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27 outubro 2026

O que se sabe sobre a possível fuga de Flávio Bolsonaro

 

A Polícia Federal apura, junto às autoridades argentinas, se o senador Flávio Bolsonaro (PL) deixou o país após ser derrotado, neste domingo, no segundo turno presidencial pelo presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante a madrugada, o site argentino Infobae reportou que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou à Argentina, em Puerto Iguazú, e estaria em rota para os Estados Unidos em um voo particular.

A possível viagem ocorre após Flávio ser intimado à Polícia Federal para que entregasse seus passaportes em 24 horas. A ordem foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A PF apurou que, desde então, o senador não passou por nenhum ponto regular de migração brasileira. O político não se manifesta nas redes sociais desde a noite desta segunda. As informações são do portal O Globo.

Flávio é investigado em dois inquéritos que tramitam no STF. Em um deles, é suspeito, ao lado do advogado Willer Tomaz, de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas. Ele também é alvo de outro inquérito que investiga o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de seu pai.

Veja o que se sabe, até agora:

Durante a madrugada, o site argentino Infobae reportou que o senador brasileiro Flávio Bolsonaro teria deixado o Brasil e estaria viajando para os Estados Unidos em um voo particular, com partida prevista de Puerto Iguazú, na província de Misiones, às 2h da manhã, horário local, nesta terça-feira.

Segundo o site, Flávio teria cruzado a fronteira para a Argentina utilizando seu documento de identidade nacional. De Puerto Iguazú, ele teria viajado para os Estados Unidos a bordo de uma aeronave Gulfstream G400, matrícula LV-JQW, pertencente à empresa Baires Fly SA. A empresa solicitou liberação alfandegária e de imigração para quatro passageiros e três tripulantes.

A informação, porém, não foi confirmada oficialmente.

Ontem, por volta de 20h, um comboio saiu da casa de Flávio Bolsonaro no Lago Sul, em Brasília. Não se sabe se o senador e a família estavam em algum dos carros.

Em meio às especulações sobre uma possível saída do Brasil após a derrota eleitoral e a determinação de apreensão de seu passaporte, a reportagem procurou Flávio Bolsonaro (PL) em sua residência, em Brasília, hoje, para tentar confirmar se o senador permanecia no país. A reportagem solicitou à portaria do condomínio que interfonasse para a casa do parlamentar e se identificou como integrante do jornal.

O porteiro confirmou que havia pessoas na residência e que o pedido de contato tinha sido encaminhado à casa, mas afirmou que não poderia dizer se Flávio estava no local.

O avião citado pelo Infobae – um Gulfstream G400 LV-JQW fabricado em 2004 pela Gulfstream Aerospace, de matrícula LV-JQW – saiu de Buenos Aires para Puerto Iguazú, na segunda, às 22h20.

De acordo com o jornal La Nación, o avião estava programado para decolar novamente às 2h da manhã com quatro passageiros – o destino não foi especificado. A partida foi cancelada, contudo, porque um dos passageiros do voo não se apresentou, de acordo com fontes da Polícia de Segurança Aeroportuária (PSA) familiarizadas com as operações no aeroporto de Misiones.

Segundo a polícia de Misiones, o avião permanece em Puerto Iguazú. Os pilotos são cidadãos argentinos.

Flávio ainda não entregou passaportes

O colunista do GLOBO Lauro Jardim reportou que a PF está checando com as autoridades argentinas se existe alguma confirmação sobre um suposto ingresso de Flávio Bolsonaro naquele país.

Segundo a colunista Bela Megale, do GLOBO, Flávio ainda não entregou seus passaportes à PF. O candidato derrotado na eleição havia combinado com integrantes de sua defesa que atenderia à intimação e entregaria os documentos às autoridades nesta manhã (27), o que ainda não ocorreu. Aliados e advogados tentam contato com o senador, sem sucesso.

Questionado se Flávio está no Brasil, o senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha do candidato do PL, respondeu que “sim”. Em seguida, encaminhou uma reportagem da Bloomberg com uma declaração de Fabián Fernández, secretário de Comunicação e Imprensa do governo argentino, de que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro não entrou no país.

