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16 maio 2026

Flávio diz que pode vazar “videozinho” ou “algum encontro” com Vorcaro

 

O pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, disse à CNN Brasil nesta sexta-feira (15) que há a possibilidade de vazamento de algum “videozinho” com o banqueiro Daniel Vorcaro, mas que a relação entre os dois se deu estritamente para tratar do filme “Dark Horse”.

“É legitimo que pensem dessa forma [sobre novos vazamentos], mas não tem nada diferente do filme. Pode vazar um ‘videozinho’ mostrando o estúdio que eu possa ter enviado pra ele, algum encontro que eu possa ter tido com ele, foi tudo para tratar sobre o filme, não vai ter surpresinha”, afirmou. As informações são da CNN.

“Nunca viajei com ele [Vorcaro], não tinha convívio social com ele. Minha conexão foi estritamente para o investimento do filme”, completou.

Contrato
Durante a entrevista, o parlamentar disse estar “100% disposto” a tornar público os contratos de investimento do filme “Dark Horse”.

Segundo a troca de mensagens vazada pelo Intercept Brasil, Flávio teria negociado cerca de R$ 134 milhões com o dono do Banco Master para financiar a produção. À CNN o senador afirmou que os contratos tem vínculo com um fundo privado e sediado nos Estados Unidos e que a publicização depende de regras de compliance.

“Eu estou 100% disposto a isso [tornar o contrato público]. Mas é um contrato nos EUA que é gerido por um fundo privado, que tem as regras de compliance. Eu não sei se eles têm esse mesmo entendimento que eu”, declarou.

Desculpas

O senador pediu desculpas pela postura inicial que tomou, de negar qualquer relação com Vorcaro nas negociações de financiamento para a produção cinematográfica. Essa mudança de versão ocorreu justamente após a publicação do Intercept Brasil.

Questionado sobre como o público poderia confiar em sua versão atual, o parlamentar respondeu:

“Se alguém não entende a razão da minha obrigação de me comportar daquele jeito, eu peço desculpas. Eu sabia que isso ia acontecer, essa perseguição, sabia que iam jogar sujo”.

Relação com Romeu Zema
Logo após o vazamento da troca de mensagens, o também pré-candidato na disputa presidencial Romeu Zema (Novo), foi às redes sociais condenar o áudio de Flávio, afirmando ser “imperdoável” o relacionamento do parlamentar com o banqueiro.

Questionado sobre a declaração do ex-governador mineiro, Flávio afirmou que Zema se “precipitou” ao criticá-lo e que uma possível chapa se torna “inviável”.

“Eu acho que foi um equívoco, eu liguei para ele ontem, tentei falar com ele. Não é justo o que ele fez comigo. Ele se equivocou, tenho certeza que ele deve estar arrependido neste momento, depois das minhas explicações”, declarou Flávio.

Flávio Dino
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino decidiu, nesta sexta-feira, abrir uma investigação sigilosa para apurar supostos direcionamentos de emendas parlamentares para projetos culturais, entre eles está o filme sobre Jair Bolsonaro.

Questionado sobre a decisão do magistrado, o pré-candidato negou que recursos de emendas tenham sido usados para financiar o longa e saiu em defesa do deputado federal Mário Frias (PL-RJ).

“Não teve [uso de emendas]. O Mário Frias, o que ele me disse é que já foi investigado e não teve nada equivocado. Não tem essa vinculação com o filme. Não tem nada de errado na verba parlamentar que ele destinou para essa instituição”, afirmou.

Flávio também disse que os parlamentares envolvidos irão explicar a destinação dos recursos.

“Os deputados vão vir à tona e explicar com honestidade para onde foi esse dinheiro”, declarou.

“Os deputados vão vir à tona e explicar com honestidade para onde foi esse dinheiro”, declarou.

Confiança em Eduardo e Mario Frias

No que diz respeito ao repasse financeiro, Flávio disse confiar 100% no irmão Eduardo Bolsonaro e também em Mário Frias.

“Eu confio 100% neles! Eles se colocaram à disposição para fazer uma grande obra de arte”, respondeu durante a entrevista.

O senador informou, inclusive, que Eduardo teria investido dinheiro próprio na produção “para segurar o roteirista”.

“Todos os recursos que foram investidos nesse fundo privado nos Estados Unidos foram usados 100% no filme. Como eu falei anteriormente, esse contrato onde o Eduardo era colocado como diretor executivo que vocês chamam, esse contrato é um contrato antigo que foi a plataforma legal para ele, Eduardo, colocar dinheiro no filme para segurar o roteirista”, disse.

“Está todo mundo muito tranquilo, só ficamos chateados, obviamente, de ter que perder tempo e vir explicar, mas vou fazer. Sou pessoa pública e tenho que vir à público explicar, fornecer os detalhes o tempo que for necessário, mas quando a gente quer fazer tudo legal, tudo bonitinho, acontece isso. Por isso que tantas pessoas boas estão deixando de investir no Brasil”, acrescentou.

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