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18 março 2026

Comerciantes e ambulantes já podem solicitar ligações provisórias de energia para a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém

 


Ambulantes, poder público e promotores de eventos já devem começar a solicitar o serviço à Neoenergia Pernambuco. Instalações já começarão a ser realizadas na próxima semana

Com a aproximação da temporada da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, comerciantes, ambulantes e produtores de eventos que atuarão no entorno do Teatro de Nova Jerusalém já podem solicitar à Neoenergia Pernambuco as ligações provisórias de energia elétrica. O serviço é fundamental para garantir o funcionamento regular de barracas, estruturas comerciais e atividades temporárias durante o período do espetáculo, que todos os anos atrai milhares de visitantes ao município de Brejo da Madre de Deus, no Agreste pernambucano.

 

A distribuidora orienta que o pedido seja realizado com pelo menos cinco dias de antecedência ao início das atividades. Para solicitar a ligação, é necessário apresentar a licença de uso do solo emitida pela prefeitura e pelos órgãos competentes, além de documento de identidade, CPF e a relação dos equipamentos elétricos que serão utilizados no local. As primeiras instalações devem começar já na próxima semana, acompanhando o aumento da movimentação na região.

 

A Neoenergia Pernambuco reforça que o padrão de entrada da ligação provisória é de responsabilidade do consumidor e deve ser instalado por profissional qualificado. Antes da energização, técnicos da concessionária realizam uma vistoria para verificar se as estruturas atendem aos requisitos técnicos e de segurança, como a presença de disjuntores, sistema de aterramento e condutores adequados. A empresa também informa que não é possível realizar ligações em estruturas móveis, como carroças, automóveis ou caminhões, conforme determinam as normas do setor elétrico.

 

A distribuidora também orienta comerciantes e ambulantes sobre cuidados básicos de segurança, como montar barracas afastadas da rede elétrica, evitar ligações clandestinas, não utilizar fios com emendas improvisadas ou tomadas tipo “T”, além de nunca manusear instalações elétricas com as mãos molhadas ou os pés descalços.

Seguir as orientações técnicas é essencial para garantir a segurança de trabalhadores e do público que acompanhará o espetáculo.

João quer mostrar chapa em Brasília numa foto com Lula

 

Em Brasília desde ontem para fechar as articulações para montagem da sua chapa para governador, o prefeito João Campos (PSB) terá, daqui a pouco, uma conversa com o presidente do PDT, Carlos Lupi, na companhia de Marília Arraes, que será candidata ao Senado na chapa de João, conforme acerto fechado ontem.

João já esteve com o ministro de Portos, Sílvio Costa Filho, com quem fechou a indicação do irmão Carlos Costa para compor a chapa como vice. João também esteve com o presidente do PT, Edinho Silva, e com o senador Humberto Costa, que disputa a reeleição tendo como companheira de chapa a ex-deputada Marília Arraes. Ao final dos encontros, a ideia é o grupo fazer uma foto ao lado do presidente Lula.

A primeira foto oficial da chapa – João governador, Carlos Costa vice, Humberto e Marília senadores.

Caminhoneiros ameaçam entrar em greve contra a alta do diesel

 

O movimento para deflagrar uma greve de caminhoneiros ganhou força nos últimos dias, em meio à alta do diesel e à avaliação de que as medidas adotadas pelo governo federal não tiveram efeito prático para a categoria. Lideranças do setor afirmam que a mobilização já foi deliberada em assembleias e pode se concretizar no curto prazo, com adesão de motoristas autônomos e também de profissionais contratados por transportadoras.

À frente do movimento, o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, afirma que a paralisação deixou de ser uma hipótese distante. “Vai ter greve. Se for preciso, vamos fechar rodovias. A categoria já deliberou por isso e estamos articulando nacionalmente com outros grupos”. As informações são da Revista Veja.

