PREFEITURA DE TRINDADE

PREFEITURA DE ARARIPIINA

ATELTELECOM

04 maio 2026

Raimundo Pimentel e Socorro Pimentel montam gabinete do ódio para atacar a gestão Evilásio Mateus

 


Na manhã desta segunda-feira (04), a TV de Zé Silva e o portal de notícias Cidades na Net do Piauí foram flagrados na casa do ex-prefeito Raimundo Pimentel e da deputada Socorro Pimentel. Os dois veículos de imprensa supostamente foram contratados para postar conteúdos contra a gestão do prefeito Evilásio Mateus.

O radialista Zé Silva já é conhecido pelos seus modos operantes: se tem dinheiro, ele aplaude; se não tem, ele critica e vai buscar, das formas mais baixas e sujas, atacar gestões. 

Já o portal do Piauí, que é liderado por um comunicador que presta serviços informalmente como secretário de comunicação da Prefeitura de Marcolândia, Iago, que tentou várias vezes fechar contrato com a Prefeitura de Araripina, mas, como não teve êxito, resolveu procurar a oposição e começar a fazer ataques contra a Prefeitura de Araripina.

Há rumores de que Zé Silva teria recebido 20 mil reais do ex-prefeito para atacar a gestão de Evilásio.

Isso tem o dedo de Ébano Nunes, ex-secretário de Comunicação da gestão do ex-prefeito de Araripina, Raimundo Pimentel. Ébano é o responsável por aliciar membros para formar o Gabinete do Ódio

Esse mesmo Ébano, que além de cantor, também é responsável pela assessoria de comunicação do Hospital Santa Maria em Araripina e do Hospital Regional em Ouricuri. 

Por que será que os ataques começam sempre depois dessas visitas?

Com 27 cidades em emergência, Pernambuco tem mais de 9,5 mil desalojados e desabrigados em decorrência das chuvas

 


Balanço da Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil (SEPDEC), divulgado neste domingo (3), aponta que Pernambuco registra 9.540 pessoas entre desalojadas e desabrigadas após as fortes chuvas que atingiram o estado nos últimos dias e deixaram seis mortos.

Segundo o levantamento, são 1.632 desabrigados, que precisaram deixar suas casas e dependem de abrigos públicos, e 7.908 desalojados, que estão temporariamente em casas de familiares ou amigos. Ao todo, 30 abrigos foram abertos para acolher a população atingida.

Ainda de acordo com o governo estadual, mais de 4,4 mil itens de ajuda humanitária, como colchões, kits de higiene e materiais de limpeza, já foram distribuídos. Equipes também atuam no monitoramento de áreas de risco, atendimento a ocorrências e levantamento de danos nos municípios afetados.

O secretário executivo de Proteção e Defesa Civil, coronel Clóvis Ramalho, afirmou que as ações estão sendo realizadas em conjunto com outros órgãos estaduais e que o envio de assistência continua conforme a demanda das cidades atingidas.

Entre os municípios com registros de pessoas afetadas estão Goiana, Timbaúba, Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Paulista e São Lourenço da Mata, além de outras cidades da Região Metropolitana e da Zona da Mata Norte.

“Goiana foi a cidade mais afetada pelas fortes chuvas que atingiram Pernambuco nos últimos dias. Hoje, estamos com máquinas trabalhando para recuperar os acessos aos povoados que estão isolados. O Governo de Pernambuco está chegando na maior velocidade possível a esses locais para atender a quem mais precisa”, pontuou o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Rodrigo Ribeiro.

Ações

Neste domingo (3), a governadora Raquel Lyra vistoriou os serviços de recuperação das estradas de acesso aos Engenhos Novo e Folguedo, em Goiana, e conversou com a população no local. Mais cedo, a gestora comandou uma reunião no Recife com secretarias e órgãos do governo para dar continuidade às definições dos trabalhos.

Na próxima terça-feira (5), a governadora cumpre agenda em Brasília para solicitar recursos ao governo federal para o restabelecimento da normalidade. Além disso, o governo decretou situação de emergência em 27 municípios afetados pelas inundações, com prazo de 180 dias.

“Estamos aqui em uma estrada vicinal na cidade de Goiana, junto com as comunidades de Engenho Novo e Folguedo. Temos dezenas de famílias ilhadas após as chuvas que atingiram Pernambuco. Já estamos com as máquinas trabalhando para restabelecer o direito de ir e vir da população e só vamos sair daqui quando concluirmos todas essas reconexões. E estamos com muitos outros serviços para reconstruir perdas, como entregas de colchões e kits de limpeza”, destacou a governadora.

