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16 julho 2026

PoderData/Aya: Lula tem 40% e Flávio 34% no 1º turno

 

Poder360

Levantamento PoderData/Aya, divulgado hoje, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 40% das intenções de voto contra 34% do senador Flávio Bolsonaro (PL) no cenário de 1º turno para a eleição presidencial de outubro. O resultado amplia a vantagem do petista sobre o adversário e os afasta de um empate técnico pela margem de erro de 2 pontos do levantamento.

Na sequência, aparecem os pré-candidatos Renan Santos (Missão), com 6%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), com 4% cada um. Augusto Cury (Avante) tem 3%. Todos estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro.

Os dados foram coletados de 12 a 15 de julho de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.400 entrevistas em 685 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o nº BR-00059/2026.

Maria Arraes abre mão de reeleição na Câmara para disputar vaga na Alepe

 

A deputada federal Maria Arraes anunciou, há pouco, que não disputará a reeleição para a Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. Em vídeo publicado nas redes sociais, a parlamentar informou que será candidata a deputada estadual por Pernambuco. “Eu não vou mais ser deputada federal. Foram três anos e meio de muito trabalho, e o sentimento é de dever cumprido, mas eu não aguento mais assistir, de Brasília, Pernambuco ser destruído”, afirmou.

Na publicação, Maria Arraes fez um balanço de sua atuação no Congresso Nacional e justificou a decisão de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). “A minha luta, a minha força e a minha garra são as mesmas, mas a nossa missão agora é outra: reconstruir o nosso estado”, declarou ao oficializar sua pré-candidatura.

Miguel Coelho lança pré-campanha ao Senado nas redes sociais

 

Por Anthony Santana – Blog da Folha

O presidente do União Brasil em Pernambuco e ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), lançou o mote da pré-campanha para o Senado federal após a governadora Raquel Lyra (PSD) definir que ele e o deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) farão parte da sua chapa como candidatos ao Senado.

A informação sobre a decisão da gestora foi divulgada em primeira mão nesta quarta-feira (15), na coluna Folha Política, assinada pela jornalista Betânia Santana, da Folha de Pernambuco. No Instagram, Coelho divulgou a própria foto com a imagem do Recife ao fundo e a frase “Miguel Coelho, a força do trabalho”.

Na legenda, o pré-candidato escreveu “Começou”, indicando que iniciou a corrida por uma das vagas de Pernambuco na Casa Alta.

Coelho foi escolhido após disputar a indicação da Federção União Progressista (UP) com o deputado federal Eduardo da Fonte, presidente estadual do Partido Progressistas. O parlamentar chegou a ser indicado pelo grupo político, mas a governadora manifestou, em reunião com os líderes nacionais da federação, preferência por Miguel Coelho. 

Ao justificar a rejeição ao nome de Eduardo da Fonte, Raquel Lyra alegou que ofereceu a vaga de candidato ao Senado e recebeu negativas dele por duas vezes. A relação entre os dois chegou a ser rompida após o líder progressista abrir canal de negociação com o opositor, o pré-candidato ao governo estadual, João Campos (PSB). 

Flávio Bolsonaro afirma não ter mais relação com Michelle, nem ter assistido a vídeo da ex-primeira dama

 

O senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou em entrevista ao Flow Podcast não ter mais nenhuma relação com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ao ser questionado sobre o vídeo em que a esposa de Jair Bolsonaro direciona críticas a ele, o parlamentar disse não ter assistido o material para “não se contaminar”.

— É uma questão de bom senso e de fidelidade à escolha do nosso líder, que é o presidente Jair Bolsonaro. Eu nunca pressionei pra entrar pra campanha ou pra não entrar, vem a hora que quer, vem se quiser também, porque assim, eu tô dando o meu melhor, eu sei qual caminho que eu tenho que seguir. As informações são do jornal O GLOBO.

O parlamentar alegou não compreender as motivações de Michelle para os ataques direcionados a sua campanha e negou que houvesse qualquer tipo de estratégia combinada por trás do atrito. Flávio afirmou ainda que a situação só não teria sido contornada de forma mais dura em respeito ao ex-presidente.

