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03 junho 2026

O WhatsApp está liberado nas eleições de 2026?

 

Por Diana Câmara

A cada eleição, uma pergunta volta a circular entre candidatos, assessores e eleitores: afinal, o WhatsApp está liberado para uso nas campanhas eleitorais?

A resposta é sim. Mas com importantes limites.

O WhatsApp consolidou-se como uma das principais ferramentas de comunicação política do país. Atualmente, é difícil imaginar uma campanha eleitoral sem grupos, compartilhamento de vídeos, imagens, mensagens e interação direta entre candidatos, apoiadores e eleitores. O problema é que muitos ainda confundem o uso legítimo da ferramenta com práticas que podem gerar multas, ações judiciais e até a cassação de registros ou mandatos, a depender da gravidade da conduta e das provas produzidas no caso concreto.

O primeiro ponto que precisa ficar claro é que o WhatsApp não é proibido pela legislação eleitoral. Candidatos, partidos políticos, federações, coligações e eleitores podem utilizar a plataforma para divulgar ideias, propostas, posicionamentos políticos e conteúdos de interesse eleitoral.

Entretanto, o fato de a ferramenta ser permitida não significa que tudo seja autorizado.

Uma das maiores preocupações da Justiça Eleitoral continua sendo a utilização abusiva das ferramentas digitais para influenciar o eleitorado de forma irregular. Nesse contexto, o envio automatizado de mensagens em larga escala, especialmente mediante utilização de bases de dados obtidas sem consentimento dos destinatários, tem sido objeto de investigações e de rigorosa análise pela Justiça Eleitoral, sobretudo quando associado a abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação ou disseminação de desinformação.

Outro cuidado importante envolve a utilização de dados pessoais. Em tempos de vigência da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), campanhas eleitorais devem adotar cautela no tratamento das informações dos eleitores. O uso indevido de contatos telefônicos ou de bancos de dados obtidos sem autorização pode gerar repercussões não apenas eleitorais, mas também civis e administrativas.

Recentemente, ganhou destaque na imprensa a aprovação, pela Câmara dos Deputados, de um projeto que altera regras relacionadas ao envio de mensagens por aplicativos de comunicação.

A repercussão levou muitas pessoas a acreditar que o disparo em massa de mensagens estaria automaticamente liberado para as eleições de 2026. Essa conclusão, porém, é precipitada.

Primeiro, porque a proposta ainda não se transformou em lei. O texto precisa ser apreciado pelo Senado Federal e, se aprovado, dependerá de sanção presidencial. Além disso, eventuais alterações deverão conviver com as normas eleitorais e com a regulamentação expedida pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Segundo, porque as eleições não são disciplinadas apenas pelas leis aprovadas pelo Congresso Nacional. A Justiça Eleitoral possui competência para regulamentar diversos aspectos da propaganda eleitoral e do uso das plataformas digitais, sempre com o objetivo de preservar a legitimidade do processo eleitoral e a igualdade de oportunidades entre os candidatos.

Portanto, é incorreto afirmar, neste momento, que o disparo em massa de mensagens esteja liberado para as eleições de 2026. Candidatos e equipes de campanha devem acompanhar a evolução legislativa do tema e agir com cautela, evitando estratégias baseadas em interpretações apressadas ou em informações divulgadas sem o devido rigor jurídico.

As eleições de 2026 serão as primeiras eleições gerais realizadas sob um conjunto mais robusto de regras voltadas especificamente ao uso da inteligência artificial.

Áudios, vídeos e imagens produzidos ou manipulados artificialmente possuem enorme potencial de influenciar a opinião pública. Por essa razão, a Justiça Eleitoral passou a exigir maior transparência na utilização dessas ferramentas e adotou medidas mais rigorosas para combater conteúdos enganosos e fraudes digitais.

Especial atenção deve ser dada aos chamados “deepfakes”, que consistem na criação ou manipulação de imagens, vídeos ou áudios capazes de simular a fala ou a aparência de pessoas reais. A utilização desse tipo de recurso para enganar eleitores representa grave ameaça à integridade do processo democrático e poderá ensejar severas consequências jurídicas.