Já em Olinda, o governo realiza uma força-tarefa emergencial, com a mobilização de 42 equipamentos — entre escavadeiras hidráulicas, retroescavadeiras e caçambas — para acelerar a retirada de sedimentos e baronesas no Canal do Fragoso. O objetivo é otimizar o escoamento das águas.

Previsão

Também na noite de domingo (3), a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) informou que mantém o monitoramento das áreas afetadas pelas chuvas registradas nos dias 1º e 2 de maio, com atenção especial às condições dos rios no Estado.

A principal preocupação no momento é a Bacia do Rio Goiana. Segundo o informe, a bacia conta com quatro estações de monitoramento, sendo que três registram elevação no nível da água.

Apenas uma delas está em situação de inundação: o Rio Tracunhaém, no município de Nazaré da Mata, que permanece cerca de 40 centímetros acima da cota de segurança estabelecida pela Defesa Civil.

Apesar disso, a tendência é de redução no nível do rio nas próximas horas, com previsão de retorno à calha e normalização da situação.

Em relação às condições meteorológicas, a Apac prevê chuva fraca entre a noite deste domingo (3) e a manhã da segunda-feira (4) na Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata e Agreste.

Há possibilidade de intensificação das precipitações na noite da segunda-feira, com registros pontuais de chuva moderada.

Os órgãos estaduais seguem acompanhando a situação e orientam a população a ficar atenta às atualizações dos canais oficiais da Apac e da Defesa Civil.

III Seminário da Construção Civil do Araripe debaterá inovação e futuro do setor em Araripina

 


A cidade de Araripina será palco do III Seminário da Construção Civil do Araripe, que acontecerá no dia 13 de maio, a partir das 8h, no auditório do CREA-PE. Promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco – FIEPE, o evento reunirá profissionais, empresários e especialistas para discutir tendências, desafios e oportunidades do setor, considerado um dos principais motores de desenvolvimento econômico da região. A iniciativa busca fortalecer a competitividade das empresas locais por meio da disseminação de conhecimento técnico e boas práticas de gestão.

A programação contempla temas estratégicos para o avanço da construção civil, com destaque para o uso do BIM na gestão integrada de projetos, planejamento com ferramentas como FAP e RAT, além da aplicação de normas de desempenho na indústria da construção. Ao longo da manhã, os participantes terão acesso a palestras técnicas e um painel de debates, promovendo troca de experiências e discussão sobre inovação, produtividade e qualidade no setor. A agenda também inclui momentos de networking, ampliando conexões entre empresas, profissionais e instituições de apoio.
O evento é realizado com apoio de entidades como AESPE, Instituto Engenheiro Joaquim Correia, CREA-PE, Sinduscon, SESI, SENAI e SEBRAE. O seminário se consolida como um espaço estratégico para atualização profissional e integração do setor no Sertão do Araripe. A proposta é incentivar a adoção de tecnologias, o cumprimento de normas técnicas e o fortalecimento da gestão nas empresas, contribuindo para um ambiente mais competitivo, sustentável e preparado para os desafios do futuro da construção civil na região. As inscrições são feitas gratuitamente e as vagas são limitadas através do site https://agenda.fiepe.org.br/iiiseminarioconstrucaocivil2026/

Lula lança pacote para reduzir endividamento das famílias

 

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lança, hoje, o Desenrola 2.0, novo programa de renegociação de dívidas que visa tirar os brasileiros do sufoco. A equipe econômica vai apresentar os detalhes do projeto em uma coletiva de imprensa, no Palácio do Planalto. As informações são do portal Metrópoles.

Na quinta-feira (30/4), o presidente Lula deu alguns detalhes do programa em pronunciamento na TV, em alusão ao Dia do Trabalho. Segundo o petista, será possível negociar dívidas de cartão de crédito, cheque especial, crédito rotativo, crédito pessoal e até do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Os juros do programa de renegociação serão de até 1,99% ao mês, e os descontos poderão variar de 30% a 90% do valor devido. “Assim, você vai ter uma parcela bem menor e mais tempo para pagar sua dívida”, pontuou Lula. O uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas também foi confirmado. De acordo com o presidente, cada pessoa poderá sacar até 20% do saldo do fundo.

