PREFEITURA DE TRINDADE

PREFEITURA DE ARARIPIINA

ATELTELECOM

08 junho 2026

Falta prova: TCU arquiva ação de Flávio Bolsonaro contra ex-nora de Lula

 

O TCU (Tribunal de Contas da União) arquivou um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para investigar a relação de uma empresa ligada à ex-nora do presidente Lula (PT) com o MEC (Ministério da Educação).

Os ministros do TCU decidiram arquivar o processo por falta de provas. O senador pedia para apurar verbas federais enviadas à Life Tecnologia Educacional, onde trabalhava Carla Ariane Trindade, ex-mulher de Marcos Cláudio Lula da Silva, o filho mais velho de Lula com a ex-primeira-dama Marisa Letícia (1950-2017). As informações são do UOL.

A corte afirmou que o pedido de investigação se baseia apenas em notícias da imprensa. O tribunal rejeitou a abertura do caso em decisão publicada no dia 26 de maio. A informação só veio a público hoje em reportagem do Metrópoles confirmada pelo UOL.

O acórdão do TCU destaca a ausência de provas para manter a apuração. Os ministros dizem que a petição está “desacompanhada de documentos aptos a identificar contratos específicos”.

Inquérito da Polícia Federal continua

A decisão do tribunal de contas não afeta a investigação conduzida pela PF (Polícia Federal). A polícia apura se a ex-nora de Lula usou o nome do presidente para liberar recursos federais. A investigação ocorre junto com a CGU (Controladoria-Geral da União) para apurar fraudes em licitações. A empresa recebeu R$ 52 milhões do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) em Sumaré.

Defesa e ministério evitam comentar o caso

Os advogados de Carla Ariane decidiram não se manifestar sobre as investigações da polícia. A defesa nega as acusações desde o início da Operação Coffe Break, mas evita dar detalhes.

O MEC afirmou em nota que não tem relação com o caso. A pasta diz que “não tem relação com a operação policial” e evitou comentar uma reunião ocorrida em 2024. Carla Ariane foi recebida no prédio do ministério, em Brasília, em reunião fora da agenda em 12 de julho de 2024. Procurada novamente, a pasta não se manifestou até a publicação deste texto.

Na agenda do dono da Life, Carla é chamada de “nora”. Só no município de Sumaré (SP), foram repassados à empresa cerca de R$ 52 milhões entre 2021 e 2023, parte sob governo Jair Bolsonaro (PL) e parte sob Lula), com dinheiro do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica). Ela teria continuado recebendo pagamentos.

Com tema político, Parada LGBT+ em SP reúne multidão com camisas do Brasil e famílias com crianças

 Com tema político, a 30ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo reúne neste domingo (7) uma multidão com camisas do Brasil e leques coloridos na Avenida Paulista, além de muitas famílias com crianças.

Sob o lema “A rua convoca, a urna confirma”, o evento celebra três décadas de luta e resistência da comunidade LGBTQIAPN+ e reforça a importância da ocupação das ruas como espaço de mobilização.

No mês passado, um projeto de lei aprovado em primeira votação na Câmara Municipal queria proibir a presença de crianças e adolescentes na Parada, mesmo quando acompanhados pelos pais ou responsáveis, o que provocou uma onda de críticas.

Este ano também marca os 30 anos da urna eletrônica. Por isso, a escolha do tema faz referência às eleições e ao voto na defesa e na ampliação desses direitos. Políticos também participaram da Parada e fizeram discursos do alto dos trios elétricos.

Verde e amarelo no arco-íris e leques

Hal Wildson, artista plástico, e Patrice Pauc, gestor cultural, pais da Thiago e Nina — Foto: Luiz Gabriel Franco/g1

Vestindo a camisa da seleção brasileira, o artista plástico Hal Wildson, convidado pela organização do evento para uma ação junto com o Votinho, mascote deste ano, e o gestor cultural Patrice Pauc estavam entre os que levaram os filhos, Thiago e Nina.

“Trazer as crianças é reforçar que esse é um lugar seguro para todos. Esse ano mesmo tinha deputado querendo proibir a vinda de crianças como se aqui fosse um lugar hostil. Ao contrário, aqui a gente fala de amor, de orgulho, de futuro”, defende Wildson.

Foi o artista plástico que desenvolveu a bandeira que estampa a capa do personagem. “Trouxe as cores da bandeira do Brasil porque todas as pessoas podem existir debaixo dessas cores. No arco-íris, também tem verde e amarelo”, comenta.