Com a repercussão da reportagem do Infobae, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) ironizou a possibilidade de fuga do irmão. “Sim. E é o Elon Musk que está mandando um foguete”, respondeu ele ao UOL, ao ser questionado se o conteúdo do Infobae procedia.

Na sexta-feira, dois dias antes do segundo turno, Eduardo defendeu que Flávio deixasse o país caso perdesse a eleição.

À agência Bloomberg, nesta terça, a assessoria de imprensa do presidente argentino, Javier Milei, negou que Flávio Bolsonaro tenha entrado na Argentina. Alinhado ao bolsonarismo, o líder argentino é o único das Américas que não se pronunciou, até o momento, sobre a vitória de Lula.

Além disso, o Ministério da Segurança, chefiado por Alejandra Monteoliva, informou ao jornal La Nación não haver registro da entrada de Flávio Bolsonaro no país. A Polícia de Segurança Aeroportuária (PSA), a Gendarmaria e a Polícia Federal estão sob a jurisdição da pasta.

Com alcance máximo de 7.800 km, o G400 enquadra-se na categoria de jatos executivos de cabine larga com desempenho intercontinental, capaz de cumprir rotas típicas como São Paulo–Miami em voo direto. A distância entre Puerto Iguazú, no extremo norte da Argentina, e destinos clássicos na Flórida, como Miami ou Orlando, é bem menor do que esse teto de alcance, o que permite um voo direto em termos de combustível e reservas.

Aliados e advogados tentam falar com Flávio, mas não conseguem contato

 

Aliados e advogados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tentam falar com o senador desde o início da manhã de hoje para saber se ele deixou ou não o Brasil. O movimento acontece após o site argentino “Infobae” publicar, durante a madrugada, uma notícia de que Flávio teria deixado o Brasil pela fronteira com a Argentina.

A coluna do jornalista Igor Gadelha entrou em contato, pela manhã, com um advogado da campanha de Flávio e com aliados do senador como o publicitário Marcello Lopes, o Marcellão. Até as 9h30, todos responderam que não teriam conseguido falar com o senador. Os últimos contatos bem-sucedidos teriam sido ontem.

A reportagem também procurou Flávio diretamente por telefone na manhã da terça-feira, mas o candidato derrotado do PL não atendeu, nem respondeu às mensagens. Por volta das 7h30, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio, negou que o aliado tenha deixado o Brasil.

PF aciona autoridades da Argentina para checar possível fuga de Flávio

 

Metrópoles

A Polícia Federal (PF) brasileira entrou em contato com autoridades da Argentina, na manhã de hoje, para checar se o senador Flávio Bolsonaro (PL) viajou para o exterior por meio de algum aeroporto do país vizinho.

A checagem está sendo feita após o site argentino “Infobae” publicar, durante a madrugada, uma notícia de que Flávio teria deixado o Brasil pela fronteira com a Argentina, de onde viajaria aos Estados Unidos em um jatinho particular.

Segundo fontes da cúpula da PF, Flávio não passou por nenhum ponto regular de migração brasileira nas últimas horas. Fontes da corporação admitem, porém, que haveria como o senador cruzar a fronteira sem passar por fiscalização.

A notícia foi publicada horas após vir à tona que o ministro do STF Alexandre de Moraes havia ordenado que Flávio entregasse todos os seus passaportes à Polícia Federal, inclusive os de outra nacionalidade.

À coluna, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de flávio, negou à coluna que o candidato tenha deixado o Brasil. “Não saiu”, disse Marinho à coluna na manhã desta terça-feira (27/10).

Com Fontelles cotado para a Fazenda, ala petista do Nordeste e jovens ganham espaço para quarto mandato de Lula

 

O Globo

A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva para o quarto mandato fortaleceu o PT do Nordeste, que assumiu a linha de frente da campanha no segundo turno. Um dia depois do triunfo eleitoral sobre Flávio Bolsonaro (PL), com a pressão do mercado financeiro e o derretimento da Bolsa, o governador do Piauí, Rafael Fonteles, passou a ser cotado para o ocupar o cargo de maior destaque na Esplanada, o Ministério da Fazenda. Outro que deve ter participação central é o senador Camilo Santana (PT-CE), apontado como um nome para a Casa Civil.