“Só lavagem cerebral coletiva explica”, diz Haddad sobre empate entre Lula e Flávio Bolsonaro

 

O ex-ministro Fernando Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, atribuiu o empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas de intenção de voto à Presidência da República a uma “lavagem cerebral coletiva”.

Segundo ele, há um “contraste grande” entre ambos, o que torna o atual cenário “inadmissível”. As declarações foram concedidas nesta sexta-feira em discurso na sede da Força Sindical, em São Paulo, em evento comemorativo ao Dia do Trabalhador. As informações são do jornal O Globo.

“Nós estamos num ano que é inadmissível o que está se vendo nas pesquisas eleitorais. Inadmissível. O contraste é tão grande, tão grande, que só uma lavagem cerebral coletiva explica uma comparação impossível entre dois personagens (Lula e Flávio) da história do Brasil”, discursou o ex-ministro.

“Nós temos um desafio cívico para cumprir, que é na defesa das prerrogativas dos trabalhadores, da democracia conquistada pelos trabalhadores. Essa agenda de democracia é nossa”, continuou.

Conforme a última pesquisa Genial/Quaest, divulgada em abril, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro possui 42% das intenções de voto em um eventual segundo turno ao Palácio do Planalto, enquanto Lula marca 40%. Foi a primeira vez que Flávio apareceu numericamente à frente do principal adversário. Devido à margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, no entanto, o cenário configura empate técnico.

‘Derrota no combate à corrupção’

Ainda na sexta-feira, no mesmo evento, Haddad também afirmou a jornalistas que as duas recentes derrotas da gestão Lula no Congresso foram “derrotas no combate à corrupção”. O ex-ministro se referiu à rejeição da indicação de Jorge Messias, Advogado-Geral da União, ao Supremo Tribunal Federal (STF), além da derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria por parte do Congresso.

“Eu sou da opinião que essa derrota, essa dita derrota no Congresso, foi uma derrota do combate à corrupção. Hoje eu mesmo estava vendo analistas políticos dizendo que, por trás dessa derrota, tinha uma pretensão de um grande acordo em torno da impunidade daqueles responsáveis por alguns escândalos recentes no Brasil”, disse Haddad, em alusão às articulações em torno do escândalo do Banco Master na votação.

Haddad também afirmou “lamentar” as recentes decisões do Congresso devido à “desfaçatez dos criminosos envolvidos”: “Tudo o que as pessoas desse país desejam, os cidadãos comuns, é que as responsabilidades sejam todas elas apuradas até o fim. Então eu penso que essa suposta derrota da indicação do presidente para o Supremo, na verdade, é uma derrota de todos nós”, completou.

Também participaram as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), pré-candidatas ao Senado. A segunda já tem a vaga assegurada para a campanha. Ao contrário de outros anos, as centrais sindicais não fizeram grandes atos em conjunto, mas eventos menores em suas sedes.

Haddad foi questionado pelo jornal O Globo sobre a montagem da chapa em São Paulo, objeto de disputa interna entre Marina Silva e Márcio França, ambos postulantes à vaga que resta para concorrer ao Senado.

“Nós estamos com um bom problema, porque são quatro ex-ministros do presidente Lula aqui representados em São Paulo, cada um com uma visão de mundo convergente, mas com as suas especificidades que têm que ser consideradas pelo eleitor. Nós temos pessoas aqui, todo mundo aqui é ficha limpa, serviços prestados ao país, compromisso com ética na política, pessoas que têm anos e anos de vivência política”, avaliou.

Flávio Bolsonaro vai a culto da Malafaia para reconciliação após atritos no início do ano

 

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou neste domingo de um culto na igreja do pastor Silas Malafaia, na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, na Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O encontro marca a reaproximação entre os dois depois de atritos acumulados no início, quando o pastor se manifestou contrário à indicação de Flávio como sucessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Antes, Malafaia já havia demonstrado preferência por uma chapa presidencial formada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, na liderança, e da ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL) na vice. O ex-presidente, no entanto, anunciou Flávio na frente como presidenciável, deslocando Tarcísio para disputar a reeleição em São Paulo e prevendo Michelle como candidata ao Senado no Distrito Federal (DF). Depois do anúncio, Malafaia chegou a dizer que Flávio “não empolgou a direita”. As informações são do jornal O Globo.

