Dos seis nomes eleitos, três são mulheres: Janielly Nunes, Diana Câmara e Isabela Lessa. Janielly foi a candidata mais votada de todo o pleito, com 6.829 votos. Diana, por sua vez, integra a lista pela segunda vez. Na seleção anterior, ela foi a mais votada pelo TJPE para compor a lista tríplice.
07 outubro 2026
Mulheres ganham força na disputa pelo Quinto Constitucional do TJPE
Eleito deputado federal: Gilson Machado prevê impeachment de Moraes, cassação de Alcolumbre e mudanças na Constituição
Alexandre de Moraes seria, segundo Gilson, o primeiro ministro do Supremo a enfrentar um processo de impeachment, mas não o único. “Dois ministros ultrapassaram todos os limites, inclusive Flávio Dino”, declarou. Ao citar os mais de 100 pedidos apresentados contra Moraes, acrescentou: “O primeiro deve ser ele”. Para o deputado eleito, a nova composição do Congresso dará força às investidas contra integrantes da Corte. “Eles estão vendo que perderam a eleição, que tentaram interferir e as urnas disseram ‘não’. Agora é muito tarde, os ministros do STF vão ter uma surpresa”.
A ofensiva projetada por Gilson alcança também o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Gilson defendeu a cassação do presidente da Casa e o criticou por manter engavetados pedidos de impeachment contra ministros do Supremo. “Alcolumbre segurou 100 pedidos de impeachment. Poderia ter pacificado o país e não o fez”, disparou. Na Câmara, o deputado eleito também espera uma troca no comando hoje exercido por Hugo Motta (Republicanos-PB) e aposta na correlação de forças saída das urnas para eleger um presidente alinhado à maioria formada por parlamentares de direita e centro.
A força conquistada no Congresso também deverá abrir espaço, na visão do ex-ministro, para uma revisão da Constituição de 1988, que ele considera que “já passou do prazo de validade”. Gilson chegou a defender uma nova Carta para o país. “Ela foi feita na época do sistema analógico, na época era jornal. Hoje tem as redes sociais, tem muita coisa para ser ajustada”, argumentou. Entre os temas que considera passíveis de revisão estão relações de trabalho, licenciamento ambiental e regras adaptadas às transformações tecnológicas das últimas décadas.
Gilson acredita que o avanço da direita será acompanhado pela vitória de Flávio na disputa presidencial. Para ele, o desempenho obtido no domingo refletiu tanto o desgaste do PT quanto a reação de parte do eleitorado à atuação do Judiciário. “A vitória não é apenas do conservadorismo, mas do povo brasileiro. Foi uma vitória acachapante em cima de um PT que, junto com o STF, tentou impor a governança do Brasil”, avaliou.
O deputado eleito também chamou atenção para o desempenho de Lula (PT) no Nordeste, que considera inferior ao registrado em 2022, e citou derrotas do petista em importantes colégios eleitorais. Para o segundo turno, fez uma projeção direta: “A previsão é em torno de 57% para Flávio”.
O eleitor julgou o Supremo Tribunal Federal
Os números do Senado não deixam dúvida. Das 54 cadeiras em disputa, o PL de Flávio Bolsonaro conquistou 19 e terá, a partir de 2027, a maior bancada da Casa, com 28 senadores. O PT elegeu apenas 6. Um levantamento do Estadão mostra que ao menos 31 dos senadores eleitos concordam, total ou parcialmente, com o impeachment de ministros do STF. Número igual apoia a fixação de mandato para os integrantes da Corte. Não se chega a isso por acaso. Uma pauta que até outro dia se restringia à franja mais radical do bolsonarismo se tornou uma plataforma política vitoriosa de Norte a Sul.
O STF teve todas as oportunidades para se emendar por conta própria. Este jornal fez vários alertas. O tribunal poderia ter sido mais contido. Poderia ter se desvencilhado dos conflitos de interesses. Poderia ter resistido à tentação de ditar os rumos do País – prerrogativa da sociedade, por meio de seus representantes eleitos. Poderia, sobretudo, ter acolhido o anseio legítimo de muitos brasileiros pela investigação de ministros implicados no caso Master. Contudo, o STF preferiu a autoproteção.
O instinto de sobrevivência de alguns ministros se sobrepôs ao espírito público da instituição. Primeiro, de forma clandestina, na reunião que selou a blindagem de Dias Toffoli. Depois, à luz do dia, no vergonhoso espetáculo da sessão do dia 15 de setembro, que, por um pas de deux procrastinatório protagonizado por Gilmar Mendes e Flávio Dino, livrou Alexandre de Moraes de ser investigado por sua suposta prestação de serviços ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Em ambos os casos, o STF virou as costas para o Brasil que só pedia que aos ministros fosse dado o mesmo tratamento dispensado a qualquer cidadão: que fossem investigados à luz da suspeita de crimes.
Como se não bastasse, em guerra intestina por poder, o STF se comportou desabridamente como parte interessada no resultado do pleito. O eleitor viu ministros da Corte atropelarem o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quando seus interesses políticos estiveram sob risco. Viu também, às vésperas da abertura das urnas, ministros do STF e do TSE frustrarem sua expectativa de ver o último debate entre candidatos à Presidência da República antes do primeiro turno.