Segundo ele, o cenário atual é de estrangulamento financeiro da atividade. “Esse movimento agora é pela sobrevivência da categoria. Não é mais uma questão pontual, é porque a conta simplesmente não fecha.” A principal pressão vem do custo do diesel, que subiu de forma acelerada nas últimas semanas, impulsionado pela alta do petróleo no mercado internacional em meio à escalada de tensões no Oriente Médio.

Médico diz que Bolsonaro apresentou melhora, mas evolução do quadro é lenta

 

O médico cardiologista Brasil Caiado afirmou, hoje, que o ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou uma evolução no quadro, apesar da melhora ainda ser lenta. Bolsonaro continua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, sem previsão de alta.

Ele foi internado na última sexta-feira (13) pela manhã para tratamento de pneumonia bacteriana aguda decorrente de um episódio de broncoaspiração. O ex-presidente, que cumpre prisão na Papudinha por tentativa de golpe de Estado, passou mal e precisou ser levado ao hospital, onde permanece medicado com antibióticos e acompanhado pela equipe médica.

“Nas primeiras horas, os exames laboratoriais indicaram uma piora do quadro, foi o que mais nos preocupou”, relatou o médico. “Ontem foi o dia que ele – muito temerário, preocupado pelo cansaço, pela falta de ar – apresentou melhora progressiva”.

“Nós esperamos hoje para atualizar para vocês – apesar dos boletins diários –, porque estava uma evolução lenta, apesar de gradativa, e parcial”, disse o especialista à imprensa reunida no local.

Segundo o profissional, Bolsonaro passou por uma tomografia computadorizada e o exame apontou melhora mais significativa no pulmão direito. “No lado esquerdo, continua ainda um comprometimento moderado”, ponderou.

“Nós percebemos que ele ficou um pouco temerário, apreensivo. Ele sentiu o peso dessa patologia um pouco mais. Mas, de qualquer forma, já temos um quadro bom, a tendência é melhorar”, prosseguiu.

A informação foi confirmada momentos depois pelo boletim médico. “Apresentou boa evolução clínica, com melhora parcial dos aspectos tomográficos e melhora importante dos marcadores inflamatórios. Tem programação de manter o tratamento com antibioticoterapia e segue com suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora”, diz a nota.

STF julga compra de imóveis rurais por empresas brasileiras com participação majoritária de estrangeiros

 

O Globo

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve retomar, hoje, o julgamento que discute as regras para aquisição de terras rurais por estrangeiros no Brasil. A análise será feita pelo plenário da Corte e envolve, de forma conjunta, ações que da validade de restrições previstas em uma lei de 1971, que estabelece um regime de aquisição de terras específico e mais restritivo aos estrangeiros residentes no país.

No centro do julgamento está a definição sobre se as empresas brasileiras controladas por capital estrangeiro devem ou não se submeter às mesmas limitações impostas a estrangeiros na compra de imóveis rurais.

A legislação atual impõe limites à aquisição de terras por estrangeiros e equipara a essas regras empresas brasileiras com maioria de capital estrangeiro. Uma das ações, a ADPF 342, questiona justamente esse ponto, ao sustentar que a Constituição de 1988 não autoriza esse tratamento diferenciado. Já a ACO envolve um conflito sobre a aplicação prática dessas restrições, após decisões administrativas que afastaram a exigência em alguns casos.

O tema já passou por análise preliminar no STF, mas sem definição de mérito. Em 2021, o julgamento foi iniciado no plenário virtual da Corte, mas foi suspenso após pedidos de destaque. O relator do caso à época, ministro Marco Aurélio Mello, defendeu a validade da lei de 1971 e votou a favor de submeter todas as empresas brasileiras de capital estrangeiro ao regime jurídico previsto na lei para aquisição de terras.

No mesmo julgamento, o ministro Alexandre de Moraes votou de forma divergente, apontando que desde a Emenda Constitucional 6/1995 deixou de haver distinção jurídica entre empresas brasileiras com base na nacionalidade do capital.

Em 2023, o novo relator do caso, ministro André Mendonça, acolheu um pedido do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e suspendeu de forma liminar processos sobre o assunto em todo o país. Quando a liminar foi analisada para referendo, o julgamento terminou em empate — e decisões divergentes seguiram sendo tomadas pela Justiça. Na época, ao votar contra a liminar de Mendonça, Moraes argumentou que a suspensão de todos os processos era uma medida desproporcional.