Depois do mal-estar, eles voltaram a se encontrar em uma manifestação na Avenida Paulista no início do ano. No encontro de hoje, no entanto, é esperada uma sinalização de apoio mais explícita do pastor a Flávio e uma possível pacificação da relação entre os dois.

“É um amigo nosso, estou vindo aqui prestigiar o culto dele (de Malafaia) para que ele possa fazer uma oração por nós que estamos aqui, pelo nosso Brasil”, disse Flávio.

Antes do início do culto, eles se reuniram em uma sala de café da manhã e foram recepcionados pelo pastor Silas Malafaia. Também participaram do encontro o ex-governador Cláudio Castro (PL-RJ), o presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas, que tenta assumir o comando do governo e deve concorrer ao mandato-tampão. Além deles, estava presentes o ex-prefeito do Rio de Janeiro e pré-candidato ao Senado Marcelo Crivella (Republicanos), o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), o senador Bruno Bonetti (PL-RJ) e o vereador do Rio de Janeiro Alexandre Isquierdo (PL), que presenteou o senador com uma camisa do Vasco, três dias depois de seu aniversário.

O senador Bruno Bonetti (PL-RJ) também esteve no encontro e chegou ao local com uma caminhonete satírica, com a estampa da bandeira do Brasil e com os dizeres “patrocinado pelo Banco Master”. Ao jornal O Globo , o parlamentar disse que a relação entre Flávio e Malafaia estava em bons termos. “O pastor não traria ninguém para dentro da igreja se não estivesse pacificado”, disse o senador.

Pizzaria do Master, que assou Messias, tem lenha para queimar a democracia

 

Por Leonardo Sakamoto
Do UOL

Quando interesses se unem não para governar, mas para conter investigações e evitar consequências, o problema deixa de ser um nome barrado e passa a ser a República em risco. O forno que derrubou Jorge Messias continua aceso e não falta lenha.

Sim, quem assou a candidatura do escolhido por Lula ao STF pode deixar a democracia queimar por interesses pessoais, como venho dizendo aqui desde a última quinta. A questão não é ele ter sido reprovado por currículo, mas o currículo ter sido o menos importante de tudo.

Os protagonistas seguem por aí com a fornalha acesa pelo Banco Master. Davi Alcolumbre (com apadrinhado que entregou R$ 400 milhões da aposentadoria dos servidores públicos do Amapá para o Master queimar), Ciro Nogueira e o centrão bolsonarista (e suas relações promíscuas com os donos do banco e, por que não, os de bets), Alexandre de Moraes (e a falta de explicação plausível para o contrato de R$ 129 milhões de sua esposa com o Master), Flávio Bolsonaro (que quer instabilidade até as eleições, mas sem que lembremos que o clã do banco foi o maior doador individual de seu pai) e Daniel Vorcaro e família (o ponto de convergência onde grupos e pessoas ideologicamente distintas passam a cooperar para que o verdadeiro inquérito do fim do mundo desapareça).

Não há ideologia aqui, não há projeto de país, apenas proteção mútua. Tenho repetido feito maritaca com cãibra que as investigações do banco poderiam explodir o sistema. Cairiam pessoas ligadas ao governo Lula, mas o grande estrago seria no fisiologismo do Centrão e na direita bolsonarista.

Com isso, enterraram a CPI do Master e derrubaram vetos contra a redução da punição aos golpistas. O problema é que, quando os pizzaiolos tomam gosto pela coisa, o cardápio não para com Messias servido.

Discute-se agora como fazer outros sabores. Por exemplo, o que poda a prerrogativa presidencial de indicação de ministros ao STF, o que permite proteção a todos os envolvidos no escândalo do Master, o que tira golpistas da cadeia, o que ameaça Flávio Dino de impeachment por estar à frente do processo de moralização das emendas parlamentares, o que interfere na corrida eleitoral porque Lula resolveu não ser sócio da pizzaria.

Ou seja, a próxima coisa a sair desse forno pode ser a própria democracia, tostada por fora, vazia por dentro, servida como se ainda estivesse inteira.

O fim do jantar ainda está longe e tudo pode acontecer. Mas se a fumaça começar a sair pela chaminé, não adianta fingir surpresa. Democracias não costumam morrer de forma dramática, elas vão sendo cozidas em fogo baixo, enquanto acordos inconfessáveis garantem que ninguém mexa no recheio do outro.

