Historicamente, os debates na TV Globo, embora em horários não tão nobres, quando os trabalhadores que acordam cedo para a labuta do dia a dia já dormem, ainda exercem forte influência no eleitorado, especialmente entre os indecisos, que só se ligam ao ambiente eleitoral bem próximo ao pleito.
Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) se confrontam na próxima quinta-feira na telinha global, mas em Pernambuco e nos demais estados os candidatos a governador medem forças hoje, logo após a novela “Quem ama cuida”, por volta das 22 horas. Na Globo Pernambuco, o encontro será mediado pelo apresentador Márcio Bonfim e terá transmissão ao vivo também pelo g1, Globoplay e pela rádio CBN, direto da sede da emissora, no bairro de Santo Amaro.
Participam do debate Ivan Moraes, do PSOL; João Campos, do PSB; e Raquel Lyra, do PSD, candidata à reeleição. Foram convidados, conforme determina a lei, os candidatos de partidos, coligações e federações com representação no Congresso Nacional de ao menos cinco parlamentares.
O debate terá quatro blocos e não contará com plateia. As regras, bem rígidas, foram previamente discutidas com as assessorias dos respectivos candidatos. Os blocos mais importantes e que geram expectativas são os de perguntas entre os candidatos, em dois dos quatro blocos.
Dados históricos apontam que cerca de 70% dos telespectadores assistem aos debates da Globo com um candidato já escolhido, tendendo a enxergar o próprio favorito como o vencedor do confronto. Os 30% restantes do público ou eleitores indecisos são os mais suscetíveis a serem impactados pelo desempenho dos candidatos, o que pode alterar ou consolidar intenções de voto na reta final da eleição.
Conforme pesquisas recentes divulgadas pela revista Veja, sabatinas e confrontos diretos na televisão continuam figurando entre os formatos de maior potencial persuasivo durante o período de campanha, daí a preocupação de Raquel e João, que devem passar o dia de hoje se preparando para o duelo global.
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