
Pernambuco avançou no processo de reconhecimento de produtos tradicionais por meio de Indicações Geográficas (IGs). Nesta semana, o Sebrae Pernambuco e a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe) protocolaram junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) pedidos de registro para o artesanato em barro do Alto do Moura, em Caruaru, o artesanato em madeira de Sertânia e a renda renascença de Poção. A expectativa é que os processos sejam analisados em até 18 meses.
Segundo as instituições, as certificações buscam reconhecer produtos que possuem características, reputação e identidade vinculadas aos seus territórios de origem. “Ao avançarmos com essas solicitações, reafirmamos o nosso compromisso com o desenvolvimento econômico sustentável, a geração de oportunidades e a ampliação da competitividade dos nossos produtos”, afirmou o superintendente do Sebrae/PE, Murilo Guerra.
Após o protocolo, os pedidos serão publicados na Revista da Propriedade Industrial e passarão por exame técnico do INPI, que poderá solicitar complementações, analisar eventuais contestações e decidir pela concessão ou não do registro. “As Indicações Geográficas são a validação do que estamos construindo para impulsionar o potencial econômico das nossas raízes, nossa cultura e nossas tradições”, declarou a diretora-presidente interina da Adepe, Roberta Andrade.
Além dos três pedidos protocolados, Pernambuco possui outros 13 produtos em processo de obtenção da certificação, entre eles o abacaxi de Pombos, o artesanato em barro de Tracunhaém, os bolos de rolo e Souza Leão, os cafés de Taquaritinga do Norte e Triunfo, o queijo coalho do Araripe e a carne ovina do Sertão do São Francisco. A expectativa é que novos pedidos sejam formalizados ainda este ano.
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