— Ainda mais ela sendo a esposa do meu pai, que eu sempre respeitei, que se não fosse, certamente, eu acho que não teria chegado nesse ponto, a gente teria estancado antes (…) Obviamente que vai estar sempre as portas abertas para todo mundo, não apenas ela, todo mundo que queira se engajar na campanha de corpo e alma, porque é contra o inimigo do Brasil, que é o atual governo — disse o senador.

Durante a entrevista, o senador também abordou a produção do filme “Dark Horse” e sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Segundo Flávio, a opção por realizar o longa-metragem nos Estados Unidos, com atores internacionais ocorreu pelo suposto receio de retaliações jurídicas no Brasil.

— Sabe por que não foi feito aqui? Porque senão alguém do Supremo Tribunal Federal ia dar uma canetada, ia inviabilizar o filme. Ia perseguir os atores, ia perseguir a produtora — justificou, acrescentando que Caviezel teria quase desistido do papel por temer a situação política brasileira e o fato de Eduardo Bolsonaro estar “exilado” nos EUA.

Flávio confirmou ter atuado na captação de recursos para a obra e disse que sua aproximação com Vorcaro se deu antes do banqueiro se tornar alvo do escândalo bilionário de fraudes financeiras. O pré-candidato voltou a defender que, à época das tratativas, segundo ele iniciadas em dezembro de 2024, o investidor não possuía irregularidades conhecidas e transitava livremente entre autoridades e veículos de imprensa.

— Foi um contrato privado, para um filme privado. Sem nenhuma contrapartida pública — argumentou o senador. Questionado sobre a sua reação ao ver o escândalo financeiro estourar, Flávio argumentou que o empresário tentava vender o banco e negociar com o Banco Central de forma supostamente legal, e que apenas com o avanço do caso teria ficado claro que houve erros na origem das operações.

Críticas a Dino e Moraes

O senador e pré-candidato também acusou na entrevista os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino de utilizarem a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) para esvaziar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e interferir no processo político.

Segundo o parlamentar, a Corte tem relativizado a imunidade parlamentar para impor constrangimentos à direita, citando como precedente a condenação de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, por falas na tribuna. — Eles estão fazendo uma articulação para que essa primeira turma seja uma espécie de bypass do TSE durante as eleições — afirmou Flávio, alegando que a tática visa beneficiar o PT.

“Era para Flávio estar com menos do que isso”, ironiza Teresa Leitão sobre queda de adversário nas pesquisas

 

A pesquisa Quest, divulgada nesta quarta-feira (15), com o senador Flávio Bolsonaro (PL) caindo para 28% das intenções de voto, ante 40% do presidente Lula (PT), surpreendeu alguns observadores da cena política nacional. No entanto, para a líder do governo no Senado, a pernambucana Teresa Leitão (PT), o quadro ainda não reflete a real queda do pré-candidato adversário.

“Acho que a pré-candidatura do senador Flávio tem mostrado uma certa resiliência, porque era para estar menos do que isso. Significa que a extrema direita existe no Brasil, mas também tem fracassado muito na plataforma político-eleitoral. Qual é a plataforma de Flávio Bolsonaro para governar o Brasil? Submissão a Donald Trump. E o brasileiro não está gostando disso”, disparou Teresa, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.

“Ao lado disso, tem toda essa questão que a cada dia vai ficando mais agravada, que são as relações íntimas com o Banco Master. Toda a crise, toda a configuração do banco nasceram no governo de Jair Bolsonaro (PL), com Daniel Vorcaro, que frequenta a casa de Flávio, é amigo do peito, amigo-irmão. A população está cansando de ter um candidato que não tem o que mostrar, nem diz o que vai fazer para o Brasil melhorar. E nós estamos mostrando como ampliar os índices de empregabilidade, como combater a inflação, como enfrentar os problemas da desigualdade social, o feminicídio. As coisas que são caras para a população nós precisamos tratar, e a gente está tratando. Um quarto governo tem que ser melhor do que o terceiro”, completou Teresa.

“Flávio Bolsonaro não está mostrando isso. A única coisa que ele tem pautado é amor eterno a Trump, o Brasil ficar submisso e a dancinha nos palanques. Um país como o nosso, fruto de tantas revoluções que ocorreram ao longo da sua história, não concorda com isso”, concluiu a senadora, que prometeu “fazer um esforço grande” para a reeleição do presidente.