Agora, os ministros irão analisar o mérito da questão. As autoras das ações, Sociedade Rural Brasileira (SRB), e o Instituto Nacional de Colonização Agrária (Incra), devem apresentar sustentações orais, e a OAB, como amiga da Corte, também poderá falar.

A chapa que João teria escolhido para ideologizar a campanha

 

Recebi, logo cedo, a informação de que o pré-candidato a governador pelo PSB, João Campos, havia batido o martelo com Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) candidatos ao Senado. O vice seria Carlos Costa (Republicanos), irmão do ministro de Portos, Sílvio Costa Filho. Uma chapa muito doméstica, primo com primo, no caso João e Marília. A justificativa é que João teria optado por uma chapa mais à esquerda para fazer uma campanha no campo ideológico, jogando a governadora Raquel Lyra (PSD) para o universo bolsonarista.

Falta de diálogo e promessas não cumpridas agravam crise na Segurança Pública de Pernambuco

 

Eleita com a segurança pública como principal bandeira de campanha, a governadora Raquel Lyra (PSD) enfrenta agora uma escalada de tensão com a Polícia Civil de Pernambuco. O Sindicato dos Policiais Civis (SINPOL-PE) denuncia o descumprimento de acordos e a manutenção de um cenário de precarização que compromete o serviço prestado à população.

Apesar do discurso de investimento bilionário na segurança pública, a categoria aponta que Pernambuco ainda mantém um dos piores salários da federação para a classe. A infraestrutura física é outro ponto crítico.

Entre os pontos criticados pela categoria estão as delegacias improvisadas. Mais de 80% das unidades funcionam em casas alugadas, sem estrutura adequada para o trabalho policial. Além disso, policiais precisam realizar “vaquinhas” para custear itens básicos, como água mineral, material de expediente e até o sinal de internet para registrar ocorrências.

A crise ganhou novos contornos na última sexta-feira (13). Durante um ato administrativo marcado por protestos da categoria, a governadora anunciou publicamente a abertura de uma mesa de negociação para a segunda-feira, dia 16. No entanto, o compromisso não foi honrado, e a reunião não aconteceu.

Em resposta, representantes do SINPOL-PE montaram acampamento em frente ao Palácio do Campo das Princesas, afirmando que só deixarão o local quando uma mesa de negociação oficial for estabelecida. “Ela foi eleita usando a segurança pública como sua principal bandeira. É lamentável uma governadora não cumprir com sua palavra. Insistiremos no diálogo, mas a categoria chegou ao seu limite”, afirma o presidente do SINPOL.

Diante da ausência de respostas do Governo do Estado, os policiais civis confirmaram uma paralisação de 24 horas para esta quarta-feira, dia 18 de março. O movimento busca sensibilizar o Executivo para as pautas de recomposição do efetivo, melhores condições de trabalho e valorização salarial imediata.

Alckmin diz que greve de caminhoneiros “não tem muito sentido”

Poder360

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) disse, hoje, que não vê razão para uma greve de caminhoneiros. Para ele, o governo já tomou as medidas necessárias para conter o impacto da alta do petróleo no preço do diesel e garantir o abastecimento. No discurso oficial, culpam a venda da BR Distribuidora e de refinarias por tirar do Estado instrumentos para regular preços.

“Eu espero que não tenha, porque não tem muito sentido. Quer dizer, o governo já se antecipou, já tomou medidas”, disse Alckmin a jornalistas durante o aniversário de 80 anos do ex-ministro e pré-candidato a deputado federal, José Dirceu (PT), em Brasília (DF). Insatisfeitos com a alta do preço dos combustíveis, grupos que representam caminhoneiros de diferentes regiões do Brasil já se reuniram para decidir a data de uma greve nacional.