Para o posto de chefe da equipe econômica, além de Fonteles, é citado o vice reeleito, Geraldo Alckmin, que teve uma atuação relevante na segunda etapa do pleito. Durante quase todo o terceiro mandato do petista, Alckmin acumulou o cargo de ministro da Indústria e Comércio.

Mobilização digital

Com forte mobilização social nas semanas finais das eleições, o novo governo deve aproveitar a atuação de parlamentares jovens nas redes sociais e o trabalho do deputado reeleito André Janones (Rede-MG), que administrou o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, com mais de 10 milhões de usuários.

A temporada de negociações para a formação do governo se inicia, porém, com uma incógnita relevante: o destino do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad. Antes das eleições, ele era dado como praticamente certo para ocupar a Casa Civil.

Mas, como seu desempenho para o governo de São Paulo foi abaixo do esperado, outros nomes do PT, como Camilo Santana, passaram a ser cotados para o principal posto do governo, ainda que o paulista siga no páreo.

Haddad passou a ser considerado também para pastas como o Ministério das Relações Exteriores (MRE). Um aliado diz ser preciso nacionalizar a imagem de Camilo para projetá-lo como possível sucessor de Lula. O ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência) e Haddad também devem buscar destaque.

A proximidade de Haddad com Lula conta a seu favor, mas outros protagonistas emergiram do segundo turno. Aliados dizem que Haddad não quer voltar à Fazenda ou à Educação, nem assumir uma pasta com disputas internas. Pessoas próximas afirmam que ele considera retomar as aulas na Universidade de São Paulo (USP) e ficar fora do governo.

No caso do MRE, a justificativa seria que é uma pasta de peso, à altura do tamanho político de Haddad e que mantém a proximidade dele com o presidente, que tem na diplomacia um tema muito caro.

Além disso, o ex-chefe da economia teve um certo protagonismo na agenda das finanças internacionais, em fóruns como G20, Brics e na própria COP30. Com a boa interlocução que construiu no exterior, poderia ajudar Lula no esforço de acalmar o capital internacional.

Ao destino de Haddad está atrelado o do ministro da Fazenda, Dario Durigan. Com o forte estresse ontem no mercado financeiro, Lula será pressionado a dar sinalizações mais relevantes e rápidas sobre qual será o rumo econômico nesse quarto mandato, que muitos aliados dizem que já começa hoje.

No terceiro mandato, Lula distribuiu ministérios a partidos de centro — PP, União Brasil, MDB, PSD e Republicanos — em busca de governabilidade, mas a relação com o Legislativo teve altos e baixos.

Partidos aliados

O petista deve trabalhar pela recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União -AP) às presidências da Câmara e do Senado; ambos devem influenciar a escolha da equipe.

A Esplanada pode incluir lideranças de partidos que apoiaram formalmente Flávio no segundo turno, mas permaneceram com Lula, sobretudo alas do MDB e do PSD e quadros nordestinos do Republicanos, PP e União Brasil.

Ministros bem avaliados podem continuar, ainda que em outras funções, como Esther Dweck (Gestão), Leonardo Barchini (Educação) e Fernanda Machiaveli (Desenvolvimento Agrário). Lula pode também acomodar Gleisi Hoffmann (PT-PR), que foi derrotada na disputa ao Senado, e José Guimarães, que ficou no governo a pedido de Lula e não concorreu.

No domingo, após a vitória, personalidades no palco no discurso da vitória evidenciaram uma campanha mais diversa e mais jovem. Além de Camilo, Fonteles e Janones, estavam jovens parlamentares, como o deputado federal eleito Guilherme Cortez (PSOL-SP), Ana Elisa (PT-MG), Luna Zarattini (PT-SP) e Erika Hilton (PSOL-SP).