Isabel e Sofia também foram para a Parada com a filha, Elis. “A importância de a Elis estar aqui é para ela entender que ela não é a única, que existem outras milhares de famílias homoafetivas, tanto no Brasil quanto no mundo e que ela faz parte de uma rede”, disse Isabel.

Trios

A concentração teve início por volta das 10h, e os trios elétricos começaram a se movimentar no início da tarde no sentido Consolação, seguindo pela Rua da Consolação.

Entre as atrações confirmadas estão alguns dos principais nomes da música e da cultura LGBT+ no país, como Pabllo Vittar, Gloria Groove, Urias, Melody, Pepita, Jup do Bairro, Diego Martins, Thiago Pantaleão, Majur e Katy da Voz e as Abusadas.

STF julga nesta semana recurso de Big Techs sobre regulação das redes

 

O STF (Supremo Tribunal Federal) deve retomar nesta semana a discussão sobre a responsabilização das plataformas digitais por conteúdos publicados por usuários. O plenário da Corte pautou para quarta-feira (10) a análise dos recursos apresentados por empresas como Google e Meta contra a decisão que alterou a interpretação do Marco Civil da Internet e ampliou as hipóteses de responsabilização das redes.

Os recursos serão analisados em um momento de disputa sobre a regulação das plataformas digitais no país. No final de maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) editou decretos que ampliam a fiscalização sobre as chamadas big techs e fortalecem o papel da ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados), medida que desagradou a oposição no Congresso. As informações são da CNN Brasil.

Em junho de 2025, o STF considerou parcialmente inconstitucional o artigo 19 do Marco Civil da Internet, dispositivo que condicionava a responsabilização das plataformas ao descumprimento de uma ordem judicial de remoção de conteúdo.

Pela tese aprovada, as empresas podem ser responsabilizadas em diversas situações após receberem notificações extrajudiciais sobre conteúdos considerados ilícitos.

A decisão também criou um “dever de cuidado” para plataformas em casos envolvendo conteúdos relacionados a terrorismo, atos antidemocráticos, crimes contra crianças e adolescentes, violência contra mulheres, discriminação e outros ilícitos graves.

Agora, Google e Meta pedem esclarecimentos sobre diversos pontos da decisão. Entre os principais questionamentos estão a definição do marco temporal para aplicação da nova tese, os critérios mínimos para notificações extrajudiciais, o alcance da responsabilização das plataformas e os parâmetros para caracterização de conteúdos ilícitos.

A Meta também defende que a Corte esclareça que a remoção sem ordem judicial deve ocorrer apenas em casos de ilegalidade manifesta, argumentando que a redação atual pode estimular a remoção excessiva de conteúdos por receio de sanções.

As empresas ainda pedem que o STF estabeleça um período de adaptação para implementação das novas obrigações impostas às plataformas e esclareça o alcance de conceitos como “falha sistêmica”, “dever de cuidado” e “presunção de responsabilidade”.

Debate além do Judiciário

Para Bianca Mollicone, advogada especializada em regulação de plataformas digitais, o julgamento dos embargos ganhou uma relevância maior após a edição dos decretos do governo Lula.

“O decreto editado pelo governo incorpora diversos elementos da tese fixada pelo STF, inclusive em temas que ainda são objeto de pedidos de esclarecimento perante a própria Corte”, afirmou em entrevista à CNN Brasil.

Segundo a especialista, o julgamento ganhou relevância além do campo jurídico e passou a afetar o debate sobre quem deve estabelecer as regras para o funcionamento das plataformas digitais no Brasil.

“O timing é institucionalmente relevante porque os embargos serão julgados justamente quando o debate sobre a regulação das plataformas digitais deixou de ser apenas judicial e passou a envolver diretamente, além do Legislativo, também o Poder Executivo”, disse.

Na avaliação da advogada, pontos que ainda aguardam definição pelo STF, como os conceitos de “falha sistêmica”, “dúvida razoável”, responsabilidade por notificações e alcance do dever de cuidado, podem impactar o próprio fundamento regulatório dos decretos editados pelo governo.

Reação do Congresso

Os decretos assinados por Lula provocaram forte reação de congressistas da oposição. Na Câmara dos Deputados, parlamentares da oposição protocolaram PDLs (Projetos de Decreto Legislativo) para derrubar os decretos editados pelo governo. No Senado, congressistas também apresentaram iniciativas com o mesmo objetivo.

