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07 agosto 2026

A queixa de Lula sobre a omissão de seu ministro na crise entre Mendonça e PF

 

Por Bela Megale – O GLOBO

Lula está acompanhando os desdobramentos da crise instalada entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e a Polícia Federal por causa das investigações dos desvios no INSS. No foco do imbróglio estão os inquéritos que miram Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente.

Entre as queixas de Lula está a omissão do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, na crise. O presidente disse a aliados que a atuação do ministro da Justiça estava apagada e cobrou que ele colocasse um freio de arrumação no problema. Lula deixou claro que não há ganho algum para o governo no embate entre a PF e seu chefe, Andrei Rodrigues, e um integrante do Supremo num caso envolvendo seu filho.

O primeiro passo foi dado nesta quinta-feira (6), com uma reunião realizada entre Wellington César Lima e Silva e André Mendonça. A agenda foi intermediada pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, que tem atuado como bombeiro. A reunião foi antecipada pelo site “Metrópoles”.

No encontro ficou acertado que o Ministério da Justiça acompanhará de perto as questões procedimentais das investigações do INSS e o fluxo dos pedidos de tramitação do material. Também foi definido que haverá uma reunião entre as equipes de Mendonça, da PF e do Ministério da Justiça para tratar desse fluxo de trabalho.

A crise chegou ao ápice depois que Mendonça determinou que a PF direcionasse ao seu gabinete todos os documentos brutos produzidos na investigação do INSS. Ele também solicitou ser informado previamente de qualquer alteração na equipe de delegados do caso.

O diretor-geral Andrei Rodrigues e a cúpula da PF consideraram uma ingerência direta de Mendonça em atribuições que não seriam do ministro e pediram que a AGU questionasse a medida judicialmente.

Na PF, a avaliação é que a entrega do material bruto ao gabinete do ministro fará com que a corporação e o Ministério Público percam o controle sobre quem tem acesso aos dados, quebrando a cadeia de custódia. Além disso, questionam que o ministro estaria querendo atuar como investigador.

O AGU Jorge Messias, no entanto, preferiu tentar distensionar o clima incluindo o Ministério da Justiça na jogada.

Haddad diz que caso Lulinha é de “interesse público” e defende investigação

 

O candidato ao governo de São Paulo pelo PT (Partido dos Trabalhadores), Fernando Haddad, comentou nesta quinta-feira (6) as recentes aberturas de três inquéritos contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em conversa com jornalistas, o ex-ministro da Fazenda defendeu a investigação contra o empresário e afirmou que a resolução do caso e transparência “é fundamental”. As informações são da CNN.

“Eu acho que todos nós temos que nos colocar à disposição com transparência sobre a nossa vida pessoal. Isso é de interesse público, toda transparência é fundamental”, declarou em evento em Iguape, no litoral sul paulista.

Na última quinta-feira (30), o presidente também defendeu as investigações em entrevista ao podcast Inteligência Ltda.

Haddad argumentou em favor da independência da PF (Polícia Federal) no curso das investigações e garantiu que o presidente não irá interferir na atuação do órgão. Segundo ele, o posicionamento de Lula se dá porque “interessa a verdade, qualquer que seja”.

Petistas têm apostado em comparar a postura do presidente com a do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ao citar o caso que gerou o pedido de demissão de Sérgio Moro (PL-PR) do Ministério da Justiça durante o governo anterior.

A saída de Moro ocorreu após Bolsonaro trocar o diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, indiciado pelo então ministro.

“O Lula vai deixar a Polícia Federal trabalhar porque a nós interessa a verdade, qualquer que seja. A verdade tem que ser conhecida […] Então, os filhos dos políticos, isso vale pro meu, vale pro filho do Tarcísio [de Freitas], vale pro filho do Lula, eles têm que saber que não é porque são filhos de pessoas que têm influência que essas pessoas vão usar a influência pra proteger quem quer que seja”, declarou Haddad.

