da Justiça no enfrentamento à violência do futebol

 

O deputado federal Eduardo da Fonte (PP) solicitou diretamente o auxílio do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, no enfrentamento à violência nos estádios de futebol no Brasil e em Pernambuco, através do ofício 050/2024.  “É fundamental a interferência do ministro da Justiça em um tema tão importante na vida de todos os brasileiros. Quando a violência nos estádios mexe no direito de ir e vir do cidadão, é imprescindível a interferência, o acompanhamento e as providências do Ministério da Justiça”, argumentou. 

A seu ver, abordar a violência entre torcedores de futebol requer ações coordenadas de diferentes partes interessadas, diante da sua complexidade. “Não existe uma solução única e definitiva para esse caos no futebol. Um bom caminho é copiar o que deu certo em outros países, a exemplo do modelo inglês da liga dos campeões”, destacou.

O deputado ressaltou que as entidades responsáveis pela organização das competições, os clubes, as autoridades governamentais e os torcedores têm de atuar de forma coordenada, dentro de sua respectiva área de atuação. Com este objetivo, reuniu-se com os mais renomados jornalistas e cronistas da imprensa esportiva de Pernambuco na segunda (15).

Antes, no dia 4 deste mês, defendeu de maneira afirmativa a renúncia do presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Evandro Carvalho, no posto há quase 15 anos.

Conforme amplamente divulgado na imprensa, a atual gestão da FPF acumula escândalos e denúncias de corrupção. “A renúncia dele é a sobrevivência do futebol pernambucano”, reiterou.

De acordo com o deputado, o atual presidente da FPF transformou a federação em um cabide de emprego. “O escritório da sua esposa, Rosineide Castro Barros de Carvalho, advoga para a CBF e fica no mesmo prédio da federação, na Boa Vista. O filho é advogado da FPF. Essa gestão temerária é que provocou a falência do futebol pernambucano é o que cria a intolerância do torcedor”, frisou. “Vamos seguir avançando nessa luta, enquanto aguardamos o posicionamento firme do ministro da Justiça”, salientou.

MST fecha acesso à Petrolina


 Vídeo que circula em grupos de WhatsApp, na manhã de hoje, mostra uma senhora, identificada como Irmã Luzinete, em frente ao bloqueio armado por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, em Santa Maria da Boa Vista. Nas imagens, ela afirma que o bloqueio, que também se estende a outras cidades da região, é pela reabertura do Incra em Petrolina, fechado na época do Governo do ex-presidente Bolsonaro e não reaberto até o momento pela gestão Lula.

Por conta do protesto, nenhum morador consegue ir à Petrolina, o que gera transtorno para os moradores que precisam se dirigir ao município em busca de atendimento médico, inclusive cirúrgico, além de casos de pessoas que estavam com perícia agendada há 50 dias no INSS, e terminaram sendo impedidos de passar pelo bloqueio. Confira o vídeo com o registro.

Deputado articula reunião da governadora com pré-candidatos

 

O deputado estadual Romero Sales Filho promoveu reunião dos pré-candidatos a prefeito de Itapetim, Anderson Lopes (PSDB), e de Afogados da Ingazeira, Danilo Simões (PSD), com a governadora Raquel Lyra e o secretário da Casa Civil, Tulio Vilaça. O encontro aconteceu ontem, no Palácio do Campo das Princesas. As lideranças falaram sobre os desafios enfrentados nos dois municípios e os caminhos de mudança para melhorar a vida da população. Romero Filho destacou que a mudança em algumas gestões municipais é um caminho natural no processo de reconstrução que o Estado passando.

Polícia prende homem que tentou subornar secretário da Fazenda de Pernambuco

 


A Polícia Civil de Pernambuco prendeu em flagrante, nesta quinta-feira (18), um homem que ofereceu vantagem indevida em dinheiro ao secretário da Fazenda de Pernambuco, Wilson de Paula, configurando assim o crime de corrupção ativa.

A denúncia que levou a prisão do suspeito partiu do próprio secretário Wilson de Paula, que após receber, na tarde da última quarta-feira (17), em sua residência, uma caixa de cerveja contendo em seu interior um pacote com várias cédulas no valor total de R$ 49.996, comunicou o fato imediatamente ao secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, pedindo apuração rigorosa.
 
A Gestão Raquel Lyra condena e não vai tolerar nenhuma tentativa de atos de corrupção contra qualquer integrante do governo.
 
O homem já está à disposição da Justiça, onde passará por audiência de custódia.

Araripina: Mototaxistas envolvidos no caso do 99 Moto dizem que estão abertos ao diálogo para resolver o conflito


Um incidente envolvendo mototaxistas e um motorista de aplicativo de entregas e transporte de passageiros causou revolta na cidade de Araripina. O trabalhador foi coagido publicamente a remover sua camisa com a marca do aplicativo que representa seu meio de sustento, em um vexame que foi filmado e compartilhado nas redes sociais, dividindo opiniões.

O conflito ocorreu quando o motorista, vestindo uma camisa com o número “99”, foi abordado por mototaxistas, que alegaram que o uso do colete poderia prejudicar a classe dos mototaxistas da cidade. O vice-presidente da Associação dos Mototaxistas, Juicinaldo Lopes, gravou o vídeo e afirmou que a situação foi resolvida de forma pacífica, mas a polêmica persiste.

Em uma entrevista no programa Roto 903 com Fredson Paiva, na Rádio Arari FM, os mototaxistas envolvidos garantiram que não houve agressões e que estão abertos ao diálogo para resolver o conflito. No entanto, a situação gera indignação na população e levanta questões sobre a regulamentação do transporte de passageiros na cidade.

A Prefeitura de Araripina é a responsável pela fiscalização e regulamentação do transporte de passageiros na cidade, e os envolvidos pedem uma intervenção das autoridades para esclarecer a situação e garantir segurança e respeito a todos os trabalhadores envolvidos no setor de transporte urbano.

Por enquanto, o incidente ainda não foi encaminhado para investigação da promotoria, mas a expectativa é que as autoridades competentes analisem o caso e promovam uma solução que respeite os direitos e a integridade dos trabalhadores envolvidos. O episódio serve como alerta sobre a importância do diálogo e do respeito mútuo entre os diferentes prestadores de serviços de transporte na cidade.