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20 julho 2026

João Campos reúne grande público em Caruaru e promete Hospital da Criança do Agreste

 

O pré-candidato a governador João Campos (PSB) participou, neste domingo (19), de mais uma plenária regional do projeto de escuta popular Chega Junto Pernambuco, desta vez em Caruaru. Segundo a organização, o evento atraiu cerca de 20 mil pessoas dentro e nos arredores de uma casa de recepções no bairro Indianópolis. Após ouvir contribuições de vários nomes da política local, João apresentou propostas para a região, entre elas, a construção do Hospital da Criança do Agreste.

“A gente tem o compromisso de fazer o Hospital da Criança do Agreste aqui em Caruaru. A ideia é que a gente possa atender mais de 2,5 milhões de habitantes que estão nessa região e que muitas vezes, quando precisam de serviços de maior complexidade, precisam ir para a Região Metropolitana. A gente está falando de um equipamento que vai ser muito útil às crianças, às famílias. Eu fiz no Recife, a gente sabe fazer e vai fazer aqui também, com uma capacidade de mais de 100 leitos, com UTI, especialidades odontológicas para crianças, centro TEA, núcleo de desenvolvimento integral infantil, mais de 20 especialidades médicas, a capacidade de fazer mais de 500 mil exames e procedimentos por ano. Será um hospital de grande porte e para atender todo o Agreste de Pernambuco”, disse.

João também prometeu reabrir o Hospital Jesus Nazareno, em Caruaru. A unidade foi fechada pela atual gestão estadual no ano passado e se somou a outros hospitais e UTIs pediátricas descontinuados desde 2023. O pré-candidato a governador também elencou propostas como a construção de um anel viário nos arredores da Capital do Agreste em paralelo à duplicação do trecho da BR-232 situado entre São Caetano e Serra Talhada. Por fim, anunciou que vai criar o projeto Polo Agreste Global da Moda, que associará a formação de mão de obra à demanda da indústria têxtil em Santa Cruz do Capibaribe e região.

No principal reduto político de Raquel Lyra (PSD), ex-prefeita de Caruaru, João Campos também fez críticas indiretas à adversária. Ao defender que “não existe dono de cidade”, afirmou: “Caruaru é do povo. Não tem dono de terra. Aqui não é uma fazenda, um sítio, uma propriedade privada. É do povo. Caruaru é uma cidade extraordinária, de um povo trabalhador, generoso, guerreiro. Não existe dono de cidade, não existe quem é dono de uma cidade pequena, média, grande. As cidades e o estado são do povo. E a democracia é isso: conversar, apresentar um projeto e tratar as coisas com respeito de verdade”, concluiu.

O evento reuniu nomes da política local, como os ex-prefeitos Zé Queiroz e Tony Gel, o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, o ex-senador Douglas Cintra, a ex-deputada Laura Gomes, os pré-candidatos Delegado Lessa, Vitinho Maia e Dilson Oliveira, além da senadora Teresa Leitão e de Carlos Costa, Humberto Costa e Marília Arraes, nomes que comporão a chapa de João Campos nas eleições deste ano.

Durante o evento, o público presente também foi orientado a seguir contribuindo com ideias para o futuro plano de governo da Frente Popular, por meio do site chegajuntope.com.br. Essa foi a oitava plenária do projeto de escuta popular, que já passou por Gravatá, Palmares, Petrolina e por quatro regiões político-administrativas do Recife.

“Na política, como no futebol, ninguém conquista um campeonato sozinho”, diz Marília

 

Diante de um público numeroso, Marília Arraes (PDT) participou, hoje, em Caruaru, ao lado dos pré-candidatos a governador, João Campos; vice-governador, Carlos Costa e do senador e pré-candidato a reeleição, Humberto Costa de mais uma edição do programa de escuta da Frente Popular, Chega Junto Pernambuco.

Também estiveram presentes o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto (MDB); a senadora Teresa Leitão (PT); o prefeito de São Lourenço da Mata, Vinicius Labanca (PSB); o presidente do MDB de Pernambuco, Raul Henry, os ex-prefeitos de Caruaru José Queiroz e Tony Gel e dezenas de lideranças estaduais e locais.

