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16 maio 2026

“Não abaixem a cabeça”, diz Flávio a aliados após áudio vazado com Vorcaro

 

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (15), durante evento de lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite (PP) ao Senado, que aliados não devem “abaixar a cabeça” diante da crise envolvendo áudios e mensagens divulgados pelo Intercept Brasil sobre pedidos de recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em seu primeiro discurso em palanque desde o início da repercussão do caso, Flávio adotou tom de enfrentamento político, mas falou cercado por apoiadores e lideranças bolsonaristas em Campinas (SP). As informações são da CNN.

“Quando a verdade está do nosso lado, quando a gente sabe que fez a coisa certa, isso nos motiva. Marretada neles”, afirmou o senador.

Flávio repetiu no evento a versão apresentada à CNN e nas redes sociais sobre a negociação envolvendo o filme em homenagem a Jair Bolsonaro, voltando a afirmar que buscava financiamento privado para o projeto audiovisual.

“Tem filme que é com dinheiro privado, tem filme que é com dinheiro público, tem filme que toma dinheiro dos impostos do trabalhador”, declarou

Flávio ainda citou o senador Sergio Moro, presente no evento, como exemplo de enfrentamento ao crime. “Podem reparar o Moro, um símbolo de honestidade no nosso país”.

O ato de Derrite se transformou em um palanque para Flávio Bolsonaro, com jingles de campanha e discursos em defesa de sua pré-candidatura ao Planalto em 2026.

O evento teve tom emotivo, com um mini-documentário sobre a trajetória policial de Derrite, críticas ao PT e defesa de pautas conservadoras. Flávio e Derrite abriram o ato entrando de mãos dadas no palco.

O governador Tarcísio de Freitas chegou cerca de duas horas após o início do evento, acompanhado do presidente da Alesp, André do Prado.

Apesar da presença de aliados importantes, lideranças evitaram fazer manifestações diretas de defesa de Flávio sobre o caso Vorcaro. Ainda assim, o senador contou com demonstrações públicas de alinhamento político durante o evento.

Além de Tarcísio, Sergio Moro e Derrite, participou do evento o senador Rogério Marinho, coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

Em um vídeo exibido no telão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, apareceu afirmando que Derrite “estará certamente na base do nosso presidente Flávio Bolsonaro”. Carlos Bolsonaro também enviou mensagem de apoio.

Em discurso, Derrite defendeu a eleição de um presidente do Senado “conservador e de direita” para “frear abusos do Poder Judiciário” e voltou a defender anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

PGR denuncia Romeu Zema por calúnia contra Gilmar Mendes e pede indenização

 

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, por calúnia contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e pediu a condenação do político ao pagamento de indenização mínima equivalente a 100 salários mínimos por danos morais.

Na denúncia oferecida ao Superior Tribunal Justiça (STJ), o Ministério Público Federal sustenta que Zema publicou conteúdo nas redes sociais atribuindo falsamente ao ministro a prática do crime de corrupção passiva. Segundo a acusação, a postagem sugeria que Gilmar teria colocado a função jurisdicional “a serviço de interesse privado”, em troca de vantagem indevida. As informações são do jornal O GLOBO.

“O denunciado não se limitou a formular crítica institucional, paródia política ou inconformismo com decisão judicial”, afirma a PGR no documento. “Ao atribuir falsamente ao ministro Gilmar Mendes a prática de corrupção passiva, fez incidir o tipo de calúnia”, prossegue a denúncia.

O órgão enquadrou a conduta no crime de calúnia majorada, previsto no Código Penal, combinado com agravantes do artigo 141, aplicáveis quando a ofensa é praticada contra funcionário público em razão da função e por meio que facilite a ampla divulgação.

A PGR também destacou o alcance da publicação nas plataformas digitais. Segundo a denúncia, até a apresentação da acusação, o conteúdo havia registrado 487,2 mil visualizações na rede X e 2,8 milhões de visualizações no Instagram. Para o Ministério Público, a repercussão ampliou os danos à honra objetiva e à reputação funcional do ministro do STF.

O órgão ainda requer que, ao final da ação penal, seja fixado valor mínimo de reparação civil equivalente a 100 salários mínimos, “compatível com a gravidade da imputação caluniosa, a extensão da divulgação e a repercussão pública da ofensa”.

