Lauro Jardim - O Globo
As eleições de 2014 custaram R$ 5,1 bi. As municipais do ano que vem, segundo especialistas, devem custar, no mínimo, em torno de R$ 2 bi. Proibida a doação pelas empresas, com a aprovação pelo Supremo do voto do relator, ministro Luiz Fux, a União é quem vai bancar o pleito. A doação de pessoas físicas foi mantida mas elas são marginais. Na Comissão de Orçamento, seus integrantes garantem que, em tempos de crise, não há nem haverá recursos para sustentar a eleição com dinheiro público.
A lei eleitoral, que vinha sendo debatida no Congresso, mantinha a doação de empresas. Mas impunha teto para esse financiamento e para o custo das campanhas. Os partidos teriam de reduzir em 30% os gastos. Em 2014, o custo total foi de R$ 5,1 bi. Em 2018, o gasto máximo seria de R$ 3,5 bi. Além disso, haveria a redução com a diminuição da propaganda na TV (35 dias) e do tempo de campanha (45 dias). As empresas teriam teto para doar, 2% da receita no ano anterior. E as que tivessem contratos com governos federal, estadual e municipal ficariam impedidas de doar. Agora, para mudar a decisão do STF, o Congresso terá que aprovar uma PEC. Essa, provavelmente, voltará para exame do STF.





Interlocutores dizem que o petista 'irá para a rua' em favor das medidas
A crítica de Armando Monteiro anteontem ao corte de despesas, a estocada de Eliseu Padilha em Dilma na frente dela na semana passada e as sucessivas recusas de Renato Janine Ribeiro em acompanhar a presidente mostram como é frágil a posição de Dilma, avalia Lauro Jardim, na sua coluna da Veja.
Da Folha de S.Paulo – Marcelo Toledo e Valdo Cruz
Governadores tucanos já avisaram a líderes no Congresso que não pretendem dedicar esforços para a aprovação da CPMF. Ainda assim, o Planalto conta com o “desespero” de alguns dos chefes de Executivos para conseguir apoio de deputados. Vera Magalhães, na Folha de S.Paulo desta quarta-feira.