Os críticos argumentam que o governo estaria ampliando competências da ANPD e criando mecanismos de regulação das plataformas sem autorização legislativa.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), determinou que a consultoria jurídica da Casa avalie se os decretos extrapolaram as competências constitucionais do Poder Executivo.

Para Bianca Mollicone, uma das principais controvérsias pode estar justamente na escolha da ANPD como órgão responsável pela fiscalização das plataformas. “O ponto mais controverso do decreto talvez não seja a moderação de conteúdo em si, mas a escolha institucional feita pelo Executivo”, afirmou.

Segundo ela, a discussão que tende a surgir é se a ampliação das atribuições da autoridade poderia ser realizada por decreto ou se dependeria de autorização legislativa específica do Congresso Nacional.

“O decreto atribui à ANPD funções regulatórias, fiscalizatórias e sancionatórias sobre deveres das plataformas que não estavam originalmente previstos na legislação que criou a agência. […] Apesar da ANPD ser hoje uma agência reguladora, isso não significa ter competência universal sobre qualquer matéria digital. No Brasil, competência regulatória continua sendo matéria de lei”, diz.

Senado deve iniciar discussões sobre fim da escala 6×1 nesta semana

 

A proposta do fim da escala 6×1 – de seis dias de trabalho e um de descanso – deve começar a ser debatida pelos senadores nesta semana. A expectativa é que o tema seja discutido entre líderes partidários e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em reunião prevista para terça-feira (9).

O texto aprovado na Câmara dos Deputados chegou ao Senado há mais de dez dias, mas ainda não teve um despacho de Alcolumbre. Segundo ele, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) não irá direto ao plenário e deve passar pela análise em comissão. A intenção é alinhar o trâmite da matéria no encontro com os chefes de bancada nesta semana. As informações são da CNN Brasil.

Considerada um ativo eleitoral, a PEC foi aprovada na Câmara na última semana de maio. O governo considera a pauta prioritária e defende uma aprovação rápida. Alcolumbre, no entanto, já sinalizou que o Senado não atuará apenas como uma Casa “carimbadora” e deve sugerir ajustes no texto. Ele afirmou que o texto será analisado “sem pressa”.

O presidente do Senado vive momento de relação tensionada com o Planalto, desgastada desde a rejeição do nome de Jorge Messias para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).

Em paralelo, um texto alternativo, que determina a remuneração por hora trabalhada, já recebeu despacho de Alcolumbre e foi enviado à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). A matéria foi articulada pela oposição e apresentada no Senado para contrapor o fim da escala 6×1.

Como a CNN mostrou, no entanto, a proposta da redução na jornada de trabalho aprovada na Câmara deve ter prioridade na análise na CCJ. Uma vez enviada para a comissão, caberá ao presidente do colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA), indicar o relator.

A PEC que recebeu o aval dos deputados define uma transição de 14 meses para a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais em duas etapas com diminuição de duas horas cada, sem redução de salários.

A primeira será feita 60 dias depois da promulgação do texto. A segunda será feita 12 meses depois, totalizando 14 meses após a promulgação da nova emenda. Na prática, a proposta mira garantir o fim da escala 6×1 com a determinação de dois dias de descanso, que também passará a valer 60 dias depois da promulgação do texto. Conforme a matéria, o dia de repouso deve ser “preferencialmente aos domingos”.

O texto teve o apoio do governo e foi articulado pelo presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). Setores produtivos, no entanto, criticam a proposta e avaliam haver risco de impactos econômicos com o aumento de custos de produção e serviços.

05 junho 2026

São João de Araripina segue com programação de Lagoa do Barro nos dias 26 e 27 de junho


 A Prefeitura de Araripina divulgou a programação oficial do São João de Araripina 2026 na comunidade de Lagoa do Barro, reforçando o compromisso de levar cultura, tradição e grandes atrações para todas as regiões do município.

As festividades acontecem no Pátio de Eventos de Lagoa do Barro e prometem reunir moradores e visitantes em duas noites de muita animação, forró e valorização da cultura nordestina.

Na quinta-feira, dia 26 de junho, sobem ao palco os artistas Caninana, Aviny Vinny, Welson Araújo e Isis Maia, levando diversidade musical e muito forró para o público.Já na sexta-feira, dia 27 de junho, a programação continua com os shows de Vitôria Freitas, Edyr Vaqueiro e Márcio, garantindo mais uma noite de festa e tradição junina.O prefeito Evilásio Mateus destacou a importância de fortalecer os festejos nos distritos e comunidades do município.