Fantoches
No mês passado, o pré-candidato à Presidência pelo Novo publicou um vídeo em que os ministros do STF são representados por fantoches — Dias Toffoli pede que o boneco de Gilmar suspenda a quebra de seus sigilos, determinada pela CPI do Crime Organizado; em troca da anulação, o personagem de Gilmar pede “uma cortesia” no resort Tayayá, que já teve irmãos de Toffoli como donos e está envolvido nas investigações ligadas ao escândalo do Banco Master.

Na sequência, Gilmar enviou uma notícia-crime ao colega de Corte, Alexandre de Moraes, solicitando que Zema fosse investigado devido à publicação do vídeo em que satiriza suas decisões, o que o mineiro definiu como “absurdo”.

No pedido enviado a Moraes, Gilmar afirma que o conteúdo compartilhado pelo ex-governador de Minas Gerais “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”.

Flávio diz que pode vazar “videozinho” ou “algum encontro” com Vorcaro

 

O pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, disse à CNN Brasil nesta sexta-feira (15) que há a possibilidade de vazamento de algum “videozinho” com o banqueiro Daniel Vorcaro, mas que a relação entre os dois se deu estritamente para tratar do filme “Dark Horse”.

“É legitimo que pensem dessa forma [sobre novos vazamentos], mas não tem nada diferente do filme. Pode vazar um ‘videozinho’ mostrando o estúdio que eu possa ter enviado pra ele, algum encontro que eu possa ter tido com ele, foi tudo para tratar sobre o filme, não vai ter surpresinha”, afirmou. As informações são da CNN.

“Nunca viajei com ele [Vorcaro], não tinha convívio social com ele. Minha conexão foi estritamente para o investimento do filme”, completou.

Contrato
Durante a entrevista, o parlamentar disse estar “100% disposto” a tornar público os contratos de investimento do filme “Dark Horse”.

Segundo a troca de mensagens vazada pelo Intercept Brasil, Flávio teria negociado cerca de R$ 134 milhões com o dono do Banco Master para financiar a produção. À CNN o senador afirmou que os contratos tem vínculo com um fundo privado e sediado nos Estados Unidos e que a publicização depende de regras de compliance.

“Eu estou 100% disposto a isso [tornar o contrato público]. Mas é um contrato nos EUA que é gerido por um fundo privado, que tem as regras de compliance. Eu não sei se eles têm esse mesmo entendimento que eu”, declarou.

Desculpas

O senador pediu desculpas pela postura inicial que tomou, de negar qualquer relação com Vorcaro nas negociações de financiamento para a produção cinematográfica. Essa mudança de versão ocorreu justamente após a publicação do Intercept Brasil.

Questionado sobre como o público poderia confiar em sua versão atual, o parlamentar respondeu:

“Se alguém não entende a razão da minha obrigação de me comportar daquele jeito, eu peço desculpas. Eu sabia que isso ia acontecer, essa perseguição, sabia que iam jogar sujo”.

Relação com Romeu Zema
Logo após o vazamento da troca de mensagens, o também pré-candidato na disputa presidencial Romeu Zema (Novo), foi às redes sociais condenar o áudio de Flávio, afirmando ser “imperdoável” o relacionamento do parlamentar com o banqueiro.

Questionado sobre a declaração do ex-governador mineiro, Flávio afirmou que Zema se “precipitou” ao criticá-lo e que uma possível chapa se torna “inviável”.

“Eu acho que foi um equívoco, eu liguei para ele ontem, tentei falar com ele. Não é justo o que ele fez comigo. Ele se equivocou, tenho certeza que ele deve estar arrependido neste momento, depois das minhas explicações”, declarou Flávio.

Flávio Dino
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino decidiu, nesta sexta-feira, abrir uma investigação sigilosa para apurar supostos direcionamentos de emendas parlamentares para projetos culturais, entre eles está o filme sobre Jair Bolsonaro.

Questionado sobre a decisão do magistrado, o pré-candidato negou que recursos de emendas tenham sido usados para financiar o longa e saiu em defesa do deputado federal Mário Frias (PL-RJ).

“Não teve [uso de emendas]. O Mário Frias, o que ele me disse é que já foi investigado e não teve nada equivocado. Não tem essa vinculação com o filme. Não tem nada de errado na verba parlamentar que ele destinou para essa instituição”, afirmou.

Flávio também disse que os parlamentares envolvidos irão explicar a destinação dos recursos.

