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12 agosto 2026

Marília Arraes anuncia segunda suplente ao Senado

 

A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) anunciou, na segunda-feira (10), a ex-secretária de Assistência Social de Ipubi Edjane Figueiredo (PSB) como segunda suplente de sua chapa. Edjane atua politicamente no Sertão do Araripe e é casada com o ex-prefeito de Ipubi Chico Siqueira, tio do atual prefeito do município, João Marcos Siqueira.

“Edjane é uma grande mulher, que chega com sua experiência como liderança social do Sertão do Araripe, uma região importantíssima e que tem um papel essencial na economia não só de Pernambuco, mas do Brasil”, afirmou Marília. A candidata também destacou a participação feminina na composição da chapa e a atuação política de Edjane e Chico Siqueira na região.

A segunda suplência completa a composição anunciada por Marília para a disputa ao Senado. Na semana passada, o ex-vereador do Cabo de Santo Agostinho Abel Neto havia sido escolhido para a primeira suplência. Empresário e formado em Comunicação Social pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), ele integra o grupo político liderado pelo prefeito do Cabo e ex-deputado estadual Lula Cabral, vice-presidente estadual do PDT em Pernambuco.

Lula liga para líder do PT na Câmara após AVC

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ligou, hoje, para o deputado Pedro Uczai (PT-SC), líder do PT na Câmara, que permanece internado no Hospital DF Star, em Brasília, após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico durante uma reunião do Colégio de Líderes na terça-feira. Segundo a Liderança do PT, o parlamentar está consciente, com quadro clínico estável e boa evolução, sem comprometimento cognitivo ou motor.

Durante a conversa, Lula desejou pronta recuperação ao deputado e pediu que ele cuide da saúde. Segundo a nota divulgada pela liderança do partido, o presidente afirmou que Uczai precisa estar bem para construir o mandato, liderar a bancada e ajudar na campanha eleitoral. “O presidente Lula pediu ao Líder para cuidar da saúde, porque ele precisa estar bem para construir o mandato, liderar a Bancada e ajudar na campanha eleitoral”, diz a nota.

Uczai também recebeu nesta quarta-feira a visita do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ). Os dois parlamentares são médicos e foram ao hospital levar um “forte abraço” e desejar a recuperação do líder petista”.

Em mensagem divulgada pela assessoria, Uczai agradeceu as manifestações de apoio que recebeu desde que passou mal durante a reunião de líderes. “Estou bem. Agradeço de coração as orações, as manifestações de carinho, a solidariedade dos colegas parlamentares do Colégio de Líderes. Sou grato a toda dedicação das equipes de saúde que me atenderam na Câmara dos Deputados e aqui no Hospital DF Star. Por fim, agradeço a preocupação e cuidado da minha equipe de assessoria”, disse.

Segundo a Liderança do PT, o deputado continua internado para a realização de exames complementares e acompanhamento médico. O parlamentar permanece consciente e apresenta evolução positiva, sem alterações cognitivas ou motoras.

Páginas oficiais de Flávio Bolsonaro incluem curso de pós-graduação que ele não fez

 

Perfis do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, publicados nas páginas oficiais do Senado e da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) afirmam que ele tem pós-graduação em Ciências Políticas. A página da Alerj, onde ele foi deputado por quatro mandatos, diz que o curso foi feito na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A universidade, contudo, afirma não ter registros de que Flávio Bolsonaro estudou lá.

Procurada, a campanha de Flávio Bolsonaro afirmou que se tratam de “erros ou equívocos, possivelmente extraídos de páginas como a Wikipedia”. “O senador Flávio Bolsonaro é graduado em Direito pela Universidade Cândido Mendes, pós-graduado em Políticas Públicas pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ) e tem MBA em Empreendedorismo pela FGV, conforme consta no seu site oficial: flaviobolsonaro.net”, diz nota enviada pela assessoria. As informações são do portal G1.

“Eventuais registros diferentes desses tratam-se de erros ou equívocos, possivelmente extraídos de páginas como a Wikipedia. A equipe do parlamentar já solicitou as correções junto à plataforma.”