15 julho 2026

Advogados são alvo de operação por fraude de R$ 3,8 bilhões no ICMS

 


O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira/SP) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15/7), operação contra suposto esquema bilionário de sonegação de impostos. Entre os alvos dos mandados de busca e apreensão estão advogados, incluindo o escritório de Nelson Wilians, investigado por envolvimento na Fraude do INSS, revelada pelo Metrópoles.

A advogada Mayra Fahur de Paula, cujo escritório é localizado em Londrina, no Paraná, é também apontada como integrante do núcleo principal do esquema, que seria liderado pelo “Grupo Econômico Nelson Wilians”, segundo as investigações.

Batizada de Distrato, a operação cumpre 38 mandados em São Paulo, Campinas, Jundiaí e Ribeirão Preto, além das cidades paranaenses de Londrina e Cambé.

Segundo as investigações, escritórios de advocacia e empresas de consultoria ofereciam a empresários paulistas a possibilidade de pagar menos Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) por meio da compra de supostos créditos tributários vendidos com desconto. Os intermediários afirmavam que esses créditos eram legais e haviam sido autorizados pela Secretaria da Fazenda, apresentando a operação como forma legítima de planejamento tributário.

Essa autorização da secretaria, no entanto, não existia. Após aderir ao esquema, a empresa deixava de pagar parte do ICMS devido ao Estado e repassava aos intermediários comissão que podia chegar a 70% do valor do imposto economizado. Assim, segundo a investigação, parte do dinheiro que deveria entrar nos cofres públicos acabava destinada aos integrantes do grupo. Foram identificadas infrações em 752 empresas, e o montante sonegado supera R$ 3,8 bilhões.

Ainda conforme a apuração, os créditos tributários negociados estavam ligados a empresas sem condições de operar, empresas falidas ou operações comerciais consideradas fictícias. Para fazer a aparência de legalidade, os investigados teriam utilizado contratos, procurações, apólices de seguro e até documentos falsos atribuídos à própria administração tributária.

Quaest: Lula lidera com 40% no 1º turno e Flávio Bolsonaro tem 28%

 

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra o presidente Lula (PT) com 40% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial. Flávio Bolsonaro (PL) tem 28%.

Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4%, e Renan Santos (Missão), com 3%. Romeu Zema (Novo) tem 2%, e outros pré-candidatos somam 4%. As informações são do portal G1.

Em junho, Lula tinha 39%, e Flávio Bolsonaro, 29%. Caiado e Renan tinham 3% cada um. A pesquisa anterior incluía o nome do deputado Aécio Neves (PSDB), que não aparece no novo levantamento e desistiu de ser pré-candidato.

Veja os números da pesquisa de julho:

·      Lula (PT): 40%

·      Flávio Bolsonaro (PL): 28%

·      Ronaldo Caiado (PSD): 4%

·      Renan Santos (Missão): 3%

·      Romeu Zema (Novo): 2%

·      Cabo Daciolo (Mobiliza): 1%

·      Augusto Cury (Avante): 1%

·      Joaquim Barbosa (DC): 1%

·      Samara Martins (UP): 1%

·      Edmilson Costa (PCB): 0

·      Heró Bezerra (PRTB): 0

·      Hertz Dias (PSTU): 0

·      Indecisos: 11%

·      Branco/nulo/não vai votar: 8%

A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE com o número BR-07181/2026.

Rumble e Trump Media pedem para justiça dos EUA manter ação contra Moraes

 

As empresas Rumble e Trump Media pediram à Justiça dos Estados Unidos que mantenha a ação contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). A manifestação desta terça-feira (14) contesta uma solicitação da AGU (Advocacia-Geral da União) para que o processo contra o magistrado seja arquivado.

No pedido, os advogados alegam que Moraes extrapolou sua autoridade ao enviar ordens por e-mail diretamente a empresas americanas para remoção de perfis e entrega de dados. Segundo a petição, determinações judiciais brasileiras não podem produzir efeitos nos Estados Unidos sem os mecanismos de cooperação previstos em tratados internacionais. As informações são da CNN.

A Rumble e a Trump Media, ligada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alegam que a ação é movida contra Moraes em caráter pessoal, e não contra o Estado brasileiro.