“Os deputados vão vir à tona e explicar com honestidade para onde foi esse dinheiro”, declarou.

“Os deputados vão vir à tona e explicar com honestidade para onde foi esse dinheiro”, declarou.

Confiança em Eduardo e Mario Frias

No que diz respeito ao repasse financeiro, Flávio disse confiar 100% no irmão Eduardo Bolsonaro e também em Mário Frias.

“Eu confio 100% neles! Eles se colocaram à disposição para fazer uma grande obra de arte”, respondeu durante a entrevista.

O senador informou, inclusive, que Eduardo teria investido dinheiro próprio na produção “para segurar o roteirista”.

“Todos os recursos que foram investidos nesse fundo privado nos Estados Unidos foram usados 100% no filme. Como eu falei anteriormente, esse contrato onde o Eduardo era colocado como diretor executivo que vocês chamam, esse contrato é um contrato antigo que foi a plataforma legal para ele, Eduardo, colocar dinheiro no filme para segurar o roteirista”, disse.

“Está todo mundo muito tranquilo, só ficamos chateados, obviamente, de ter que perder tempo e vir explicar, mas vou fazer. Sou pessoa pública e tenho que vir à público explicar, fornecer os detalhes o tempo que for necessário, mas quando a gente quer fazer tudo legal, tudo bonitinho, acontece isso. Por isso que tantas pessoas boas estão deixando de investir no Brasil”, acrescentou.

Eduardo Bolsonaro nega ter atuado como produtor do filme sobre o pai

 

O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) negou ter atuado como produtor de filme sobre Jair Bolsonaro (PL), seu pai, que recebeu dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Eduardo disse que investiu US$ 50 mil no filme e que, posteriormente, recebeu o dinheiro de volta. Mas que o recurso não passou pelo fundo que recebeu o dinheiro enviado por Vorcaro para financiar a produção. As informações são do g1.

“Recebi de volta o dinheiro investido, referente ao contrato com a produtora, mas essa transação não passou pelo fundo de investimento. A afirmação de que Eduardo Bolsonaro é financiado por Daniel Volcaro é falsa”, afirmou.

Reportagem do portal “Intercept Brasil” mostrou que Eduardo Bolsonaro trabalhou como produtor-executivo do filme “Dark Horse” sobre a história do pai. A função consta em contrato a que o portal teve acesso. Função incluía captação de recursos, diz site. A TV Globo confirmou as informações.

No vídeo, Eduardo Bolsonaro afirma que o contrato existiu apenas para garantir que o diretor continuasse trabalhando no projeto do filme.

“Investi US$ 50 mil nos Estados Unidos. O objetivo era garantir um contrato com um diretor de Hollywood, para que ele pudesse elaborar o roteiro e dar início ao projeto. Esse contrato permitiu manter o diretor por dois anos, assumindo eu, pessoalmente, todos os riscos”, disse.

“Próximo ao final do contrato, e diante da possibilidade de perder o diretor, surgiu a oportunidade de atrair um grande investidor, que posteriormente se consolidou em um grupo de investidores”, continuou o ex-deputado.

Com a chegada desse investidor, que Eduardo Bolsonaro não diz quem é, ele teria deixado a função prevista no contrato.

“Com a reestruturação da operação, que passou a envolver fundos de investimento, deixei a função de diretor-executivo, mantendo-me como detentor dos direitos autorais para que um ator pudesse me representar no filme. Desta forma, não haveria a necessidade de qualquer ação judicial posterior da minha parte”, disse.

Filme sobre Bolsonaro
Na quarta-feira (13), o site revelou que o banqueiro Daniel Vorcaro ajudou a financiar o filme e que as negociações envolveram contatos diretos com o filho mais velho do ex-presidente, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A publicação exibiu áudio em que Flávio Bolsonaro pede dinheiro e pressiona pelos pagamentos. De acordo com a reportagem, o banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões. A TV Globo também confirmou essas informações.

Segundo publicou o blog da Andreia Sadi, uma das linhas de investigação busca esclarecer se o dinheiro teria sido destinado oficialmente à produção do filme ou se esse discurso serviu apenas como justificativa para a transferência dos valores para financiar despesas de Eduardo nos Estados Unidos.

O deputado cassado mora nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, e não retornou ao Brasil desde então.