Da mesma forma, a divulgação de conteúdos fraudulentos, sabidamente inverídicos ou produzidos em desacordo com as regras de transparência relativas à inteligência artificial poderá gerar responsabilização eleitoral.

A tecnologia transformou a forma como candidatos e eleitores se comunicam. O WhatsApp faz parte dessa realidade e continuará sendo uma importante ferramenta de participação política e de divulgação de ideias durante as eleições de 2026.

O desafio não está em impedir o uso da tecnologia, mas em garantir que ela seja utilizada com responsabilidade, transparência e respeito às regras democráticas.

Por isso, diante da pergunta que dá título a este artigo, a resposta é simples: sim, o WhatsApp está liberado nas eleições de 2026.

O que permanece vedado é o uso da ferramenta para práticas abusivas, para a disseminação de desinformação, para a utilização indevida de dados pessoais ou para condutas capazes de comprometer a legitimidade e a igualdade de oportunidades na disputa eleitoral e o disparo em massa.

Bancos defendem PIX e dizem que governo dos EUA tem informações incompletas sobre sistema

 

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) saiu em defesa do PIX nesta terça-feira (2) após o sistema de pagamentos instantâneos ser citado em uma investigação comercial dos Estados Unidos que pode resultar em tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

Na visão dos EUA, o PIX pode representar uma vantagem “injusta” que pode restringir o comércio americano. A decisão final sobre a nova taxa pode sair até 15 de julho. As informações são do g1.

Em nota, a entidade afirmou que o PIX não é um produto comercial, mas uma infraestrutura de pagamentos criada pelo BC para ampliar a concorrência e facilitar transações financeiras.

Segundo a federação, as avaliações do governo americano sobre o sistema carecem de esclarecimentos adicionais sobre seu funcionamento.

“O PIX é uma infraestrutura de pagamento, e não um produto comercial, que favorece a competição e o bom funcionamento do sistema de pagamentos e, consequentemente, da atividade econômica”, afirmou a Febraban.

A nota foi divulgada após o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) divulgar as conclusões de uma investigação aberta em julho de 2025, por determinação do presidente Donald Trump.

Segundo a Febraban, o sistema brasileiro opera sob um modelo aberto e não discriminatório, permitindo a participação de bancos, fintechs e instituições financeiras nacionais e estrangeiras.

A entidade ressaltou que não há restrições à entrada de novos participantes, independentemente do porte ou da origem da instituição. Como o PIX é um meio de pagamento local e opera em reais, a única exigência é que as empresas atuem no Brasil e sigam as regras estabelecidas pelo Banco Central.

A federação também afirmou que espera que as contribuições apresentadas pelo Banco Central e por integrantes do sistema financeiro brasileiro durante o processo de consulta pública conduzido pelo USTR ajudem a esclarecer o funcionamento da ferramenta.

“Temos boa expectativa de que as contribuições do Banco Central do Brasil e dos integrantes do sistema bancário brasileiro, incluindo os bancos americanos, vão ajudar no esclarecimento das conclusões do órgão americano de comércio”, disse a entidade.

A Febraban destacou ainda que o PIX foi desenvolvido com participação dos bancos e demais instituições financeiras do país e funciona como uma plataforma acessível a brasileiros e estrangeiros residentes no Brasil, tanto pessoas físicas quanto empresas.

A entidade acrescentou que o serviço é gratuito para pessoas físicas, mas pode ser cobrado de empresas, sem diferenciação entre companhias nacionais e estrangeiras.

Entenda a investigação dos EUA

A investigação foi aberta em julho de 2025 com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento utilizado pelos Estados Unidos para apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país. A proposta é sobretaxar os produtos brasileiros em 25%.

Alguns produtos ficariam de fora da nova taxação, como carne, frutas, café, aeronaves, medicamentos, fertilizantes etc.

