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06 janeiro 2026

Coronel Alberto Feitosa critica Justiça após queda de Bolsonaro

 

O deputado estadual Coronel Alberto Feitosa (PL) divulgou um vídeo nas redes sociais no qual critica a atuação do judiciário ao comentar a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, que sofreu uma queda que resultou em traumatismo craniano leve, de acordo com o cirurgião Cláudio Birolini, responsável pela saúde de Bolsonaro.

Na gravação, Feitosa questiona o tratamento dado a Bolsonaro e faz comparações com decisões judiciais envolvendo outros investigados e condenados, citando o que considera disparidade de critérios, além de afirmar que há perseguição e rigor excessivo contra o ex-presidente por parte das autoridades judiciais.

Bolsonaro deve ir a hospital em Brasília após cair e bater cabeça em prisão na PF

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro deve ser levado nesta terça-feira ao hospital DF Star, em Brasília, para a realização de exames após sofrer uma queda dentro da Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre pena. Segundo a equipe médica, Bolsonaro foi diagnosticado com traumatismo cranioencefálico leve.

A PF, por sua vez, afirmou que ele foi examinado por um médico da corporação que não identificou a necessidade de encaminhamento hospitalar. Em nota, a corporação afirmou que sua ida ao hospital depende de autorização judicial e explicou que Bolsonaro foi atendido na manhã desta terça-feira após relatar à equipe de plantão que havia sofrido uma queda durante a madrugada. As informações são do jornal O GLOBO.

A decisão de encaminhar o ex-presidente ao hospital foi tomada para avaliação mais detalhada do quadro por parte da equipe de Bolsonaro. Ele passou mal durante a madrugada, caiu e bateu a cabeça. Birolini ressaltou que quedas com traumatismo representam uma das principais preocupações da equipe médica diante da condição clínica do ex-presidente, risco que já havia sido previamente alertado.

— Em vista da situação em que ele se encontra, quedas com traumatismos são uma de nossas maiores preocupações. Já havíamos alertado sobre esse risco — afirmou o médico.

Fontes da PF informaram que o ex-presidente foi visto bem, caminhando e sorrindo no prédio da superintendência, mas que foi autorizado o pedido da equipe médica para levá-lo ao hospital.

A informação sobre a queda foi divulgada inicialmente por Michelle, que relatou em publicação nas redes sociais que Bolsonaro teve uma crise de soluços enquanto dormia, perdeu o equilíbrio e bateu a cabeça em um móvel. Segundo ela, por estar detido em uma sala especial da Polícia Federal, o atendimento médico só teria ocorrido quando ele foi chamado para a visita.

Michelle esteve na Superintendência da PF na manhã desta terça-feira e informou que aguardava esclarecimentos formais sobre como foram prestados os primeiros socorros após a queda. Integrantes da Polícia Federal, ouvidos sob reserva, afirmaram que houve atendimento médico no local e minimizaram a gravidade do episódio.

Além de Birolini, o cardiologista Brasil Ramos Caiado também foi acionado e esteve na unidade da Polícia Federal para realizar avaliação clínica do ex-presidente antes do deslocamento ao hospital.

O episódio ocorre poucos dias após Bolsonaro receber alta do hospital DF Star, onde ficou internado por nove dias depois de passar por uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral. Durante a internação, o ex-presidente também foi submetido a um bloqueio do nervo frênico, procedimento indicado para conter crises persistentes de soluços, associadas pelos médicos a complicações decorrentes da facada sofrida durante a campanha presidencial de 2018.

Desde o retorno à custódia da Polícia Federal, no dia 1º de janeiro, aliados relatavam evolução clínica considerada positiva, com redução das crises de soluço. Ainda assim, pessoas próximas afirmam que Bolsonaro vinha se queixando de dificuldades para dormir, atribuídas ao funcionamento contínuo do sistema de ar-condicionado da unidade.