“Estamos realizando um São João descentralizado, valorizando nossas tradições e levando entretenimento, cultura e movimentação econômica para todas as regiões de Araripina. A Lagoa do Barro terá uma grande festa, preparada com muito carinho para nossa população”, destacou o prefeito.

O São João de Araripina conta com apoio do Governo de Pernambuco, Empetur, Ministério do Turismo e Governo Federal, consolidando o município como um dos principais destinos juninos do sertão pernambucano.

Prefeitura de Araripina investe em equoterapia e natação para crianças com TEA na Casa Acolhe


Casa Acolhe oferece sessões terapêuticas gratuitas com equipe

multidisciplinar para impulsionar o desenvolvimento de crianças autistas

TEXTO: A Prefeitura de Araripina, por meio da Secretaria de Educação,
está ampliando o horizonte de cuidado para crianças com Transtorno do
Espectro Autista (TEA). Através da Casa Acolhe (Centro Educacional e de
Acolhimento Terapêutico para o Autismo), o município oferece sessões de
equoterapia e natação adaptada, duas práticas que têm transformado a
rotina e o desenvolvimento de pequenos araripinenses.

Todas as atividades são conduzidas por uma equipe multidisciplinar da
Casa Acolhe, garantindo que cada criança seja acompanhada de forma
segura, individualizada e acolhedora. Esse modelo de atenção integrada é
o que diferencia o trabalho desenvolvido no município: não se trata
apenas de atividades físicas, mas de um conjunto de ações pensadas para
promover a igualdade no acesso ao desenvolvimento pleno para crianças em
diferentes estágios do espectro.

A equoterapia utiliza o cavalo como agente terapêutico e o resultado vai
muito além do que os olhos veem. O movimento tridimensional do animal
estimula o tônus muscular, o equilíbrio e a postura, enquanto o vínculo
formado entre a criança e o cavalo trabalha dimensões emocionais
profundas: redução da ansiedade, aumento da autoconfiança e melhora na
comunicação. O contato com o ambiente ao ar livre completa essa
experiência, diminuindo a irritabilidade e criando espaço para uma
socialização mais natural e significativa.

Já a natação adaptada atua diretamente na regulação sensorial, no
fortalecimento muscular e na capacidade de interação social das crianças
com TEA. Dentro da água, muitas barreiras se dissolvem e é nesse
ambiente que pequenos avanços se tornam grandes conquistas. Na Casa
Acolhe, as sessões são conduzidas por profissionais com formação em
atividades adaptadas, que respeitam o tempo de cada criança e entendem
que cada progresso tem o seu próprio ritmo.

O trabalho da Secretaria de Educação com a Casa Acolhe representa o
entendimento de que o desenvolvimento infantil precisa ser tratado em
sua integralidade. Ao unir escola, terapia, esporte e acolhimento em um
único espaço, Araripina constrói uma rede de suporte que vai além da
sala de aula e que reconhece nas famílias parceiras essenciais nessa
jornada.

Famílias que desejam saber mais sobre as atividades oferecidas pela Casa
Acolhe ou buscar orientação sobre como acessar as terapias podem entrar
em contato diretamente com o centro. A equipe multidisciplinar está
pronta para acolher, orientar e direcionar cada família para o suporte
mais adequado às necessidades do seu filho.

Campanha de Flávio escolhe “Vem com Fé” como tema e lança primeiro jingle

 

A campanha do pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, lançou nesta sexta-feira (5) seu primeiro jingle oficial, com o slogan “Vem com Fé”.

Segundo integrantes da campanha, a expressão foi escolhida para sintetizar a estratégia adotada pela nova equipe que assumiu a coordenação eleitoral em um momento em que o candidato enfrentava resistência entre parte do eleitorado, da classe política, do setor produtivo e do mercado. As informações são da CNN.

Pesquisas qualitativas encomendadas pela campanha indicaram, à época, um cenário de descrença, desânimo e desconfiança em relação à candidatura.

A partir desse diagnóstico, os estrategistas passaram a trabalhar o conceito de “fé” como uma ideia associada à esperança, confiança e mobilização popular.

Dessa construção surgiu a mensagem central da campanha: “Pode acreditar, vamos fazer. Venha com fé”.