No clima da final da Copa do Mundo, Marília fez um discurso forte, lembrando os avanços conquistados pelos ex-governadores Miguel Arraes e Eduardo Campos e pelo “maior craque do mundo”, o presidente Lula. “Na política, como no futebol, ninguém conquista um campeonato sozinho. Pernambuco precisa de um time que jogue unido, que saiba tocar a bola, marcar junto e fazer gols a favor do povo. É esse o time de Lula: um time que entra em campo para derrotar a fome, a desigualdade e o retrocesso. No Senado, quero ajudar a tocar a bola para o presidente Lula continuar fazendo os gols que mudam a vida das pessoas, garantindo mais investimentos, empregos e oportunidades para Pernambuco voltar a rugir forte como o Leão do Norte.”

Em discurso, menciona Caruaru como uma das cidades mais importantes de Pernambuco e um dos principais motores do desenvolvimento econômico do estado. “É por isso que o Chega Junto Pernambuco não poderia deixar de ouvir os caruaruenses, que conhecem de perto os desafios, as demandas e as potencialidades do Agreste. O nosso time, o time de Lula, acredita que as melhores soluções nascem da escuta, do diálogo e da construção coletiva. Escutar Caruaru é fortalecer um projeto que respeita a voz das pessoas e trabalha por um Pernambuco cada vez mais desenvolvido, justo e com mais oportunidades para todos”, concluiu Marília.

‘Nenhuma possibilidade’, diz Michelle Bolsonaro sobre chapa como vice de Zema

 

A ex-primeira-dama a e pré-candidata ao Senado Michelle Bolsonaro (PL) negou qualquer possibilidade de ser vice na chapa de Romeu Zema (Novo) à Presidência. A publicação de Michelle ocorre após o ex-governador de Minas Gerais responder, ontem (18), que a ex-presidente do PL Mulher seria uma “possibilidade” para o cargo.

A definição sobre o vice de Zema não deve ocorrer antes da convenção partidária, em 27 de julho, e só deve sair em agosto. O ex-governador declarou não ter nome preferido para o posto, mas que quer um “vice ficha limpa”. Ao ser questionado se poderia ser Michelle, respondeu: “É uma possibilidade, como outras também são”. As informações são do jornal O Globo.

Em publicação nos stories, Michelle escreveu não ter definido sua candidatura, inclusive ao Senado, posto em que é cotada para disputar pelo PL no Distrito Federal. A ex-primeira-dama também salientou que um mesmo partido não pode ter duas cabeças de chapa. O PL já tem o nome do senador Flávio Bolsonaro na disputa ao Planalto.

“Estou filiada ao PL. Um mesmo partido não pode ter duas cabeças de chapa concorrendo em coligações distintas para os mesmos cargos majoritários. Portanto, não há nenhuma possibilidade de isso acontecer”, escreveu Michelle, reforçando também que agora sua prioridade são os cuidados ao marido, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.

Depois da rixa com o enteado Flávio, que representou uma crise na família Bolsonaro, a ex-primeira-dama colocou em dúvida a própria candidatura ao Senado. Nos últimos dias, ela sinalizou a aliados que pretende, sim, concorrer, mas não houve ainda uma confirmação pública. Há uma dúvida se a ex-primeira-dama vai comparecer à convenção nacional do PL — marcada para 25 de julho, em São Paulo —, na qual o filho do marido será formalizado como candidato ao Palácio do Planalto.

Ontem, o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, disse no encontro nacional da sigla que tem conversado com o Podemos e com “outros partidos”, sem detalhar quais, sobre uma possível composição na chapa de Zema.

“Ainda não temos uma definição de vice, temos conversado com alguns partidos, em especial eu tenho conversado com o Podemos, tenho uma ótima relação com a Renata (Abreu, presidente do Podemos), acho que é uma possibilidade a gente fazer uma composição. Provavelmente vai ficar mais para o final da janela dos prazos das convenções, dia 5 de agosto, depois da convenção.”