A menção à pós-graduação em Ciências Políticas na UFRJ constava também na página com informações sobre o senador na Wikipedia até esta quarta-feira (12), quando foi retirada em uma edição, e em um perfil mantido pela assessoria de Flávio Bolsonaro no LinkedIn, que saiu do ar.

Em 27 de julho, a assessoria do candidato enviou à reportagem uma nota biográfica que também trazia a informação sobre a pós-graduação na UFRJ. Nesta quarta, a assessoria de Flávio Bolsonaro enviou ao g1 diplomas digitalizados que mostram que ele se formou em Direito em 2006, concluiu a especialização em Políticas Públicas em 2012 e o MBA em Empreendedorismo em 2015.

A equipe não mandou documentos que comprovem que ele tenha pós-graduação em Ciências Políticas, informação que consta em um perfil publicado no site da Agência Senado, com data de 18 de janeiro de 2019, ano em que ele iniciou seu mandato parlamentar.

Trump diz que seu avião correu “maior risco” em voo secreto

 


CNN – O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta terça-feira (11) que o avião em que viajou após realizar um voo militar secreto partindo da Turquia no mês passado estava exposto a um “risco maior”.

A troca de aeronave envolveu o traslado do presidente americano de um avião para outro em um caminhão de serviço de bordo, devido a preocupações com relatos de uma possível ameaça de assassinato por parte do Irã.

“Na verdade, acho que o avião em que voei corria um risco maior”, disse Trump a repórteres depois que o jornal The Washington Post divulgou a notícia.

“Acho que corria um risco maior porque esse seria, na minha opinião, o avião que eles provavelmente escolheriam como alvo”, acrescentou.

Depois de um dia de memes nas redes sociais retratando Trump escondido no caminhão de catering, o presidente americano disse que estava seguindo as orientações do Serviço Secreto, a agência responsável pela proteção do presidente.

“Bem, isso cabe apenas ao Serviço Secreto. Eu simplesmente sigo o que eles querem que eu faça, então sigo as orientações do Serviço Secreto e dos militares”, disse Trump.

“Acho que havia uma ameaça. Não perguntei muito sobre isso. Recebo muitas ameaças”, afirmou Trump.

Entenda o voo secreto de Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um voo militar secreto da Turquia no mês passado, em uma operação que envolveu sua transferência entre aeronaves em um caminhão de catering, uma manobra extraordinária motivada por uma ameaça de assassinato por parte do Irã, informou o jornal americano The Washington Post.

O plano de segurança foi confirmado pela CNN com autoridades posteriormente.

A Casa Branca afirmou na época que o presidente estava voando a bordo do Air Force One da Turquia, onde havia participado de uma cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), com destino ao Reino Unido.

Mas, momentos depois de embarcar, Trump desembarcou secretamente no caminhão de catering e embarcou em outra aeronave para o voo, informou o veículo na segunda-feira (10), citando fontes não identificadas.

O caminhão de catering, também chamado de caminhão de comissaria, é um veículo de apoio aeroportuário equipado com um baú elevatório. Ele serve para abastecer e recolher refeições, bebidas e suprimentos nas portas dos aviões.

O New York Times publicou uma reportagem semelhante, citando autoridades americanas também não identificadas.

Trump havia viajado para Ancara para a cúpula da Otan em um jato recém-reformado, doado pelo Catar, mas anunciou inesperadamente que usaria um Air Force One mais antigo na volta do país, uma decisão que gerou questionamentos sobre a segurança da aeronave mais nova.

A ida para a cúpula foi a primeira viagem internacional do novo avião, cujas rápidas atualizações suscitaram dúvidas sobre seu custo e segurança, e ocorreu em meio à escalada das hostilidades com o Irã, país que faz fronteira com a Turquia.

Antes de partir de Ancara, o presidente americano declarou na rede Truth Social que usaria um antigo Air Force One azul “por nostalgia” até a base aérea de Mildenhall, no Reino Unido, enquanto o novo avião faria uma escala na mesma base para que os militares americanos ali estacionados pudessem visitar a aeronave.

