Nos próximos anos, as duas regiões vão receber mais nove novas subestações e outras 13 serão ampliadas para garantir a qualidade, a confiabilidade e a continuidade do abastecimento
O CEO da Neoenergia, Eduardo Capelastegui, apresentou o plano de investimento da empresa para os próximos anos, em Pernambuco. Região Agreste receberá grande aporte da distribuidora até 2030
O Agreste pernambucano, motor da indústria têxtil e um dos principais polos agropecuários do Nordeste, será um dos maiores beneficiados pelo novo ciclo de investimentos da Neoenergia Pernambuco. Até 2030, a distribuidora destinará R$ 2,3 bilhões à região, em um conjunto de obras que inclui a construção de novas subestações, ampliação da capacidade energética e expansão de redes elétricas para sustentar o crescimento econômico do interior do Estado.
A estratégia também alcança a Zona da Mata Norte, onde a futura Subestação Machados figura entre os principais empreendimentos do plano. Ao lado da nova Subestação Santa Cruz do Capibaribe II, no Agreste, a unidade integra um pacote de investimentos voltado a ampliar a oferta de energia, aumentar a confiabilidade do sistema elétrico e dar suporte a cadeias produtivas consideradas estratégicas para Pernambuco.
A Neoenergia prevê a implantação de 11 novas subestações nas cidades de Cachoeirinha, Sirinhaém, Tamandaré, Caruaru, Brejo da Madre de Deus, São José da Coroa Grande, Pombos, Carpina e Iati, além de Santa Cruz do Capibaribe e Machados, a ampliação de outras 6 unidades, nos municípios de Caruaru, Brejão, São Joaquim do Monte, Limoeiro, Barreiros e Escada.
A empresa ainda fará a construção de mais de 2,8 mil quilômetros de redes de alta e média tensão e o acréscimo de 53 MVA de capacidade instalada nas duas regiões. A expectativa é fortalecer atividades ligadas à indústria têxtil e demais atividades econômicas , à pecuária, à agricultura e à agroindústria, além de criar condições para a atração de novos investimentos privados.
A subestação Santa Cruz do Capibaribe II é apontada como uma das obras mais relevantes desse processo. O empreendimento ampliará a capacidade energética do Agreste e beneficiará diretamente setores como o têxtil e demais atividades industriais da região. A cidade integra um dos maiores polos de confecção do país, ao lado de Caruaru e Toritama, concentrando milhares de empresas e empregos ligados à produção de vestuário.
Já a futura Subestação Machados, localizada na Zona da Mata Norte, terá papel semelhante para uma economia mais ligada ao campo. A região é marcada pela atividade agrícola e pela avicultura, com destaque para a produção de frutas, ovos e outros produtos agroindustriais. O objetivo é garantir maior qualidade e estabilidade no fornecimento de energia para atividades que dependem de operação contínua e alta confiabilidade.
A aposta da concessionária é que o reforço da infraestrutura elétrica funcione como uma plataforma para o desenvolvimento econômico dessas regiões, reduzindo gargalos de capacidade e ampliando as condições para expansão dos negócios existentes e instalação de novos empreendimentos.
Plano recorde para Pernambuco
Os investimentos no Agreste e na Zona da Mata fazem parte de um plano mais amplo anunciado pela Neoenergia Pernambuco, que prevê R$ 9,7 bilhões em aportes entre 2026 e 2030. Trata-se do maior programa de investimentos já realizado pela distribuidora no Estado e representa um crescimento de 123% em relação ao ciclo anterior.
Ao longo dos próximos cinco anos, a concessionária pretende construir 25 novas subestações e ampliar outras 34 já existentes, incorporando 766 MVA de potência adicional ao sistema elétrico estadual. Também estão previstos mais de 9 mil quilômetros de redes de alta e média tensão e a implantação de 141 novos alimentadores, estruturas fundamentais para ampliar a capacidade de atendimento e reduzir riscos de interrupções.
Com o novo ciclo de aportes, a companhia aposta na expansão da infraestrutura elétrica como vetor para aumentar a competitividade da economia pernambucana e sustentar o crescimento das regiões produtivas do interior, especialmente o Agreste e a Zona da Mata, que concentram algumas das principais cadeias econômicas do Estado.

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