Na quinta-feira (14), Eduardo disse em uma publicação na internet que o status migratório dele nos Estados Unidos o impediria de receber dinheiro de fundo de investimento ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo o Intercet, o contrato de produção foi assinado digitalmente por Eduardo em 30 de janeiro de 2024. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro aparece ao lado do deputado federal Mario Frias, também do PL de São Paulo como produtor-executivo do filme.

O documento traz a empresa GoUp Entertainment, que tem sede nos Estados Unidos, como produtora.

Ainda de acordo com o contato, cujos trechos foram publicados pelo site e confirmados pela TV Globo, a produtora e os produtores-executivos deveriam se dedicar a atividades de desenvolvimento do projeto.

Essas atividades incluíam o “envolvimento nas considerações estratégicas relacionadas ao financiamento do filme e preparação de informações e documentação para investidores e assistência na identificação de recursos de financiamento de filmes, incluindo créditos e incentivos fiscais, colocação de produtos e patrocínio”.

Contrato de filme sobre Bolsonaro tinha Eduardo como produtor responsável por captar recursos, diz Intercept

 

O deputado cassado Eduardo Bolsonaro, do PL de São Paulo, trabalhou como produtor-executivo do filme sobre a história do pai, o ex-presidente Jair Bolsanaro.

A função consta em contrato a que o Intercept Brasil teve acesso. A TV Globo confirmou as informações.

Na quarta-feira (13), o site revelou que o banqueiro Daniel Vorcaro ajudou a financiar “Dark Horse” e que as negociações envolveram contatos diretos com o filho mais velho do ex-presidente, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ). As informações são do g1.

Vorcaro, dono do Banco Master, está preso em Brasília, acusado de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras bilionárias, segundo a Polícia Federal.

A publicação exibiu áudio em que Flávio pede dinheiro e pressiona Vorcaro pelos pagamentos. De acordo com a reportagem, o banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões. A TV Globo também confirmou essas informações.

Investigação sobre uso do dinheiro
Segundo publicou o blog da Andreia Sadi, uma das linhas de investigação busca esclarecer se o dinheiro teria sido destinado oficialmente à produção do filme ou se esse discurso serviu apenas como justificativa para a transferência dos valores para financiar despesas de Eduardo nos Estados Unidos.

O deputado cassado mora nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, e não retornou ao Brasil desde então.

Na quinta-feira (14), Eduardo disse, em uma publicação na internet, que o status migratório dele nos Estados Unidos o impediria de receber dinheiro de fundo de investimento ligado a Vorcaro.

Contrato traz definições sobre funções
Segundo o Intercet, o contrato de produção do filme foi assinado digitalmente por Eduardo em 30 de janeiro de 2024. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro aparece ao lado do deputado federal Mário Frias, também do PL de São Paulo, como produtor-executivo do filme.

Além disso, o documento traz a empresa GoUp Entertainment, que tem sede nos Estados Unidos, como produtora.

Ainda de acordo com o contato, cujos trechos foram publicados pelo site e confirmados pela TV Globo, a produtora e os produtores-executivos deveriam se dedicar a atividades de desenvolvimento do projeto.

Essas atividades incluíam o “envolvimento nas considerações estratégicas relacionadas ao financiamento do filme e preparação de informações e documentação para investidores e assistência na identificação de recursos de financiamento de filmes, incluindo créditos e incentivos fiscais, colocação de produtos e patrocínio”.

Produtora sediada nos Estados Unidos
A GoUp Entertainment é uma empresa sediada na Flórida e tem como sócios a brasileira Karina Ferreira da Gama e um brasileiro naturalizado nos Estados Unidos, Michael Brian Davis.

Segundo o Intercetp, Karina é também sócia do Instituto Conhecer Brasil, uma organização-não governamental.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (15) a abertura de uma apuração preliminar para investigar supostas irregularidades na destinação de emendas parlamentares a um grupo de entidades ligadas a GoUp, entre elas o Instituto Conhecer Brasil.

A medida foi tomada após pedidos apresentados pelos deputados Tabata Amaral (PSB-SP) e Pastor Henrique (PSOL-RJ) dentro de uma ação que contesta a destinação de emendas.

O g1 revelou na quinta-feira (14) que o STF tenta, há mais de um mês, intimar o deputado Mário Frias (PL-SP) para que preste informações sobre “possíveis irregularidades na execução de recursos de emendas” destinados ao instituto.

