É triste ouvir políticos veteranos comportando-se como crianças. Porque, fora a safadeza, isso de dizer "eu sou ladrão, mas foi ele que começou" é infanto-juvenil: se é ladrão, fora da lei, que seja investigado e julgado. Se o adversário também é ladrão, que também seja investigado e julgado. Não é porque os ladrões estão em partidos adversários que a ladroeira de um compense a do outro.A moda agora é reclamar da demora no julgamento do Mensalão mineiro, como se isso tornasse injusto o julgamento do Mensalão. Só que uma coisa não tem nada a ver com outra: os responsáveis pelo Mensalão mineiro têm de ser julgado, e logo, mas não para compensar o processo contra os réus do Mensalão.
Um criminoso não pode deixar de ser punido porque outros criminosos ainda não o foram. E não se trata apenas do Mensalão mineiro (onde há pelo menos um tucano que já foi importante, Eduardo Azeredo, ex-presidente nacional do PSDB, ex-governador de Minas, há gente que mudou de lado, como Marcos Valério, há amplo material para julgamento).
Há o escândalo da Bancoop, o do Banestado, o da Alstom-Siemens (cartel dos trens urbanos de São Paulo, com eventual propina), o desvio do ISS da Prefeitura paulistana, que já derrubou um secretário do prefeito Haddad (PT). O que não falta é caso para ser investigado. Que a filiação política não seja levada em conta: o que se vê nas propinas paulistanas, por exemplo, é uma aliança pluripartidária para delinquir - vulgo "quadrilha".
"Mamãe, foi ele que começou". E daí? Daí, o final tem de ser nos tribunais.
"Mamãe, foi ele que começou". E daí? Daí, o final tem de ser nos tribunais.

Nada divide tanto os brasileiros como a concepção do papel que o Estado deve ter em suas vidas. É o que mostra a mais completa pesquisa do Datafolha sobre as inclinações ideológicas do país. 
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou ontem o pedido do ex-ministro José Dirceu para trabalhar como gerente em um hotel e a apreensão de 445 kg de cocaína em um helicóptero do deputado estadual Gustavo Perrella (SDD-MG) para criticar a imprensa e alfinetar os adversários do PT. 

O senador Aécio Neves (PSDB-SP) classificou como natural a aproximação entre PSDB e PSB nas eleições de 2014 e citou as alianças entre as legendas em São Paulo, Minas Gerais e na cidade de Campinas, onde participou de um encontro com empresários nesta sexta-feira.