A defesa levou essas reclamações ao Supremo Tribunal Federal. Em petição encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, os advogados afirmaram que o ruído compromete o repouso do ex-presidente e solicitaram medidas para adequação do espaço. Na segunda-feira, Moraes determinou que a Polícia Federal se manifeste, no prazo de cinco dias, sobre as condições relatadas.

Bolsonaro está preso desde o fim de novembro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, imposta pelo STF por envolvimento na tentativa de golpe de Estado.

Brasil discursa em reunião da OEA convocada para tratar do ataque dos EUA à Venezuela

 

O Brasil discursou em reunião extraordinária do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), hoje, e reafirmou sua posição de condenar a ação dos Estados Unidos na Venezuela. O Brasil é representado na comissão pelo embaixador Benoni Belli.

A convocação da reunião ocorreu após a intervenção americana no país latino-americano, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

Ontem, o Brasil também condenou a intervenção norte-americana durante reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Na ocasião, o embaixador do Brasil na ONU, Sérgio Danese, fez uma declaração pública. Segundo Danese, não é possível “aceitar o argumento de que os fins justificam os meios”.

Danese afirmou que esse raciocínio “carece de legitimidade e abre a possibilidade de conceder aos mais fortes o direito de definir o que é justo ou injusto, correto ou incorreto, e até mesmo de ignorar as soberanias nacionais, impondo decisões aos mais fracos.”

“O mundo multipolar do século XXI, que promova a paz e a prosperidade, não se confunde com áreas de influência”, pontou. A declaração está alinhada à nota divulgada pelo governo brasileiro, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no dia da ação norte-americana no país vizinho. A informação foi adiantada pelo blog do Valdo Cruz.

“O Brasil rejeita de maneira categórica e com a maior firmeza a intervenção armada em território venezuelano, em flagrante violação da Carta das Nações Unidas e do direito internacional”, afirmou o embaixador.

Para ele, o ataque e captura de Maduro “ultrapassam uma linha inaceitável”. Esses atos constituem uma gravíssima afronta à soberania da Venezuela e estabelecem um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, prosseguiu.

De acordo com o embaixador, a Carta das Nações Unidas estabelece, como pilar da ordem internacional, a proibição do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, salvo nas circunstâncias estritamente previstas nela.

Nesse sentido, Sérgio Danese ponderou que a aceitação de ações dessa natureza poderia conduzir a um “cenário marcado pela violência, pelo desordenamento e pela erosão do multilateralismo”.

Na reunião de emergência, Rússia e a China, aliados do presidente venezuelano, também condenaram a ação. Os EUA, por outro lado, se defenderam das críticas ao chamar Maduro de “fugitivo da Justiça” e falar em “operação para o cumprimento da lei”.

Lula volta a Brasília e terá de pensar em troca de ministros

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) volta a Brasília e terá de pensar imediatamente em trocas de ministros. Dois querem sair já. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, conversou com Lula no fim do ano passado e sinalizou que desejaria deixar o ministério ainda em janeiro, de preferência até o fim desta semana. Fernando Haddad quer sair até fevereiro.

Integrantes do Ministério da Justiça afirmam que, na virada do ano, Lewandowski sinalizou que quer antecipar a saída. E deixar a pasta até o fim desta semana, na sexta-feira (9). Entre técnicos da pasta, há os que defendam a permanência do ministro até a aprovação da “PEC da Segurança Pública”. A proposta ainda precisa passar pelo plenário da Câmara e pelo Senado.

Já Fernando Haddad também conversou com Lula sobre seu desejo de deixar o Ministério da Fazenda neste início de ano, mas sinalizou que poderia ficar até o final de fevereiro. Na Fazenda, a tendência é de o secretário-executivo, Dario Durigan, ficar no comando da pasta. O interesse do ministro seria atuar na coordenação da campanha de reeleição de Lula à presidência. Os planos do PT – e de Lula – para ele são outros: uma candidatura ao governo de São Paulo ou ao Senado. As informações são do blog do Valdo Cruz.