Em nota, a ONG Instituto Conhecer Brasil, presidida por Karina da Gama, afirmou que os projetos que executa “seguem rigorosamente os trâmites exigidos pelos órgãos, incluindo apresentação formal de projetos, aprovação de plano de trabalho, metas, execução contratual, acompanhamento técnico, prestação de contas e fiscalização”.

12 maio 2026

Prefeitura de Araripina amplia prazos e inscrições para o Casamento Comunitário 2026

 


Com inscrições estendidas até 19 de setembro na Secretaria e nos CRAS, a iniciativa promove a união civil gratuita para todos os perfis de casais

A celebração do amor e o acesso pleno à cidadania ganharam um novo cronograma em Araripina, garantindo que mais famílias possam oficializar seus laços com tranquilidade. O Casamento Comunitário, inicialmente previsto para o primeiro semestre, foi reagendado para o dia 19 de novembro, oferecendo agora um prazo de inscrições que se estende até 19 de setembro. A iniciativa, organizada pela Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania, mantém as vagas ilimitadas e o caráter inclusivo, acolhendo casais de todos os gêneros que desejam formalizar a união civil sem custos cartoriais.

Para facilitar o acesso da população, o processo de cadastro foi descentralizado e agora pode ser realizado tanto na sede da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania quanto em qualquer unidade do CRAS no município. Essa mudança estratégica visa aproximar o serviço das comunidades e dos distritos, permitindo que o sonho do matrimônio seja alcançado com maior comodidade. A gestão entende que a documentação civil é um passo fundamental para a proteção jurídica das famílias e trabalha para remover barreiras financeiras e geográficas que poderiam impedir essa realização.

A proposta do evento vai além da cerimônia festiva, pautando-se no princípio da equidade ao garantir que pessoas em diferentes contextos sociais tenham as mesmas oportunidades de oficializar seus direitos. O projeto abrange desde jovens a partir de 16 anos até casais solteiros ou divorciados, respeitando a história individual de cada cidadão. Ao promover um evento aberto a todos os gêneros, a prefeitura demonstra um olhar humano e moderno sobre a constituição das famílias contemporâneas em nossa região.

Os interessados devem ficar atentos à documentação necessária, que varia conforme o estado civil. Solteiros precisam apresentar a certidão de nascimento original e atualizada (emitida nos últimos 90 dias), além de cópias de RG, CPF e comprovante de residência. Para quem já passou por um divórcio, é essencial levar a certidão de casamento com a devida averbação, a sentença judicial que trate da partilha de bens e os documentos pessoais básicos. Em todos os casos, a legislação exige a indicação de duas testemunhas maiores de idade, que não possuam parentesco direto (pais ou avós).

No caso dos jovens com idade entre 16 e 18 anos incompletos, o procedimento requer um cuidado especial com a autorização legal. Além da certidão de nascimento atualizada e dos documentos de identificação, é obrigatória a apresentação do RG dos pais ou responsáveis legais, que devem acompanhar o processo. A presença do casal e das testemunhas é indispensável no ato da inscrição, garantindo a transparência e a segurança jurídica de todo o processo de habilitação para o casamento.

Com essa nova oportunidade, Araripina se prepara para uma grande celebração da dignidade e do afeto no final do ano. A sede da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania continua disponível para tirar dúvidas na Avenida Florentino Alves Batista, nº 127, funcionando como o ponto central de apoio aos noivos. Este é um convite para que cada casal araripinense escreva um novo capítulo de sua história, amparado por políticas públicas que valorizam o respeito mútuo e a união de toda a sociedade.

Casas das Juventudes: governadora Raquel Lyra entrega kits de equipamentos e mobiliário para mais de 60 municípios

 


A governadora Raquel Lyra entregou, nesta segunda-feira (11), kits de equipamentos para mais de 60 municípios, garantindo o funcionamento das Casas da Juventude. A iniciativa, executada pela Secretaria da Criança e da Juventude, recebeu investimento de aproximadamente R$ 6 milhões e contempla a entrega de computadores, impressoras, mobiliário, smart TVs e equipamentos de som para o programa Casa das Juventudes. Cada kit é composto por 60 itens. A medida amplia serviços onde já havia iniciativas e supre lacunas em municípios que agora passam a contar com espaços estruturados para a juventude. A cerimônia foi realizada no Palácio do Campo das Princesas e contou com a presença da vice-governadora Priscila Krause.