16 julho 2026

Maior programa de asfalto da história de Araripina chega ao distrito de Nascente

 


O maior programa de asfaltamento da história de Araripina continua transformando a realidade das comunidades do município e agora chega com força ao distrito de Nascente. Ao todo, serão *10 mil metros quadrados de asfalto*, levando mais mobilidade, segurança, valorização dos imóveis e mais qualidade de vida para os moradores.

As obras contemplam importantes vias do distrito, beneficiando diretamente centenas de famílias que há muitos anos aguardavam pela chegada do pavimento asfáltico. Receberão o novo asfalto a *Avenida Recife, Rua João Mendes, Rua Manoel Gomes Ferreira, Avenida Agamenon Magalhães, Rua Senhor do Bonfim, Rua José Pinho Campos, Rua São José – Trecho 1, Rua Miguel Coelho, Rua Virgílio Coelho, Travessa Agamenon Magalhães, Trevo da Saída de Nascente e o Trevo João Mendes*.


Mais do que máquinas e pavimentação, a obra representa dignidade para quem vive diariamente o distrito e sonhava em ver suas ruas totalmente renovadas. O fim da poeira no verão e da lama durante o período chuvoso é uma conquista celebrada pela população, que passa a contar com ruas mais seguras e acessíveis.

O investimento faz parte do maior programa de asfalto já executado pela Prefeitura de Araripina, uma iniciativa que já está transformando bairros da sede e diversos distritos do município, levando desenvolvimento e infraestrutura para perto das pessoas.

Para o prefeito Evilásio Mateus, o compromisso da gestão é fazer com que os investimentos cheguem a todos os cantos de Araripina.

“Estamos realizando um sonho antigo dos moradores de Nascente. Esse é o maior programa de asfaltamento da nossa história e ele está chegando onde as pessoas vivem, trabalham e constroem suas famílias. É desenvolvimento, mobilidade e mais qualidade de vida para nossa gente”, destacou o prefeito.

Com os novos investimentos, Nascente avança, ganha novas oportunidades e se prepara para um futuro ainda mais promissor, acompanhando o ritmo de crescimento e desenvolvimento vivido por Araripina.

Projetos de Lei, indicações, homenagem e segurança pública movimentam a 3ª Sessão Ordinária da Câmara de Araripina

 


A Câmara Municipal de Araripina esteve mais uma vez reunida na noite desta quarta-feira, 15, quando da realização da 3ª Sessão Ordinária do segundo período legislativo. Presidida pelo vereador Francisco Edivaldo (PP), a sessão de ontem foi bastante produtiva com a apresentação de diversas indicações, requerimento, Moção de Aplausos e Projetos de Lei tanto do Executivo quanto do Legislativo.

Todas as indicações, requerimento e pareceres favoráveis aos Projetos de Lei foram aprovados pela unanimidade dos pares da Casa Joaquim Pereira Lima.

Na sessão de ontem também ocorreram dois momentos especiais e importantes. O primeiro foi a homenagem com uma Moção de Aplausos ao atleta de Jiu Jitsu Wesley Amorim, campeão brasileiro do esporte. De autoria do vereador Francisco Edivaldo, a honraria destaca a atuação exitosa de Wesley como atleta de Jiu Jitsu, campeão em diversas competições regionais, estaduais e nacionais. Atleta que leva o nome de Araripina para todo o Brasil e que é referência para as próximas gerações.


Um tema muito importante também pautou a sessão desta quarta-feira. Três (03) vereadores da cidade vizinha de Marcolândia, no estado do Piauí, estiveram em Araripina para tratar sobre segurança pública. A presidente da Casa Legislativa de Marcolândia, Célia de Nem e os colegas vereadores Júnior de Mário e Marcos Josias, além do empresário e liderança política Nem Pardal, relataram a preocupação da população daquela cidade com o crescente índice de violência nos distritos de Vila Serranea I e II, que ficam na fronteira com a cidade piauiense. Eles solicitaram aos colegas do legislativo de Araripina que façam cobranças junto ao governo do estado para solucionar essa problemática de grande preocupação.