Após embarcar no antigo Air Force One diante das câmeras em Ancara, Trump foi secretamente transferido por um caminhão de catering do aeroporto para um avião menor, um C-32A da Força Aérea, informou o Post, citando um oficial americano familiarizado com a operação e material corroborativo que analisou.

A Turkish Do&Co, empresa de catering que atende os voos da Turkish Airlines, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Flávio Bolsonaro diz que Moraes virou articulador político de Lula

 


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, acusou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de ser “articulador” da campanha eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu principal adversário na disputa deste ano.

Em conversa com jornalistas, nesta terça-feira (11/8), o parlamentar afirmou que o magistrado “promove encontros” em sua casa com políticos. A fala foi dada antes da reunião de Flávio com os candidatos ao Senado que ele apoiará no pleito deste ano.

Na ocasião, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro perguntou se os postulantes, caso fossem eleitos ao Senado, aprovariam o impeachment de Moraes. Todos responderam em coro que “sim” e, então, o parlamentar declarou:

“Mas o Alexandre de Moraes veio para a seara política, então todos os políticos estão autorizados a responder dentro da política também”, acrescentou Flávio.

Com informações do Metrópoles

Gleide Ângelo reforça apoio à candidatura de Eduardo da Fonte ao Senado

 

A deputada estadual Gleide Ângelo reforçou, nesta terça-feira (11), o apoio à candidatura do deputado federal Eduardo da Fonte ao Senado. Durante reunião no Recife com Eduardo e o deputado federal Lula da Fonte, ela afirmou que está empenhada na campanha. O encontro também tratou de propostas voltadas à proteção e à garantia dos direitos das mulheres apresentadas por Lula e Eduardo da Fonte na Câmara dos Deputados e da ampliação dessa pauta no Senado.

“Estou empenhada nessa caminhada para eleger Eduardo da Fonte senador de Pernambuco. Eduardo já provou, como deputado federal, que tem compromisso com as mulheres, com a proteção, com o enfrentamento à violência e com políticas que garantam mais dignidade e independência. As mulheres de Pernambuco precisam de um senador que esteja ao nosso lado, e Eduardo pode contar comigo nessa missão”, afirmou Gleide Ângelo.

João Campos pede atenção ao TRE-PE para desinformação e suposto “gabinete do ódio”

 

O candidato ao Governo de Pernambuco e líder da Frente Popular, João Campos, visitou, nesta terça-feira (11), o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), desembargador Fernando Cerqueira. Ao lado do candidato a vice-governador, Carlos Costa, João conversou sobre as regras que devem orientar o processo eleitoral e reforçou seu compromisso com o respeito à legislação e às instituições responsáveis pela condução das eleições.

Durante a reunião, um dos principais assuntos foi o avanço da desinformação e a disseminação de notícias falsas nas redes sociais. João Campos relatou a preocupação da campanha com uma possível estrutura organizada de ataques políticos, apontada pela Frente Popular como um suposto “gabinete do ódio”. Segundo a campanha, conteúdos contra João e integrantes do seu campo político vêm sendo produzidos e compartilhados de forma coordenada.

O líder da Frente Popular também defendeu que eventuais irregularidades sejam apuradas pelas autoridades competentes e destacou a importância de uma atuação institucional no enfrentamento à desinformação. A visita reforçou a disposição da chapa da Frente Popular em contribuir para um processo eleitoral baseado no respeito às regras, na transparência e no debate de propostas.

Vereadores de Sobral, no Ceará, são presos suspeitos de pagar R$ 60 mil ao CV para acessar bairros da cidade

 

Três vereadores foram presos em uma operação realizada nesta terça-feira em Sobral, no Ceará, para investigar a suposta influência do Comando Vermelho (CV) nas eleições municipais da cidade em 2024 e também no pleito deste ano. Como mostrou o portal g1, os parlamentares envolvidos são: Carlos do Calisto (PSB), Junim do Povo (PodemosS) e ⁠Mario Vicktor (União).

Segundo as investigações, a facção cobrava uma espécie de “pedágio” de cerca de R$ 60 mil aos candidatos para acessar alguns bairros de Sobral durante a campanha. Além disso, o grupo tentava manipular a escolha política dos eleitores por meio de coação e ameaça. As informações são do jornal O GLOBO.