“Os autores processaram Moraes em sua capacidade individual porque ele agiu em sua capacidade individual, e esta ação é direcionada a ele pessoalmente. Ao enviar ordens por e-mail que supostamente vinculavam empresas americanas nos Estados Unidos, fora dos canais previstos em tratados e contrárias à lei americana, ele excedeu qualquer papel judicial e agiu ultra vires. Esta ação busca reparação por esses atos ilícitos. O fato de ele ter o status de juiz não faz do Brasil a verdadeira parte em questão”, cita a petição.

Na semana passada, a Justiça dos Estados Unidos rejeitou solicitação do governo brasileiro e garantiu mais uma semana para que as empresas Rumble e Trump Media se manifestassem até esta terça-feira (14).

A decisão foi registrada por Mary S. Scriven, juíza distrital no estado da Flórida, e contraria uma solicitação da AGU (Advocacia-Geral da União). O órgão, que representa o governo brasileiro no processo, pedia que a Justiça dos EUA determinasse uma resposta da Rumble e da Trump Media até terça-feira (7).

Em 23 de junho deste ano, a Justiça dos Estados Unidos negou o pedido da Rumble e da Trump Media para que Moraes fosse declarado revel no processo movido pelas empresas contra o magistrado. Na mesma decisão, a juíza autorizou a atuação da AGU no processo como representante de Moraes.

Entenda

Em maio, Moraes foi notificado judicialmente, por e-mail, para responder ao processo movido pela rede social Rumble e pela Trump Media & Technology Group, nos Estados Unidos.

O processo foi aberto em fevereiro no Tribunal Federal da Flórida sob a acusação de que o magistrado brasileiro teria promovido censura ilegal contra discursos políticos de usuários alinhados à direita brasileira, como o influenciador Allan dos Santos.

Segundo as empresas, decisões do ministro obrigando a Rumble a remover contas de figuras brasileiras violariam a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que protege a liberdade de expressão.

Os autores da ação também afirmam que Moraes determinou que a plataforma mantivesse representação legal no Brasil para o cumprimento de ordens judiciais.

Embora a Trump Media não tenha sido alvo direto das decisões do STF, a empresa argumenta que depende da infraestrutura tecnológica da Rumble para o funcionamento da Truth Social.

Ex-presidente do INSS recebia propina de R$ 250 mil, diz PF

 

A PF (Polícia Federal) concluiu que o ex-presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) Alessandro Stefanutto recebia propina de R$ 250 mil por mês de entidades no esquema de fraudes de descontos associativos em contracheques de aposentados e pensionistas.

A informação consta no relatório de 839 páginas da PF que indiciou Stefanutto e outras 47 pessoas na operação Sem Desconto. As informações são da CNN.

O documento aponta que Stefanutto tinha o apelido de “Italiano” e constava dessa forma nas agendas dos celulares dos demais investigados. Troca de mensagens também aparecem nas investigações, com informações dos pagamentos rotineiros e confirmações de recebimentos.

“ALESSANDRO ANTONIO STEFANUTTO (“Italiano,” ex-Procurador-Geral e Presidente do INSS): Recebia até R$ 250.000,00 mensais, totalizando R$900.000,00 via STELO ADVOGADOS, além de outros montantes via DELICIA ITALIANA PIZZAS e MOINHOS IMOBILIARIA”, conclui a PF.

O documento detalha que, em 8 de janeiro de 2025, um operador encaminha um print de tela de uma conversa com um intermediário de recebimentos do ex-presidente do INSS. Neste print, ele informa que o valor do pagamento mensal do INSS “já deve estar na conta” e comunica que depois passaria “os dados bancários”.

“No dia 08/09/2022, por exemplo, o operador encaminha o contato do STEFANUTTO / ITALIANO ao intermediário e pede para ele fazer “contato com esse procurador”, devendo “levar aquela encomenda” que era de 100, mas vai “levar só 50”, apontam as mensagens.

“Dois dias depois, o operador pergunta se o intermediário já está na “estrada” e o lembra de levar “aqueles 50 do italiano”, dando a entender que estava indo ao encontro do ITALIANO. Na sequência, responde que “tá separado já”, destacam.

