PREFEITURA DE TRINDADE

PREFEITURA DE ARARIPIINA

ATELTELECOM

22 outubro 2018

Policial preso em flagrante por matar homem no Recife é solto após audiência de custódia

PM teve liberdade provisória concedida, nesta segunda-feira (22), por ter atirado 'para se defender'. Crime ocorreu no retorno de um piquenique, no bairro dos Torrões, Zona Oeste da cidade.

Audiência ocorreu no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, no Centro do Recife — Foto: Reprodução/TV Globo
Audiência ocorreu no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, no Centro do Recife — Foto: Reprodução/TV Globo
policial militar preso em flagrante por matar um homem e balear outro no bairro dos Torrões, no Recife, foi solto após audiência de custódia realizada no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, no Centro do Recife, na tarde desta segunda-feira (22).
O crime ocorreu após um desentendimento entre o PM e a vítima morta a tiros, no retorno de um piquenique. O policial vai responder ao processo em liberdade.
O crime ocorreu no domingo (21) e, de acordo com o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o servidor teve a liberdade provisória concedida com a aplicação de penas alternativas.
Entre os motivos para a soltura do homem, segundo o TJPE, está o fato de que ele "foi cercado por vários populares, realizou tiro de advertência para, em seguida, efetuar dois disparos para, aparentemente, se defender." O tribunal considerou, então, que a "gravidade abstrata do crime não é motivo suficiente para decretação preventiva" da prisão.
O TJPE também considerou o fato de que o PM não esboçou reação de fuga no momento da chegada da PM e acionou, ele mesmo, uma equipe da polícia pelo 190, que o encaminhou até o Hospital da corporação, no Derby, na área central do Recife. O soldado foi levado, em seguida, ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na Zona Oeste, onde foi autuado.
Entre as medidas cautelares aplicadas ao policial está a de comparecer bimestralmente ao tribunal para justificar suas atividades, não frequentar bares e as proximidades de onde ocorreu o crime, não se ausentar da cidade onde mora e não manter contato com a vítima sobrevivente ou com os parentes do homem assassinado.
Corpo da vítima foi levado ao Instituto de Medicina Legal do Recife — Foto: Aldo Carneiro/ Pernambuco PressCorpo da vítima foi levado ao Instituto de Medicina Legal do Recife — Foto: Aldo Carneiro/ Pernambuco PressCorpo da vítima foi levado ao Instituto de Medicina Legal do Recife — Foto: Aldo Carneiro/ Pernambuco Press

'Já adverti o garoto', diz Bolsonaro sobre filho ter falado em fechar STF

Nos bastidores da campanha, a ordem é não comentar a declaração do decano do STF, que classificou de 'inconsequente e golpista' a fala de Eduardo
Candidato a presidência da república pelo PSL, Jair Bolsonaro
Candidato a presidência da república pelo PSL, Jair BolsonaroFoto: Mauro Pimentel / AFP
Em entrevista ao SBT nesta segunda-feira (22), o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) disse ter advertido seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), por declaração sobre fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF). "Eu já adverti o garoto, o meu filho, a responsabilidade é dele. Ele já se desculpou", disse, acrescentando que a declaração de Eduardofoi feita em julho.

Deputado federal com maior votação da história, Eduardo tem 34 anos e assumirá em fevereiro seu segundo mandato. Durante aula para um cursinho preparatório, em julho deste ano, ele disse que para fechar o STF bastaria um cabo e um soldado. "Ele aceitou responder uma pergunta que não tinha nem pé e nem cabeça e resolveu levar para o lado desse absurdo aí. Nós temos todo o respeito e consideração com os demais poderes e o Judiciário obviamente é importante", disse Jair.

Leia também:
Alexandre de Moraes: defesa de fechamento do STF é ‘absurdo atentado verbal’
Toffoli deve se pronunciar pelo STF sobre declaração de Bolsonaro
Fala sobre fechar STF 'não é motivo para alarde', diz filho de Bolsonaro
FHC diz que declaração de filho de Bolsonaro sobre o STF 'cheira a fascismo'
Após fala de Eduardo Bolsonaro sobre fechar STF, Rosa Weber diz que juízes 'não devem se abalar'
presidenciável disse ter sido "pesado" com o filho ao dizer, no domingo (21), que quem fala em fechar o STF deve ir ao psiquiatra. "No que depender de nós isso é uma página virada", acrescentou. O candidato do PSL evitou responder a pergunta sobre declaração do decano do STF, ministro Celso de Mello. Ele classificou de 'inconsequente e golpista' a fala de Eduardo.