O vice-presidente listou as ações adotadas: zeragem das alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel e a criação de um subsídio temporário para produtores e importadores. Segundo ele, as duas frentes de atuação são conter o risco de desabastecimento e amortecer o impacto no preço ao consumidor. O pacote do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para segurar o preço do diesel custará R$ 30 bilhões. 

Governo prepara pacote de medidas para impedir greve de caminhoneiros

 

Para tentar evitar uma greve de caminhoneiros, o governo federal anuncia, hoje, medidas para ampliar a fiscalização do cumprimento da tabela do piso mínimo do frete para caminhoneiros e para responsabilizar os infratores contumazes.

A coletiva acontece em meio a preocupação do governo sobre esse movimento que pode levar a uma paralisação como a que ocorreu em 2018. O anúncio será feito pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, e o diretor-geral da ANTT, Guilherme Sampaio. Sob pressão devido à alta nos preços do diesel, o Ministério da Fazenda negocia com os estados a redução do ICMS e o aumento da fiscalização.

Lideranças da categoria afirmam que o transporte se tornou economicamente inviável e comparam a situação atual com a greve de 2018. Na semana passada, o governo federal zerou os impostos federais sobre o óleo diesel. A alta nos preços do diesel também motivou a abertura de um inquérito pela Polícia Federal.

Defesa de Bolsonaro aposta em “clima no STF” para prisão domiciliar

 

Integrantes da defesa de Jair Bolsonaro apostam que o “clima no STF” pode levar o ministro Alexandre de Moraes a finalmente transferir o ex-presidente da Papudinha para a prisão domiciliar. As informações são do portal Metrópoles.

Sob reserva, advogados e aliados próximos de Bolsonaro avaliam haver um clima generalizado entre os ministros do Supremo favorável à transferência do ex-mandatário para casa.

Para membros da defesa, esse clima se consolidou após o ex-presidente ser levado às pressas para o hospital, na sexta-feira (13/3), com um quadro de broncopneumonia causada por aspiração.

Advogados e aliados de Bolsonaro admitem que ele pode ter esse quadro mesmo em casa, mas avaliam que eventual morte do ex-presidente na Papudinha vai recair na conta do Supremo.

Na avaliação de um aliado, a eventual morte de Bolsonaro por esse motivo favoreceria a eleição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto e aprofundaria a crise vivida pelo STF.

“O Supremo não pode correr um risco de algo que parece inevitável”, afirmou à coluna, sob reserva, um integrante da defesa de Bolsonaro.

17 março 2026

Raquel Lyra se pronuncia sobre ataque a facadas em escola de Barreiros; vítimas estão fora de perigo


 O ataque a facadas que deixou três adolescentes feridas em uma escola estadual do município de Barreiros, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, gerou repercussão entre autoridades políticas do Estado nesta segunda-feira (16).

A governadora Raquel Lyra (PSD) afirmou que acompanha as ações da polícia e disse que as vítimas estão fora de perigo, enquanto o prefeito do Recife, João Campos (PSB), destacou que o episódio envolve três garotas e relacionou o caso ao aumento da violência contra mulheres.

Em publicação nas redes sociais, a governadora afirmou que acompanha as ações das forças policiais e deu detalhes sobre o estado de saúde das vítimas.

“Estou acompanhando as ações da polícia no triste episódio envolvendo quatro adolescentes, sendo três delas vítimas de violência dentro de uma escola estadual de Barreiros, na Mata Sul”, escreveu.

“Neste momento, a situação está sob controle e as vítimas estão fora de perigo. Em Pernambuco, escola é lugar de paz e de construção do nosso lugar do mundo. Jamais de violência”, completou.

O ataque ocorreu na manhã desta segunda-feira (16), pouco depois das 7h, na Escola de Referência em Ensino Fundamental Cristiano Barbosa e Silva. Segundo informações iniciais, um adolescente de 14 anos entrou na unidade com uma faca e feriu três colegas, todas da mesma idade.

As estudantes foram socorridas e encaminhadas ao Hospital Jailton Messias de Souza Albuquerque, no próprio município. Duas receberam alta ainda durante o dia, enquanto uma foi transferida para o Hospital da Restauração, no Recife, para avaliação de um neurocirurgião.