05 janeiro 2026

INAUGURAÇÃO DA AL IMAGEM ACONTECERÁ NESTA QUINTA-FEIRA 08


 

Foco de Lula é na mídia digital

 

Por Roberta Jungmann

O foco da estratégia de comunicação na Internet gerou um salto nos investimentos do Governo Federal. O Google, dono do YouTube, faturou no ano passado R$ 9,5 milhões e, até novembro deste ano, já tinha chegado a R$ 36 milhões. Instagram e Facebook passaram de R$ 20 milhões para R$ 32,9 milhões no mesmo período.

A mudança ocorreu a partir da posse de Sidônio Palmeira como ministro da Comunicação Social, em janeiro do ano passado. As postagens nas redes sociais devem crescer este ano, quando as três agências contratadas para cuidar da comunicação digital terão R$ 98 milhões para investir.

Brasil deve pedir a palavra em reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre Venezuela

 

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) se reúne, hoje, em uma sessão extraordinária para tratar do ataque dos Estados Unidos à Venezuela. Durante a reunião, o Brasil deve pedir a palavra para fazer um discurso. A reunião foi solicitada pela Colômbia após os Estados Unidos atacarem, na madrugada do sábado (3), diversos pontos de Caracas e capturarem o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.

O Brasil não é membro permanente do conselho, mas pretende pedir a palavra para fazer um discurso, segundo fontes da diplomacia confirmaram à GloboNews. O representante do Brasil na Organização das Nações Unidas, Sérgio Danese, deve reafirmar a posição brasileira de que a ação militar da Casa Branca na Venezuela é uma afronta à soberania do país sul-americano, e às regras do direito internacional.

A fala deve seguir na mesma linha do pronunciamento do ministro das Relações Exteriores (Itamaraty), Mauro Vieira, na reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), nesse domingo (4), e da nota do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No último sábado, Lula afirmou que a ação militar norte-americana em solo venezuelano é “inaceitável”. Em seu único pronunciamento oficial sobre o caso, o presidente Lula afirmou que a ação venezuelana é um ataque à soberania do país, e cruzou uma linha inaceitável.

“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”.

“Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo. A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões”, acrescentou.

O petista também defendeu que “a ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”.

“A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação”.

Logo após o ataque, o governo também convocou uma reunião ministerial para tratar da resposta política e de eventuais reflexos do caso em território brasileiro. A fronteira com a Venezuela, na cidade de Pacaraima (RR), está sob monitoramento do Ministério da Defesa.

Brasil e 5 países sobre ação na Venezuela: ‘precedente perigoso para a paz’

 

Os governos do Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha divulgaram hoje uma carta em que manifestam preocupação após o ataque dos Estados Unidos à Venezuela para prender o presidente Nicolás Maduro.

Países rechaçaram ações dos EUA para capturar e prender Maduro. “Tais ações constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional baseada em normas, além de colocarem em risco a população civil”, diz a carta. Minutos depois da publicação, a nota conjunta foi apagada do site do ministério das Relações Exteriores. Às 16h45, a nota foi republicada. As informações são do portal UOL.

Tentativa de controle governamental é “incompatível com direito internacional”, disseram os países. No documento, as nações manifestam preocupação e chama a ação dos EUA de “tentativa de controle governamental, de administração ou apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos” — o que, segundo eles, ameaça a estabilidade política, econômica e social da região.

Brasil e mais cinco países usaram o documento para afirmar “apego aos princípios consagrados na Carta das Nações Unidas”. “Expressamos nossa profunda preocupação e rechaço diante das ações militares executadas unilateralmente no território da Venezuela, as quais contrariam princípios fundamentais do direito internacional”, afirma o documento.