A pedido do Ministério Público Eleitoral, a Câmara Municipal terá que fornecer a lista completa de todos os ocupantes de cargos comissionados, de confiança e temporários contratados dos vereadores, indicando as atribuições, carga horária e se houve análise de antecedentes criminais antes ou após as respectivas nomeações.

Durante a ação, foram cumpridos ao todo 14 mandados de prisão e 25 mandados de busca e apreensão contra os suspeitos. Além dos parlamentares presos, estão envolvidos um assessor jurídico da Câmara e integrantes da facção criminosa. Uma policial militar e os demais agentes públicos foram afastados das funções por 180 dias. Aparelhos celulares, dinheiro em espécie e documentos também foram apreendidos na operação.

Carlos do Calisto é vereador na cidade desde 2012. Na época, seus bens declarados giravam em torno de R$ 1.625.187,28. Atualmente, o valor subiu para R$ 6.169.328,8.

Carlos do Calisto é vereador na cidade desde 2012. Na época, seus bens declarados giravam em torno de R$ 1.625.187,28. Atualmente, o valor subiu para R$ 6.169.328,8.

Já Mario Vicktor está no seu segundo mandato e os seus bens declarados subiram de R$ 6 mil para R$ 259 mil.

A reportagem não obteve nenhum posicionamento dos vereadores até o momento. Os nomes dos demais alvos não foram divulgados.

Se condenados, os investigados podem responder pelos crimes de integrar organização criminosa, realizar domínio social estruturado, extorsão, lavagem de dinheiro, corrupção e impedimento de exercício de propaganda eleitoral. A Operação Omertá é comandada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (FICCO/CE), pelo Ministério Público Eleitoral, por meio da 3ª Promotoria Eleitoral, e pelo Grupo Auxiliar Eleitoral (GAEL).

O termo ‘Omertá’, que dá nome à operação, refere-se ao rígido código de honra e silêncio da máfia italiana que proíbe qualquer cooperação ou contato com as autoridades policiais e judiciais. Quebrar esse juramento significa trair o grupo e, na cultura do crime organizado, o preço pago por falar é a morte.

‘Colocamos as desavenças de lado’, diz Michelle após gravar com Flávio Bolsonaro

 

Michelle (PL), candidata ao Senado no Distrito Federal, e Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, estiveram juntos nesta terça-feira (11) para a gravação do horário eleitoral. Foi o primeiro encontro presencial da madrasta com o enteado desde as rusgas envolvendo os dois.

“Colocamos as desavenças de lado. Qual família que não é perfeita? Levanta a mão aí quem não tem problema na família. Levanta a mão. Mas, graças a Deus, a gente conversou, nos unimos em prol de algo muito maior para a nossa nação”, disse Michelle ao final do compromisso. As informações são do g1.

A campanha eleitoral começa oficialmente no próximo domingo (16). A propaganda na TV e no rádio terá início em 28 de agosto.

“Vamos viver um dia de cada vez. A gente está se ajustando, mas eu não guardo mágoa de ninguém. Meu coração é limpo, graças a Deus. Até porque, se eu guardar mágoa, eu aqui não vou conseguir viver. Então, eu estou livre desse sentimento. Eu acho que as coisas vão se ajustando aos poucos”, afirmou a ex-primeira-dama sobre a relação com o enteado.

Conflito exposto nas redes sociais

Em junho, a ex-primeira-dama publicou um depoimento em suas redes sociais em que disse ter sido maltratada e humilhada pelo enteado.

Em dois vídeos, Michelle expôs uma briga com Flávio e disse que eles não se falavam desde o fim de 2025. A discussão dos dois envolveu a disputa pelo palanque do PL no Ceará, em que o partido tentou se aliar ao ex-governador Ciro Gomes (PSDB) — apoio criticado por Michelle.

Reconciliação

No mês passado, Michelle e Flávio Bolsonaro fizeram movimentos públicos em uma tentativa de mostrar que estavam se reconciliando.