Flávio culpa partidos do Centrão por não ter vice mulher

 

Um dia depois de encerrar meses de procura por uma mulher para a vice com a escolha do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), o senador Flávio Bolsonaro (PL) atribuiu aos partidos que decidiram não aderir à sua candidatura a responsabilidade pelo desfecho da composição. O presidenciável afirmou nesta quinta-feira que manteve a preferência por uma mulher ao longo das negociações, mas disse que, embora os principais quadros das legendas tenham se aproximado de sua campanha, os “caciques” partidários não autorizaram as alianças.

— Todas as mulheres que foram cogitadas para serem minha vice estão do meu lado. Sem exceção. Todas elas estão participando de alguma forma dessa pré-campanha, colaborando com ideias e dando opiniões. Estou ouvindo todo mundo. Os principais quadros de todos os partidos vieram para nós. Não apenas quem estava sendo cogitado para vice. Quem não veio foram os caciques, os partidos — afirmou Flávio ao podcast Market Makers. As informações são do jornal O GLOBO.

A declaração ocorre após uma busca pela vice que combinou dois objetivos da campanha: colocar uma mulher na chapa, numa tentativa de ampliar a interlocução de Flávio com o eleitorado feminino, e atrair uma nova legenda para aumentar o tempo de propaganda eleitoral e a capilaridade da candidatura. Ao final, nenhum dos dois movimentos prosperou. O escolhido foi Gaspar, um homem filiado ao PL.

O próprio presidenciável reconheceu que a tentativa de atrair outras siglas tinha como um dos objetivos melhorar as condições eleitorais da chapa.

— Não digo que fui traído. Acho que cada um tem seus motivos. Claro que queria que tivesse esses partidos na minha chapa, me daria mais tempo de televisão e mais capilaridade, mas o importante é que os principais quadros estão com a gente.

Negativas de PP e Republicanos

A primeira opção da campanha foi a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Ela manifestou disposição para integrar a chapa, mas a direção do PP decidiu manter a neutralidade na disputa presidencial após consultar seus diretórios estaduais. A maioria se posicionou contra a adesão à candidatura de Flávio, e o partido não autorizou a composição.

Depois, Flávio investiu na economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa e recém-filiada ao Republicanos. Ela também aceitou a possibilidade de ser vice, mas o Republicanos resistiu a transformar a escolha individual de Daniella numa adesão formal à candidatura do PL.

Nesta quinta-feira, Flávio relatou que disse a Marques que ela deveria ter se filiado ao PL.

— Eu sempre falei da minha preferência por ter uma vice mulher, não só por ser mulher. Dani era uma. Ela escolheu o Republicanos e eu disse para ela se filiar ao PL — afirmou, aos risos.

As duas negativas frustraram a tentativa do PL de ampliar a coligação. O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), também reconheceu nesta quinta que União Progressista e Republicanos foram os dois principais alvos das negociações.

— Nós tentamos atrair partidos, notadamente a Federação União Brasil e Progressistas e o Republicanos. Infelizmente não tivemos êxito — afirmou.

Sem o apoio das duas legendas, a campanha passou a procurar uma solução dentro do próprio PL. Flávio afirmou que havia diferentes mulheres consideradas, mas argumentou que os principais nomes já estavam comprometidos com outros projetos eleitorais.

— Dentro do PL temos grandes quadros, a própria Michelle, Júlia Zanatta, Bia Kicis, tinham grandes nomes, mas todo mundo já decidida a concorrer a alguma coisa. Foi quando veio a possibilidade do Alfredo Gaspar. Também é uma pessoa com requisitos extraordinários.

‘Guerra psicológica’ e Vorcaro

Flávio também voltou a rebater questionamentos sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro e afirmou que há uma “guerra psicológica” para associá-lo a irregularidades. O presidenciável sustentou que seu contato com o empresário ocorreu exclusivamente nas tratativas para buscar financiamento privado para um filme sobre Jair Bolsonaro e negou ter cometido qualquer ilegalidade.

— A relação que eu tive foi simplesmente por conta do filme. Um filme querendo investimento privado para o filme do meu pai. Foi me apresentado a ele. Eu assinei CPIs pedindo investigação do Banco Master, diferente da esquerda, que se mobilizou para que não tivesse — afirmou.

Flávio disse ainda que defendia que pessoas ligadas ao Banco Master fossem ouvidas no Senado para esclarecer as relações do grupo tanto com ele quanto com integrantes do governo Lula.