Países defendem meios pacíficos para solucionar situação na Venezuela. As nações dizem, por meio do documento, que defendem o uso de diálogo, negociação e respeito à vontade do povo venezuelano. “Sem ingerências externas e em conformidade com o direito internacional”.

Processo político na Venezuela deve ser conduzido por venezuelanos. “Reafirmamos que apenas um processo político inclusivo, liderado pelas venezuelanas e pelos venezuelanos, pode conduzir a uma solução democrática, sustentável e respeitosa da dignidade humana.”

América Latina e Caribe são “zonas de paz, construída sobre o respeito mútuo”, ressalta o documento. “Fazemos um apelo à unidade regional, para além das diferenças políticas, diante de qualquer ação que coloque em risco a estabilidade regional”, afirmam os países.

Países também incentivaram as Nações Unidas e mecanismos multilaterais a tomar medidas para preservar a paz. “Exortamos as Nações Unidas e os mecanismos multilaterais pertinentes a fazer uso de seus bons ofícios para contribuir para a desescalada das tensões e para a preservação da paz regional.”

Baiano com paralisia cerebral inicia trajetória como palestrante motivacional

 

Rafael Souza dos Santos, jovem do Vale do Jiquiriçá, na Bahia, decidiu transformar sua história de vida em ferramenta de inspiração ao iniciar carreira como palestrante motivacional. Nascido com paralisia cerebral, ele aposta em relatos pessoais de superação para incentivar pessoas de diferentes idades a acreditarem em si mesmas e enfrentarem desafios.

Conhecido pelo bom humor e pela postura positiva, Rafael afirma que nunca permitiu que a deficiência definisse seus limites. A proposta das palestras é compartilhar experiências reais, unindo emoção, humor e mensagens sobre persistência, fé e propósito. As informações são do portal Criativa Online.

Além das apresentações, o jovem também desenvolve projetos na área da escrita. Ele é autor do livro “O Diário de Rafael”, no qual relata sua trajetória desde o nascimento até as conquistas alcançadas ao longo dos anos. O objetivo é levar suas mensagens a escolas, eventos sociais e espaços comunitários, reforçando a importância da autonomia e da confiança pessoal.

Trump ameaça presidente interina da Venezuela: ‘Pagará um duro preço se não fizer o correto’

 

Por Estadão Conteúdo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo (4), que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, pagará ‘um preço alto’ se ‘não fizer a coisa certa’. “Se não fizer o que é certo, vai pagar um preço muito alto, provavelmente maior do que o de Maduro”, disse Trump à revista The Atlantic em uma breve entrevista por telefone.

Mais cedo, em entrevista à emissora americana CBS News, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o governo norte-americano irá trabalhar com as atuais lideranças da Venezuela se tomarem “as decisões certas”.

“Vamos julgar tudo pelo que fizerem, e vamos ver o que fazem”, disse Rubio no programa “Face the Nation”. “Eu sei o seguinte: se não tomarem as decisões certas, os Estados Unidos manterão diversas ferramentas de pressão para garantir a proteção dos nossos interesses”, acrescentou.

Ao ser questionado sobre a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, o chefe da diplomacia americana lembrou “os objetivos” dos Estados Unidos e assegurou que Washington irá “ver o que vai acontecer“.

O Tribunal Supremo da Venezuela determinou que Rodríguez assuma a presidência, após a captura de Maduro.

“Queremos que o narcotráfico cesse. Não queremos ver mais gangues chegando ao nosso território. Queremos que a indústria do petróleo não beneficie piratas e adversários dos Estados Unidos, e sim o povo”, insistiu Rubio.

Para o secretário de Estado dos EUA, não era possível trabalhar com Nicolás Maduro. “Trata-se de alguém que nunca respeitou nenhum dos acordos que firmou” e a quem “oferecemos, em várias ocasiões, a possibilidade de deixar o poder”, prosseguiu.

