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12 maio 2026

Veja os detalhes do programa nacional contra o crime organizado

 

O governo federal lançou, há pouco, o programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, uma estratégia nacional voltada ao enfrentamento de facções criminosas, combate à lavagem de dinheiro, reforço da segurança em presídios e ampliação das ações contra o tráfico de armas e os homicídios.

A iniciativa prevê R$ 1,06 bilhão em investimentos já neste ano de 2026. O pacote também inclui uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para que estados, municípios e o Distrito Federal possam financiar ações e equipamentos na área de segurança pública. As informações são do portal G1.

A ideia é integrar ações entre União, estados e municípios para aumentar a atuação armada das organizações criminosas e também a estrutura financeira e logística das facções.

Como o programa foi dividido:

  • combate financeiro às facções;
  • reforço da segurança em presídios;
  • investigação de homicídios;
  • combate ao tráfico de armas e explosivos.

Quanto será investido

Dos R$ 1,06 bilhão previsto para 2026, os recursos serão distribuídos da seguinte forma:

  • R$ 388,9 milhões para combate financeiro às facções;
  • R$ 330,6 milhões para o sistema prisional;
  • R$ 201 milhões para investigação de homicídios;
  • R$ 145,2 milhões para combate ao tráfico de armas.

Além disso, o governo anunciou uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para financiar a compra de equipamentos.

Os recursos poderão ser usados para aquisição de:

  • viaturas;
  • drones;
  • câmeras corporais;
  • sistemas de videomonitoramento;
  • scanners corporais;
  • bloqueadores de celular;
  • equipamentos periciais;
  • sistemas de radiocomunicação;
  • embarcações;
  • reforma de presídios.

Eixos do programa

  1. Combate ao dinheiro do crime

Mira a estrutura financeira das organizações criminosas, como, por exemplo, a lavagem de dinheiro e a ocultação de patrimônio.

Entre as medidas previstas estão:

  • criação de uma Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) nacional;
  • fortalecimento das Ficcos estaduais;
  • ampliação dos Comitês Integrados de Investigação Financeira e Recuperação de Ativos (Cifras);
  • aumento dos leilões de bens apreendidos.

A intenção é realizar com periodicidade, operações integradas, além de instalar novos núcleos de investigação financeira nos estados.

O governo também prevê compra de tecnologias capazes de extrair dados de celulares e outros dispositivos usados em investigações.

  • Segurança máxima em presídios

A intenção é impedir que facções continuem atuando de dentro das prisões. A principal medida é a implantação de um padrão de segurança máxima em 138 unidades prisionais consideradas estratégicas. O plano prevê compra de:

  • drones;
  • scanners corporais;
  • detectores de metais;
  • bloqueadores de celulares;
  • aparelhos de raio X;
  • georradares;
  • sistemas de áudio e vídeo;
  • veículos.

O objetivo é aproximar a estrutura dos presídios estaduais do modelo usado no sistema penitenciário federal.

Também está prevista a criação do Centro Nacional de Inteligência Penal (CNIP), para integrar informações do sistema prisional em todo o país.

Além disso, a proposta prevê operações para retirada de celulares, armas e drogas das unidades prisionais, além de treinamento de agentes penitenciários e padronização de protocolos de segurança.

  • Investigação de homicídios

Ações voltadas para esclarecimento de homicídios. Entre as medidas estão:

  • fortalecimento das polícias científicas;
  • modernização dos Institutos Médico-Legais (IMLs);
  • ampliação da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos;
  • integração do Sistema Nacional de Análise Balística (Sinab).

Para esse eixe deve haver distribuição de equipamentos como:

  • comparadores balísticos;
  • equipamentos de DNA;
  • freezers científicos;
  • viaturas refrigeradas;
  • mesas de necropsia;
  • kits de coleta de material biológico;
  • cromatógrafos.
  • Combate ao tráfico de armas

Nesse contexto, a meta do governo é desarticular as rotas de tráfico e reduzir o abastecimento de armas para facções criminosas

O programa prevê:

  • criação da Rede Nacional de Enfrentamento do Tráfico de Armas (Renarm);
  • fortalecimento do Sistema Nacional de Armas (Sinarm);
  • operações integradas de fiscalização;
  • reforço no rastreamento de armas e munições;
  • cooperação técnica para identificar a origem de armamentos.
  • Também estão previstos investimentos em:
  • viaturas blindadas e semiblindadas;
  • drones;
  • embarcações;
  • rastreadores veiculares;
  • equipamentos táticos;
  • notebooks e computadores de alta performance;
  • helicópteros locados para operações.

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