O senador chegou a divulgar um vídeo em que pediu desculpas pelos episódios que provocaram “desconforto” entre os dois e convidou para integrar sua campanha.

Horas depois, Michelle afirmou pelas redes sociais ter recebido as palavras de Flávio “com muita paz” e valorizou a decisão do enteado de se desculpar publicamente.

Apoio à candidatura de Flávio

Michelle não participou da convenção nacional do PL, mas mandou um vídeo em que declarou apoio à candidatura de Flávio.

Na mensagem, ela lembrou o lançamento da candidatura de Jair Bolsonaro à reeleição em 2022, afirmou que não participou do evento porque estava em casa cuidando do ex-presidente e fez um apelo por união da direita.

Aumento de limite do MEI deve ser aprovado ainda este ano, projeta ministro

 

O professor da USP e ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira (PSB), avalia que o Projeto de Lei Complementar (PLP 186/2026), que aumenta o teto de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI), deve ser aprovado pelo Congresso Nacional ainda este ano. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, ele contou que vem conversando com líderes partidários para que o tema entre em pauta na próxima semana de esforço concentrado, que deverá ocorrer no final deste mês.

A proposta do governo é aumentar de forma gradual o teto de faturamento anual do MEI, que passaria dos atuais R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027, e para R$ 140 mil em 2028. Além disso, seria permitida a contratação de até dois empregados por CNPJ, limite que hoje é de um único funcionário.

“O MEI é um sistema facilitado, que dá acesso a direitos trabalhistas por um tributo de R$ 86 mensais. Exatamente por ser facilitado, a lei bota um teto. Nem todo mundo pode ser MEI. A lei permite até R$ 81 mil, se passar o teto, a pessoa sai da facilitação do MEI e tem que pagar pelo Simples. Ou seja, multiplica quase cinco vezes. O problema do teto é que ele está sem atualização desde 2018, ou seja, oito anos. O presidente Lula propôs um aumento de R$ 110 mil no ano que vem e R$ 140 mil para 2027, sem aumentar nenhum tributo extra e tirando do orçamento essa despesa. É uma medida importante”, defendeu Paulo Pereira.

“No MEI, temos hoje 17 milhões de pessoas que estavam na informalidade. A pessoa pode ganhar até R$ 6 mil por mês, um valor relativamente alto para os padrões da renda brasileira, e paga R$ 80. Antes essas pessoas não tinham direito previdenciário, auxílio-doença, auxílio-maternidade, nada disso. Nem tinham renda formalizada. Então, o projeto para aumentar o teto está no Congresso Nacional e estamos trabalhando. A Comissão da Câmara dos Deputados é muito séria, tem uma sensibilidade grande sobre o tema. Estamos trabalhando para aproveitar o segundo esforço concentrado, que seria no final de agosto, para tentar aprovar. É um tema que mexe com 17 milhões de pessoas, então tenho certeza que vão gostar de aprovar o projeto”, completou.

TJPE determina que Gusttavo Lima pague R$ 148 mil a dono de telefone citado em música

 

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) determinou que o cantor Gusttavo Lima pague uma indenização de mais de R$ 148 mil a um homem que teve o número de telefone citado na música “Bloqueado”, lançada em 2021. O valor total inclui a condenação original de R$ 70 mil, além de juros, correção monetária e honorários advocatícios.

De acordo com o TJPE, a decisão da 26ª Vara Cível da Capital autorizou o cumprimento provisório da sentença, mas ainda há um recurso apresentado pelo condenado em tramitação. O processo identifica tanto Gusttavo Lima pelo nome civil, Nivaldo Batista Lima, quanto também a Balada Eventos e Produções LTDA, empresa de entretenimento e gestão artística fundada pelo cantor. As informações são da CBN Recife.

A primeira decisão do caso ocorreu em 2022. Após isso, os réus apresentaram um recurso à segunda instância, mas o pedido foi negado pela Segunda Câmara Cível do TJPE em março de 2025. Mas, após isso, a defesa dos réus voltou a recorrer, porém a ação ainda não foi julgada. 

