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24 outubro 2026

Flávio diz que Lula é “pai do tigrinho”, que rebate: “Você é o irmão”

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) trocaram acusações sobre a liberação das apostas on-line no Brasil, as chamadas bets, durante o debate promovido pela TV Globo nesta sexta-feira (23/10).

O candidato do PL afirmou que a gestão atual criou e liberou os cassinos digitais e chamou o adversário de “pai do tigrinho”. O atual mandatário rebateu a acusação e afirmou que as bets foram criadas em 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). As informações são do Metrópoles.

“Cinismo chega a uma coisa absurda aqui. O tigrinho foi criado por vocês em 2022. Não só o seu pai é o pai do tigrinho, como você é o irmão. É filho do mesmo DNA”, disse Lula.

A discussão ocorreu durante um trecho do debate em que os dois falavam sobre endividamento da população. Lula afirmou que uma das razões para as dívidas das famílias é a liberação das bets. Desde o início de outubro, as plataformas estão proibidas de atuar no país.

Os sites de aposta on-line foram legalizados em 2018, durante a gestão de Michel Temer (MDB) e passaram todo o governo Bolsonaro operando sem regulamentação. Em 2023, o governo Lula regulamentou as empresas.

Lula relembra caso Ana Clara e Flávio diz querer saber quem é o autor do disparo

 

No debate da TV Globo da noite desta sexta-feira (23), o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relembrou o caso da menina Ana Clara, morta em 2021 por uma bala perdida em Niterói, no Rio de Janeiro.

O suspeito de ter feito o disparo é Bruno Dias Delarolli, cabo da Polícia Militar do estado. A campanha de Lula tem afirmado que o senador Flávio Bolsonaro (PL) atuou como advogado do policial. As informações são da CNN.

Na ocasião, Lula questionou por que o candidato do PL (Partido Liberal) teria advogado em defesa do policial.

“Por que um senador evita que um policial assassino, que era para ser julgado, não fosse julgado? O que leva um senador a defender um policial que deu tiro de fuzil numa menina de 5 anos?”, perguntou o petista.

Flávio, no entanto, disse que a morte da menina ocorreu durante uma “troca de tiros” e que também deseja saber quem foi o autor do disparo, pois acredita que não tenha vindo do PM.

“Quero prestar minha solidariedade, foi uma tragédia, não consigo imaginar o que é perder uma filha de 5 anos”, disse Flávio.

“Quero ajudar a senhora [mãe de Ana Clara] a descobrir quem foi autor desse disparo, porque acredito que não tenha sido esse policial”, completou.

O debate desta sexta é o último entre os candidatos antes do segundo turno das eleições 2026, marcado para o próximo domingo (25).

Lula: Enquanto Flávio ficou lambendo o Trump para taxar o Brasil, abrimos 700 novos mercados

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou que Flavio Bolsonaro (PL) ficou “lambendo” o presidente americano Donald Trump para taxar o Brasil, enquanto seu governo abriu 700 novos mercados. A declaração ocorreu nesta sexta-feira, 23, no primeiro bloco do debate da TV Globo, durante discussão sobre o agronegócio.

“Se o Trump não quer comprar do Brasil, eu vou vender a outros lugares”, disse Lula. O petista reagiu a acusação de Flavio de que trata o setor com arrogância e petulância. O senador afirmou que produtores estão endividados e enfrentam credito caro e burocracia. As informações são do UOL.

Lula disse que os investimentos no agronegócio e na agricultura familiar superam os do governo Jair Bolsonaro. Também disse que o adversário “estuda para decorar e não para saber” e pediu aos espectadores que pesquisassem suas afirmações no Google.

Flavio defendeu sua experiencia e afirmou ter passado quatro anos tomando decisões, direta ou indiretamente, com o pai. “Eu sei como administrar o Brasil”, declarou.

O senador prometeu impedir o contingenciamento de recursos do seguro rural e garantir reajustes acima da inflação as aposentadorias
rurais. Também propôs usar tecnologia para facilitar o acesso ao benefício.