As sessões do Legislativo Municipal podem ser acompanhadas em nossas plataformas digitais: no canal do Youtube da Câmara de Vereadores de Araripina e no site oficial: www.araripina.pe.leg.br

Governo Lula classifica decisão dos EUA como ‘ideológica’ e diz que equipe de Trump agiu de má-fé

 

No dia seguinte ao anúncio da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, confirmado pelos Estados Unidos, assessores presidenciais classificaram, hoje, o tarifaço norte-americano como “ideológico” e “político” e uma tentativa equivocada de ajudar Flávio Bolsonaro (PL). As informações são do portal G1.

Integrantes do governo também rebatem as declarações de que o Brasil não negociou as tarifas. Entendem ainda que a decisão já estava tomada desde o ano passado, quando o presidente Donald Trump publicou uma carta endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O anúncio aconteceu ontem, último dia de prazo dado pelo governo americano para que os dois países chegassem a um consenso nas negociações. Em resposta, o Brasil chamou a decisão de lastimável e afirmou que iniciará “imediatamente” os trâmites para acionar os instrumentos previstos da Lei de Reciprocidade.

Na avaliação da equipe presidencial, o governo Trump agiu de má-fé e está criando “fake news”, de que o Brasil não negociou tarifas, para fazer um discurso alinhado com o do pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro. O filho do ex-presidente da República já deu declarações, após o anúncio das tarifas, que Lula não quis negociar e trabalhou contra os interesses do Brasil.

O entendimento da diplomacia brasileira é que, diante de um cenário em que a Suprema Corte americana impôs limite à imposição de tarifas por meio de anúncios, a Casa Branca se movimentou para encontrar um instrumento juridicamente legal que permitisse a imposição de tarifas (Seção 301), ainda que com argumentos considerados injustos e sem base técnica pelo Brasil.

PoderData/Aya: Lula tem 40% e Flávio 34% no 1º turno

 

Poder360

Levantamento PoderData/Aya, divulgado hoje, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 40% das intenções de voto contra 34% do senador Flávio Bolsonaro (PL) no cenário de 1º turno para a eleição presidencial de outubro. O resultado amplia a vantagem do petista sobre o adversário e os afasta de um empate técnico pela margem de erro de 2 pontos do levantamento.

Na sequência, aparecem os pré-candidatos Renan Santos (Missão), com 6%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), com 4% cada um. Augusto Cury (Avante) tem 3%. Todos estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro.

Os dados foram coletados de 12 a 15 de julho de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.400 entrevistas em 685 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o nº BR-00059/2026.

Maria Arraes abre mão de reeleição na Câmara para disputar vaga na Alepe

 

A deputada federal Maria Arraes anunciou, há pouco, que não disputará a reeleição para a Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. Em vídeo publicado nas redes sociais, a parlamentar informou que será candidata a deputada estadual por Pernambuco. “Eu não vou mais ser deputada federal. Foram três anos e meio de muito trabalho, e o sentimento é de dever cumprido, mas eu não aguento mais assistir, de Brasília, Pernambuco ser destruído”, afirmou.

Na publicação, Maria Arraes fez um balanço de sua atuação no Congresso Nacional e justificou a decisão de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). “A minha luta, a minha força e a minha garra são as mesmas, mas a nossa missão agora é outra: reconstruir o nosso estado”, declarou ao oficializar sua pré-candidatura.

Miguel Coelho lança pré-campanha ao Senado nas redes sociais

 

Por Anthony Santana – Blog da Folha

O presidente do União Brasil em Pernambuco e ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), lançou o mote da pré-campanha para o Senado federal após a governadora Raquel Lyra (PSD) definir que ele e o deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) farão parte da sua chapa como candidatos ao Senado.

A informação sobre a decisão da gestora foi divulgada em primeira mão nesta quarta-feira (15), na coluna Folha Política, assinada pela jornalista Betânia Santana, da Folha de Pernambuco. No Instagram, Coelho divulgou a própria foto com a imagem do Recife ao fundo e a frase “Miguel Coelho, a força do trabalho”.

Na legenda, o pré-candidato escreveu “Começou”, indicando que iniciou a corrida por uma das vagas de Pernambuco na Casa Alta.

Coelho foi escolhido após disputar a indicação da Federção União Progressista (UP) com o deputado federal Eduardo da Fonte, presidente estadual do Partido Progressistas. O parlamentar chegou a ser indicado pelo grupo político, mas a governadora manifestou, em reunião com os líderes nacionais da federação, preferência por Miguel Coelho. 

Ao justificar a rejeição ao nome de Eduardo da Fonte, Raquel Lyra alegou que ofereceu a vaga de candidato ao Senado e recebeu negativas dele por duas vezes. A relação entre os dois chegou a ser rompida após o líder progressista abrir canal de negociação com o opositor, o pré-candidato ao governo estadual, João Campos (PSB). 

Flávio Bolsonaro afirma não ter mais relação com Michelle, nem ter assistido a vídeo da ex-primeira dama

 

O senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou em entrevista ao Flow Podcast não ter mais nenhuma relação com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ao ser questionado sobre o vídeo em que a esposa de Jair Bolsonaro direciona críticas a ele, o parlamentar disse não ter assistido o material para “não se contaminar”.

— É uma questão de bom senso e de fidelidade à escolha do nosso líder, que é o presidente Jair Bolsonaro. Eu nunca pressionei pra entrar pra campanha ou pra não entrar, vem a hora que quer, vem se quiser também, porque assim, eu tô dando o meu melhor, eu sei qual caminho que eu tenho que seguir. As informações são do jornal O GLOBO.

O parlamentar alegou não compreender as motivações de Michelle para os ataques direcionados a sua campanha e negou que houvesse qualquer tipo de estratégia combinada por trás do atrito. Flávio afirmou ainda que a situação só não teria sido contornada de forma mais dura em respeito ao ex-presidente.

— Ainda mais ela sendo a esposa do meu pai, que eu sempre respeitei, que se não fosse, certamente, eu acho que não teria chegado nesse ponto, a gente teria estancado antes (…) Obviamente que vai estar sempre as portas abertas para todo mundo, não apenas ela, todo mundo que queira se engajar na campanha de corpo e alma, porque é contra o inimigo do Brasil, que é o atual governo — disse o senador.

Durante a entrevista, o senador também abordou a produção do filme “Dark Horse” e sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Segundo Flávio, a opção por realizar o longa-metragem nos Estados Unidos, com atores internacionais ocorreu pelo suposto receio de retaliações jurídicas no Brasil.

— Sabe por que não foi feito aqui? Porque senão alguém do Supremo Tribunal Federal ia dar uma canetada, ia inviabilizar o filme. Ia perseguir os atores, ia perseguir a produtora — justificou, acrescentando que Caviezel teria quase desistido do papel por temer a situação política brasileira e o fato de Eduardo Bolsonaro estar “exilado” nos EUA.

Flávio confirmou ter atuado na captação de recursos para a obra e disse que sua aproximação com Vorcaro se deu antes do banqueiro se tornar alvo do escândalo bilionário de fraudes financeiras. O pré-candidato voltou a defender que, à época das tratativas, segundo ele iniciadas em dezembro de 2024, o investidor não possuía irregularidades conhecidas e transitava livremente entre autoridades e veículos de imprensa.

— Foi um contrato privado, para um filme privado. Sem nenhuma contrapartida pública — argumentou o senador. Questionado sobre a sua reação ao ver o escândalo financeiro estourar, Flávio argumentou que o empresário tentava vender o banco e negociar com o Banco Central de forma supostamente legal, e que apenas com o avanço do caso teria ficado claro que houve erros na origem das operações.

Críticas a Dino e Moraes

O senador e pré-candidato também acusou na entrevista os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino de utilizarem a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) para esvaziar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e interferir no processo político.

Segundo o parlamentar, a Corte tem relativizado a imunidade parlamentar para impor constrangimentos à direita, citando como precedente a condenação de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, por falas na tribuna. — Eles estão fazendo uma articulação para que essa primeira turma seja uma espécie de bypass do TSE durante as eleições — afirmou Flávio, alegando que a tática visa beneficiar o PT.

“Era para Flávio estar com menos do que isso”, ironiza Teresa Leitão sobre queda de adversário nas pesquisas

 

A pesquisa Quest, divulgada nesta quarta-feira (15), com o senador Flávio Bolsonaro (PL) caindo para 28% das intenções de voto, ante 40% do presidente Lula (PT), surpreendeu alguns observadores da cena política nacional. No entanto, para a líder do governo no Senado, a pernambucana Teresa Leitão (PT), o quadro ainda não reflete a real queda do pré-candidato adversário.

“Acho que a pré-candidatura do senador Flávio tem mostrado uma certa resiliência, porque era para estar menos do que isso. Significa que a extrema direita existe no Brasil, mas também tem fracassado muito na plataforma político-eleitoral. Qual é a plataforma de Flávio Bolsonaro para governar o Brasil? Submissão a Donald Trump. E o brasileiro não está gostando disso”, disparou Teresa, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.

“Ao lado disso, tem toda essa questão que a cada dia vai ficando mais agravada, que são as relações íntimas com o Banco Master. Toda a crise, toda a configuração do banco nasceram no governo de Jair Bolsonaro (PL), com Daniel Vorcaro, que frequenta a casa de Flávio, é amigo do peito, amigo-irmão. A população está cansando de ter um candidato que não tem o que mostrar, nem diz o que vai fazer para o Brasil melhorar. E nós estamos mostrando como ampliar os índices de empregabilidade, como combater a inflação, como enfrentar os problemas da desigualdade social, o feminicídio. As coisas que são caras para a população nós precisamos tratar, e a gente está tratando. Um quarto governo tem que ser melhor do que o terceiro”, completou Teresa.

“Flávio Bolsonaro não está mostrando isso. A única coisa que ele tem pautado é amor eterno a Trump, o Brasil ficar submisso e a dancinha nos palanques. Um país como o nosso, fruto de tantas revoluções que ocorreram ao longo da sua história, não concorda com isso”, concluiu a senadora, que prometeu “fazer um esforço grande” para a reeleição do presidente.

15 julho 2026

Advogados são alvo de operação por fraude de R$ 3,8 bilhões no ICMS

 


O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira/SP) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15/7), operação contra suposto esquema bilionário de sonegação de impostos. Entre os alvos dos mandados de busca e apreensão estão advogados, incluindo o escritório de Nelson Wilians, investigado por envolvimento na Fraude do INSS, revelada pelo Metrópoles.

A advogada Mayra Fahur de Paula, cujo escritório é localizado em Londrina, no Paraná, é também apontada como integrante do núcleo principal do esquema, que seria liderado pelo “Grupo Econômico Nelson Wilians”, segundo as investigações.

Batizada de Distrato, a operação cumpre 38 mandados em São Paulo, Campinas, Jundiaí e Ribeirão Preto, além das cidades paranaenses de Londrina e Cambé.

Segundo as investigações, escritórios de advocacia e empresas de consultoria ofereciam a empresários paulistas a possibilidade de pagar menos Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) por meio da compra de supostos créditos tributários vendidos com desconto. Os intermediários afirmavam que esses créditos eram legais e haviam sido autorizados pela Secretaria da Fazenda, apresentando a operação como forma legítima de planejamento tributário.

Essa autorização da secretaria, no entanto, não existia. Após aderir ao esquema, a empresa deixava de pagar parte do ICMS devido ao Estado e repassava aos intermediários comissão que podia chegar a 70% do valor do imposto economizado. Assim, segundo a investigação, parte do dinheiro que deveria entrar nos cofres públicos acabava destinada aos integrantes do grupo. Foram identificadas infrações em 752 empresas, e o montante sonegado supera R$ 3,8 bilhões.

Ainda conforme a apuração, os créditos tributários negociados estavam ligados a empresas sem condições de operar, empresas falidas ou operações comerciais consideradas fictícias. Para fazer a aparência de legalidade, os investigados teriam utilizado contratos, procurações, apólices de seguro e até documentos falsos atribuídos à própria administração tributária.