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17 março 2026

Lulinha viajou a Portugal com Careca do INSS para visitar fábrica de cannabis medicinal, afirma defesa

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, consultor jurídico de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, afirmou, hoje, que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viajou para Portugal em 2024 com um dos principais investigados pelo esquema de fraudes no INSS: o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. As informações são do portal G1.

Essa é a primeira vez que a defesa de Lulinha admite que ele teve relação com o Careca do INSS, que está preso desde setembro do ano passado. Carvalho afirma, no entanto, que Lulinha não participou das fraudes, não tinha conhecimento das irregularidades e nem recebeu dinheiro desviado de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Os desvios são investigados pela Polícia Federal, que deflagrou a Operação Sem Desconto em abril de 2025, e pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, no Congresso. A viagem a Portugal foi realizada a convite do Careca, em novembro de 2024, para que Lulinha visitasse com ele uma fábrica de produtos de cannabis medicinal.

“Fábio viajou com o Antônio Camilo, a convite do Antônio Camilo, então um empresário de sucesso no ramo farmacêutico, que ele conheceu através da sua amiga Roberta Luchsinger, a empresária Roberta. Nunca trabalhou com Antônio Camilo e essa viagem não rendeu, qualquer que tenha sido, contrato de forma direta ou indireta. Ele foi conhecer a extração de canabidiol, demonstrou uma curiosidade, foi convidado e aceitou o convite e viajou para Portugal”, disse Carvalho em entrevista ao GloboNews Mais.

De acordo com Carvalho, a visita à fábrica aconteceu, mas não gerou nenhuma parceria comercial entre Lulinha e o Careca do INSS. Lulinha não pagou pela viagem a Lisboa. O advogado disse não saber se quem custeou a viagem foi o Careca ou a empresa portuguesa que foi visitada.

O filho do presidente teve os sigilos bancário e fiscal quebrados pela PF, em janeiro deste ano, e pela CPMI do INSS no final de fevereiro. A quebra de sigilo aprovada pela CPMI foi suspensa por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O plenário da Corte ainda vai analisar o caso.

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