— Eu queria que Augusto Lima fosse lá no Senado para perguntar qual a relação dele com Flávio Bolsonaro. E depois perguntar qual a relação com Lula.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de surgirem novos episódios envolvendo seu nome durante a campanha, o senador afirmou que estaria sendo cobrado por fatos que sequer ocorreram.

— Eu fico impressionado que estamos sendo punidos por um futuro que ninguém sabe. Não tem nada que eu tenha feito de errado. Estamos competindo com alguém que joga sujo, um governo que colocou pessoas no STF alinhadas à causa dele. Hoje o Moraes virou articulador do Lula — disse.

Na sequência, Flávio classificou o movimento como uma tentativa de equipará-lo politicamente ao presidente.

— É uma guerra psicológica que está acontecendo. Tem Lula, que foi condenado em todas as instâncias. Querem me colocar no mesmo patamar que este cara. Hoje tem zero investigações contra mim.

06 agosto 2026

João Campos e Raquel Lyra registram candidaturas ao Governo de Pernambuco no TSE

 


As candidaturas do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) e da governadora Raquel Lyra (PSD) ao Governo de Pernambuco foram oficialmente registradas na Justiça Eleitoral. Ambos anunciaram a entrada na disputa nas respectivas convenções, nos dias 1º e 2 de agosto. A data limite para o registro de candidatura é 15 de agosto.

João cadastrou Carlos Costa (Republicanos) como vice-governador. Essa é a quarta eleição a ser disputada pelo ex-prefeito, que já participou das eleições de 2018 como candidato a Deputado Federal por Pernambuco; em 2020 e 2024, como Prefeito do Recife; e em 2026 para o Governo do estado. Ele alegou possuir um patrimônio de R$ 2.892.723,46.

A proposta de governo registrada defende o fortalecimento da assistência social, educação, saúde e segurança pública, além de políticas específicas para grupos em situação de vulnerabilidade. Também cita investimentos em infraestrutura, desenvolvimento econômico, turismo, cultura, ciência e tecnologia.

Já Raquel Lyra possui a vice-governadora Priscila Krause (PSD) como candidata. Diferentemente de João, essa é a sexta eleição disputada pela governadora: a primeira foi em 2010, como Deputada Estadual de Pernambuco, seguida da reeleição em 2014; em 2016, como Prefeita de Caruaru, com reeleição em 2020; e em 2022 e 2026, como Governadora de Pernambuco.

Ela alegou possuir um total em bens de R$ 359.498,33. A proposta de governo ainda não foi registrada no site.

Os demais candidatos ao governo também registraram as respectivas candidaturas: Ivan Moraes (PSOL), com Alice Gabino (Rede) como vice e proposta de governo já registrada; Guilherme Fonseca (PSTU), com Valéria Felix (PSTU) e proposta também registrada; e, por fim, Professora Camila (UP), com vice Marcelo Pessoa (UP) e plano registrado.

Senado

Apesar das convenções partidárias dos principais candidatos ao Senado já terem ocorrido em Pernambuco, Humberto Costa (PT), Marília Arraes (PDT), Eduardo da Fonte (PP), Mendonça Filho (PL) e Túlio Gadêlha (PSD) ainda não registraram oficialmente as candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O PDT realizou convenção conjunta com o PSB nos dias 1º e 2 de agosto. Já a Federação União Progressista alinhou os nomes neste dia 5. O PT realizou a convenção em Pernambuco no dia 20 de julho, reforçada no dia 1º de agosto, na coligação da Frente Popular, seguida do PSD no dia 2 de agosto. Por fim, o PL realizou a convenção no dia 4 de agosto.

Os demais candidatos, como Carlos Sant’anna (NOVO), Gorett Bitu (UP), Mariano Macedo (PSTU) e Samuel Timoteo (UP), já estão oficialmente registrados.

Homem com mandado de prisão em aberto é preso pela Polícia Militar em Araripina

 


Um homem foi preso na manhã da última quarta-feira (5) no município de Araripina, no Sertão de Pernambuco, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva.