A peça audiovisual, com cerca de dois minutos de duração, reúne imagens do ex-presidente Jair Bolsonaro, da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e dos irmãos de Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro.

De acordo com a campanha, o objetivo é mobilizar apoiadores em torno de um projeto político para o futuro, reforçando temas tradicionalmente associados ao bolsonarismo, como fé, liberdade, valores familiares e participação popular.

O vídeo também busca transmitir uma imagem de união da família Bolsonaro em torno da candidatura, em meio a especulações sobre divergências internas e falta de alinhamento entre integrantes do clã.

Flávio Bolsonaro pede ao STF que declare Moraes suspeito para julgar Vorcaro e caso Master

 

O senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato do PL à Presidência, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que declare que o ministro Alexandre de Moraes é suspeito para processar e julgar fatos relacionados a Daniel Vorcaro e o Banco Master.

Segundo a defesa do senador do PL, o impedimento se justifica pela suposta relação entre Moraes e o empresário, que está preso em Brasília e negocia uma delação premiada com autoridades. Dados da Receita Federal mostram que o Master pagou R$ 80 milhões ao escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, pela prestação de serviços advocatícios.

Os advogados afirmam que não estão fazendo qualquer juízo de valor sobre a relação entre os dois, mas tentando garantir a observância das regras processuais e regimentais.

A ação de Flávio Bolsonaro foi apresentada após Moraes enviar para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).

O petista solicitou que sejam apuradas supostas ligações entre Daniel Vorcaro e o senador, no que diz respeito ao financiamento, pelo banqueiro, da cinebiografia de Jair Bolsonaro, intitulada “Dark Horse”.

Trocas de mensagens entre Flávio e Vorcaro, mostram o político do PL cobrando do banqueiro a destinação de recursos para a produção do filme. A defesa de Flávio quer que o pedido de Lindbergh seja redirecionado para relatoria do ministro André Mendonça.

Miguel Coelho destaca investimentos em segurança pública durante solenidade no Palácio do Campo das Princesas

 

O presidente estadual do União Brasil e pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho, participou, hoje, de uma solenidade no Palácio do Campo das Princesas ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD), marcada pela entrega de novos equipamentos e veículos destinados ao fortalecimento da segurança pública de Pernambuco.

A ação representa mais um passo no processo de reestruturação das forças de segurança do estado, ampliando as condições de trabalho dos profissionais que atuam diariamente no combate à criminalidade e na proteção da população pernambucana.

Entre os investimentos anunciados estão 70 novas viaturas do tipo SUV para a Polícia Militar que irão reforçar o patrulhamento ostensivo em diversas regiões do estado. Os veículos se somam aos esforços recentes de ampliação do efetivo, com a formação de novas turmas de policiais militares para atuação, especialmente, na Região Metropolitana do Recife.

O pacote também contempla a entrega de 5.576 pistolas Glock calibre 9 milímetros e 100 fuzis CZ Bren 2, ampliando a capacidade operacional das corporações. Além disso, serão distribuídos equipamentos de proteção individual, incluindo 600 capacetes e 518 pares de botas destinados aos policiais motociclistas.

O Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco também será beneficiado com sete novas viaturas do tipo Auto Bomba Tanque Salvamento (ABTS), fortalecendo a capacidade de resposta da corporação em ocorrências de grande complexidade.

A estrutura logística das forças de segurança receberá ainda dez micro-ônibus Iveco de 18 lugares, enquanto o Batalhão de Polícia Ambiental contará com três novas caminhonetes 4×4 caracterizadas para reforçar as ações de fiscalização e preservação ambiental.

Durante a solenidade, Miguel Coelho ressaltou a importância dos investimentos para garantir mais segurança à população e melhores condições de trabalho aos profissionais da área. Segundo ele, o fortalecimento das forças policiais e dos órgãos de segurança é fundamental para enfrentar os desafios do estado e promover mais tranquilidade para os pernambucanos.

Alepe homenageia 100 profissionais de eventos de Pernambuco em solenidade especial

 

A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) realizará, no próximo dia 17 de junho, às 18h, uma solenidade em homenagem a 100 profissionais que atuam no setor de eventos em diversas áreas e segmentos do estado. A cerimônia acontecerá no Auditório Senador Sérgio Guerra, reunindo representantes de diferentes atividades que contribuem para a realização de eventos em Pernambuco.