Importante:

  • A tarifa ainda não entrou em vigor
  • Antes disso, há consultas públicas e etapas formais
  • A decisão final pode sair até 15 de julho de 2026

Ao concluir a análise, o Escritório de Comércio dos EUA (USTR, sigla em inglês) afirmou que algumas políticas brasileiras poderiam representar barreiras ao comércio americano.

Entre os pontos citados está o PIX, que, na avaliação do órgão, teria recebido tratamento que favoreceria sua expansão em detrimento de empresas privadas do setor de pagamentos.

As conclusões da investigação podem servir de base para a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros exportados para o mercado americano, ampliando a pressão comercial entre os dois países.

Governo do Distrito Federal contratou por R$ 5 milhões ONG ligada a produtora de ‘Dark Horse’

 

A Secretaria de Educação do Distrito Federal firmou uma parceria no valor de R$ 5 milhões com a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), ligada à produtora do filme “Dark Horse”. O acordo foi formalizado no dia 22 de dezembro de 2023, durante o mandato do agora ex-governador Ibanêis Rocha (MDB). A contratação do ICB previu a implantação do programa Steam Maker, que tinha como objetivo a transformação digital no sistema de ensino da capital federal. A informação foi publicada inicialmente pelo Uol e confirmada pelo GLOBO.

O programa visou integrar as áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática (Steam) no currículo escolar “para desenvolver habilidades transdisciplinares nos alunos”. A aplicação da prática foi prevista para ocorrer em ambientes denominados “laboratório de criatividade inovador”, instalados nas escolas. A implementação, segundo o plano de trabalho, ocorreria em dezesseis unidades da rede básica. As informações são do jornal O GLOBO.

A contratação previa o fornecimento de equipamentos para o funcionamento do programa, como kits de robótica, impressoras 3D e computadores. Procurada pela reportagem, a secretária não respondeu.

O valor inicial do contrato com o ICB foi de R$ 4 milhões. No entanto, um mês depois do acordo, foi liberado um aditivo de R$ 1 milhão. Também foi estendido o prazo de vigência do contrato, cujo fim foi prorrogado em um ano, passando de dezembro de 2024 para o mesmo mês de 2025.

Operação contra produtora
Nesta semana, a Polícia Civil deflagrou uma operação para apurar se os recursos públicos repassados pela Prefeitura de São Paulo à ONG Instituto Conhecer Brasil, contratada para instalar 5 mil pontos de wi-fi em vias públicas, foram desviados para custear a produção do filme “Dark horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O longa é produzido pela Go Up Entertainment, de Karina Ferreira da Gama, que também é dona do instituto contratado para implementar o programa de internet gratuita.

A Operação Wi-Fi cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços residenciais de Karina, nas sedes do instituto e da produtora, e também na Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia. A dona do instituto é aliada do deputado federal Mário Frias (PL-SP), roteirista do filme sobre o ex-presidente, que chamou a atenção pelas cifras vultuosas reveladas nas conversas em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) cobrava patrocínio de Daniel Vorcaro, do Master.

No documento em que pede a quebra de sigilo bancário da empresária, ao qual o GLOBO teve acesso, o delegado Antonio Carlos Munuera Silveira, titular da 2ª Delegacia da Divisão de Crimes contra a Administração, afirma que há “suspeitas de confusão patrimonial” e de que recursos públicos do programa “WiFi Live SP” tenham sido desviados para a produção do filme por meio da utilização “das contas das empresas subcontratadas e das demais organizações sociais geridas pela investigada para a lavagem dos valores desviados do erário de São Paulo”.

Isso porque o ICB foi contratado para instalar os pontos de internet gratuita nas ruas, mas como não é uma empresa de tecnologia, subcontratou serviços de diversas empresas.

Procurada, Karina não se manifestou. Ela nunca havia produzido um filme antes de “Dark horse” e sua experiência principal era no terceiro setor. Nos últimos anos passou a firmar contratos de cifras altas com a prefeitura de São Paulo, diversificou os negócios e abriu uma holding em Aracaju. Tudo isso coincide com uma aproximação com o deputado Mario Frias.

Marília Arraes se reúne com delegados e policiais para discutir combate ao feminicídio em Pernambuco

 

A pré-candidata ao Senado Marília Arraes se reuniu, nesta terça-feira (2), com representantes da Associação dos Delegados de Polícia de Pernambuco (ADEPPE) e da Aliança das Mulheres Policiais de Pernambuco (AMULP) para discutir ações de enfrentamento à violência contra as mulheres e medidas de fortalecimento da rede de proteção às vítimas. O encontro ocorreu um dia após Marília anunciar o combate à violência de gênero como uma de suas prioridades e teve como foco o cenário da segurança pública no Estado e os dados relacionados aos casos de feminicídio.

Durante a reunião, dirigentes das duas entidades apresentaram levantamentos e estudos sobre violência de gênero em Pernambuco. “O enfrentamento ao feminicídio exige ação integrada e diálogo permanente com quem conhece a realidade da segurança pública. Estamos ouvindo quem atua diretamente na proteção das mulheres para construir propostas consistentes e capazes de salvar vidas”, afirmou Marília.

Flávio reage a Lula, culpa governo por tarifas e diz que negociará ‘de igual para igual’ com EUA caso seja eleito presidente

 

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu nesta terça-feira às críticas feitas a ele pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no contexto da proposta apresentada pelo governo dos Estados Unidos para impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o pré-candidato à Presidência afirmou ter pedido diretamente ao presidente norte-americano Donald Trump que não taxe empresas brasileiras e atribuiu a iniciativa a uma postura negativa do governo petista em relação aos Estados Unidos.

Na gravação, Flávio também procurou desvincular sua recente viagem a Washington da proposta apresentada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). Segundo o senador, a investigação comercial que embasa a medida foi iniciada antes de sua visita ao país, ainda em 2005, e não teria qualquer relação com os encontros que manteve com autoridades americanas na semana passada.

— Eu fiz um pedido direto para os EUA não taxarem as empresas brasileiras, que já são absurdamente taxadas pelo governo Lula. Os empreendedores brasileiros já estão sufocados com tanto imposto, burocracia, perseguição. Estão até saindo do Brasil. Então, eu expliquei que não seria justo taxá-los ainda mais — disse.

O presidenciável também declarou que, em sua visita aos EUA, aproveitou para destacar que os Estados Unidos não precisarão recorrer a esse tipo de instrumento de pressão após as eleições deste ano porque terão, segundo ele, um interlocutor disposto a negociar “de igual para igual” com Washington a partir de janeiro de 2027 caso venha a ser eleito.

— Reforcei que os EUA não precisaria mais usar a política de tarifas para negociar com o Brasil porque a partir de janeiro de 2027 o Brasil terá um presidente da República que vai sentar para negociar de igual para igual e vamos chegar a um acordo que seja bom para as duas nações — completou.

No vídeo, o senador também fez um balanço da viagem aos Estados Unidos e voltou a destacar como principal resultado da agenda a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelo governo americano. Segundo ele, a medida abre uma oportunidade para que o Brasil integre uma coalizão internacional voltada ao combate das facções criminosas.

Flávio também voltou a afirmar que, em poucos dias de pré-campanha presidencial, conseguiu avançar mais na pauta da segurança pública do que o governo Lula ao longo de duas décadas. O senador acusou o presidente de ter adotado uma postura leniente em relação ao crime organizado e criticou declarações anteriores do petista sobre o tema.

Ao abordar a proposta de tarifas, o presidenciável afirmou que empresários brasileiros já enfrentam elevada carga tributária, burocracia e insegurança econômica e argumentou que uma eventual sobretaxa americana agravaria ainda mais esse cenário e foi por isso mesmo que pediu diretamente às autoridades americanas que poupassem empresas brasileiras de qualquer sanção comercial.

A resposta ocorreu após Lula elevar o tom contra a família Bolsonaro ao comentar a proposta de tarifas. Mais cedo, o presidente associou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) às medidas discutidas pelo governo americano e afirmou que eles estariam atuando contra os interesses nacionais. A declaração foi acompanhada por uma ofensiva de integrantes do PT e da base governista nas redes sociais, que passaram a relacionar a recente viagem de Flávio aos Estados Unidos ao anúncio da proposta comercial.

Entenda a proposta dos EUA

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) concluiu uma investigação comercial contra o Brasil e propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, com exceções previstas em uma lista específica de produtos. Conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, a medida abre uma nova etapa de consulta pública antes de eventual adoção de sanções comerciais.

Segundo o USTR, determinados atos, políticas e práticas do governo brasileiro seriam “irrazoáveis” e “oneram ou restringem” o comércio dos Estados Unidos. Com a conclusão da investigação, o órgão apresentou medidas corretivas e abriu o caso para participação pública.

A proposta prevê tarifa de 25% sobre todas as mercadorias brasileiras, embora o documento inclua 73 páginas de exceções. Entre os produtos que permaneceriam isentos estão materiais informativos, doações, determinadas carnes, frutas, café, chá, cereais, sementes, minerais, terras raras, aeronaves brasileiras e peças aeronáuticas, além de produtos químicos orgânicos, farmacêuticos e fertilizantes.

O Pix aparece entre os principais pontos questionados pelo governo americano. Segundo o USTR, o Banco Central favorece o sistema de pagamentos ao atuar simultaneamente como regulador e proprietário da plataforma, impor seu uso e limitar taxas cobradas por concorrentes americanos.

“Sou atacado de manhã, tarde e noite por uma verdadeira milícia digital”, afirmou João Campos

 

Por Edson Mota – Blog da Folha

O pré-candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), afirmou nesta terça-feira (02) que tem sido vítima constante de ataques virtuais de adversários políticos. Segundo ele, o cenário atual no meio político tem se apresentado de muita violência política em alguns estados, incluindo Pernambuco.

“Tenho sido atacado de manhã, tarde e noite por uma verdadeira milícia digital que está instrumentalizada de forma inorgânica, com a presença de robôs, informações falsas e automatizadas feita por pessoas da política que querem atacar um adversário político”, afirmou.

Ainda de acordo com o socialista, toda a ação envolvendo o seu nome já foi denunciada e atualmente se encontra nas mãos da Polícia Federal. “(os ataques) precisam ser esclarecidos. Imagino que tenham outras pessoas no Brasil sofrendo também dessa violência de forma artificial”, continuou.

Para ele, “o mais importante é entender quem está por detrás disso”.

Flávio Bolsonaro visita Eduardo Cunha, mas omite encontro nas redes

 

Flávio Bolsonaro aproveitou a passagem por Belo Horizonte, nesta terça-feira, para fazer uma visita especial. Passou parte da manhã com Eduardo Cunha, velho aliado do pai.

O pré-candidato do PL deu uma entrevista de quase meia hora à Rádio Maravilha, emissora evangélica controlada pelo ex-deputado cassado e preso na Lava-Jato. As informações são do jornal O GLOBO.

Flávio contraternizou com Cunha, que o recebeu nos estúdios e assistiu à gravação.

Curiosamente, o presidenciável evitou divulgar o encontro nas redes sociais. As únicas imagens dos dois juntos foram publicadas no perfil do ex-deputado, que se instalou em Minas para tentar voltar à Câmara.

01 junho 2026

Vereador(a), o futuro do empreendedorismo no Sertão do Araripe também passa pelo seu mandato!


 O Sebrae Pernambuco e a Câmara Municipal de Vereadores de Araripina convidam os parlamentares municipais de todo o Sertão do Araripe para participarem do Parlamento + Empreendedor, um encontro estratégico voltado ao fortalecimento do ambiente de negócios dos municípios da região.

📍 02 de junho | Araripina/PE

      das 08:00 às 13:00

Será um momento de diálogo, troca de experiências e construção de pautas que impulsionem o desenvolvimento econômico local, valorizem os pequenos negócios e fortaleçam o empreendedorismo nos municípios.

O encontro contará com a participação especial de Marcelo, Analista de Atuação Legislativa do Sebrae Nacional, trazendo discussões e estratégias sobre o papel do Legislativo na transformação econômica dos territórios.

FAÇA SUA INSCRIÇÃO: https://forms.office.com/r/NU3tPwQi2b

✅ Parlamento + Empreendedor

Construindo municípios mais fortes através do empreendedorismo.

Projeto Qualigesso é lançado em Araripina para fortalecer qualidade e competitividade do polo gesseiro

 


O SENAI Pernambuco participou, na noite desta terça-feira (26), do lançamento oficial do Projeto Qualigesso, em Araripina, iniciativa voltada ao fortalecimento da qualidade, da inovação e da competitividade dos produtos à base de gesso produzidos no Polo Gesseiro do Araripe. O projeto é resultado de uma parceria entre o SEBRAE Pernambuco e a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (ADEPE), com execução técnica do SENAI-PE.

A proposta do Qualigesso é promover a adoção de práticas industriais padronizadas e ampliar o controle tecnológico nas empresas do Arranjo Produtivo Local (APL) do gesso, garantindo maior conformidade com as normas técnicas da ABNT, rastreabilidade dos processos produtivos e melhoria do desempenho dos produtos. O projeto prevê a implementação de procedimentos operacionais padronizados, consultorias especializadas, elaboração de guias técnicos e ações voltadas à organização dos processos internos das empresas, contribuindo para o aumento da eficiência operacional e da sustentabilidade econômica, social e ambiental do setor.
Entre as metas estabelecidas estão a realização de ensaios laboratoriais sistemáticos em produtos de 21 empresas participantes, a criação de Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) para os laboratórios de controle tecnológico e a implantação de registros padronizados de qualidade. O projeto também prevê a estruturação de um Guia Prático de Laboratório Modelo, reunindo orientações sobre infraestrutura, equipamentos e metodologias de ensaio, servindo como referência para as indústrias do polo gesseiro.
De acordo com Andreza Pyrrho, o SENAI Pernambuco atuará em toda a cadeia produtiva do gesso por meio das Diretorias de Educação e de Inovação e Tecnologia. “Vamos executar o projeto através do Instituto SENAI de Tecnologia de Materiais, com ensaios laboratoriais, consultorias e ações de educação profissional, desde o treinamento de empresários do setor até a qualificação da mão de obra”, destacou. A coordenadora ressaltou ainda que a iniciativa permitirá às empresas acesso a soluções desenvolvidas especialmente para elevar o padrão dos produtos e ampliar sua presença em mercados cada vez mais exigentes. O cronograma do projeto será executado entre julho de 2026 até março de 2027 e é mais um passo decisivo em direção à estruturação do Programa Setorial de Qualidade (PSQ) do Gesso.
Outro eixo estratégico do Qualigesso será a capacitação de profissionais e gestores das empresas participantes. A expectativa é qualificar pelo menos 50 trabalhadores por meio de cursos, workshops e treinamentos voltados à interpretação das normas ABNT, gestão da qualidade e controle tecnológico dos produtos. O projeto também busca incentivar a inclusão de mulheres na cadeia produtiva do gesso, fortalecendo a formação continuada e contribuindo para o desenvolvimento sustentável de um dos setores mais importantes da economia pernambucana.
Representaram o SENAI-PE, a coordenadora de Tecnologia do Instituto SENAI, Andreza Pyrrho e o gerente da Escola Técnica SENAI Araripina, Josemberg Laurentino, além da presença do diretor regional da FIEPE do Araripe, Fábio Monteiro, do presidente do Sindusgesso Joberth Granja, do gerente do SEBRAE Unidade do Sertão do Araripe, Danilo Silva e dos empresários do polo gesseiro que aderiram ao projeto.