A captura foi realizada por policiais militares da 9ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM). A equipe recebeu informações sobre a localização de um homem conhecido popularmente pelo apelido de “Tatinha”. Contra ele, havia uma ordem judicial em aberto expedida pela Vara Única da Comarca de Trindade.

De posse das informações e das coordenadas do alvo, os policiais se deslocaram até o endereço indicado. O suspeito foi localizado e detido imediatamente, sem oferecer resistência.

Após a prisão, “Tatinha” foi conduzido pelos militares até a Delegacia de Polícia Civil de Trindade para a execução dos procedimentos legais cabíveis. Ele permanece recolhido e à disposição do Poder Judiciário.

Ideb 2025: Pernambuco se mantém entre os cinco melhores no ensino médio

 


O Ministério da Educação (MEC) divulgou, nesta quarta-feira (5), os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025, principal indicador de monitoramento da qualidade da educação básica brasileira.

A pontuação do Ideb varia de 0 a 10 e é calculada a partir da combinação de dois indicadores:  proficiência dos estudantes em língua portuguesa e matemática, medida pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), e o fluxo escolar, que considera as taxas de aprovação dos alunos.

Pernambuco permanece entre as cinco redes estaduais de ensino médio com os melhores resultados no Ideb do país, considerando o conjunto da rede, que inclui o ensino regular e o ensino médio integrado à Educação Profissional e Tecnológica (EPT).

Com nota 4,8 em 2025, o Estado fica atrás apenas do Paraná (5,1), Goiás (5,0), Piauí (4,9) e Espírito Santo (4,9). Em comparação com 2023, quando registrou nota 4,6, Pernambuco avançou 0,2 ponto no indicador.

Governo Lula avalia segurar aval a indicado de Trump para embaixada no Brasil, mas não pretende adotar reciprocidade

 

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva avalia que a decisão do governo Donald Trump ao alterar o visto da atual embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti, “fecha portas” para o processo que dá aval ao indicado de Trump para a embaixada do Brasil. Auxiliares de Lula afirmam que o governo não cederá a “chantagem norte-americana”, concedendo o agrément ao embaixador americano nesse momento.

A aprovação do embaixador americano no Brasil está em processo de análise pelo Itamaraty e cabe ao presidente Lula chancelá-la ou não. Se houver recursa, o chefe de estado não precisa especificar o motivo. Internamente, a avaliação é de que se o Itamaraty não tiver nada que o desabone, o agrément será concedido, mas não agora, diante da “chantagem pública” feita pelos EUA, o que dificulta o processo. As informações são do jornal O GLOBO.

Como o GLOBO mostrou, a decisão da administração Trump foi uma medida de reciprocidade, segundo um porta-voz do Departamento de Estado, pelo não aval do governo do Brasil ao nome de Daniel Perez, indicado pelos EUA para assumir funções como novo embaixador em Brasília.

Esse porta-voz afirma que houve contato contínuo com autoridades brasileiras nas últimas semanas e que o Brasil teve “todas as oportunidades para fazer a coisa certa”, referindo-se à falta de aval do governo brasileiro ao nome de Daniel Perez, indicado pelos EUA para assumir funções como novo embaixador em Brasília. De acordo com essa autoridade, o governo brasileiro criou obstáculos para analisar o nome de Perez.

Parlamentar no estado da Flórida, Perez foi indicado para o cargo pelo governo Trump em junho e, há duas semanas, teve o seu nome confirmado no cargo por uma comissão do Senado dos EUA. A indicação de Perez para comandar a embaixada americana ainda precisa passar pelo plenário da Casa. A falta de um aval para o nome de Perez por parte das autoridades brasileiras teria levado à revogação do visto de Viotti.

As informações repassadas pelo Departamento de Estado dos EUA à Embaixada Brasileira em Washington apontam que houve uma alteração no visto de Maria Luiza Viotti, que deixou de ter a permissão de múltiplas entradas nos EUA e ficou restrito a uma entrada só. Ou sejam se a embaixadora brasileira deixar os EUA, precisará requisitar novo visto para ingressar no país.