"Wadih Damous falou de forma bastante consciente em fechar o Supremo e não teve essa repercussão toda". O candidato se refere a uma fala do deputado federal do PT feita em abril deste ano. Na ocasião, o petista gravou um vídeo criticando especialmente o ministro Luís Roberto Barroso, que deu o voto mais contundente a favor da prisão de condenados em segunda instância. O julgamento teve impacto no caso do ex-presidente Lula (PT), que teve um habeas corpus preventivo negado pela corte. Damous é advogado e ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio.

Nos bastidores da campanha, a ordem é não comentar a declaração do decano do STF. Aliados de Bolsonaro vão minimizar a fala, dizer que o presidenciável já se manifestou sobre o caso e vão lembrar a fala de Damous. Anunciado ministro da Casa Civil de eventual governo do PSL, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) evitou comentar a declaração de Celso de Mello.

Empresa é responsável por impedir assalto em escola no Amapá

A empresa Ativa System, que faz a vigilância monitorada da Escola Estadual Maria Cavalcante, localizada no Bairro Brasil Novo, zona norte de Macapá, no Amapá, conseguiu identificar e capturar dois dos suspeitos de uma onda de furtos dentro da instituição de ensino. A empresa integra o Grupo Ferreira Souza, comandando pelo empreendedor social Antonio Souza. “Acredito que todo empreendedor tem que ter à frente da sua ação o compromisso social. E é isso que procuro disseminar nas empresas do grupo. Nosso objetivo primeiro é melhorar a vida das pessoas”, pontuou Antônio.
A captura foi feita no início deste mês de outubro pelos patrulheiros da empresa, após a dupla ser identificada por meio do sistema de monitoramento novamente furtando sete ventiladores na escola. Em um registro feito pelas câmeras de vigilância da Ativa, é possível ver um dos infratores cometendo o delito em plena luz do dia.
Segundo moradores, os criminosos agiam sem se inibir e chegavam a vender os objetos subtraídos da escola de porta em porta. De acordo com informações da Secretaria de Estado da Educação (Seed), os ventiladores serão repostos pelo seguro da empresa Ativa System, que realiza o trabalho de segurança. Os infratores foram identificados. Um deles é Vitor Mendes Lima Gonçalves, 19 anos; e o outro, um adolescente de 17 anos. Ambos foram apresentados ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública do Pacoval (Ciosp).

Haddad defende substituição de lixões por aterros sanitários

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, se encontrou, hoje, com catadores de material reciclável em uma cooperativa na zona oeste de São Paulo. Ele defendeu a substituição de lixões por aterros sanitários e investimento em práticas de reaproveitamento de materiais recicláveis.
Uma lei de 2010 determinou que até 2014 todas as cidades deveriam substituir lixões por aterros sanitários, mas a maioria ainda mantém depósitos de lixo sem qualquer tratamento. Além disso, em todo o país somente 4% do lixo é reciclado.
Haddad citou que, quando foi prefeito de São Paulo, de 2013 a 2016, incentivou cooperativas para coleta de materiais recicláveis.
"Nós entendemos que essa política, se somar tecnologia com a disposição dessa força de trabalho para reciclagem, vamos poder acabar com os lixões no Brasil que ainda são um problema muito grande. Nem toda cidade está conseguindo cumprir a lei que prevê a instalação de aterros sanitários", afirmou o candidato.
Ele disse que pretende investir em equipamentos e tecnologia para reciclagem. "Somos contra a incineração. Entendemos que a economia circular é o caminho para reaproveitamento desse material sustentável do ponto de vista ecológico. Vamos expandir a experiência de São Paulo, que é uma das mais exitosas, para todo país. Inclusive com estímulos federais para a aquisição desses novos equipamentos", disse Haddad.