“Hoje resgatamos uma política pública que é a Casa das Juventudes. Quando a gente entrega mesa, cadeira, computador, um kit de som, multimídia, colocando como condição a criação de conselhos de juventude, de política pública para juventude, é a forma da gente fazer com que os jovens possam participar de maneira ativa e exercer protagonismo na transformação dos municípios. Para falar do futuro, nós precisamos construir agora, com a presença ativa dos nossos jovens”, ressaltou a governadora Raquel Lyra.

Nesta primeira etapa, os municípios que atenderam aos requisitos necessários para a aquisição do mobiliário, foram contemplados e já estão levando para as suas cidades. O Programa Casa das Juventudes amplia oportunidades de convivência, formação profissional, participação social e desenvolvimento sociocultural, ao articular ações locais ao Sistema Estadual de Políticas Públicas de Juventude, além de cursos adequados para cada região. Nos espaços serão oferecidos a jovens de 15 a 29 anos, por exemplo, oficinas, cursos e formações profissionais. Atualmente, Pernambuco conta com 28 Casas das Juventudes em funcionamento, e terá a iniciativa ampliada para todo Estado.

“O Governo do Estado estrutura a casa inteira, que vai ser entregue para o Estado todo. Hoje nós estamos entregando a mais de 60 municípios que se organizaram com os requisitos. Este repasse hoje é um dia importante em que a gente começa a retomar de uma forma mais concreta o protagonismo da juventude dentro de Pernambuco, para qualificar, capacitar o jovem, incentivar os estudos, empreender, e ter oportunidade”, disse Yanne Teles, secretária da Criança e da Juventude.

A prefeita de Ibirajuba, Maria Izalta, comemorou a chegada dos equipamentos. “Essa Casa das Juventudes vai fazer com que os jovens enxerguem neste equipamento um atrativo educacional e de acolhimento”, disse. Já o prefeito de Salgueiro, Fabinho Lisandro, comentou a importância das entregas. “Nós merecemos avançar com a responsabilidade que a gestão faz com compromisso, com transparência e principalmente com responsabilidade social e fiscal”, pontuou.

O deputado estadual João Paulo ressaltou a ação do Governo do Estado em se colocar à disposição de todos os municípios: “Essa política da criança e da juventude é fundamental, porque o futuro é mais próximo do que pensamos, e devemos construí-lo hoje”. O diretor da juventude de Brejo da Madre de Deus, Daniel Ribeiro, destacou a necessidade da política pública. ”Precisávamos de um governo que, de fato, trabalhasse e que olhasse para a juventude e colocasse ela como prioridade”, registrou.

Estiveram presentes na ocasião os deputados estaduais Joaquim Lira, Joãozinho Tenório, Luciano Duque, Isaías Regis, Antonio Moraes, Débora Almeida e ⁠Cleiton Collins; os secretários Andreza Pacheco (Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas) e Ivete Lacerda (Esportes); o desembargador Coordenador Estadual de Família do Tribunal de Justiça de Pernambuco, Humberto Vasconcelos; os prefeitos Joel Gonzaga (Feira Nova), Dió Filho (Riacho das Almas), Helbinha (Trindade), Elias Filho (Calçado), Dr. Evaldo (Mirandiba), Elizinho (Carnaubeira da Penha), Dr. Stênio (Vertente do Lério), Paulinha da Educação (Paudalho), Wellington Siqueira (Ibimirim), Beto do Sargento (Belém de Maria), Éder Waltter (Vicência), Junior de Irmã Teca (Itapissuma), Edmilson Cupertino (Moreno), Mano Medeiros (Jaboatão dos Guararapes), Henrique Queiroz (Buenos Aires), Thallita Fonseca (Camutanga), Silvestre (Passira), Dedé (Carpina), Washington Bigodão (Tacaratu), George de Sidiney (Granito), Junior de Rivaldo (Saloá), Chiquinho (Olinda), Pollyanna Abreu (Sertânia), Dimas Natanael (Lagoa de Itaenga), Jaime Lima (Glória do Goitá), Júnior de Beto (Palmares), Fátima Borba (Cortês), Cátia Ribeiro (Jataúba), Elias Meu Fi (Pombos), Pedro Pilota (Itaíba) e ⁠Saulo Maruim (Brejão).

Veja os detalhes do programa nacional contra o crime organizado

 

O governo federal lançou, há pouco, o programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, uma estratégia nacional voltada ao enfrentamento de facções criminosas, combate à lavagem de dinheiro, reforço da segurança em presídios e ampliação das ações contra o tráfico de armas e os homicídios.