Diante de tudo isso, o resultado de domingo passado é, além de um aval ao bolsonarismo, uma moção de censura ao Supremo. E censura não é sinônimo de revanche. O impeachment é remédio extremo, mas está previsto na Constituição. E se antes esse era um assunto marginal no País, hoje é tema corrente graças ao próprio Supremo. Ao negar à sociedade a possibilidade de investigação de seus pares, os ministros entregaram a uma massa de eleitores a bandeira da moralidade pública e, principalmente, a da defesa da igualdade de todos perante a lei, ensejando um voto contra tudo que represente um arranjo entre poderosos em desfavor do melhor interesse público.
Embora escasso, ainda há tempo para que a Corte, finalmente, entenda o que se passou. Um código de ética digno do nome, o fim de decisões monocráticas que se perpetuam sem deliberação colegiada e a disposição de submeter os ministros ao mesmo escrutínio legal válido para todos os cidadãos fariam mais pela defesa do STF do que qualquer medida externa. Mas, se insistir na soberba e no alheamento à realidade que o cerca, o STF será reformado de fora para dentro, por um Senado eleito claramente com esse propósito. Ao fim e ao cabo, o eleitor disse na urna que não admite um Poder que se vê acima do bem e do mal na República.
Cerca de 20 kg de maconha são encontrados em casa abandonada em Afrânio
Durante a vistoria na residência, que estava abandonada, os policiais encontraram três sacos com cerca de 20,8 kg da erva. As equipes também fizeram buscas nas proximidades, mas nenhum suspeito foi encontrado. O material foi levado para a Delegacia de Polícia Civil (PCPE) de plantão, onde o caso será investigado.
PP e União Brasil decidem apoiar Flávio Bolsonaro no segundo turno
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou que a decisão foi unânime na federação e nas executivas dos dois partidos, reunidas nesta terça. Participaram do encontro os presidentes Ciro Nogueira (PP) e Antonio Rueda (União Brasil).
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro obteve mais de 56 milhões de votos. Ele disputa a vaga com Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, que somou 53,8 milhões. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.
Também nesta terça, o ex-candidato Ronaldo Caiado (PSD) declarou apoio a Flávio após encontro em Goiás. Caiado, quinto colocado com 2.605.148 votos (2,18% dos votos válidos), disse que a adesão refletiria o desejo do ex-presidente Jair Bolsonaro e prometeu mobilização integral no estado: “Goiás vai dar a maior vitória ao Flávio Bolsonaro nessa eleição.”
Na segunda-feira (5), o ex-candidato Romeu Zema (Novo) também anunciou voto em Flávio. Sexto colocado, com 326.488 votos (0,27% dos válidos), Zema afirmou que não se omitiria: “Voto contra o PT. Voto no Flávio Bolsonaro. O Brasil não aguenta mais 4 anos de Lula, nem mais 4 ministros nomeados pelo Lula.”
Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), terceiro e quarto colocados, já disseram que não apoiarão nenhum dos dois finalistas.
Servente de pedreiro morre atingido por escombros de parede em Simões, no Piauí
De acordo com as primeiras informações, a vítima trabalhava como servente de pedreiro em uma residência antiga e desocupada. Eduardo estava sozinho no local no momento em que a estrutura que estava sendo derrubada veio abaixo, caindo diretamente sobre ele. O rapaz ficou preso sob os escombros e, infelizmente, não resistiu aos ferimentos, morrendo no local.
As autoridades policiais já foram acionadas e fizeram o isolamento da área do acidente. Equipes aguardam a chegada do Instituto Médico-Legal (IML) para realizar a remoção do corpo e dar início aos procedimentos de perícia.
30 setembro 2026
Governo de Pernambuco publica editais de concursos para Polícia Militar e Corpo de Bombeiros com 1.890 vagas
“Esse novo concurso público foi elaborado para selecionar profissionais de excelência que contribuirão para o aprimoramento das atividades desempenhadas pelas forças de segurança estaduais, trazendo melhorias para toda a população. Também iremos realizar certames para a Polícia Civil e a Polícia Penal”, destacou a secretária de Administração, Ana Maraíza.
Das 1.320 vagas destinadas à PMPE, 1.250 serão para soldado e 70 para oficial. Para o CBMPE, serão ofertadas 510 vagas para soldado e 60 para oficial combatente, totalizando 570 oportunidades.
As provas serão realizadas nos municípios do Recife, Arcoverde, Caruaru e Petrolina. Os editais também preveem reserva de vagas para pessoas com deficiência (5%), pessoas pretas e pardas (25%), indígenas (3%) e quilombolas (2%), conforme a distribuição e os critérios específicos de cada cargo.
2º Encontro das Indústrias do Sertão do Araripe reúne empresários e debate caminhos para o desenvolvimento regional
Entre os assuntos abordados estiveram em destaque a preservação e o reflorestamento do bioma Caatinga, a transformação da matriz energética e o acesso ao crédito para empresas. Francisco Barreto Campello, diretor técnico da Fundação do Araripe destacou a necessidade de conciliar crescimento econômico, sustentabilidade ambiental e competitividade, além de destacar o potencial do Araripe e a importância de ampliar as condições para que os recursos e oportunidades existentes na região sejam convertidos em desenvolvimento.