New York Times diz que Bolsonaro é escolha triste para democracia

O jornal americano "New York Times" destacou em editorial que a ascensão do candidato Jair Bolsonaro (PSL) na disputa pela Presidência do Brasil configura "um dia triste para a democracia". No texto, publicado neste domingo, o diário lamenta que "a desordem e o desapontamento" distraiam os eleitores e os "façam abrir as portas para populistas ofensivos, cruéis e teimosos". Na visão da publicação, o "tempestuoso" militar brasileiro tem "visões repulsivas" e, ainda assim, deve sair vencedor contra Fernando Haddad. O petista, diz o "NYT", "falhou em superar a associação de seu partido com a corrupção e a má gestão" na campanha, apesar da popularidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, barrado pela Ficha Limpa.
O texto, intitulado "A Escolha Triste do Brasil", começa com a descrição de episódios polêmicos da carreira do deputado Bolsonaro. O diário americano lembrou, por exemplo, de quando o parlamentar disse preferir ver um filho morto a um filho gay e de quando ele criticou o peso e a preguiça de quilombolas. A publicação ainda cita a "nostalgia" do militar por "generais e torturadores" que comandaram o país no passado. Mesmo com esse pano de fundo, ressalta o "NYT", as opiniões "grosseiras" do candidato são interpretadas como franqueza, a "carreira obscura" como congressista vira "promessa de outsider" e a proposta de "mão de ferro" é vista como esperança para a crise da segurança pública.
"Soa familiar? Ele é o mais recente da longa lista de populistas que surfaram na onda do descontentamento, da frustração e do desespero até o posto mais alto do governo em cada um de seus países. Não surpreende que ele seja descrito como o Donald Trump brasileiro", lê-se no editorial do jornal, que se opôs à candidatura do agora presidente americano em 2016.
Em setembro, a tradicional revista britânica "The Economist" publicou uma edição em cuja capa classificava Bolsonaro como " a última ameaça da América Latina ". Para a publicação, a eleição do militar seria "adição particularmente desagradável ao clube" de populistas, formado ainda pelo americano Trump, pelo filipino Rodrigo Duterte e pelo mexicano López Obrador.
'Desespero pela mudança'
O "News York Times" avalia que a ligação de petistas com esquemas corruptos alimentou um espírito de "tudo menos o PT" no eleitor. Com a pior recessão da História, as revelações da Operação Lava-Jato, a prisão de Lula, o impeachment de Dilma Rousseff, a investigação do presidente Michel Temer, a escalada de crimes violentos, os brasileiros entraram em "desespero pela mudança", segundo o jornal.
No dia seguinte ao primeiro turno, o "NYT" já havia destacado que a divisão política no país favoreceu a ascensão de Bolsonaro. Os partidos tradicionais estariam associados à corrupção, e o militar teria encarnado a raiva e o desejo de desmantelar o status quo. Um texto de opinião publicado no mesmo jornal em julho destacou que o candidato coloca risco à democracia brasileira.
Alçado como resposta a este cenário, Bolsonaro é descrito como uma mistura de conservadorismo social e liberalismo econômico - embora "confesse ter entendimento superficial de economia", reforçou o diário, que vê no meio ambiente um dos principais perdedores com um eventual governo do militar. Preocupa o "NYT" que um governo do PSL arrisque a floresta Amazônica, retire proteções para abrir espaço ao agronegócio, interrompa a demarcação de terras indígenas e abandone o Acordo de Paris sobre a mudança climática. Tais medidas seriam defendidas "em um país que, até recentemente, era elogiado pela liderança na proteção do meio ambiente", segundo a publicação.
"A decisão é dos brasileiros. Mas é um dia triste para a democracia quando a desordem e o desapontamento levam eleitores à distração e abrem as portas para populistas ofensivos, cruéis e teimosos", escreve o "NYT" no editorial.

Fala de Eduardo Bolsonaro é golpista, diz Celso de Mello

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), classificou a afirmação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PLS-SP) é “inconsequente e golpista”. A uma semana do segundo turno, veio a público um vídeo gravado em julho no qual ele afirma que para fechar a Corte, basta “um soldado e um cabo”.
A declaração foi dada pelo deputado ao responder a uma pergunta sobre a possibilidade hipotética de o Supremo impedir que o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) assuma a presidência da República. “Aí já está caminhando para um estado de exceção. O STF vai ter que pagar para ver e aí vai ser ele contra nós. Se o STF quiser arguir qualquer coisa, sei lá, recebeu uma doação ilegal de R$ 100 do José da Silva, pô, impugna a candidatura dele. Não acho improvável, não, mas aí vai ter que pagar para ver. Será que vão ter essa força mesmo?”, questionou o filho do candidato.
“Cara se quiser fechar o STF, sabe o que você faz?”, continuou Eduardo. “Você não manda nem um jipe. Manda um soldado e um cabo. Não é querer desmerecer o saldado e o cabo, não”, afirmou. O deputado federal prosseguiu na resposta, desmerecendo a Suprema Corte. “O que é o STF? Tira o poder da caneta de um ministro do STF. Se prender um ministro do STF, você acha que vai ter uma manifestação popular a favor do ministro do STF?”.