A iniciativa prevê R$ 1,06 bilhão em investimentos já neste ano de 2026. O pacote também inclui uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para que estados, municípios e o Distrito Federal possam financiar ações e equipamentos na área de segurança pública. As informações são do portal G1.

A ideia é integrar ações entre União, estados e municípios para aumentar a atuação armada das organizações criminosas e também a estrutura financeira e logística das facções.

Como o programa foi dividido:

  • combate financeiro às facções;
  • reforço da segurança em presídios;
  • investigação de homicídios;
  • combate ao tráfico de armas e explosivos.

Quanto será investido

Dos R$ 1,06 bilhão previsto para 2026, os recursos serão distribuídos da seguinte forma:

  • R$ 388,9 milhões para combate financeiro às facções;
  • R$ 330,6 milhões para o sistema prisional;
  • R$ 201 milhões para investigação de homicídios;
  • R$ 145,2 milhões para combate ao tráfico de armas.

Além disso, o governo anunciou uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para financiar a compra de equipamentos.

Os recursos poderão ser usados para aquisição de:

  • viaturas;
  • drones;
  • câmeras corporais;
  • sistemas de videomonitoramento;
  • scanners corporais;
  • bloqueadores de celular;
  • equipamentos periciais;
  • sistemas de radiocomunicação;
  • embarcações;
  • reforma de presídios.

Eixos do programa

  1. Combate ao dinheiro do crime

Mira a estrutura financeira das organizações criminosas, como, por exemplo, a lavagem de dinheiro e a ocultação de patrimônio.

Entre as medidas previstas estão:

  • criação de uma Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) nacional;
  • fortalecimento das Ficcos estaduais;
  • ampliação dos Comitês Integrados de Investigação Financeira e Recuperação de Ativos (Cifras);
  • aumento dos leilões de bens apreendidos.

A intenção é realizar com periodicidade, operações integradas, além de instalar novos núcleos de investigação financeira nos estados.

O governo também prevê compra de tecnologias capazes de extrair dados de celulares e outros dispositivos usados em investigações.

  • Segurança máxima em presídios

A intenção é impedir que facções continuem atuando de dentro das prisões. A principal medida é a implantação de um padrão de segurança máxima em 138 unidades prisionais consideradas estratégicas. O plano prevê compra de:

  • drones;
  • scanners corporais;
  • detectores de metais;
  • bloqueadores de celulares;
  • aparelhos de raio X;
  • georradares;
  • sistemas de áudio e vídeo;
  • veículos.

O objetivo é aproximar a estrutura dos presídios estaduais do modelo usado no sistema penitenciário federal.

Também está prevista a criação do Centro Nacional de Inteligência Penal (CNIP), para integrar informações do sistema prisional em todo o país.

Além disso, a proposta prevê operações para retirada de celulares, armas e drogas das unidades prisionais, além de treinamento de agentes penitenciários e padronização de protocolos de segurança.

  • Investigação de homicídios

Ações voltadas para esclarecimento de homicídios. Entre as medidas estão:

  • fortalecimento das polícias científicas;
  • modernização dos Institutos Médico-Legais (IMLs);
  • ampliação da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos;
  • integração do Sistema Nacional de Análise Balística (Sinab).

Para esse eixe deve haver distribuição de equipamentos como:

  • comparadores balísticos;
  • equipamentos de DNA;
  • freezers científicos;
  • viaturas refrigeradas;
  • mesas de necropsia;
  • kits de coleta de material biológico;
  • cromatógrafos.
  • Combate ao tráfico de armas

Nesse contexto, a meta do governo é desarticular as rotas de tráfico e reduzir o abastecimento de armas para facções criminosas

O programa prevê:

  • criação da Rede Nacional de Enfrentamento do Tráfico de Armas (Renarm);
  • fortalecimento do Sistema Nacional de Armas (Sinarm);
  • operações integradas de fiscalização;
  • reforço no rastreamento de armas e munições;
  • cooperação técnica para identificar a origem de armamentos.
  • Também estão previstos investimentos em:
  • viaturas blindadas e semiblindadas;
  • drones;
  • embarcações;
  • rastreadores veiculares;
  • equipamentos táticos;
  • notebooks e computadores de alta performance;
  • helicópteros locados para operações.