Bolsonaro mantém ‘boa evolução clínica’ após cirurgia no ombro, diz boletim médico

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) mantém boa evolução clínica após a cirurgia no ombro direito, segundo boletim médico divulgado pelo Hospital DF Star neste domingo (3). O procedimento foi realizado na sexta e durou cerca de cinco horas, incluindo o pré-operatório. Ele ocorreu sem intercorrências.

De acordo com o informe do hospital, Bolsonaro segue internado após ser submetido ao procedimento de reparo artroscópico do manguito rotador. Os médicos disseram, no comunicado, que o ex-presidente mantém boa evolução clínica e com bom controle da dor. As informações são do jornal O Globo.

“O hospital DF Star informa que o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro encontra-se internado após ser submetido a cirurgia de reparo artroscópico do manguito rotador à direita. Mantém boa evolução clínica e com bom controle da dor. Segue internado em apartamento para analgesia, medidas de prevenção de trombose e para reabilitação motora e funcional”, diz a nota.

Nas redes sociais, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também deu atualizações sobre o estado de saúde do marido. Segundo ela, Bolsonaro tem “boa evolução, com dor controlada”, mas não consegue ainda se alimentar sozinho.

A nota é assinada pelos médicos Alexandre Firmino Paniago, Claudio Birolini, Leandro Echenique, Brasil Caiado e Allisson B. Barcelos Borges. Segundo Paniago, ortopedista responsável pelo procedimento. A princípio, a alta está prevista para amanhã (4).

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o fim de março, após ter sido internado anteriormente para tratar uma broncopneumonia. A cirurgia no ombro foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após pedido da defesa, que apontou lesões e dores persistentes decorrentes de uma queda.

02 maio 2026

Prefeita Helbinha e deputado estadual Rodrigo Farias firmam compromisso por Trindade

 
Parceria viabiliza investimentos em saúde e pavimentação para o município

A prefeita de Trindade, Helbe Rodrigues (PSD), recebeu, nesta quinta-feira (30), a visita do deputado estadual Rodrigo Farias (PSB), em um encontro marcado pelo diálogo e pela construção de parcerias voltadas ao desenvolvimento do município.

Durante a agenda, foi firmado um compromisso conjunto com o futuro do município, garantindo a destinação de recursos importantes para atender demandas da população. 


Entre as ações anunciadas, estão investimentos de R$ 1 milhão destinado à a aquisição de novos equipamentos na área da saúde, além de obras de pavimentação asfáltica no povoado da Mangueira.

A prefeita destacou a importância da união de esforços para avançar em áreas essenciais, reforçando que a parceria representa mais oportunidades de melhorias concretas para a população trindadense.

O deputado Rodrigo Farias também ressaltou a satisfação em contribuir com o município, no intuito de trabalhar por novas conquistas e investimentos que fortaleçam o desenvolvimento local.

A iniciativa demonstra o alinhamento de objetivos entre as lideranças, com foco em ações que tragam benefícios diretos para a população e contribuam para o crescimento de Trindade.

Homicídio na Zona Rural de Trindade: Homem é morto a tiros no Sítio Abóbora


Um homicídio foi registrado na noite desta sexta-feira (1º), na zona rural de Trindade, no Sertão do Araripe. A vítima foi identificada como Cristiano Moura Pereira, morador do centro da cidade.

De acordo com informações do Boletim de Ocorrência da Polícia Militar (BOEPM), o crime aconteceu por volta das 20h56, em uma residência localizada no Sítio Abóbora. Ao chegar no local, a guarnição encontrou o corpo de Cristiano caído ao solo, já sem sinais vitais.

A perícia preliminar constatou que a vítima foi atingida por diversos disparos de arma de fogo, que concentraram-se na região do abdômen e das costelas. Até o momento, não há informações sobre a autoria ou a motivação do crime.

A Polícia Militar isolou a área para os trabalhos de praxe e o caso foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil local. Um Inquérito Policial (IP) foi instaurado para investigar o assassinato. O corpo foi removido e deve passar por exames no Instituto de Medicina Legal (IML).

Este é mais um crime violento que assusta os moradores da pacata região rural de Trindade, que agora aguardam respostas das autoridades de segurança.