Em declaração enviada ao jornal Folha de S. Paulo, Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal, afirmou que a declaração de Eduardo Bolsonaro “mostra bem o tipo de parlamentar cuja atuação no Congresso Nacional, mantida essa inaceitável visão autoritária, só comprometerá a integridade da ordem democrática e o respeito indeclinável que se deve ter pela supremacia da Constituição da República”. “Votações expressivas do eleitorado não legitimam investidas contra a ordem político-jurídica fundada no texto da Constituição”, prosseguiu o ministro.

Adutora do Agreste recebe primeiro repasse do ano

Após várias audiências realizadas no Ministério da Integração Nacional ao longo de 2018, em busca de novas liberações de recursos para a obra da Adutora do Agreste, a Companhia Pernambucana de Saneamento – Compesa recebeu a notícia, nesta sexta-feira, 19, da liberação de R$ 28,9 milhões para a continuidade do empreendimento. De acordo com o presidente da Compesa, Roberto Tavares, que esteve ontem em Brasília, esse será o primeiro repasse liberado neste ano pelo presidente Michel Temer para a obra, que estava ameaçada de paralisação pela ausência de verba nos últimos dez meses.
De acordo com Roberto Tavares, o governador Paulo Câmara estava bastante preocupado com a possibilidade da paralisação da obra da Adutora do Agreste, uma vez que se prenuncia mais um ano de seca na região. "Caso não chegasse o repasse, estaríamos anunciando na próxima semana a paralisação das obras. Agora, podemos nos concentrar em levar água do Rio São Francisco para a população do Agreste que tanto precisa", reforça. Tavares lembra ainda a atuação do deputado federal pernambucano Fernando Monteiro, que foi fundamental para a liberação desses recursos, levando as preocupações do governador Paulo Câmara para o Ministério da Integração.
Mesmo sem a conclusão da obra do Ramal do Agreste, por parte do Governo Federal, a Compesa está conseguindo distribuir água do Rio São Francisco por meio da Adutora do Moxotó. "Essa foi a solução que encontramos, a pedido do governador Paulo Câmara, para antecipar a funcionalidade da Adutora do Agreste, antes mesmo da conclusão do Ramal do Agreste, um dos braços do projeto da Transposição do Rio São Francisco para alimentar o Eixo Leste, que beneficiará 68 municípios pernambucanos", explica o presidente da Compesa, Roberto Tavares. Ele antecipa que a água do "Velho Chico" já chegou na cidade de Arcoverde, no Sertão, e nos próximos dias deve chegar em Pesqueira, no Agreste. Outras oito cidades da região também serão beneficiadas com a obra da Adutora do Moxotó, já interligada a Adutora do Agreste, contemplando 400 mil pessoas. Na sequência, as outras cidades que terão mais água nas torneiras são: Venturosa, Pedra, Alagoinha, Sanharó, Belo Jardim, Tacaimbó, São Bento do Una e São Caetano.
As obras da Adutora do Agreste começaram em 2013. No ano passado, o governo federal liberou R$ 194 milhões. Com a liberação desses 28,9 milhões, ainda faltam ser repassados R$ 413 milhões para finalizar a primeira etapa do empreendimento, que prevê o abastecimento de 23 municípios do Agreste, de um montante conveniado no valor de R$ 1,4 bilhão. A segunda etapa deverá beneficiar outros 45 municípios, mas ainda não há convênio formalizado entre o Governo de Pernambuco e Governo Federal.