Na treplica, Lula afirmou que o credito agrícola tem juros subsidiados e não segue a taxa Selic. Acusou os adversários de se incomodarem com
a ascensão social dos mais pobres. “Eles se incomodam com pobre na universidade”, disse.

O debate ocorre em meio ao empate no Datafolha divulgado na quinta-feira, 22: Lula e Flavio tem 50% dos votos válidos cada. A margem de
erro e de dois pontos porcentuais.

Flávio Bolsonaro pergunta para Lula: ‘Quem governa o Brasil, você ou o Google?’

 

Durante o primeiro bloco do debate na TV Globo nesta sexta-feira, 23, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) questionou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre quem governa o Brasil. Isso porque, o petista citou ao menos três vezes para o telespectador pesquisar no Google sobre investimentos e feitos sobre sua gestão em diversos temas. “Procure no Google”, disse mais de uma vez o petista.

“Quem governa o Brasil, você (Lula) ou o Google?”, questionou o senador do PL, que afirmou na sequência que Lula não responde aos questionamentos e pede para o eleitor pesquisar na internet. O debate na ocasião era sobre saneamento básico (tema escolhido por Flávio). As informações são da Revista Veja.

Flávio questionou Lula sobre investimento em saneamento básico na Região Norte do Brasil e perguntou “por que vocês são contra levar água e esgoto tratados para os mais pobres?”. Lula demonstrou não ter gostado do questionamento e afirmou que o senador “não conhece o Brasil”. De acordo com o petista, há diversos investimentos na área feitos, por exemplo, no Amazonas, sem citar nenhum diretamente. “Ele (Flávio) só conhece (Amazonas) porque o pai dele (Jair Bolsonaro) riu das pessoas morrendo por falta de oxigênio”, rebateu

Lula.

Lula cita imitação de falta de ar de Bolsonaro na pandemia; Flávio diz que pai suspirou

 

O presidente Lula (PT) disse que seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), conhece Manaus, porque seu pai, Jair Bolsonaro, imitou uma pessoa morrendo asfixiada durante a pandemia da covid-19. Eles participam hoje do último debate presidencial antes do segundo turno.

“Acho que ele só ouviu falar de Manaus e da região Norte, quando o pai dele apareceu na televisão rindo e imitando uma pessoa morrendo asfixiada, porque não tinha oxigênio. Talvez a única imagem que ele tenha do estado do Amazonas é essa. É o pai dele rindo das pessoas morrendo por falta de oxigênio”, disse Lula. As informações são do UOL.

Flávio rebateu o petista e disse que seu pai estava “suspirando”. O senador argumentou que “dez segundos antes e dez segundos depois” é possível ver exatamente o contrário. “O presidente Bolsonaro estava criticando que na época se defendia que as pessoas precisavam esperar sentir falta de ar para depois irem ao hospital”, afirmou.

Durante sua live semanal, Bolsonaro defendia o “tratamento precoce” ou inicial para covid-19 e falava sobre a pessoa chegar ao hospital com falta de ar, quando imitou um paciente asfixiando. Ele não suspirou. Na ocasião, ele criticava as medidas que o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta tentou tomar para frear o avanço da doença. Esse caso ocorreu em março de 2021.

Depois, em maio do mesmo ano, o então presidente repetiu a imitação durante uma live. “Mandetta é aquele cara que condena a cloroquina e fala aquela coisa para você. Fica em casa e quanto estiver sentido falta de ar… [imita pessoa com falta de ar] você vai para o hospital para fazer o que, para tomar o quê? Se não tem remédio com comprovação científica? Para ser entubado”, disse.

Lula cita ações no Nordeste e Flávio culpa governo por avanço de facção

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) trocaram acusações sobre os investimentos no Nordeste e o avanço do crime organizado na região durante o último debate presidencial antes do segundo turno, realizado nesta sexta-feira (23), pela TV Globo.

Ao questionar o adversário, Lula destacou obras de infraestrutura e investimentos em educação realizados durante os governos petistas, citando a transposição do Rio São Francisco, a Ferrovia Transnordestina e a expansão das universidades e dos institutos federais. As informações são da CNN.

