Após a manifestação do candidato, o jurídico da Frente Popular de Pernambuco, coligação que sustenta João, acionou o Ministério Público Eleitoral (MPE) para pedir a apuração da autoria, produção e divulgação dos cartazes.
Em vídeo publicado nas redes sociais, João classificou o material como um “completo absurdo” e reagiu a eventuais tentativas de relacioná-lo à sua campanha.
“Esses panfletos apócrifos que estão circulando hoje, isso é um completo absurdo. E qualquer pessoa que queira atribuir isso a mim ou à minha candidatura vai responder criminalmente à Justiça brasileira”, declarou.
Os cartazes foram encontrados em pontos do Recife neste domingo e não apresentam identificação de autoria. Parte das peças faz referência à morte do marido de Raquel, Fernando Lucena, ocorrida em 2022.
Um dos materiais traz uma fotografia da governadora acompanhada da frase “Ela matou o marido para ganhar a eleição”. Outro utiliza uma montagem em que Raquel aparece ao lado de Elize Matsunaga e Flordelis, sob a expressão “Matadoras de maridos”.
Também circulou uma peça com uma imagem manipulada em que Raquel aparece abraçada ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), acompanhada dos dizeres “Chapa anti-Lula”.
Ao condenar o conteúdo, João Campos lembrou a morte do pai, o ex-governador Eduardo Campos, durante a campanha presidencial de 2014, e mencionou também a perda de Fernando Lucena por Raquel durante a eleição estadual de 2022.
“Eu perdi meu pai durante uma eleição, a candidata Raquel perdeu um marido durante a eleição. E eu não admito nem que a minha família, nem que nenhuma família seja atacada nessa eleição. Isso está fora da política. Isso é um absurdo”, afirmou.
O socialista disse que recorreria à Justiça para pedir que a origem dos materiais fosse investigada.
“Eu estou entrando agora também à Justiça para que possa investigar esses panfletos. Para que a Justiça Eleitoral investigue de forma rigorosa, descubra quem fez e possa punir na forma mais severa da lei. Porque a democracia não permite isso”, declarou.
João afirmou ainda que seguirá a campanha com foco em propostas e disse que pretende manter o respeito às candidaturas adversárias.
Frente Popular aciona Ministério Público Eleitoral
Em seguida, a Frente Popular informou que seu jurídico acionou o Ministério Público Eleitoral para requerer a apuração da autoria, produção e divulgação dos materiais.
Na manifestação, a coligação também negou qualquer participação na produção ou disseminação dos cartazes.
“A Frente Popular repudia de forma categórica esse tipo de prática e defende que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados na forma da lei. A coligação reafirma que não possui qualquer participação na produção ou disseminação desse material”, afirmou.
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