Ministros do STF criticam filho de Bolsonaro

Ministros do Supremo criticam filho de Bolsonaro e dizem ver autoritarismo e despreparo.
Folha de S.Paulo - Coluna Painel
Por Daniela Lima

Se houve silêncio diante do público, nos bastidores do Supremo a gravação em que Eduardo Bolsonaro (PSL) diz que “um soldado e um cabo” bastam para fechar o STF causou forte alarido. Para ministros, o vídeo evidencia “autoritarismo e despreparo”. “Tribunais só são peças dispensáveis na ditadura”, afirmou um magistrado. “E o que temiam, aconteceu. Há investigação no TSE e eles vão ter que conviver com essa sombra.” Dias Toffoli, presidente da corte, está sob pressão para responder.
O filme que viralizou é o trecho de uma palestra de Eduardo a alunos de um cursinho para ingressar na PF, em julho. A polêmica fala foi feita durante resposta a um aluno que perguntou se ele descartava uma ação do STF para impedir a eleição do pai —e uma consequente reação das Forças Armadas.
Antes de falar em tom de galhofa sobre o hipotético fechamento do Supremo, Eduardo disse que não achava impossível que usassem uma doação irregular de “R$ 100 do José da Silva” para impugnar a candidatura de Bolsonaro.
O presidenciável agora é alvo de investigação pelo escândalo do WhatsApp, revelado pela Folha. É a esse caso que o ministro do Supremo ouvido pelo Painel se referiu como sombra.
Um outro magistrado do STF fez muitos comentários sobre o linguajar usado pelo filho de Bolsonaro ao longo da palestra. Com o evento em clima descontraído, Eduardo disse diversos palavrões.
No início da palestra, o filho de Bolsonaro falou sobre o ingresso na PF —ele é escrivão— e descreveu a rotina na corporação. Ele criticou quem não defende polícia letal. “Policial treinado para atirar na perna?”, ironizou. “Policiais morrem por medo de apertar o gatilho.”

Boulos: discurso de Bolsonaro empodera malucos

Discurso de Bolsonaro empodera todo tipo de maluco, critica Boulos
Foto: da revista Forum
Folha de S. Paulo - Por Painel
Por Daniela Lima

Uma oitava acima O discurso gravado por Jair Bolsonaro (PSL) para os eleitores que foram às ruas neste domingo (21), em SP, intrigou alguns opositores. Guilherme Boulos (PSOL) comentou que, mesmo em vantagem, o capitão reformado não baixa o tom.
Avisado “Ele deixou claro que opositor tem dois caminhos: sair do país ou ir preso”, disse Boulos. “Esse discurso empodera todo tipo de maluco.”