“O Nordeste, no nosso governo, ganhou cidadania, ganhou respeito”, afirmou o presidente, que também questionou quais seriam as propostas de Flávio para a região.

“Eu queria saber o que você vai fazer no Nordeste, já que você não gosta do Nordeste. A impressão que eu tenho é que você não gosta do Nordeste”, declarou Lula.

Em resposta, Flávio rejeitou a afirmação do adversário e disse que pretende governar em parceria com os estados nordestinos, independentemente da orientação política dos governadores.

“O Nordeste não é problema, o Nordeste é solução. Eu vou ser o carioca mais nordestino que vocês já viram na face da Terra”, afirmou.

Na sequência, o candidato do PL acusou o governo Lula de permitir a expansão do crime organizado na região, citando a atuação da facção Comando Vermelho.

“Agora, Lula, o que você levou para o Nordeste foi o Comando Vermelho”, declarou Flávio. “Por que você deixou o Comando Vermelho se proliferar pelo Nordeste junto com os governadores que são seus apoiadores?”, questionou.

Lula não respondeu diretamente à acusação e voltou a destacar investimentos realizados na região. O presidente mencionou a instalação de indústrias, a construção de hospitais e a expansão do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) para o Ceará.

“Eu quero que o Nordeste seja tratado em igualdade com qualquer outra região desse país. Porque nós merecemos respeito”, afirmou.

Na réplica, Flávio voltou a defender uma atuação conjunta com os governadores nordestinos e citou a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), como exemplo de possível parceria no combate ao crime organizado.

O senador também contestou as declarações de Lula sobre a transposição do Rio São Francisco, atribuindo ao governo de Jair Bolsonaro a conclusão de etapas do projeto.

“Sabe quem levou, quem concluiu as obras e fez finalmente chegar água até o Nordeste? Jair Messias Bolsonaro”, afirmou. Flávio ainda prometeu reajustes no Bolsa Família e a manutenção temporária do benefício para pessoas que conseguirem emprego formal ou abrirem o próprio negócio.

Flávio Bolsonaro não responde Lula sobre “bolsa-farelo” no debate da Globo

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) perguntou ao senador Flávio Bolsonaro (PL), durante o debate da TV Globo nesta sexta-feira (23), por que ele chamou o Bolsa Família de “bolsa-farelo”. Flávio não respondeu à pergunta sobre o termo, usado por ele em publicações antigas nas redes sociais.

Em novembro de 2011, quando era deputado estadual, Flávio afirmou ter sido o único voto contra, na Assembleia Legislativa do Rio, ao Renda Melhor, programa estadual que pagava um complemento de até R$ 300 a famílias que já recebiam o Bolsa Família. Na ocasião, ele disse ter chamado a iniciativa de “bolsa-farelo” por considerá-la clientelista e eleitoreira, e defendeu limitar a dois anos o tempo de recebimento. Em junho de 2013, voltou a usar o termo ao acusar o PT de perpetuar a pobreza para manter votos. As informações são do Metrópoles.

As publicações foram apagadas da conta do senador no X. A exclusão só pôde ser confirmada porque o Estadão havia baixado, em junho, todas as postagens de Flávio na rede. A campanha não comentou o motivo da remoção.

O tema ganhou força na reta final da campanha depois que a coordenadora econômica de Flávio, Daniella Marques, disse que um eventual governo do PL criaria uma regra de transição de dois anos para beneficiários do programa. Após a repercussão, ela afirmou que sua fala foi distorcida. Flávio gravou vídeo dizendo que o benefício está garantido, acusou a esquerda de espalhar mentiras e afirmou que, em seu governo, famílias que conseguirem emprego com carteira assinada continuarão recebendo o Bolsa Família por dois anos, e não por um, como na regra atual.

O debate, ainda em andamento, é o último entre os candidatos antes do segundo turno, marcado para domingo (25).