A iniciativa é coordenada pelo produtor de eventos Saulo Galdino, idealizador da Lei Estadual nº 16.802, que instituiu o Dia Estadual dos Profissionais de Eventos. A solenidade contará com a participação do deputado estadual Joel da Harpa, autor da legislação.

Durante o evento, serão homenageados profissionais que desempenham funções essenciais para o funcionamento da cadeia produtiva de eventos, incluindo produtores, cerimonialistas, decoradores, técnicos, fotógrafos, profissionais de sonorização, iluminação, segurança, recepção, entre outros segmentos.

A homenagem tem como objetivo reconhecer a contribuição dos profissionais que atuam nos bastidores e na linha de frente da realização de eventos corporativos, sociais, culturais, institucionais e de entretenimento em Pernambuco.

Alckmin de volta ao jogo do tarifaço

 

Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã

Depois do acordo com a União Europeia, o Senado ainda tem dois acordos comerciais do Mercosul para analisar, com Singapura e com a Associação Europeia de Livre Comércio (Efta), outro bloco europeu que une Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. Como no caso da União Europeia, são acordos de livre comércio, que eliminam tarifas e alavancam mercados.

No fundo, o governo brasileiro sabe que esse é que é o problema do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele reage fortemente ao cada vez maior amadurecimento de um processo que, no início, os EUA ajudaram a gestar após a Segunda Guerra Mundial: o multilateralismo. O problema é que esse processo reduziu a dependência dos EUA.

O gigante do Norte perde relevância. E reage. No caso específico do Brasil, desde 2009 perdeu o posto de principal parceiro comercial para a China. E, no final, toda essa pressão tarifária, dificultando negócios, acaba podendo ser um tiro pela culatra. Empurra o Brasil a intensificar a relação com a China. Isso agora acontece com a carne. Na terça-feira, a China reconheceu o Brasil como país livre de febre aftosa.

Nesta quarta-feira (3), o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) assinou com a Tianjin Meet Association carta que dá início a parceria para alcançar o certificado Beef on Track (BoT), uma certificação internacional de carne sem desmatamento, respeitando normas socioambientais. A cidade portuária de Tianjin é a principal porta de entrada da carne bovina brasileira na China, e será a protagonista do projeto piloto para o selo BoT, criado pela Imaflora. É um exemplo do avanço que o Brasil teve nos últimos anos.

Essa busca por alternativas é bem anterior ao tarifaço de Trump. Mas intensificou-se em ações do vice-presidente Geraldo Alckmin quando era ministro da Indústria e Comércio e de Jorge Viana na presidência da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasi). O que não elimina a negociação com os EUA. E Alckmin volta a esse jogo.

Na negociação do primeiro tarifaço de Trump, Geraldo Alckmin foi um dos principais protagonistas. E agora está a postos para exercer o papel novamente, mesmo tendo entregue o Ministério da Indústria e Comércio para Márcio Elias Rosa. Márcio era o secretário-executivo de Alckmin.

O governo avalia que a experiência do primeiro tarifaço aprimorou as suas ferramentas. E será com elas que Alckmin irá lidar. Inclusive com a possibilidade de reciprocidade, a partir da lei que foi aprovada no Congresso, com relatório da senadora de oposição, Tereza Cristina (PP-MS).

Não apenas o agro, mas os segmentos empresariais como um todo. Um dos principais papéis exercidos por Alckmin decorre da sua boa relação com o setor produtivo. No primeiro tarifaço, um dos ganhos, avalia o governo, veio da forma como Alckmin aproveitou soluções surgidas do próprio meio empresarial.

Mesmo no pior momento do tarifaço 1, já havia uma lista com mais de 700 exceções que os Estados Unidos não sobretaxariam. Estão aí os principais itens de exportação brasileira para o país, caso do café. Tais exceções vão permanecer. A taxação muitas vezes é uma arma contra os próprios EUA, encarecendo produtos que o país consome.

Uma coisa que também avançou após a experiência do primeiro tarifaço foi a criação de instrumentos de defesa privados para evitar a ação de Trump. As empresas não tinham muitas vezes escritórios de advocacia atuando no país na defesa dos seus interesses. Agora têm. E muito disso decorreu de Alckmin.

“Vocês têm também que se organizar”, era o mantra repetido por Geraldo Alckmin nessas reuniões. Um mantra que surtiu efeito. Muitas vezes o açodamento de Trump ao ameaçar suas retaliações esbarra na própria legislação dos Estados Unidos, um país cioso por honrar contratos e segurança jurídica.