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07 outubro 2026

Eleito deputado federal: Gilson Machado prevê impeachment de Moraes, cassação de Alcolumbre e mudanças na Constituição

Eleito deputado federal no último domingo (4), Gilson Machado (Podemos) projeta uma próxima legislatura marcada por enfrentamentos com o Supremo Tribunal Federal (STF), trocas no comando do Congresso e uma revisão da Constituição. Em entrevista, ontem, ao podcast Direto de Brasília, o ex-ministro de Jair Bolsonaro traçou esse cenário apostando na vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno e no fortalecimento da direita nas urnas.

Alexandre de Moraes seria, segundo Gilson, o primeiro ministro do Supremo a enfrentar um processo de impeachment, mas não o único. “Dois ministros ultrapassaram todos os limites, inclusive Flávio Dino”, declarou. Ao citar os mais de 100 pedidos apresentados contra Moraes, acrescentou: “O primeiro deve ser ele”. Para o deputado eleito, a nova composição do Congresso dará força às investidas contra integrantes da Corte. “Eles estão vendo que perderam a eleição, que tentaram interferir e as urnas disseram ‘não’. Agora é muito tarde, os ministros do STF vão ter uma surpresa”.

A ofensiva projetada por Gilson alcança também o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Gilson defendeu a cassação do presidente da Casa e o criticou por manter engavetados pedidos de impeachment contra ministros do Supremo. “Alcolumbre segurou 100 pedidos de impeachment. Poderia ter pacificado o país e não o fez”, disparou. Na Câmara, o deputado eleito também espera uma troca no comando hoje exercido por Hugo Motta (Republicanos-PB) e aposta na correlação de forças saída das urnas para eleger um presidente alinhado à maioria formada por parlamentares de direita e centro.

A força conquistada no Congresso também deverá abrir espaço, na visão do ex-ministro, para uma revisão da Constituição de 1988, que ele considera que “já passou do prazo de validade”. Gilson chegou a defender uma nova Carta para o país. “Ela foi feita na época do sistema analógico, na época era jornal. Hoje tem as redes sociais, tem muita coisa para ser ajustada”, argumentou. Entre os temas que considera passíveis de revisão estão relações de trabalho, licenciamento ambiental e regras adaptadas às transformações tecnológicas das últimas décadas.

Gilson acredita que o avanço da direita será acompanhado pela vitória de Flávio na disputa presidencial. Para ele, o desempenho obtido no domingo refletiu tanto o desgaste do PT quanto a reação de parte do eleitorado à atuação do Judiciário. “A vitória não é apenas do conservadorismo, mas do povo brasileiro. Foi uma vitória acachapante em cima de um PT que, junto com o STF, tentou impor a governança do Brasil”, avaliou.

O deputado eleito também chamou atenção para o desempenho de Lula (PT) no Nordeste, que considera inferior ao registrado em 2022, e citou derrotas do petista em importantes colégios eleitorais. Para o segundo turno, fez uma projeção direta: “A previsão é em torno de 57% para Flávio”.

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