
Se há um grande perdedor nestas eleições são os institutos de pesquisas. Erraram feio, tanto no primeiro turno, quando davam Lula (PT) em primeiro lugar, quanto no segundo, apontando, em sua grande maioria, uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL).
Em geral, não captaram o efeito do vermelhão que tomou as ruas do País nem o massacre que Flávio sofreu de Lula no debate da Globo, dias antes. Aliás, o comportamento cafajeste de Flávio tratando Lula de nove dedos também tirou uma enxurrada de votos do candidato oposicionista.
O candidato derrotado disse que não adianta nada o salário mínimo de R$ 1,6 mil se Lula dá com uma mão e tira com os nove dedos. Isso é comportamento de moleque e quem é moleque não pode governar o País.
De imediato, numa postura de estadista, Lula usou parte do seu tempo para rebater a fala do candidato. “Não vou permitir que miliciano me chame de 9 dedos. Ele não sabe o que é uma carteira de trabalho, o primeiro emprego dele foi falso, no gabinete do pai”, disse.
O petista exigiu que o candidato do PL se desculpasse por ter usado a expressão. Ele se desculpou, mas de nada adiantou. Deslizes no jogo político pavimentam o caminho para a derrota. Na política, o erro de um homem é a oportunidade de outro e Lula soube com muita competência e propriedade tirar proveito do deslize verbal do adversário.
Fica a lição para o filho de Bolsonaro: em política, o que começa com arrogância quase sempre termina em fracasso.
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