Também de acordo com esse informe do governo americano ao Brasil, a embaixadora segue sendo a mais alta representante do governo brasileiro em solo americano, com sua função preservada. Se houvesse revogação do visto da embaixadora, Viotti precisaria deixar os EUA. No momento, o governo brasileiro não pretende pedir o retorno da embaixadora ao Brasil.

O governo brasileiro também não prevê uma medida de reciprocidade ao governo Trump nesse momento. Como não há embaixador no norte-americano no Brasil há um ano e meio e nem mesmo o encarregado de negócios dos EUA está em Brasília, não há porque pensar em uma medida recíproca que seria direcionada a um funcionário americano de quarto ou quinto escalão, afirmam auxiliares de Lula.

O Palácio do Planalto irá aguardar os próximos dias para ver se há rescaldos da medida, se a embaixadora será constrangida e se conseguirá ter pleno exercício de suas funções nos EUA. A alteração no visto da embaixadora foi vista como uma arapuca ao governo Lula que pode anteceder novas medidas. O entorno de Lula avalia que qualquer resposta nesse momento pode ser usada pelos EUA se vitimizarem e tomarem ainda uma decisão ainda mais dura contra o governo brasileiro. Até o momento, o governo divulgou apenas nota em que “repudia” a decisão e diz ainda que as “justificativas apresentadas são falsas”.

Criticado por recuar sobre mulher como vice, Flávio diz que ‘fez duas filhas’ para ter quem cuide dele na velhice

 

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira que “fez duas filhas” para que elas pudessem cuidar dele na velhice. A declaração ocorre no contexto de críticas ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por recuar sobre a escolha de uma mulher como vice na sua chapa ao Planalto.

— Muitas vezes, na grande parte das vezes, quem tem que tomar conta dos idosos são as mulheres. Eu fiz duas filhas exatamente para isso. Quando eu ficar velhinho, eu vou ter quem vai tomar conta de mim porque as mulheres são assim: são família, são coração, são sentimento, são sensibilidade — disse Flávio. As informações são do jornal O GLOBO.

A declaração ocorreu durante evento no qual Flavio anunciou o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice. O tema do cuidado com idosos foi tratado pelo presidenciável ao citar o escândalo do INSS como forma de ataque ao governo Lula.

Gaspar foi relator da CPI que investigou as fraudes contra aposentados e pensionistas.

Nesta quarta-feira, Flávio também disse que tem aprendido sobre a chamada economia do cuidado durante os últimos meses. Com a escolha de Gaspar, o presidenciável abandonou a preferência manifestada durante meses por uma chapa com uma mulher.

A opção provocou frustração entre integrantes da ala feminina do PL, que passaram os últimos meses trabalhando com a expectativa de que uma mulher completaria a chapa presidencial. Reservadamente, aliadas questionam a mudança de planos e avaliam que havia nomes dentro do próprio partido capazes de cumprir funções semelhantes às atribuídas ao novo companheiro de chapa.

Recuo sobre vice

Durante boa parte da pré-campanha, Flávio dizia preferir uma mulher como companheira de chapa, tanto para tentar reduzir sua resistência entre eleitoras quanto para buscar uma composição com outro partido.

Tereza Cristina (PP-MS) foi a principal aposta, mas não recebeu autorização do PP para aceitar a vaga. Depois, a campanha investiu na ex-presidente da Caixa Daniella Marques, aliada de Michelle e recém-filiada ao Republicanos, mas a legenda decidiu não integrar a coligação de Flávio.

Já na reta final, Priscila Costa voltou a ser considerada. Aliada próxima de Michelle e personagem da crise que havia separado a ex-primeira-dama de Flávio, a deputada chegou a ser sondada para integrar a chapa. A possibilidade, no entanto, também esbarrou nas consequências de abandonar um projeto político próprio para assumir a candidatura a vice.

BNDES injeta R$ 1 bilhão por dia na economia

 

R$ 366,1 bilhões. Esta foi a cifra injetada na economia brasileira em 2025 pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o que significou R$ 1 bilhão em investimentos por dia. Desse total, R$ 169,7 bilhões foram efetivamente liberados, 27% acima dos desembolsos do ano anterior. O valor foi aplicado em projetos relevantes de desenvolvimento, de modernização e de equilíbrio ambiental.