Governadora Raquel Lyra comanda atuação integrada do Estado e vistoria áreas atingidas pelas chuvas

 

No final da tarde e início da noite desta sexta-feira (1⁰), a governadora Raquel Lyra comandou uma nova reunião com as secretarias e equipes do Governo do Estado que estão mobilizadas em atender a população afetada pelas fortes chuvas na Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata e Agreste. A reunião ocorreu no Centro Integrado de Operações de Defesa Social (CIODS) após sobrevoo feito pela governadora em áreas afetadas e vistoria em ruas de Olinda atingidas pelas chuvas. No encontro, participaram Bombeiros, Defesa Civil, Assistência Social e integrantes das pastas transversais para traçar um panorama das próximas ações e atualizar os balanços sobre a população.
 
O Corpo de Bombeiros está atuando desde o início das chuvas, sempre de prontidão, para atender as necessidades. Até o momento, 340 vítimas foram resgatadas pela operativa, com a utilização de 26 embarcações aquáticas. Entre as ocorrências atendidas, vieram a óbito duas mulheres e duas crianças no Recife. A Defesa Civil de Pernambuco registrou um total de 422 pessoas desabrigadas e 1.068 pessoas desalojadas. O órgão também já entregou materiais de ajuda humanitária, como 150 colchões, 300 lençóis e 38 kits de limpeza, ao município de Goiana.
 
“Nosso time segue mobilizado, trabalhando sem parar para salvar vidas e prestar assistência à população. O Governo de Pernambuco atua de forma integrada, junto com as prefeituras, para enfrentar esse momento difícil. Recebo com profunda tristeza a confirmação de quatro mortes causadas pelas fortes chuvas na Região Metropolitana. Em Dois Unidos, no Recife, uma mulher e seu filho de 6 anos perderam a vida após soterramento. Em Passarinho, em Olinda, uma mãe e seu bebê também vieram a óbito em um deslizamento de barreira. Como mãe, mulher, cidadã e governadora, minha solidariedade às famílias”, registrou a governadora Raquel Lyra.
 
O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Coronel Eduardo Araripe, falou sobre as ações da operativa. “Durante o dia de hoje, o Corpo de Bombeiros, foi acionado para diversas ocorrências, tanto na Região Metropolitana, como na Zona da Mata. Tivemos o resgate de 342 pessoas, e seguimos com o nosso efetivo de prontidão, também com o emprego de botes de salvamento. Reforçamos a orientação para que a população atingida busque ajuda através do número 193. Estamos trabalhando para atender da melhor forma possível a nossa sociedade”, explicou.

Lula, como Floriano, achou que podia tudo

 

Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360

É muito difícil alguém ir a Copacabana e não cruzar em algum momento a rua Barata Ribeiro. Ela está lá há mais de 100 anos. De uma simples picada aberta no fim do século 19, início do 20, ela virou uma das principais ruas do Rio, com seus 2.600 metros e um nome com muita história por trás.

Em 1920, a rua foi batizada com o nome de Cândido Barata Ribeiro (1843-1910), médico baiano que fez careira em São Paulo e depois no Rio. Era neto do jornalista e revolucionário Cipriano Barata (1762-1838), que no fim do século 18 e início do 19 participou de pelo menos três revoltas importantes: a Revolta dos Búzios ou Conjuração Baiana de 1798, a Revolução Pernambucana de 1817 e a Confederação do Equador em 1824, encerrada com o enforcamento de Frei Caneca.

Cipriano era um republicano incendiário e Cândido, mais comedido, herdou do avô o DNA da política. Cândido foi prefeito do Rio, nomeado pelo presidente Floriano. Acabou com os cortiços do centro da cidade, nos quais viviam milhares de pessoas em situação precária. Derrubados os cortiços, o povo foi viver nos morros e surgiram as favelas.

Naquele fim de século 19, o Brasil ainda engatinhava como República. Deodoro da Fonseca (1827-1892), líder do golpe contra a monarquia de 15 de novembro de 1889, renunciara e seu ministro da guerra, Floriano Peixoto (1939-1895), o general de ferro, assumiu o poder.

Floriano, alagoano como Deodoro, entrou em rota de colisão com o Senado. Queria porque queria dominar o Supremo Tribunal Federal, criado por decreto em 1890 e formalizado pela Constituição de 1891, da qual Rui Barbosa foi relator.

Rui não gostava de Floriano e vice-versa. Comandava o Senado Prudente de Morais— que depois se tornaria sucessor de Floriano e o primeiro presidente civil.

Floriano achou uma brecha na Constituição: os ministros tinham de ter notável saber (sem especificar qual) e reputação ilibada. Explorou essa brecha sem pudor. Indicou generais, médicos, burocratas. O que importava era a lealdade ao regime, não o currículo jurídico.