Bolsonaro agrada, mas também preocupa militares

Prestígio com Bolsonaro agrada, mas também preocupa cúpula militar
Oficiais generais temem que Forças Armadas virem vidraça ou sejam associadas a fracassos num eventual governo do capitão.
Foto: Brasil247
Folha de S. Paulo 
Por Igor Gielow
A folgada dianteira de Jair Bolsonaro (PSL) na disputa pela Presidência criou um dilema para a cúpula das Forças Armadas.
O prestígio dos militares num eventual governo do capitão reformado do Exército atingirá níveis inéditos desde a redemocratização de 1985, o que preocupa oficiais generais das três Forças ouvidos pela Folha, cientes de que essa militarização pode se voltar contra a instituição.
O risco identificado tem duas vertentes. Primeiro, as Forças Armadas vão virar vidraça, e iniciativas de Bolsonaro que possam remeter políticas da ditadura militar (1964-85) ou a sugestões polêmicas acabarão na conta da instituição automaticamente.
Discussões tópicas como aumento de salários serão vistas como favorecimento.
Visando criar salvaguarda, a Defesa negociou com Bolsonaro a manutenção da equipe que faz a interlocução do ministério com o Legislativo.
Assim, acredita, será possível marcar posições distintas das defendidas pela bancada governista, se necessário. A eventual inclusão de militares em uma reforma da Previdência seria alvo de tal lobby.
Outro ponto nevrálgico é a agenda da área de segurança pública que deverá ser apresentada ao Congresso se o deputado do PSL for eleito. Um general se diz preocupado com o que chama de generalização nas manifestações de Bolsonaro sobre o tema.
Na semana passada, por exemplo, o candidato defendeu a isenção de julgamento a PMs que matam em serviço.
O Exército demorou anos para emplacar a lei que transferiu da Justiça comum para a militar o julgamento de soldados que matam em ação nas operações de Garantia da Lei e da Ordem. A Força foi alvo de inúmeras críticas.
Para o general, além de incorreta juridicamente, a sugestão bolsonarista dá a entender à população que os militares querem carta branca para matar, e não o que consideram segurança jurídica.
Falas desastrosas, especialidade no campo bolsonarista, estão no radar.
Neste domingo (21), causou ruído a divulgação do vídeo de um dos filhos de Bolsonaro, o deputado reeleito Eduardo, dizendo que seria possível fechar o Supremo Tribunal Federal apenas com “um soldado e um cabo”.
Na semana passada, o Judiciário já havia sido alvo de um general eleito deputado. Colocações como a do vice de Bolsonaro, Hamilton Mourão (PRTB), sugerindo intervenção militar preocupam por serem bem recebidas especialmente nas camadas médias e baixas do meio militar.
O outro ângulo do risco é mais prosaico. O eventual fracasso de um governo associado aos quartéis poderá se refletir na boa imagem que as Forças têm junto à população.
Segundo o Datafolha mediu em junho, 78% dos brasileiros dizem confiar nelas, o maior índice entre dez instituições apresentadas.
A militarização de um governo Bolsonaro é uma de suas bandeiras. Além de ele mesmo, seu vice é um polêmico general de quatro estrelas que só deixou a ativa neste ano.
Além disso, já anunciou outro oficial do mesmo nível hierárquico, Augusto Heleno, como seu nome para o Ministério da Defesa. Outros três ou quatro generais deverão ocupar a Esplanada que o deputado promete reduzir das atuais 29 para 15 pastas.
A campanha conta com outros oficiais de alta patente, a começar por Heleno e Mourão, egressos do Alto Comando e com boa interlocução.
Outra ponte está estabelecida com o Judiciário. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, assumiu em setembro e levou para sua assessoria pessoal o general Fernando Azevedo e Silva, que tem ótimas relações com Mourão e Heleno.
Para críticos, a impressão é de interferência indevida. Já apoiadores veem no movimento uma linha direta para momentos turbulentos.
Se ponderam sobre essas questões, os militares ouvidos concordam que Bolsonaro é o candidato do meio.
Após 33 anos de recolhimento pós-ditadura, oficiais não escondem satisfação pela deferência pública.
É entusiasmado o apoio nos quartéis e, aos poucos, Bolsonaro foi abraçado nas cúpulas —há um ceticismo maior na Marinha e na Força Aérea, que temem protagonismo do Exército de onde ele saiu em 1988 para ser vereador no Rio.
O PT adotou programas de rearmamento, mas em 2015 a relação com a caserna desandou quando o então ministro da Defesa Jaques Wagner (PT-BA) retirou dos comandantes prerrogativas como promoções de oficiais generais.
Wagner recuou, mas o estrago foi feito, abrindo espaço para a ascensão de um Bolsonaro já em pré-campanha.
No Alto Comando do Exército, o centro de gravidade da Defesa no Brasil, o apoio acabou selado em 2017 com a incorporação de generais da reserva à equipe bolsonarista.
Os comandantes vêm tentando combater a associação a Bolsonaro, inevitável, por meio de reiteradas manifestações de apartidarismo.
No segundo turno, o Comando do Exército falou com Bolsonaro e com o ex-ministro da Defesa Nelson Jobim (governos Lula e Dilma), este para azeitar canais com Fernando Haddad (PT).
Um termômetro para avaliar a manutenção dessa prudência será a escolha dos novos comandantes, a começar pela substituição do chefe do Exército, Eduardo Villas Bôas, que deverá ser costurada antes da posse do eleito.
Entre os quatro generais de quatro estrelas mais antigos, todos da turma do presidenciável na academia de oficiais, o nome de Mauro Cid (diretor de Educação do Exército) ganhou destaque em Brasília.
A militarização começou com Michel Temer. Governando um Planalto progressivamente enfraquecido, o emedebista viu crescer a influência do chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Sérgio Etchegoyen.
Colocou outro general de quatro estrelas, Joaquim Silva e Luna, pela primeira vez no comando da Defesa.
Como diz um ministro próximo do setor e outros políticos, há ainda a mão inversa: a politização do meio militar, aumentando disputas e o potencial de sublevação —o que leva a associações com a ditadura instaurada em 1964.
Eles desconsideram o risco de um golpe clássico, mas não descartam a tutela do poder civil, temor que a cúpula militar que dissipar.