Tropas americanas na região

Questionado sobre o envio de tropas americanas em solo venezuelano, o secretário de Estado descreveu isto como uma “obsessão da opinião pública”, mas, ao mesmo tempo, disse que o governo Trump não descarta a opção.

O republicano apontou que o governo americano manteria uma “quarentena” militar em torno da Venezuela para impedir que petroleiros sujeitos a sanções dos EUA entrassem e saíssem do país, para exercer pressão sobre a nova liderança local.

“Essa medida permanece em vigor e representa uma enorme pressão que continuará existindo até que vejamos mudanças, não apenas para promover o interesse nacional dos Estados Unidos, que é a prioridade número um, mas também para levar a um futuro melhor para o povo da Venezuela”, disse ele durante a entrevista.

Petróleo

O secretário de Estado apontou também que é preciso melhorar a capacidade de extração de petróleo da Venezuela. “É óbvio que eles não têm capacidade para reativar essa indústria”, disse ele. “Eles precisam de investimento de empresas privadas que só investirão sob certas garantias e condições.”

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, que se tornou presidente interina ontem impressionou o governo Trump por conta de sua gestão das reservas de petróleo da Venezuela, segundo informações do The New York Times. As pessoas envolvidas nas discussões disseram que intermediários convenceram Washington de que ela protegeria e promoveria futuros investimentos energéticos americanos no país.

Após a economia da Venezuela suportar um terrível colapso de 2013 a 2021, Delcy liderou uma reforma favorável ao mercado que havia proporcionado uma aparência de estabilidade econômica antes da campanha militar dos EUA que resultou na captura de Maduro.

Sua privatização de ativos estatais e a política fiscal relativamente conservadora deixaram a Venezuela melhor preparada para resistir ao bloqueio do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de petroleiros sancionados carregando petróleo, o sustento econômico do país.

Rubio diz que é prematuro falar em eleições

Durante a entrevista, Rubio também apontou que as discussões sobre a realização de eleições na Venezuela eram “prematuras”, com Washington focado em garantir que a liderança remanescente em Caracas implemente mudanças políticas.

“Tudo isso, eu acho, é prematuro neste momento”, destacou Rubio. “O que nos interessa agora são todos os problemas que tínhamos quando Maduro estava no poder. Ainda temos esses problemas que precisam ser resolvidos. Vamos dar às pessoas a oportunidade de lidar com esses desafios e esses problemas”, disse ele.

Segurança ou truque diplomático? Por que EUA usaram navio para levar Maduro

 

Do UOL

O uso de um navio para retirar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a esposa dele, Cilia Flores, do país após a dupla ser capturada por militares dos Estados Unidos foi uma escolha possivelmente por segurança e um “truque” diplomático, segundo especialistas ouvidos pelo UOL.

EUA não divulgaram por que optaram pelo uso do navio para retirar Maduro da Venezuela. Após a captura, Maduro e a esposa foram levados por um helicóptero das Forças Armadas dos EUA até o USS Iwo Jima, um dos navios de guerra da Marinha dos EUA que estava posicionado no mar do Caribe desde o fim do ano passado.

Na noite de ontem, um avião com o presidente venezuelano pousou em um aeroporto de Nova York. Maduro estava com um capuz na cabeça, algemado e escoltado por dezenas de agentes federais. Não foi possível identificar a esposa de Maduro, Cilia Flores, que também foi presa, nas imagens do desembarque do líder venezuelano. O governo norte-americano não divulgou onde e quando o casal teria sido transferido para a aeronave, mas fontes da imprensa dos EUA afirmam que pode ter sido em Guantánamo, uma prisão militar dos EUA que fica em uma ilha cubana.

Docente aponta que segurança pode ter sido o motivo principal para escolha do uso do navio. Roberto Uebel, professor de relações internacionais da ESPM, disse ao UOL que a operação apresentava muitos riscos, incluindo a integridade dos capturados e dos militares norte-americanos envolvidos, e que o meio naval comporta maior segurança operacional nesses casos.