A PF também concluiu que os pagamentos provinham diretamente do escoamento da fraude em massa da CONAFER.

“As mensagens trocadas revelam que o Presidente da CONAFER era quem tinha o domínio do fato e determinava os pagamentos indevidos”, diz a PF.

O inquérito coloca que ficou comprovado que “os massivos valores desviados dos benefícios das milhares de vítimas, que deveriam ser revertidos em benefícios aos filiados, ingressavam inicialmente nos cofres da CONAFER, mas eram rapidamente redirecionados, de forma majoritária, para empresas de fachada ligadas aos operadores financeiros. Em seguida, mediante ordem do Presidente da CONAFER, os operadores financeiros destinavam a maior parte dos valores em proveito próprio ou para pagamento de propina para agentes públicos e políticos, que viabilizaram o funcionamento do esquema e os interesses escusos da CONAFER”, diz trecho.

Outro lado

A defesa de Alessandro Antônio Stefanutto vai requerer ao Supremo Tribunal Federal (STF) a imediata revogação da prisão preventiva do ex-presidente do INSS após a conclusão do primeiro inquérito da Operação Sem Desconto e o encaminhamento do relatório final da Polícia Federal ao ministro André Mendonça.

Para a defesa, o encerramento da fase investigativa inaugura um novo momento processual e reforça a necessidade de reavaliação da medida cautelar, uma vez que o inquérito já foi concluído e será submetido à análise da Procuradoria-Geral da República.

Ao longo de mais de um ano de investigação, Stefanutto teve seus sigilos bancário e fiscal quebrados, aparelhos eletrônicos apreendidos e sua movimentação financeira integralmente analisada. Ainda assim, segundo a defesa, a investigação não demonstrou o recebimento de valores ilícitos em seu patrimônio.

A defesa também afirma que o relatório final deixou de enfrentar elementos probatórios relevantes já incorporados aos autos. Entre eles está o depoimento da pessoa que se reconheceu como o “Italiano” mencionado nas conversas analisadas durante a investigação, referência atribuída desde o início da apuração a Alessandro Stefanutto.

Na avaliação dos advogados, trata-se de elemento probatório que merecia análise aprofundada por possuir potencial para afastar uma das premissas centrais adotadas pela investigação.

O indiciamento representa a conclusão da investigação policial, mas não constitui condenação nem vincula a atuação da Procuradoria-Geral da República ou do Poder Judiciário. Caberá agora ao Ministério Público Federal examinar o conjunto probatório e decidir sobre eventual oferecimento de denúncia.

Diante desse novo cenário processual, a defesa sustenta que a manutenção da prisão preventiva deve ser reavaliada pelo Supremo Tribunal Federal, por entender que a medida cautelar, de natureza excepcional, exige fundamentos concretos e contemporâneos que justifiquem sua permanência.

A defesa também afirma ter confiança de que o contraditório e a análise integral das provas demonstrarão a inocência de Alessandro Antônio Stefanutto.

A Conafer ainda não se manifestou.

Câmara aprova projeto que limita recursos ao STJ e permite suspensão de processos ‘relevantes’ por até 1 ano

 

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (14) um projeto que limita a apresentação de ações ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) ao criar critérios para admissão de recursos especiais. O texto vai à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A proposta também permite que o relator de um processo considerado de “relevância” suspenda, por até um ano, a tramitação de ações que tratem da mesma controvérsia em todo o país até que o tribunal decida sobre o tema. As informações são do g1.

Esse é o mesmo mecanismo que é aplicado atualmente com recursos extraordinários no Supremo Tribunal Federal (STF).

A diferença é que no STF o recurso extraordinário avalia questões constitucionais, enquanto no STJ o recurso especial mira questões infraconstitucionais.
O projeto é de autoria do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e atende a pedidos de ministros do STJ. A proposta adequa o Código Civil a um dispositivo incluído na Constituição por uma emenda em 2022.

Pelo texto, o STJ poderá deixar de admitir recursos especiais quando entender que a controvérsia apresentada não possui relevância econômica, política, social ou jurídica, ou ainda que não ultrapasse os interesses das partes envolvidas no processo.

Segundo a proposta, caberá a quem protocolou o recurso demonstrar essa relevância em tópico específico e fundamentado.