Anísio Coelho, diretor-presidente do Conselho Temático de Meio Ambiente da FIEPE apresentou os efeitos das mudanças climáticas, a escassez hídrica e o avanço da aridez no território, destacando como esses fatores podem afetar as cadeias de valor e as operações produtivas. Entre os pontos apresentados, esteve a relação entre ameaça climática, vulnerabilidade e exposição, além da necessidade de considerar os impactos sobre os recursos naturais, os ecossistemas e as atividades econômicas.
A apresentação também trouxe dados sobre o uso da água no Brasil e no mundo, apontando que o setor industrial respondia por parcela significativa do consumo de água e que a disponibilidade do recurso exige planejamento e atenção crescente.
O acesso ao financiamento também ganhou destaque durante o encontro, diante das dificuldades enfrentadas pelos empresários para obter crédito em condições favoráveis. Foram discutidos fatores como as taxas de juros elevadas e as exigências das instituições financeiras, reforçando a importância da preparação das empresas e da construção de alternativas que facilitem investimentos, modernização e expansão dos negócios. O painel foi conduzido pelo economista da FIEPE, Cezar Andrade e por Rodrigo Almeida, assessor da ADEPE e teve a participação de Lucas Rodrigues, gerente do SICOOB em Araripina; Fábio Cipriano, gerente geral do Banco do Nordeste em Araripina e Francisco Junior, gerente geral do Banco do Brasil no município.
O encontro destacou a necessidade de articulação entre o setor produtivo, instituições e poder público para transformar os desafios regionais em oportunidades de crescimento. Para os participantes, a realização do evento representou um momento de integração e construção de propostas voltadas ao futuro da indústria no Sertão do Araripe.
Bets voltam a protagonizar debate entre candidatos ao governo de Pernambuco
O assunto foi abordado a partir do questionamento do candidato da Frente Pernambuco de Luta, Ivan Moraes (PSOL), ao candidato da Frente Popular de Pernambuco, o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), sobre a redução de imposto para as bets promovida pela gestão dele no Recife. As informações são do Blog da Folha.
Moraes questionou se Campos teria se arrependido do feito, João Campos rebateu afirmando que é pessoalmente contra as bets e que a isenção fiscal foi consequência da regulamentação das bets promovida pelo governo federal.
“Deixar muito claro: eu sou contra as bets. É uma inverdade dizer que eu sou parceiro de Bet. Claro que não, Ivan. […] Depois que o presidente Lula [regulamentou] as bets no Brasil, as cidades precisaram adequar suas legislações e vocês viram, time de futebol aqui na Rede Globo, Bet patrocina Big Brother, programas de televisão, festas públicas e privadas no Brasil inteiro, como as cervejarias fazem. O Recife adequou a legislação para garantir que o Recife pudesse arrecadar isso. Agora eu quero parabenizar o presidente Lula que a minha posição pessoal é contrária […] estava ao lado dele na sexta-feira. E eu quero aqui agradecer ao presidente por ter vindo aqui em Pernambuco, ter feito o maior ato de sua campanha e dizer que estamos juntos contra essa luta”, declarou campos.
Na réplica, Ivan Moraes confrontou o ex-gestor com a justificativa apresentada na proposição de isenção fiscal para as bets enviada à Câmara do Recife.
“Essa história da Bet é curiosa mesmo, porque no projeto de lei que tu enviou pra Câmara, tu dizia que queria fazer com que Recife atraísse mais bets, né, que são empresas que geram muito pouco emprego, arrecadavam pouco, porque tu deu de presente para elas, deu 3% de presente e elas patrocinaram praticamente todas as festas que você fez enquanto era prefeito”, enfatizou.
João cobra Raquel por equipamentos prometidos e diz que soma de entregas é “zero”
A governadora rebateu dizendo ter recebido áreas como saúde e segurança pública em condições precárias e citou investimentos e obras em hospitais, delegacias e outros equipamentos. Raquel também voltou a associar João às gestões anteriores do PSB. “Eu fiz parte, eu fui do PSB, mas, no momento que começou a dar errado, para mim não dá”, declarou.
O ex-prefeito do Recife retomou a cobrança na réplica e citou uma promessa feita por Raquel para a criação de centros voltados a crianças neurodivergentes. Ao questionar se alguma unidade havia sido entregue, ironizou: “Está inaugurado? Ou você fez sem ela saber?”. A provocação remete ao vídeo gravado em maio de 2025, durante uma agenda da governadora no Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns, que voltou a repercutir neste mês. Nas imagens, ao ser informada sobre uma gestante que já tinha sete filhos, Raquel sugeriu a realização de uma laqueadura sem o consentimento da paciente: “Faz sem ela saber”.
Militâncias de Raquel e João são divididas por policiais antes do debate na TV Globo
A divisão vem acontecendo por conta de uma briga entre militantes das duas campanhas durante um debate realizado no último dia 17 de setembro, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco.