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09 julho 2026

Os gastos da pré-campanha: o que pode e onde mora o perigo

 

Por Diana Câmara

As eleições de 2026 já movimentam os bastidores da política. Em todo o país, pré-candidatos intensificam agendas, fortalecem suas presenças nas redes sociais, contratam equipes de comunicação e ampliam o diálogo com a população. Com esse cenário, uma dúvida tem sido recorrente: afinal, existe prestação de contas ou limite de gastos na pré-campanha?

A resposta é não. Diferentemente do que ocorre durante a campanha eleitoral, a legislação não exige que os gastos realizados na fase de pré-campanha sejam submetidos à prestação de contas perante a Justiça Eleitoral. Essa obrigação somente surge após o registro das candidaturas e o início oficial da arrecadação e das despesas eleitorais.

Mas seria um grande equívoco interpretar essa ausência de prestação de contas como uma autorização para gastar sem qualquer limite.

A pré-campanha continua submetida aos princípios que norteiam todo o processo eleitoral, especialmente a igualdade de oportunidades entre os futuros candidatos e a preservação do equilíbrio da disputa. Em outras palavras, ainda que não exista um dever formal de prestar contas, os gastos realizados podem, sim, ser analisados pela Justiça Eleitoral se houver indícios de abuso do poder econômico, fraude ou utilização da estrutura financeira para antecipar, de forma disfarçada, a campanha eleitoral.

É justamente nesse ponto que ganha importância uma expressão cada vez mais presente no Direito Eleitoral: os chamados gastos moderados.

Curiosamente, a legislação não estabelece um valor máximo para a pré-campanha. Não existe um teto de despesas nem um percentual previamente definido. O parâmetro é outro: a razoabilidade.

Isso significa que cada situação será analisada de acordo com suas circunstâncias. O que se busca verificar é se os investimentos realizados são compatíveis com uma fase preparatória ou se revelam uma verdadeira campanha eleitoral antecipada, financiada por um volume de recursos capaz de comprometer a igualdade entre os concorrentes.

É perfeitamente natural que um pré-candidato produza vídeos, mantenha uma assessoria de comunicação, realize fotografias profissionais, participe de encontros políticos, organize eventos, invista em sua identidade visual e fortaleça sua presença nas redes sociais. Tudo isso faz parte da dinâmica política contemporânea.

O problema surge quando a dimensão desses investimentos ultrapassa o que seria razoável para uma pré-campanha.

Grandes estruturas permanentes de marketing, eventos de elevado custo, produção massiva de material de divulgação e investimentos milionários muito antes do início da campanha oficial podem levantar questionamentos importantes. Ainda que essas despesas não integrem uma prestação de contas, elas poderão servir como elementos de prova em ações eleitorais destinadas a apurar abuso do poder econômico.

Esse aspecto ganha ainda mais relevância diante da crescente profissionalização das campanhas. Hoje, boa parte da estratégia eleitoral é construída antes mesmo do período oficial. As redes sociais transformaram a forma de fazer política, e a comunicação digital passou a ocupar papel central na construção da imagem dos futuros candidatos.

Por isso, a fiscalização da Justiça Eleitoral também evoluiu. O foco deixou de estar apenas nos documentos contábeis e passou a alcançar o contexto em que os recursos são empregados e os efeitos que produzem sobre a disputa eleitoral.

Em um ambiente cada vez mais digital, transparência, equilíbrio e responsabilidade tornaram-se palavras de ordem.

A ausência de prestação de contas na pré-campanha não representa ausência de controle. Apenas significa que esse controle poderá ocorrer por outros instrumentos jurídicos, sempre que houver indícios de que o poder econômico tenha ultrapassado os limites da normalidade e da legitimidade das eleições.

Para quem pretende disputar as eleições de 2026, a lição é simples: a pré-campanha permite planejamento, organização e divulgação de ideias. O que ela não autoriza é a antecipação da campanha oficial por meio de gastos desproporcionais capazes de comprometer a igualdade de oportunidades entre os candidatos.

Mais do que perguntar quanto se pode gastar, talvez a pergunta correta seja outra: esse gasto é compatível com uma pré-campanha ou já se parece com uma campanha eleitoral?

É justamente nessa resposta que costuma residir a diferença entre uma estratégia eleitoral bem construída e um futuro problema na Justiça Eleitoral.

Neymar é o culpado pela derrota na Copa?


Por Antonio Magalhães*

A derrota da seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo não é órfã. O pai escolhido para o desastre é Neymar, que sequer jogou uma partida inteira. E chegou a fazer um gol de pênalti contra a Noruega, desmoralizando os pernas-de-pau do técnico italiano e sua sapiência mastigada com chicletes. O atacante brasileiro recordista de gols com a camisa canarinha, 80 deles em amistosos e copas, foi boicotado por sua posição ideológica: é um homem de direita. Portanto, pela mídia aparelhada pela esquerda, o estigmatizado Neymar sequer poderia partilhar da vitória que não veio.

O curioso é que a alegação da má forma física Neymar, que impediria inicialmente sua convocação para o time, foi relegada a segundo plano diante da enorme pressão popular para a ida ao torneio mais importante do futebol mundial. O jogador foi e não foi. Esquentou o banco na maioria dos jogos sem reclamação pública. Mas quando entrou em campo, em poucos minutos, mostrou seu talento.

A seleção brasileira desperdiçou assim a vantagem de contar com o craque maior por questões ainda pouco esclarecidas. Surgiram versões diferentes para a ausência de Neymar nos jogos. Umas profundamente escabrosas, ligando o governo petista ao afastamento do craque da bola. Outras narrativas envolvem a sua suposta má relação pessoal com os colegas de time. E não fica de fora até mesmo a questão empresarial, ora pressionando para ele entrar em campo, ora agindo ao contrário. Um dia vai se saber as razões verdadeiras com clareza.

Na verdade, a seleção brasileira de futebol perdeu em campo com um time mal escalado. E fora das quatro linhas a derrota terá uma explicação mais adiante. Os brasileiros que depositaram sua esperança na vitória do escrete nacional vão agora compartilhar a dor da derrota, enquanto a maioria dos atletas, jogando em times europeus e ganhando milhões de Euros, apenas retornará sem remorso às férias. Alguns deles abastecidos por extravagantes verbas publicitárias de loterias online a cremes para a pele.

Afinal, temos que saber lidar com a dor da derrota, pois ela é a consequência de ter se arriscado e lutado por algo. A verdadeira “derrota” filosófica, segundo o psicólogo Danilo Suassuna, pertence aos corajosos que saem da zona de conforto, em oposição ao conformismo absoluto que evita qualquer desafio para não sofrer. A dor do revés, quando acolhida, torna-se um solo fértil para a reinvenção pessoal.

A definição do especialista é perfeita, mas genérica. O que vimos, ao contrário, foi covardia diante do adversário, falta de empenho em busca da vitória pela equipe juntada pelo italiano milionário, que só ele custa ao Brasil um milhão de dólares por mês.  Sem contar que a derrota vergonhosa foi assistida por 1 bilhão de pessoas no planeta, “tirando lágrimas de uns e risos de outros”.

O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder o entusiasmo é uma frase atribuída a Winston Churchill que continua atual no mundo esportivo e pessoal. A mensagem destaca que o caminho para conquistar objetivos quase nunca acontece de forma perfeita. Erros, tentativas frustradas e momentos difíceis fazem parte do processo de crescimento. Mesmo diante das dificuldades, manter a motivação e aprender com cada experiência pode ser o fator decisivo entre desistir ou alcançar resultados duradouros.

A vitória e a derrota não são estados fixos, mas faces da mesma moeda. O fracasso é um resultado indesejado que oferece aprendizado, enquanto o sucesso é transitório. Ambos exigem autorresponsabilidade e a capacidade de se adaptar continuamente em busca de evolução, recomendam os especialistas. Bola fora, Brasil. Fim de jogo. É isso.

Moraes ignorou PGR ao ordenar busca por armas na casa de Bolsonaro

 

O ministro do STF Alexandre de Moraes ignorou a Procuradoria-Geral da República (PGR) ao ordenar operação de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, ontem.

Diferentemente de decisões recentes relacionadas ao ex-mandatário, Moraes não pediu, desta vez, manifestação prévia da PGR sobre a busca por armas e munições na casa de Bolsonaro, em Brasília. As informações são do portal Metrópoles.

A assessoria de imprensa da Procuradoria confirmou que não emitiu parecer sobre a operação porque Moraes não abriu espaço para manifestação do Ministério Público Federal (MPF).

Interlocutores de Moraes no STF, por sua vez, argumentam que não havia necessidade de ouvir a PGR porque a prisão domiciliar humanitária estaria sujeita às mesmas regras da prisão comum.

EUA afirmam ter interesse em realizar parceira contra o tráfico de drogas no Brasil

 

O ministro da Defesa, José Mucio, se encontrou nesta quarta-feira (8) com o subsecretário de Defesa para Assuntos de Política dos Estados Unidos, Elbridge Colby, para discutir sobre a classificação do governo norte-americano em classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.

Segundo nota divulgada pelo Ministério da Defesa, as duas partes falaram sobre uma eventual colaboração para combater o narcotráfico no Brasil. A “reunião ocorreu em clima de cordialidade e com convergência de opiniões”, segundo documento. As informações são do Blog da Folha.

A reunião bilateral aconteceu no Peru, durante a XVII Conferência de Ministros de Defesa das Américas (CMDA), que reúne representantes de todos os países das Américas. ” Os EUA pontuaram que buscam parceiros no continente para atuar nesse combate e disseram que veem no Brasil um grande parceiro em potencial”, diz trecho da nota.

Bolsonaro desestabilizou economia e foi insensível na pandemia, diz Caiado em podcast

 

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), criticou a postura do ex-presidente Jair Bolsonaro na pandemia e a política econômica do seu governo em entrevista ao podcast “Flow”, nesta quarta-feira (8). Ele declarou ainda que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do político que atualmente cumpre pena por tentativa de golpe de estado, não deveria concorrer ao mesmo cargo, em outubro, por não ter “estatura ética”.

Caiado fazia previsões sobre o “estouro da boiada” na campanha que faria dele o rival do presidente Lula (PT), em vez de Flávio, no segundo turno, cenário distante nas pesquisas, quando mencionou o governo do antigo aliado como uma chance perdida. Apesar de ter rompido com o ex-presidente por conta das diretrizes federais na pandemia, os dois reataram posteriormente e posaram para fotos juntos em diversas manifestações bolsonaristas e eventos de agronegócio pelo Brasil. As informações são do jornal O GLOBO.

— A causa mais grave da derrota do Bolsonaro não foi apenas perder a eleição, mas a desestabilização que trouxe na economia brasileira e a situação a que estamos chegando hoje em consequência da falta de habilidade de governar o país e ser sensível naquele momento, quando as pessoas estavam morrendo de covid-19. Ao invés de, como ser humano, ele se colocar na defesa da vida, ele simplesmente resolveu ter aquele comportamento repudiado pela população — declarou.

O ex-governador preferiu não opinar se Flávio seria corrupto ou não por conta do envolvimento com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ao pedir R$ 134 milhões para supostamente financiar o filme “Dark Horse”, que encena a trajetória de Bolsonaro. Ele reforçou, contudo, o discurso de que a insistência no candidato do PL pelo eleitorado mais à direita pode custar a vitória do presidente Lula.

— Você tem dados consistentes para fazer juízo de valor e rotular a pessoa como corrupta? Pode-se até dizer, mas temos comprovações até agora ou está sendo aberto o processo? Essa é a realidade, mas ele não deveria ser candidato à Presidência da República, porque o candidato não tem direito à presunção de inocência. Se tem algo vinculando a algum caso de corrupção, de desvio de comportamento ou de não ter estatura ética para disputar o cargo, você deveria ser afastado.

Pouco antes, Caiado criticou ainda o “ajoelhamento” de Flávio Bolsonaro aos interesses dos Estados Unidos no tarifaço, classificando a participação dele em audiência do governo norte-americano como um meio de evitar as sobretaxas apenas “até a eleição”. Nesse ponto, também houve críticas a Lula, acusado pelo rival de “provocar” Trump para sustentar o discurso de soberania e colher dividendos no pleito.

Desembargador pernambucano é indicado por Lula para ser ministro do TST

 

O desembargador Sergio Torres Teixeira, do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (PE), foi escolhido para o cargo de ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na terça-feira (7). O magistrado agora passará por sabatina, a ser realizada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal.

Sergio Torres Teixeira é natural do Recife. Bacharel em Direito e especialista em Direito Público e em Direito do Trabalho pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), além de mestre e doutor em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), é magistrado desde 1991. Teixeira foi promovido a desembargador em 2013. As informações são do Blog da Folha.

Esteve convocado para o TST em 2021 e foi o vice-presidente do TRT-6 no biênio 2023-2025. Integra o Comitê Científico da ENAMAT desde 2022 e o Centro Nacional de Inteligência da Justiça do Trabalho (CNIJT) desde 2025. Foi eleito recentemente para o cargo de presidente da Academia Brasileira de Direito do Trabalho no biênio 2027/2028.

Sergio Torres também é professor de Direito do Centro Universitário Tiradentes (Unit), na Imbiribeira. Ele participou ativamente da criação do curso, que já completou 20 anos de formação de novos profissionais ao mundo jurídico.

07 julho 2026

Governo Lula trata fala de Flávio Bolsonaro nos EUA contra tarifaço como oportunismo e cálculo eleitoral

 

Integrantes do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmam que o discurso de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em audiência nos Estados Unidos nesta terça-feira reforçou a imagem de que o senador se coloca contra o tarifaço imposto pelo governo Donald Trump apenas por um cálculo eleitoral, e não para defender os interesses brasileiros.

Flávio participou de audiência organizada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que não foi transmitida, numa tentativa de conter danos à sua campanha à Presidência. As informações são do jornal O GLOBO.

A atuação dele junto a autoridades americanas vem sendo usada por aliados de Lula para criticar o senador, afirmando que ele atenta contra a soberania brasileira. Nas últimas semanas, governistas reforçaram o mote de “Tariflávio” para associar o senador à implementação das tarifas.

Em sua fala de cinco minutos nesta terça, Flávio disse que o “momento” eleitoral é o “pior possível” para a implementação das taxas de 25% contra os produtos brasileiros e que elas “foram exploradas politicamente pelo atual governo brasileiro”. O senador também defendeu o Pix, mecanismo de pagamento que virou alvo do governo americano.

Segundo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, Flávio faz “diplomacia clandestina da pior qualidade”.

— O sinal foi claro: implorar para o Trump não fazer nada até outubro e apontar que entregaria tudo que ele quer caso fosse eleito, inclusive o Pix — afirmou.

De acordo com um integrante do governo, a fala de Flávio seguiu roteiro já esperado pelo Palácio do Planalto, com o teor semelhante ao de carta enviada ao parlamentar aos EUA .

Ele diz também que o senador está muito associado à imposição das tarifas e que não teve sucesso para desfazer essa imagem. Na avaliação desse governista, Flávio atua de forma oportunista e eleitoreira.

Esse integrante do governo, no entanto, avalia que a fala do parlamentar pode prejudicar as negociações que estão em andamento entre os dois governos, já que o senador estaria dando tom político e eleitoral a uma questão que deveria ser tratada tecnicamente.

Na avaliação desse governista, ao citar encontros que teve com Donald Trump, JD Vance e Marco Rubio, Flávio tenta imprimir tom político nas conversas.

O governo brasileiro deverá insistir no diálogo institucional pelas vias diplomáticas para buscar um entendimento e evitar a aplicação das tarifas. A audiência desta terça integra a etapa final da investigação comercial aberta pelos Estados Unidos com base na legislação americana.

Além do Pix, o procedimento avalia políticas brasileiras relacionadas ao comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol, tarifas preferenciais, combate à corrupção e desmatamento ilegal. As manifestações apresentadas durante os dois dias de audiência servirão de subsídio para a recomendação técnica que será encaminhada ao governo americano antes da decisão definitiva sobre a aplicação ou não das tarifas, prevista para 15 de julho.

Segundo esse governista, novas conversas entre os representantes dos governos americano e brasileiro deverão acontecer nos próximos dias. Ele diz ainda que há expectativa de uma nova reunião entre o ministro Márcio Elias Rosa (Indústria) e Jamieson Greer, representante comercial dos EUA no governo Donald Trump.

Bolsonaro quer manter Michelle na disputa pelo Senado

 

CNN

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) quer manter a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na disputa ao Senado pelo Distrito Federal mesmo em meio à crise com o filho mais velho, o senador e pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (RJ).

Segundo apurou a CNN, embora tenha ameaçado, em conversa com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ficar fora da disputa, Michelle deve lançar sua candidatura ao Senado em breve.

A previsão é que o anúncio oficial ocorra próximo do dia 25 de julho, quando a sigla fará sua convenção nacional, em São Paulo, e confirmará Flávio como candidato ao Palácio do Planalto. Até lá, Michelle deverá evitar declarações públicas para não ampliar o desgaste familiar.

De todo modo, a ex-primeira-dama deve seguir se manifestando sempre que considerar que foi alvo de ataques, como ocorreu na semana passada, depois de ser criticada por dizer que a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, lançada pelo Ministério da Educação do governo Lula, era um “sonho realizado”. Michelle justificou tratar-se de uma pauta “acima da ideologia”.

Na avaliação de amigos, com um mandato em mãos, a ex-presidente do PL Mulher muda de patamar e amplia a própria força.

Em meio aos atritos públicos com Flávio, Michelle comunicou Valdemar Costa Neto, na semana passada, seu desligamento do comando do PL Mulher. A saída ocorreu após divulgar um vídeo dizendo que o enteado a “maltratou”, “desrespeitou” e “humilhou” em meio às divergências sobre o apoio do PL ao ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) no Ceará.

Como mostrou a CNN, aliados de Flávio Bolsonaro avaliam que a eventual entrada de Michelle na disputa pelo Senado pode se tornar um fator de desagregação ainda maior.

Há ainda o receio de que a ex-primeira-dama passe a usar a própria campanha para promover críticas ao filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Até hoje, a ex-primeira-dama jamais admitiu a vontade de concorrer, pela primeira vez, a um cargo público, embora também nunca tenha negado essa possibilidade. Quando questionada, a agora ex-presidente do PL Mulher sempre diz que seu destino político está entregue a Deus e será definido junto com o marido, no tempo certo.

Senado aprova projeto que cria “Pix Pensão Alimentícia”

 

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (7) um projeto de lei que cria um mecanismo de cobrança automática da pensão alimentícia – batizado como “Pix Pensão Alimentícia”.

O texto foi aprovado de forma simbólica, ou seja, sem registro nominal de votos, e agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As informações são da CNN.

Na prática, o projeto permite que o recebedor de pensão alimentícia solicite à Justiça que receba mensalmente o valor definido diretamente da conta de quem paga o montante.

A ideia da proposta é, segundo a autora do projeto, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), “otimizar” o trabalho estatal e evitar que o credor tenha que reclamar ao juiz em momentos de dívida.

“É simples. Se o pai tem saldo, não importa em que conta, a pensão cai. A lei fica mais moderna: é menos custo pro Estado e mais segurança para quem mais importa, a criança”, disse Tabata.

O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em abril de 2025 e aguardava despacho da Presidência do Senado. A relatora foi a senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA).

A partir das datas determinadas em decisão judicial, é de responsabilidade da instituição financeira de quem paga realizar a cobrança do valor acordado. Caso não haja saldo na hora do pagamento, o banco responsável atuará para bloquear ativos financeiros de quem deve até que a dívida seja paga.

No âmbito da Justiça, o PL 4.978 de 2023 também define que o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) compartilhe dados de pagamento de pensões alimentícias, bem como a relação de cobrança e dívida das partes envolvidas.

A pensão alimentícia é um direito destinado a garantir o conceito de subsistência, como alimentação, saúde, educação e lazer para filhos e dependentes.

O valor é calculado com base na regra do binômio: necessidade — de quem recebe — e possibilidade — de quem paga. O dever de pagar pode se estender a ex-cônjuges, outros parentes, gestantes e filhos de até 18 anos, com possibilidade de acréscimo até 24 anos caso o filho permaneça estudando ou sob necessidade do auxílio.

Estudante do SESI Araripina é selecionado para intercâmbio no Canadá pelo Programa SESI no Mundo

 


O estudante Fábio Arthur de Castro Rocha Batista, aluno do Ensino Médio do SESI Araripina, foi um dos 12 selecionados para participar do Programa SESI no Mundo, iniciativa do SESI Pernambuco que oferece uma experiência de intercâmbio educacional no Canadá com todas as despesas custeadas pela instituição. A seleção reuniu estudantes de toda a Rede SESI Pernambuco de Educação e avaliou conhecimentos em língua inglesa, habilidades de comunicação e competências socioemocionais, reconhecendo o desempenho e o potencial dos participantes.

Durante quatro semanas, os intercambistas participarão de uma imersão na língua inglesa e na cultura canadense, vivenciando experiências acadêmicas e culturais que contribuirão para sua formação pessoal e profissional. O programa contempla passagens aéreas, curso de inglês, hospedagem em casa de família, alimentação, seguro-viagem, emissão de passaporte e visto, além de acompanhamento integral durante toda a permanência no exterior, garantindo aos estudantes uma experiência internacional completa.
Para a gerente da unidade do SESI Araripina, Ana Mary Ferreira, a conquista de Fábio Arthur simboliza a qualidade da educação oferecida pela instituição e o potencial dos jovens da região. Segundo ela, o Programa SESI no Mundo amplia horizontes, desenvolve novas competências e prepara os estudantes para os desafios de um mercado cada vez mais globalizado, reforçando o compromisso do SESI Pernambuco com a formação de protagonistas capazes de transformar suas realidades por meio da educação.

Neoenergia investirá R$ 2,3 bilhões no Agreste e na Zona da Mata em plano recorde de R$ 9,7 bilhões até 2030

 


Nos próximos anos, as duas regiões vão receber mais nove novas subestações e outras 13 serão ampliadas para garantir a qualidade, a confiabilidade e a continuidade do abastecimento

O CEO da Neoenergia, Eduardo Capelastegui, apresentou o plano de investimento da empresa para os próximos anos, em Pernambuco. Região Agreste receberá grande aporte da distribuidora até 2030

O Agreste pernambucano, motor da indústria têxtil e um dos principais polos agropecuários do Nordeste, será um dos maiores beneficiados pelo novo ciclo de investimentos da Neoenergia Pernambuco. Até 2030, a distribuidora destinará R$ 2,3 bilhões à região, em um conjunto de obras que inclui a construção de novas subestações, ampliação da capacidade energética e expansão de redes elétricas para sustentar o crescimento econômico do interior do Estado.

A estratégia também alcança a Zona da Mata Norte, onde a futura Subestação Machados figura entre os principais empreendimentos do plano. Ao lado da nova Subestação Santa Cruz do Capibaribe II, no Agreste, a unidade integra um pacote de investimentos voltado a ampliar a oferta de energia, aumentar a confiabilidade do sistema elétrico e dar suporte a cadeias produtivas consideradas estratégicas para Pernambuco.

A Neoenergia prevê a implantação de 11 novas subestações nas cidades de Cachoeirinha, Sirinhaém, Tamandaré, Caruaru, Brejo da Madre de Deus, São José da Coroa Grande, Pombos, Carpina e Iati, além de Santa Cruz do Capibaribe e Machados, a ampliação de outras 6 unidades, nos municípios de Caruaru, Brejão, São Joaquim do Monte, Limoeiro, Barreiros e Escada.

A empresa ainda fará a construção de mais de 2,8 mil quilômetros de redes de alta e média tensão e o acréscimo de 53 MVA de capacidade instalada nas duas regiões. A expectativa é fortalecer atividades ligadas à indústria têxtil e demais atividades econômicas , à pecuária, à agricultura e à agroindústria, além de criar condições para a atração de novos investimentos privados.