Neste ano, somente de janeiro a março, os desembolsos do BNDES atingiram R$ 36,2 bilhões, direcionados à indústria (R$ 8 bilhões), infraestrutura (R$ 13,4 bilhões), agropecuária (R$ 9,1 bilhões) e serviços (R$ 5,7 bilhões). No primeiro trimestre, o Nordeste respondeu por menos de 10% do total, puxado pela Bahia (4%), Ceará (1,3%), Rio Grande do Norte (1,2%) e Pernambuco (1,1%). Em âmbito nacional, a liderança é de São Paulo (19%), seguido pelo Rio Grande do Sul (17%), Paraná (11%), Minas Gerais (9%) e Santa Catarina (7,3%). As informações são do portal Trends.

A maior instituição de fomento do país vai conseguir manter a média diária de R$ 1 bilhão no atual exercício? Projetos não faltam. Por questões de legislação, em período eleitoral, o Banco não pode fazer projeções. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante (foto), costuma classificar o impacto de R$ 1 bilhão de fomento por dia como “contribuição fantástica”, que permite investimento, inovação, modernização e descarbonização da economia.

Dentre os setores impulsionados pelas aprovações de crédito, a liderança é das atividades ligadas à infraestrutura, que receberam R$ 71,4 bilhões. Na sequência aparece a indústria, com R$ 71 bilhões, à frente da agropecuária (R$ 54,3 bilhões) e do comércio e serviços (R$ 41,2 bilhões). Dos quatro setores, o que apresentou maior expansão na concessão de crédito, na comparação com 2024, foi a indústria, com salto de 35%.

Região Nordeste

Segundo fontes oficiais do BNDES, do total aprovado para a região Nordeste, R$ 2,2 bilhões foram destinados a micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), atendidas por meio das instituições financeiras parceiras do BNDES, que hoje cobrem mais de 90% dos municípios brasileiros. As aprovações do BNDES para o Nordeste cresceram 98,3% no primeiro trimestre de 2026, totalizando R$ 3,38 bilhões, resultado apresentado, em julho, pela diretora de Crédito Digital para Micro, Pequenas e Médias Empresas do BNDES, Maria Fernanda Coelho.

O dado foi apresentado durante o evento “Nordeste em Pauta – Resultados e perspectivas da região que mais cresce no país”, realizado em Brasília. O resultado, segundo ela, se deve às linhas incentivadas, como o Mais Inovação e o Fundo Clima, e às condições de juros mais vantajosas para quem toma crédito na região. Também apontou o treinamento e a reativação do relacionamento com bancos parceiros, como o Banco do Nordeste (BNB), que já acumula mais de R$ 800 milhões em repasses.

Os demais recursos contemplaram diferentes eixos econômicos: infraestrutura (R$ 1,35 bilhão), comércio e serviços (R$ 838,3 milhões), agropecuária (R$ 650,2 milhões) e indústria (R$ 560,8 milhões). Os custos e taxas praticadas variam de acordo com as linhas de crédito acessadas pelos clientes.

Conforme dados disponíveis nas estatísticas de desempenho do Portal da Transparência do governo, no Brasil, metade (ou exatos 50,1%) do desembolso do BNDES nos três primeiros meses beneficiou 18.158 grandes empresas. A outra metade foi destinada a financiamentos envolvendo empresas de médio porte (25,1%), pequenas empresas (17,7%) e microempresas (7,2%).

Criado no segundo governo de Getúlio Vargas, em 1952, quando faltavam estradas e energia, o BNDES nasceu como um motor financeiro para financiar grandes obras de infraestrutura e indústrias. Atualmente, o banco empresta dinheiro a juros mais baixos. Trata-se de recursos originados, principalmente, do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e de outras fontes, como o Tesouro Nacional, fundos, captações externas e internas, além de operações compromissadas e patrimônio líquido.

Principais programas de apoio:

  • BNDES Crédito PMEs
  • BNDES Crédito Serviços 4.0
  • Cartão BNDES
  • BNDES Finem Crédito para projetos diretos
  • BNDES Finame – financiamento de máquinas e equipamentos
  • BNDES Microcrédito – Condições ao Microempreendedor
  • BNDES Automático – Projeto de Investimento
  • BNDES Crédito Direto a Médias Empresas
  • Inovagro – Programa de Incentivo à Modernização e à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária
  • Programa BNDES Investimentos Públicos de Impacto – BNDES Invest Impacto.

“Não quero ser nem direita, nem esquerda”, diz Eduardo da Fonte sobre campo político

 

Por Yuri Costa – Blog da Folha

Homologado como candidato ao Senado pela Federação União Progressista, o deputado federal Eduardo Fonte (PP) afirmou não integrar nem o campo político da direita, nem o da esquerda.

A declaração foi dada nesta quarta-feira (5), em coletiva de imprensa realizada durante a convenção da coligação partidária.

“Eu sou um candidato que defende Pernambuco. O povo de Pernambuco sabe onde eu estive durante as cinco eleições que disputei. Sempre estive do mesmo lado. Não quero ser nem direta, nem esquerda. Eu sou Pernambuco”, disse.

João Campos defende regularização fundiária para ilhas de Belém de São Francisco

 

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos afirmou, nesta quarta-feira (5), que pretende criar, em janeiro de 2027, caso seja eleito, um grupo de trabalho para viabilizar a regularização fundiária das ilhas de Belém de São Francisco, no Sertão de Itaparica. A proposta foi apresentada durante agenda no município.

Segundo João, o grupo deverá contar com a participação de moradores e produtores da região. “Isso vai permitir acesso ao crédito, fortalecer a produção agrícola, gerar emprego, renda e mais oportunidades para quem vive nesta região”, afirmou.

Durante entrevista à Rádio Educadora, o candidato também apresentou propostas para ampliar o uso de tecnologia na segurança das rodovias estaduais e interiorizar o atendimento oncológico no Sertão. A agenda reuniu o candidato a vice-governador Carlos Costa, o deputado Fabrizio Ferraz, o ex-prefeito Gustavo Caribé e outras lideranças políticas.

05 agosto 2026

Vereadora Jaciene Freitas anuncia candidatura a deputada federal e fecha dobradinha com Roberta Arraes em Poção, no Agreste

 

A vereadora Jaciene Freitas oficializou sua candidatura a deputada federal e confirmou uma importante aliança política para as eleições deste ano. Em Poção, no Agreste pernambucano, Jaciene fará dobradinha com a deputada estadual Roberta Arraes, que disputará a reeleição para a Assembleia Legislativa de Pernambuco.

A parceria reúne duas lideranças comprometidas com o fortalecimento dos municípios do interior e com a ampliação da representatividade do Agreste nas esferas estadual e federal.

Ao anunciar sua candidatura, Jacilene destacou que o projeto tem como principal objetivo defender os interesses do Agreste em Brasília, trabalhando em sintonia com Roberta Arraes para ampliar a chegada de investimentos e ações para Poção e toda a região.

“Estamos construindo um projeto que nasce do diálogo com a população e do compromisso de buscar mais oportunidades para os nossos municípios. Ao lado de Roberta Arraes, queremos fortalecer a voz de Poção e do Agreste, garantindo mais investimentos, desenvolvimento e qualidade de vida para a nossa gente”, afirmou.

Roberta Arraes comemorou a parceria e ressaltou a importância da união entre lideranças comprometidas com o desenvolvimento do interior pernambucano.

“Fico muito feliz em caminhar ao lado de Jaciene Freitas. É uma liderança atuante, respeitada e que conhece de perto as necessidades da população de Poção. Tenho certeza de que essa parceria será muito importante para fortalecer nossa região e ampliar as conquistas para o Agreste”, destacou a deputada.

Com a aliança consolidada, Jaciene Freitas e Roberta Arraes iniciam uma agenda conjunta de encontros com lideranças políticas, comunitárias e representantes da sociedade civil, fortalecendo um projeto que busca ampliar a representatividade de Poção e do Agreste e garantir mais investimentos nas áreas de saúde, educação, infraestrutura, assistência social e desenvolvimento econômico.

A dobradinha reforça o compromisso das duas lideranças com o fortalecimento dos municípios do interior de Pernambuco e com a busca por mais investimentos e oportunidades para o Agreste.