Assim, ele nomeou gente sem tradição jurídica, como Cândido Barata Ribeiro, que ficou na cadeira de ministro por 10 meses, mas o Senado acabou recusando sua nomeação argumentando que ele tinha “não só ignorância do direito, mas até uma grande falta de senso jurídico”. Não foi a primeira vez que Barata Ribeiro amargou um veto do Senado. Em 1893 passou por constrangimento semelhante ao ter seu nome rejeitado para prefeito do Distrito Federal.

Quando a República foi proclamada em 1889, o Brasil entrou num período de instabilidade que poucos imaginavam ser tão violento. Marechal Floriano Peixoto, governou de 1891 a 1894 em meio a duas guerras civis simultâneas: a Revolução Federalista, no Sul, e a Revolta da Armada, no Rio de Janeiro. Para controlar seus adversários, decretou estado de sítio e mandou prender opositores.

O problema era o Supremo Tribunal Federal. A Corte começou a conceder habeas corpus a presos políticos, muitos detidos por ordem direta do presidente. Irritado, Floriano explodiu: “Se os ministros do tribunal concederem ordens de habeas corpus contra os meus atos, eu não sei quem amanhã dará aos ministros os habeas corpus que eles, por sua vez, necessitarão“.

A solução encontrada por Floriano foi ocupar o STF com aliados — uma tradição que se manteve. Mas isso tinha de ser feito de forma discreta.

Não era apenas uma questão técnica. Era uma guerra institucional. Floriano queria um STF dócil e o Senado queria dar um freio no Executivo. Barata Ribeiro foi a vítima mais ilustre desse embate, por razões jurídicas e políticas.

Ao todo, o Senado rejeitou cinco indicados de Floriano em 1894: além de Barata Ribeiro, foram barrados dois generais sem formação jurídica (Ewerton Quadros e Demóstenes Lobo) e dois bacharéis considerados sem o brilho (Galvão de Queiroz e Antônio Sève Navarro).

Derrotado repetidamente, Floriano foi obrigado a indicar nomes com maior respaldo técnico, que acabaram aprovados. Deixou o poder em novembro daquele mesmo ano, sucedido por Prudente de Morais.

Depois de 1894, o Senado nunca mais rejeitou um indicado ao STF. Por 132 anos, a sabatina foi, na prática, uma formalidade. Presidentes negociavam nos bastidores, evitavam nomes polêmicos e o resultado era sempre o mesmo: aprovação. O episódio de Floriano havia ensinado uma lição que presidentes e senadores internalizaram tão bem que o conflito aberto se tornou impensável.

O equilíbrio durou até 29 de abril de 2026, quando o Senado rejeitou por 42 votos a 34 a nomeação de Jorge Messias, advogado-geral da União indicado pelo presidente Lula para a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. O problema não era Messias, como não era Barata Ribeiro. Era o presidente da República.

A rejeição de Messias era evidente. Os sinais, claríssimos. Lula achou que podia tudo e seguiu numa marcha da insensatez, cometendo engano em cima de engano. Se indicasse o senador Rodrigo Pacheco, como queria a cúpula do Senado, teria feito melhor negócio. Não houve traição, porque o trabalho contra a nomeação de Messias foi feito abertamente. Lula achou que bastava gastar muito dinheiro para conseguir o que queria. Alcolumbre mostrou que dinheiro não é tudo, embora seja muito importante.

Tanto em 1894 quanto agora, havia uma disputa de poder em curso. E em ambos os casos, o STF estava no centro de disputas sobre os limites do poder. Em 1894, o conflito era de Floriano contra o Senado e o Supremo ao mesmo tempo: ele queria um tribunal submisso e o Senado se recusou a entregar. Em 2026, o Senado deu um recado ao STF e ao Executivo, mostrando que ninguém pode tudo.

Lula na sua campanha para a nomeação de Jorge Messias apostou mais nas emendas do que na política. Lembra uma história contada pelo ex-governador e senador do Paraná Roberto Requião, sobre uma das eleições que disputou.

Um belo dia os cabos eleitorais de Requião o procuraram para contar das propostas financeiras do banqueiro José Eduardo de Andrade Vieira, então dono do banco Bamerindus, para mudarem de lado. Requião pragmático, nem quis ouvir o resto da história: “Peguem o dinheiro do Zé do Banco e votem em mim”. Dito e feito, Requião eleito.