A subestação Santa Cruz do Capibaribe II é apontada como uma das obras mais relevantes desse processo. O empreendimento ampliará a capacidade energética do Agreste e beneficiará diretamente setores como o têxtil e demais atividades industriais da região. A cidade integra um dos maiores polos de confecção do país, ao lado de Caruaru e Toritama, concentrando milhares de empresas e empregos ligados à produção de vestuário.

Já a futura Subestação Machados, localizada na Zona da Mata Norte, terá papel semelhante para uma economia mais ligada ao campo. A região é marcada pela atividade agrícola e pela avicultura, com destaque para a produção de frutas, ovos e outros produtos agroindustriais. O objetivo é garantir maior qualidade e estabilidade no fornecimento de energia para atividades que dependem de operação contínua e alta confiabilidade.

A aposta da concessionária é que o reforço da infraestrutura elétrica funcione como uma plataforma para o desenvolvimento econômico dessas regiões, reduzindo gargalos de capacidade e ampliando as condições para expansão dos negócios existentes e instalação de novos empreendimentos.

Plano recorde para Pernambuco

Os investimentos no Agreste e na Zona da Mata fazem parte de um plano mais amplo anunciado pela Neoenergia Pernambuco, que prevê R$ 9,7 bilhões em aportes entre 2026 e 2030. Trata-se do maior programa de investimentos já realizado pela distribuidora no Estado e representa um crescimento de 123% em relação ao ciclo anterior.

Ao longo dos próximos cinco anos, a concessionária pretende construir 25 novas subestações e ampliar outras 34 já existentes, incorporando 766 MVA de potência adicional ao sistema elétrico estadual. Também estão previstos mais de 9 mil quilômetros de redes de alta e média tensão e a implantação de 141 novos alimentadores, estruturas fundamentais para ampliar a capacidade de atendimento e reduzir riscos de interrupções.

Com o novo ciclo de aportes, a companhia aposta na expansão da infraestrutura elétrica como vetor para aumentar a competitividade da economia pernambucana e sustentar o crescimento das regiões produtivas do interior, especialmente o Agreste e a Zona da Mata, que concentram algumas das principais cadeias econômicas do Estado.

Bairro Zé Martins recebe Banho de Asfalto e ganha nova realidade em infraestrutura

 


Nova etapa do programa executado pela CODEVASF vai beneficiar mais de 100 ruas e travessas, totalizando 100 mil metros de asfalto em Araripina.

O bairro Zé Martins agora faz parte da nova realidade da infraestrutura urbana de Araripina. A Prefeitura, em parceria com a CODEVASF, concluiu os serviços de pavimentação asfáltica na comunidade, levando mais mobilidade, segurança e qualidade de vida para centenas de famílias.

A obra integra uma das maiores etapas do programa de Banho de Asfalto da história do município. Ao todo, mais de *100 ruas e travessas* serão contempladas, somando *100 mil metros de pavimentação asfáltica* em diversos bairros da cidade.

Com a conclusão dos serviços no bairro Zé Martins, os moradores passam a contar com ruas mais seguras, organizadas e acessíveis, garantindo mais conforto para motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres. Além de melhorar a mobilidade urbana, a obra contribui para a valorização do bairro e fortalece o desenvolvimento da região.

"Cada rua asfaltada representa mais qualidade de vida para nossa população. Estamos realizando um trabalho planejado para levar infraestrutura a todos os bairros, melhorando a mobilidade urbana e oferecendo mais dignidade às pessoas. Ver a satisfação dos moradores após a conclusão dessa obra é a certeza de que estamos no caminho certo", afirmou o prefeito.


O programa de pavimentação segue avançando para outros bairros do município, consolidando um amplo investimento em infraestrutura urbana. A expectativa da gestão é concluir esta etapa beneficiando mais de 100 ruas e travessas, tornando Araripina uma cidade cada vez mais moderna, acessível e preparada para o futuro.

Mais do que asfalto, a obra representa respeito à população, valorização dos bairros e o compromisso da gestão municipal em investir em melhorias que transformam o dia a dia das pessoas.