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12 maio 2026

O crime organizado virou a maior “empresa” do Brasil

 

Por Áureo Cisneiros*

O crime organizado brasileiro deixou de ser apenas um problema policial. Hoje, ele é uma potência econômica.

Segundo estimativas amplamente divulgadas por estudos sobre segurança pública e economia do crime, as organizações criminosas movimentam cerca de R$ 347 bilhões por ano no Brasil.

Estamos falando de um volume financeiro gigantesco. Maior do que o faturamento de muitas multinacionais. Maior do que o orçamento de inúmeros estados brasileiros. Uma verdadeira economia paralela.

Se o crime organizado brasileiro movimenta R$ 347 bilhões por ano, estamos diante da maior “corporação” econômica do país.

Uma estrutura que possui logística, inteligência, tecnologia, fluxo internacional de capital, domínio territorial, capacidade de investimento e poder de corrupção.

Nenhuma grande empresa brasileira movimenta cifras dessa magnitude sem deixar rastros financeiros. Então como o crime consegue?

A recente reportagem do Fantástico do último domingo, dia 03 de maio, teve mérito ao mostrar ao país uma verdade que muitos preferem ignorar: o Brasil corre o risco de normalizar o poder das facções criminosas.

O mais assustador é perceber que essas organizações deixaram de atuar apenas nas periferias ou presídios.

Hoje, elas movimentam bilhões, infiltram setores econômicos, controlam territórios e operam verdadeiras engrenagens financeiras.

Mas existe uma pergunta ainda mais grave: como estruturas criminosas conseguem movimentar cerca de R$ 347 bilhões por ano dentro de um sistema financeiro altamente monitorado?

Porque não estamos falando de um sistema bancário despreparado.

Hoje os bancos possuem: inteligência artificial, monitoramento em tempo real, rastreamento de transações, análise de perfil, compliance, cruzamento global de dados, algoritmos avançados, sistemas automáticos de detecção de movimentações atípicas.

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