Com isso, o autor da ação entrou com um novo processo no TJPE, pedindo que a indenização fosse paga em até 15 dias úteis, mesmo enquanto o processo ainda tramita. Caso o recurso seja negado ou o processo for anulado, o dinheiro poderá voltar aos réus.

Congresso retorna sob efeito das eleições e limita pautas de maior impacto

 

Oficialmente, o Congresso Nacional retomou as atividades em 1º de agosto, mas os parlamentares se deram, na prática, uma semana a mais de folga antes do chamado esforço concentrado nesta semana.

Com sessões em regime semipresencial e o calendário eleitoral no radar, a presença de deputados federais e senadores em Brasília ainda é baixa. A tendência é que o ritmo de votações permaneça limitado nos próximos meses. As informações são da CNN.

A fila de propostas à espera de análise, por sua vez, é extensa. O cenário, porém, possibilita a votação apenas de projetos consensuais e deixa pelo caminho pautas consideradas polêmicas ou de grandes mudanças estruturais antes das eleições.

É nesse contexto que algumas das principais bandeiras do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentam dificuldade para avançar no Legislativo.

O projeto de combate à misoginia, a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 e a chamada PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública estão entre as matérias sem perspectiva clara de votação antes de outubro.

A resistência parte do centrão e da oposição, que avaliam que essas propostas podem beneficiar Lula em sua tentativa de reeleição. A falta de perspectiva de avanço também fez o próprio presidente reduzir as referências ao fim da escala 6×1 entre as principais ações de governo.

A questão, no entanto, vai além do calendário legislativo. Mesmo que as propostas permaneçam em tramitação, a disputa eleitoral pode empurrar a discussão para depois de outubro — e o resultado das urnas será determinante para definir se haverá disposição política para retomá-las.

No caso da escala 6×1 e da reforma na área de segurança, também falta consenso entre os próprios parlamentares. Uma eventual mudança de governo poderá alterar ainda mais as condições para que as matérias avancem.

A dificuldade de construir acordos não se restringe à agenda do governo. Projetos de maior interesse da direita também encontram obstáculos no Congresso.

Entre eles estão a proposta de aumento do limite de faturamento anual dos microempreendedores individuais (MEIs) e a renegociação de dívidas de produtores rurais.

No caso do agronegócio, governo e bancada ruralista tentam construir um meio-termo entre um projeto já existente e as restrições da equipe econômica. A Fazenda teme que uma solução mais ampla para as dívidas do setor represente uma nova pressão sobre as contas públicas.

MPs na zona de risco

A agenda do governo também é pressionada pelo vencimento de uma série de Medidas Provisórias. Algumas estão próximas de perder a validade sem que haja garantia de votação.

Entre elas está a MP que amplia o Plano Brasil Soberano, criado para apoiar empresas afetadas pelo tarifaço americano. Também estão na fila a medida voltada à renovação da frota de caminhões e ônibus por modelos mais sustentáveis e a MP que cria uma nova fase do Desenrola Brasil, que nem teve a comissão mista instalada.

Outra prioridade do Planalto, a MP que acaba com a chamada “taxa das blusinhas”, também não tem previsão de votação antes do próximo esforço concentrado, marcado para 31 de agosto a 3 de setembro.

Se a medida perder a validade, a cobrança volta a vigorar às vésperas do primeiro turno das eleições.

Governo ainda aposta na Câmara

A reunião de líderes da Câmara nesta terça-feira (11) vai definir a pauta da semana na Casa. O governo ainda aposta na possibilidade de avançar em algumas matérias entre os deputados, especialmente diante da relação considerada positiva com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Entre os projetos com maior possibilidade de avanço está o que prevê subsídios para conter os preços dos combustíveis, uma medida de apelo econômico e eleitoral mais imediato.

No Senado, o cenário é mais difícil. Apesar de sinais de reaproximação entre Lula e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não há expectativa de que o Senado consiga destravar, neste momento, as principais medidas de apelo popular defendidas pelo governo.

A tendência, portanto, é de um Congresso funcionando em ritmo lento e seletivo até as eleições: matérias consensuais podem avançar, enquanto projetos capazes de alterar o equilíbrio político ou gerar ganhos eleitorais relevantes devem continuar travados.