21 outubro 2026

Pesquisa Quaest: Flávio tem 45% e Lula marca 44%

 

Pesquisa Quaest divulgada hoje, a quatro dias do segundo turno, mostra distância de apenas um ponto entre Flávio Bolsonaro (PL), que tem 45% das intenções de voto, e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 44%. O levantamento foi contratado pelo GLOBO e a TV Globo. Pela margem de erro, que é de dois pontos para mais ou para menos, os candidatos seguem em empate técnico.

Em comparação com a sondagem da última semana, Flávio oscilou um ponto para baixo, e Lula permaneceu com o mesmo percentual. Pessoas que dizem que vão botar em branco ou nulo se mantêm em 9%, e os indecisos são 2%. As informações são do portal O Globo.

Na modalidade espontânea, aquela em que o entrevistado não é apresentado previamente aos nomes dos candidatos, os dois aparecem em empate numérico, com 40% cada. Esse formato é importante para medir quão convicto está o eleitor. O dado mais relevante da espontânea na nova rodada é o número de indecisos, que dobrou em uma semana e chegou a 14%.

A nova pesquisa é a primeira do instituto depois de momentos importantes da campanha. Na semana passada, foi promulgado o fim da escala 6×1, bandeira eleitoral de Lula. Depois, os candidatos participaram das entrevistas da Globo e do debate da Band. Também cresceram, desde então, as mobilizações nas ruas e nas redes em prol dos candidatos.

Nos últimos dias, outra tendência que se acentuou foi o duelo de narrativas sobre o Bolsa Família. Baseada em declarações da coordenadora econômica de Flávio, Daniella Marques, a campanha de Lula passou a alegar que a vitória do filho de Jair Bolsonaro colocaria em risco o programa. O período de entrevistas do instituto, no entanto, não pegou tanto o auge dessas afirmações, que cresceram ontem.

O debate da Band foi considerado de péssimo nível pelas campanhas, que tentam agora modular a postura de Lula e Flávio para o encontro da Globo, na sexta. Pesquisas qualitativas também diagnosticaram que os eleitores não gostaram do primeiro embate.

A Quaest ouviu 2154 pessoas entre os dias 17 e 20 de outubro. Registrado na Justiça Eleitoral com o protocolo BR-08535/2026, o levantamento tem margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Sob pressão do TSE e das campanhas, Meta se torna foco de disputa às vésperas da eleição

 

A quatro dias das eleições, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) intensificou as discussões com representantes da Meta e das campanhas eleitorais para esclarecer questionamentos sobre o funcionamento dos algoritmos das redes sociais e possíveis prejuízos aos candidatos. O cenário é marcado por uma série de disputas judiciais envolvendo o uso das plataformas digitais na campanha. As informações são do portal G1.

Em reunião realizada na noite desta terça-feira, representantes da Meta, advogados das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) e integrantes da Justiça Eleitoral discutiram os questionamentos apresentados pelos partidos. O encontro ocorreu após uma ação do PT que alegou prejuízos à campanha do presidente Lula relacionados à atuação da plataforma.

A reunião foi conduzida para esclarecer as posições da empresa e permitir que os envolvidos apresentassem dúvidas antes de uma eventual conclusão sobre o caso.

A campanha de Flávio Bolsonaro também procurou se posicionar na discussão. A equipe do candidato afirma que enfrenta prejuízos relacionados à atuação da Meta e busca evitar que apenas o PT seja considerado prejudicado.

A disputa pode ganhar novos desdobramentos jurídicos, inclusive com medidas de maior alcance que, dependendo do caso, podem resultar em sanções eleitorais.

Além da discussão envolvendo a Meta, as campanhas protagonizam uma série de iniciativas judiciais relacionadas à circulação de conteúdo político nas redes sociais e à atuação dos algoritmos.

Na noite desta terça-feira, houve uma nova petição direcionada ao presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, sobre questões envolvendo canais associados ao entorno da campanha de Lula, incluindo referências ao deputado André Janones.

O caso já havia passado por diferentes decisões judiciais, com intervenções do ministro e da Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral.

A sucessão de decisões e recursos mostra a complexidade das disputas sobre a propaganda eleitoral na internet. Também houve uma nova iniciativa da campanha de Flávio Bolsonaro alegando uma suposta manipulação de algoritmos do Google.