O texto prevê ainda que a desistência de um recurso não impedirá o julgamento de questões cuja relevância já tenha sido reconhecida pelo STJ.

O texto também determina que o reconhecimento ou a recusa da relevância produzirá efeitos em processos em tramitação tanto no STJ, quanto nas instâncias inferiores.

“A regulamentação contribui para a racionalização da atividade recursal, permitindo que a Corte concentre esforços nas questões de maior repercussão jurídica, social e econômica, em consonância com sua vocação constitucional de uniformização da interpretação da legislação federal, permitindo assumir plenamente a feição de corte de precedentes”, afirmou o relator, deputado Raniery Paulino (Republicanos-PB).

Governistas criticam

O texto foi aprovado em votação simbólica, mas deputados da base governistas criticaram a proposta. As federações PT-PCdoB-PV e PSOL/Rede falaram contra o projeto.

“Um elemento que nos preocupa nesse projeto trabalha para restringir o acesso à justiça e a função constitucional do STJ e a democratização social dos efeitos que esse novo filtro pode trazer”, afirmou o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).

O líder do PSOL, Tarcísio Motta (PSOL-RJ), disse que os cidadãos podem ficar à mercê de decisões de primeira e segunda instância sem poder recorrer ao tribunal superior.

“Será um filtro de classe, de classe social, impedindo que os mais pobres possam recorrer”.

Emenda de Eduardo e Lula da Fonte viabiliza novo tomógrafo para o Hospital de Câncer

 

O Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), no Recife, recebeu um novo tomógrafo adquirido por meio de uma emenda parlamentar de R$ 2,7 milhões destinada pelos deputados federais Eduardo da Fonte e Lula da Fonte. Segundo o hospital, o equipamento substituirá o aparelho anterior, que estava em operação havia mais de dez anos e apresentava falhas recorrentes, ampliando a capacidade de realização de exames pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o HCP, a nova tecnologia permitirá maior agilidade na realização das tomografias e melhor qualidade das imagens, com expectativa de beneficiar cerca de 17.640 pacientes. A aquisição integra investimentos destinados à modernização da estrutura da unidade. “O fortalecimento da saúde pública passa por investimentos que transformam vidas. Cada equipamento entregue representa mais esperança para quem enfrenta uma doença tão desafiadora como o câncer”, afirmou Eduardo da Fonte.

Segundo o parlamentar, ao longo de sua atuação na Câmara dos Deputados, mais de R$ 36,1 milhões foram destinados ao Hospital de Câncer de Pernambuco por meio de emendas parlamentares. Entre os equipamentos adquiridos com esses recursos está o acelerador linear Halcyon, utilizado em tratamentos de radioterapia.

Projeto de Waldemar Oliveira amplia restrições à publicidade e ao patrocínio de bets

 

O líder do Avante na Câmara dos Deputados, Waldemar Oliveira, apresentou um projeto de lei que reúne em um único texto cinco propostas já em tramitação no Congresso sobre apostas esportivas e jogos on-line. A iniciativa também acrescenta novas medidas, como a proibição de grande parte da publicidade das bets, o veto ao patrocínio esportivo e aos naming rights de estádios, clubes e competições, além de restrições à participação de influenciadores, atletas e celebridades em campanhas do setor.

O projeto ainda prevê a proibição de apostas sobre eleições, a criação de protocolos nacionais para prevenção e tratamento da ludopatia pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mecanismos de proteção para crianças, adolescentes e pessoas em situação de vulnerabilidade, além da responsabilização de operadores, agências e influenciadores por campanhas publicitárias. O texto também propõe aumento gradual da tributação das plataformas de apostas, a criação de um fundo voltado à rede lotérica e ao tratamento da dependência em jogos, além de multas que podem chegar a R$ 50 milhões e cassação da autorização de funcionamento das empresas em caso de descumprimento da lei.

Segundo Waldemar Oliveira, a proposta busca ampliar a proteção aos consumidores e revisar regras do setor. “Não basta regulamentar. É preciso proteger as famílias brasileiras, preservar a saúde mental da população, impedir que o esporte continue sendo capturado pela indústria das apostas e corrigir uma enorme injustiça tributária que hoje favorece as bets em detrimento do interesse público”, afirmou.