De acordo com a Secretaria de Defesa Social (SDS), o adolescente foi autuado por ato infracional análogo ao crime de tentativa de homicídio. Ele foi levado à delegacia na presença dos responsáveis legais e do Conselho Tutelar, e o caso segue sob investigação.

João Campos relaciona ataque à violência contra mulheres

O prefeito do Recife, João Campos, também se manifestou nas redes sociais sobre o caso e demonstrou preocupação com o episódio, relacionando o caso ao debate sobre violência contra mulheres, pelo fato das vítimas serem três garotas.

“Extremamente triste e preocupado com o ataque a facadas de um aluno a três meninas na Escola de Referência Cristiano Barbosa e Silva, em Barreiros, Zona da Mata Sul de Pernambuco”, afirmou.

Ele acrescentou que o fato de as vítimas serem meninas expõe um problema mais amplo, apontando o aumento de casos de violência contra as mulheres.

“O fato de ter sido um adolescente atacando três garotas expõe mais uma vez o aumento de casos de violência contra as mulheres que tanto alertamos, uma situação que deve ser seriamente combatida”, disse João Campos.

“Não podemos deixar que jovens cresçam assistindo crimes assim, normalizem esse tipo de atrocidade e reproduzam isso. Que as vítimas possam ter uma rápida recuperação”, complementou.

Haddad deixa o Ministério da Fazenda nesta semana

 

Três anos e dois meses após assumir o Ministério da Fazenda, Fernando Haddad deixará o governo Lula para concorrer ao governo de São Paulo pelo PT nas eleições deste ano, em outubro. As informações são do portal G1.

À frente da equipe econômica, Haddad teve como principais marcas da gestão a reforma tributária sobre o consumo – aprovada após três décadas de discussões no Congresso Nacional – e a criação do arcabouço fiscal, na tentativa de reorganizar e equilibrar as contas públicas.

Paralelamente, os principais indicadores da economia registraram melhora: o PIB cresceu acima do esperado, o desemprego recuou a níveis recordes e a renda avançou, em um cenário de juros elevados e inflação controlada.

Mas o ministro teve dificuldade para consolidar sua credibilidade. Inicialmente visto com receio pelo mercado financeiro, ele conquistou confiança, mas enfrentou resistências dentro do próprio governo que limitaram o alcance de sua agenda.

Medidas de corte de gastos foram neutralizadas por prioridades do presidente Lula, como a regra de reajuste real do salário mínimo. Assim, a estratégia de Haddad passou a se apoiar mais no aumento da arrecadação e de impostos do que na redução de despesas.

Mesmo com o aumento das receitas, o país não atingiu o objetivo de zerar o déficit público – quando os ganhos superam os gastos. Além disso, agentes do mercado não conseguem projetar um momento próximo em que o endividamento começará a cair.

Esse cenário enfraqueceu sua imagem e levou economistas e investidores a vê-lo, em determinados momentos, como uma voz isolada na condução do ajuste das contas públicas.

Não à toa, especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que Haddad deixa o cargo com demonstrações de capacidade técnica e habilidade política, mas com atuação marcada pelas limitações impostas pelo Palácio do Planalto.

O ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central (BC) Henrique Meirelles resume a avaliação: para ele, a gestão de Haddad ficou aquém do que o país precisa no controle das contas públicas, mas teve papel importante para evitar uma deterioração maior da dívida.

“Comparado ao que era necessário e ao que ainda precisará ser feito a partir de 2027, a avaliação não é positiva. Por outro lado, considerando todas as pressões que sofreu, fez o melhor possível e conteve ao máximo o aumento de gastos”, afirma Meirelles.

Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos e ex-secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, faz avaliação semelhante.

“Mesmo em um contexto muito adverso, Haddad conseguiu segurar as rédeas. Ele não alcançou a política fiscal ideal, mas também não deixou que o país caminhasse para a insolvência ou para um cenário mais arriscado”, analisa.