Pesquisa Meio/Ideia: Flávio tem 51,1% dos votos válidos no 2º turno e Lula 48,9%

 

Pesquisa Meio/Ideia, divulgada hoje, mostra que, em simulação de segundo turno para as eleições presidenciais, o senadorFlávio Bolsonaro (PL-RJ) e o atual presidenteLuiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecem em empate técnico nos votos válidos, considerando a margem de erro de 2,5 pontos percentuais. Segundo o levantamento, Flávio registra 51,1%das intenções, enquanto Lula marca 48,9%.

A pesquisa, que exclui brancos, nulos e indecisos neste recorte, aponta uma diferença de apenas 2,2 pontos entre os candidatos.

O que são votos válidos?

Votos válidos são aqueles dados diretamente a um candidato ou, nas eleições proporcionais, a uma legenda partidária. Votos em branco e nulos não entram no cálculo que define os vencedores.

Isso significa que a porcentagem apresentada na apuração não considera necessariamente todas as pessoas que compareceram às urnas. Ela é calculada apenas sobre os votos válidos.

Metodologia

A pesquisa Meio/Ideia entrevistou 1.500eleitores, entre os dias 15 e 19 de outubro, por meio de pesquisa telefônica. A margem de erro do levantamento é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa foi realizada pelo Meio/Ideia está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-08251/2026.

Lula envia ao Congresso PEC que prevê tarifa zero para ônibus aos finais de semana

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve enviar ao Congresso Nacional, hoje, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê tarifa zero para transporte coletivo aos finais de semana em todo o país.

Lula anunciou a medida na semana passada, a dez dias das eleições do segundo turno, e afirmou que o custo da medida será compensado pela dinuição de emendas parlamentares.

Lula afirma que a proposta é uma ampliação dos benefícios do fim da escala 6×1, que permitirá que os trabalhadores aproveitem melhor os dias de folgas.

O transporte público com passe livre aos finais de semana já ocorre em regiões como São Paulo e Distrito Federal, que tem gratuidade aos domingos.

Para ser aprovada, precisa ser analisada pela Câmara e pelo Senado, com votação em dois turnos em cada Casa, e obter, em cada votação, o apoio de três quintos dos parlamentares: 308 dos 513 deputados e 49 dos 81 senadores.

Se Câmara e Senado aprovarem o mesmo texto, a emenda é promulgada pelas Mesas das duas Casas, sem necessidade de sanção do presidente da República; se o Senado alterar o texto aprovado pelos deputados, ou vice-versa, a parte modificada precisa voltar à Casa anterior para nova análise.

Flávio recebeu R$ 4 milhões de advogado que buscava votos no Senado

 

O escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro (PL) recebeu R$ 4 milhões do escritório de Edvaldo Nilo semanas antes de o também advogado ter sua recondução ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) discutida no Senado e aprovada com dois votos do agora candidato à Presidência da República.

Nilo, que fez parte da Comissão de Ética Pública entre 2022 e 2025, indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, é conselheiro do CNMP desde 2023 na vaga destinada à Câmara dos Deputados. No ano passado, a recondução dele precisou ser aprovada pelo Senado. As informações são do Metrópoles.

No período que antecedeu à discussão no Senado, o escritório de Flávio Bolsonaro emitiu duas notas contra a Nilo & Almeida Advogados Associados, de Nilo. A primeira, em 6 de agosto, no valor de R$ 2 milhões, com uma breve descrição do serviço: “Assessoria Jurídica”.

A segunda repetiu valor e a descrição do serviço, tendo sendo emitida em 17 de outubro. Flávio, dias depois, votaria a favor da recondução de Nilo como conselheiro do CNMP tanto na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) quanto, depois, no Plenário do Senado. As duas votações ocorreram em 12 de novembro de 2025.

A Nilo & Almeida Advogados Associados é um escritório especializado em precatórios e tem como maior fonte de receita a União. Em 2025 a banca reportou uma receita comercial líquida de R$ 143 milhões, quase exclusivamente com órgãos públicos e hospitais beneficentes.