“Avaliação de ameaça elevada” pelos EUA também deve ter colaborado para descartar o uso da aeronave. Segundo o professor de relações internacionais Leo Braga, da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio, o uso do navio de guerra também pode ser interpretado como uma mensagem política e militar de poder que os EUA querem passar.

“O USS Iwo Jima é um navio de maior segurança e proteção contra vulnerabilidades externas. Ele é usado estrategicamente nesse tipo de operação e também em ações de resgate em outros ambientes e cenários”, disse Roberto Uebel.

O uso de navio evitou entraves diplomáticos e riscos à operação. Uebel afirmou que as autorizações necessárias para o pouso de uma aeronave militar dos EUA na Venezuela e a necessidade de sigilo podem ter pesado na decisão para o uso do meio marítimo. Já Braga acrescentou que a presença de um avião militar no país poderia colocar a aeronave em risco e ser interpretada por outros países como violação da soberania venezuelana, o que não seria positivo para o governo norte-americano.

Operação abre ‘precedente perigoso’

Operação deixa claro o “novo modus operandi da política externa norte-americana” e da doutrina de segurança nacional dos EUA. Segundo Uebel, a ação pode abrir um “precedente de grande risco internacional” e fortalecer o surgimento de novas alianças militares para evitar esse tipo de incursão em outros territórios.

“Se os EUA fizeram essa operação agora contra a Venezuela, nada os impede de fazer essas ações contra a Colômbia, Cuba ou qualquer outro país cujas lideranças não atendam aos interesses dos EUA. Abre um precedente internacional grave, de grande risco para as relações internacionais”, analisa Uebel.

Para Braga, a ação abre precedente para a captura de líderes estrangeiros em regiões fora de zonas de guerra. Ele explicou que a política da gestão Trump recupera a Doutrina Monroe — inclusive, o termo foi usado pelo republicano — que sugere fortemente a tese de América para os americanos. “Em termos de América Latina, me parece que é uma preocupação muito honesta, muito sincera, de que esse precedente internacional possa ser espalhado para outros países da região”, concluiu.

China pede aos EUA a ‘libertação imediata’ de Maduro e da mulher dele

 

Do Estadão Conteúdo

A China pediu aos Estados Unidos, neste domingo (4), a libertação imediata do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, após Washington ter realizado um ataque em Caracas e capturado o líder.

“A China pede aos EUA que garantam a segurança pessoal do presidente Nicolás Maduro e de sua mulher, que os libertem imediatamente e que parem de derrubar o governo da Venezuela”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da China em um comunicado, classificando o ataque como uma “clara violação do direito internacional”.

Logo após o ataque, a diplomacia chinesa já tinha classificado a ação em Caracas como uma ameaça à “paz e segurança na América Latina e no Caribe” e denunciou o “comportamento hegemônico” de Washington.

Uma das principais parceiras políticas e econômicas da Venezuela, a China defende que as disputas internas sejam resolvidas sem interferência externa. A maior parte da produção de petróleo da Venezuela é exportada para a China. Esse fluxo é o grande gerador de divisas para o país. Cerca de 70% do orçamento do país é atrelado à extração de petróleo. É a maior reserva conhecida do mundo.

A China aconselhou seus cidadãos na Venezuela a evitar saídas “a menos que seja absolutamente necessário”, informou a mídia estatal. “O Ministério das Relações Exteriores e a Embaixada Chinesa na Venezuela lembram aos cidadãos chineses para evitar viagens à Venezuela no futuro próximo”, relatou o canal estatal CCTV.

“Nacionais chineses e instituições já presentes no país devem monitorar de perto a situação de segurança local, reforçar efetivamente precauções de segurança e preparação para emergências, evitar sair a menos que seja absolutamente necessário, e manter distância de zonas de conflito ou áreas sensíveis.”