Festival da Sanfona transforma ruas de Araripina em palco vivo da cultura junina

 


Evento percorreu as ruas  da cidade, reuniu sanfoneiros, quadrilhas e shows de grandes artistas, e evidenciou o papel da cultura como motor de desenvolvimento e equidade social

Araripina viveu, neste sábado (30), uma das expressões mais genuínas de sua identidade cultural. O Festival da Sanfona tomou as ruas da cidade em um cortejo festivo que partiu da Praça do Hospital e chegou até a Praça Frei Ibiapina, levando forró, quadrilhas juninas e a energia contagiante dos sanfoneiros para quem passava e para quem ficou. O evento, realizado pela Prefeitura Municipal, colocou a cultura no centro da vida pública da cidade e mostrou que o São João de Araripina é Bom de Verdade. 

A programação reuniu nomes como Robinho e Fernando Goiana, Wailson Federal e o grupo Forró de Nós, que subiram ao palco e transformaram a Praça Frei Ibiapina num grande salão a céu aberto. A praça, que já carrega história na memória do povo araripinense, ficou pequena diante de tanta gente, e isso diz muito sobre o que o festival representa: um encontro que a cidade esperava e que a cidade merecia.

Por onde o festival passou, o pé não ficou parado. Transeuntes que não tinham planos de parar pararam. Quem estava de longe chegou mais perto. O forró, que é patrimônio vivo do Nordeste, ganhou nas ruas de Araripina sua forma mais autêntica: espontânea, popular e acolhedora. Cada passo dançado foi também um gesto de pertencimento de quem sabe de onde vem e celebra isso sem cerimônia.O Festival da Sanfona não foi apenas festa. Com premiação destinada aos sanfoneiros e às quadrilhas participantes, o evento se tornou também um espaço de reconhecimento e valorização dos artistas locais. Essa escolha da Prefeitura de Araripina garante que a cultura popular não seja apenas consumida, mas que as pessoas que a constroem e a mantém viva também sejam celebradas e recompensadas pelo que fazem.

Os comerciantes ambulantes foram parte essencial da festa. Com barracas de comidas e bebidas espalhadas pela praça, eles movimentaram a economia local e mostraram que cultura e desenvolvimento caminham juntos. São João é investimento na memória, nas pessoas, no comércio, na identidade. Cada real girado durante o festival é prova de que eventos como esse têm impacto real na vida de quem trabalha nas ruas.

O Festival da Sanfona já faz parte do calendário e da história de Araripina e cada edição é uma afirmação de que esta cidade sabe honrar o que tem de mais bonito: seu povo, sua música e sua forma única de estar junto.

São Paulo da Samambaia conquista o título de campeão na Copa Araripina de Futebol Bringel no Chapadão

 


Competição reuniu 40 times de futebol e ofereceu premiação total de R$ 35.200 aos participantes

O Time São Paulo da Samambaia conquistou o título da Copa Araripina de Futebol, troféu Bringel após vencer o Lagoinha na grande final realizada no Estádio Gilson Tiburtino, conhecido como Chapadão. A vitória garantiu ao clube São Paulo da Samambaia campeão a premiação de R$16 mil, enquanto o vice-campeão Lagoinha recebeu R$8 mil. A competição, que mobilizou 40 equipes ao longo de suas fases, distribuiu um total de R$35.200 em premiações, demonstrando o compromisso da gestão municipal em valorizar o esporte como ferramenta de desenvolvimento social e integração comunitária em Araripina.

A estrutura de premiação contempla diferentes categorias, promovendo reconhecimento amplo aos participantes: além dos prêmios para campeão e vice, foram destinados R$2 mil para o terceiro colocado, R$1 mil para a quarta posição, e premiações individuais de R$1 mil cada para o artilheiro e melhor goleiro. Esta estrutura de premiação demonstra a preocupação da administração em promover e valorizar o esporte da cidade entre os concorrentes, valorizando tanto o desempenho coletivo quanto o desempenho individual enriquecendo assim a competição.