Presidente da China parabeniza Lula por reeleição e fala em ‘relação mais proeminente’ com Brasil

 

O presidente chinês, Xi Jinping, parabenizou, hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela reeleição e falou em “relação mais proeminente” com o Brasil.

A China é o principal parceiro comercial do Brasil no mundo. Xi Jinping ainda não tinha se pronunciado após o resultado da eleição no Brasil.

Segundo a agência de notícias estatal chinesa Xinhua, Xi enviou uma mensagem à Lula desejando parabéns e destacou que o brasileiro “tem dado importantes contribuições para o desenvolvimento das relações China-Brasil”.

“Nos últimos anos, o presidente Lula e eu mantivemos estreita comunicação por diversos meios, liderando conjuntamente a construção de uma comunidade China-Brasil com um futuro compartilhado para um mundo mais justo e um planeta mais sustentável, rumo a novos progressos”, disse o presidente chinês. “A natureza global, estratégica e de longo prazo da relação bilateral tornou-se mais proeminente, servindo como modelo de unidade e cooperação entre os países do Sul Global”, completou.

Xi Jinping, ainda de acordo com a Xinhua, se disse “disposto a trabalhar com o presidente Lula para conduzir a construção da comunidade China-Brasil com um futuro compartilhado a novos patamares, abrindo perspectivas mais amplas para a cooperação estratégica abrangente entre os dois países e aprimorando continuamente o bem-estar dos dois povos”.

O vice-presidente da China, Han Zheng, também enviou uma mensagem ao vice-presidente Geraldo Alckmin pela reeleição, disse a Xinhua.

Fux mantém proibição de bets e convoca audiência com governo, setor de apostas e times de futebol

 

O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), manteve válida a MP (medida provisória) de Lula (PT) que proíbe o funcionamento de bets no Brasil, mas convocou audiência pública para discutir a possibilidade de um acordo entre o governo federal, empresas do setor de apostas e times de futebol.

A reunião acontecerá no dia 3 de novembro, terça-feira, às 10h, de acordo com o despacho do ministro desta segunda-feira (26). As informações são da Folha de S. Paulo.

Fux analisa um pedido feito pela ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias) para derrubar a MP.

No fim de setembro, a entidade solicitou que voltassem a valer as outorgas pagas pelas empresas, de R$ 30 milhões, para operar no país, e citou riscos de que o veto causasse a migração de apostadores para sites clandestinos.

No início deste mês, o ministro pediu manifestação à AGU (Advocacia-Geral da União), que representa os interesses do governo federal na Justiça. O órgão tem defendido que a chamada Lei das Bets é inconstitucional por não assegurar proteção suficiente a bens fundamentais, como a saúde e a dignidade humana.

Apesar do pedido de urgência da ANJL, a decisão não foi tomada durante o processo eleitoral, pois se avaliou que poderia ser interpretada como uma interferência. A audiência pública se mostrou necessária por causa dos impactos econômicos para o futebol brasileiro e para outros setores da economia sob o ângulo da segurança jurídica.

As apostas esportivas foram liberadas por Michel Temer (MDB), mas não foram regulamentadas no prazo pelo governo Jair Bolsonaro (PL). Isso fez com que a atividade explodisse no Brasil em meio a um vácuo legal, que contribuiu para a proliferação de empresas irregulares e com sede em paraísos fiscais.

O terceiro governo Lula, sob a expectativa de ampliar a arrecadação da União, decidiu regulamentar o setor e, com o Congresso, acrescentou ao escopo da área os jogos online, como cassinos e o tigrinho. A nova lei foi aprovada em 2023.

Estudos relacionam as apostas online com o endividamento familiar brasileiro e com problemas de saúde, como a ludopatia. Entre 2018 e 2025, o SUS (Sistema Único de Saúde) registrou aumento de 140% nos atendimentos relacionados ao jogo patológico.

Diante do crescimento de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas de intenção de voto para as eleições de 2026, parte da campanha de Lula passou a defender a proibição das apostas online como forma de impulsionar a campanha do petista.