“O esporte representa muito mais que uma simples competição para nossa cidade. É através dele que fortalecemos valores como disciplina, trabalho em equipe e superação,  que são elementos fundamentais para a formação de nossa juventude”, destacou o prefeito Evilásio Mateus. O gestor municipal enfatizou que os investimentos em atividades esportivas contribuíram diretamente para a qualidade de vida dos cidadãos, criando alternativas saudáveis de lazer e promovendo a inclusão social.

O vice-prefeito apresentou sua emoção especial com o evento, considerando sua trajetória como ex-secretário de Esportes e a conexão familiar com a competição. “Esta Copa carrega o nome do meu pai, uma homenagem que me emociona. Ver 40 equipes participando mostra como o futebol une nossa comunidade”, declarou. Já o secretário de Esportes Ricardo Zuilton destacou os aspectos técnicos da organização: "Preparamos uma estrutura completa para garantir que os atletas tenham as melhores condições de disputa, desde a preparação do campo até a logística de segurança e arbitragem. Nossa equipe trabalhou incansavelmente para que este final seja um espetáculo digno da paixão que o povo araripinense tem pelo futebol." 

A Copa Araripina de Futebol Bringel tem se tornado um ponto importante na tradição esportiva do município, promovendo não apenas a prática esportiva, mas também o fortalecimento dos laços comunitários e a descoberta de novos talentos. O evento representa o compromisso da gestão municipal em oferecer oportunidades de desenvolvimento através do esporte, contribuindo para uma Araripina mais ativa, saudável e integrada socialmente.

Alto da Boa Vista recebe o primeiro São João dos Bairros com multidão e muita animação

 


Primeiro de seis eventos do calendário junino municipal, a edição do Alto da Boa Vista reuniu centenas de moradores com atrações locais e regionais _

Nesta sexta-feira (29), o São João dos Bairros abriu sua programação no Alto da Boa Vista com centenas de pessoas vindas das comunidades vizinhas, animadas por quadrilhas juninas, trio pé de serra e as apresentações de Kauan Ferraz e Júlia Atna. A estreia marca o início de uma série de seis eventos espalhados pela cidade até o final de junho, uma escolha da Prefeitura de Araripina que coloca a celebração mais querida do Nordeste dentro dos bairros, perto de quem vive neles.

O São João dos Bairros integra a programação junina mais ampla do município, que teve início no último domingo com o Certame: Festival de Quadrilhas Interestaduais. A partir daí, a agenda segue com o Arrastão dos Sanfoneiros, o Beco do Forró, o Festival de Quadrilhas, o São João de Lagoa do Barro e encerra com o São João no Parque Três Vaqueiros, que contará com atrações de nível nacional,  um calendário pensado para que cada canto da cidade tenha seu momento de protagonismo.


Levar o festejo para os bairros não é apenas uma decisão logística, é um gesto de equidade. Por muito tempo, quem não tinha transporte ou recursos para se deslocar até os grandes palcos ficava de fora da festa. Com o São João dos Bairros, a Prefeitura de Araripina reconhece que a alegria do mês junino precisa chegar onde as pessoas estão, sem que ninguém precise escolher entre participar e pagar uma passagem.

A economia dos bairros também sente o movimento. Durante os festejos, moradores montam barracas, vendem comidas e bebidas típicas e transformam a própria rua em fonte de renda. O dinheiro que circula fica nas mãos de quem vive ali, o que faz do São João dos Bairros não apenas um evento cultural, mas um instrumento real de geração de renda para as comunidades.

Para Araripina, o São João é mais do que calendário: é identidade. A quadrilha que ensaiou por meses, o sanfoneiro que toca desde criança, a barraca da vizinha que todo mundo conhece, tudo isso compõe um patrimônio vivo, passado de geração em geração. O formato itinerante dos eventos deste ano celebra exatamente essa dimensão: a festa não pertence a um palco, pertence a um povo.

A próxima edição do São João dos Bairros será no bairro Cavalete 1 e promete manter o mesmo espírito do Alto da Boa Vista, comunidade reunida, cultura valorizada e a cidade inteira em ritmo de forró. Acompanhe a programação completa pelos canais oficiais da Prefeitura de Araripina e do São João Bom de Verdade.