O veto às apostas de quota fixa —que inclui apostas esportivas, cassinos e o tigrinho — foi oficialmente anunciado a menos de dez dias do primeiro turno. No mesmo dia, o governo lançou uma nova fase do Desenrola, programa de renegociação de dívidas.

A MP de Lula foi criticada por entidades representantes do setor de apostas e por parte dos clubes de futebol, que têm nas bets parte importante de suas respectivas fontes de renda, principalmente por meio de patrocínios.

Na ação ajuizada no Supremo, a ANJL argumenta que a proibição causou o rompimento de uma relação jurídica com o próprio Estado, além de colocar em xeque contratos com clubes, emissoras de televisão e outros entes privados.

O caso ficou com o ministro porque ele já era o relator de três ADIs (Ações Diretas de Inconstitucionalidade) que tratam da lei geral do setor, aprovada em 2023 e alterada pela medida provisória do governo Lula.

Fux já tratou do tema em outras ocasiões. Chegou a chamar as bets de “nova atividade mercadológica deletéria” durante um julgamento sobre criminalização de jogos de azar focado nos estabelecimentos físicos.

Nesse mesmo processo, porém, defendeu que a análise sobre essa criminalização deveria ficar restrita à Lei de Contravenções Penais, enquanto outros ministros defenderam que as apostas online também deveriam ser contempladas. O julgamento foi interrompido por pedido de vista do ministro Flávio Dino.

Comparecimento às urnas em Pernambuco foi maior no segundo turno

 

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) registrou maior participação do eleitorado no segundo turno da eleição do que no primeiro. Do total de eleitores aptos a votar no estado, 15,18% estiveram ausentes, três pontos percentuais abaixo da porcentagem registrada em 4 de outubro (18,17%).

O segundo turno também marcou uma ampliação de votos válidos para Lula em comparação ao primeiro turno. O petista passou de 3.553.971 (63,45%) para 4.117.513 (69,20%). Já Flávio Bolsonaro, que havia recebido 1.738.043 votos (31,03%) na primeira etapa, somou mais 94.511 votos, ficando com 1.832.554 (30,80%). As informações são da Folha de Pernambuco.

Com 100% das urnas apuradas em Pernambuco, a diferença entre o total de votos válidos do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) foi de 2.284.959 votos. 

No Recife, maior colégio eleitoral de Pernambuco, o petista obteve 61,27% dos votos válidos, contra 38,73% do adversário.

Balanço do pleito
A votação foi encerrada às 19h, duas horas após o horário previsto na legislação eleitoral, em razão de decisão liminar do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), comunicada aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques. 

Após a prorrogação, o presidente do TRE-PE, desembargador Erik Simões, encerrou às 19h a sessão solene instalada às 8h do domingo, com agradecimentos às forças de segurança, aos servidores da Justiça Eleitoral e aos cerca de 100 mil voluntários (mesários, adminsitradores de prédio e pessoal de apoio aos cartórios) que atuaram no pleito.

O desembargador fez um balanço positivo do segundo turno no estado. Segundo ele, a Secretaria de Defesa Social (SDS) registrou menos de 50 ocorrências ao longo do dia, o que evidencia o clima de tranquilidade da votação em Pernambuco. 

Simões também destacou a atuação do Tribunal diante da redução da frota de ônibus na Região Metropolitana do Recife (RMR), que dificultou o deslocamento de eleitores. Ao longo do dia, o TRE-PE determinou, em decisões liminares, o restabelecimento da oferta de ônibus e o funcionamento regular e gratuito do Metrô do Recife. Com a prorrogação do horário de votação, a gratuidade do transporte público na RMR foi estendida até as 21h30.

Urnas eletrônicas
O índice de substituição de urnas eletrônicas no estado se manteve baixo ao longo do segundo turno. Até as 19h, 80 equipamentos foram substituídos, de um total de 22.694. O número é menor que o registrado no primeiro turno, quando 123 urnas foram substituídas por quebra, falha ou defeito.

Janones é convidado a ajudar Pedro Sánchez nas eleições espanholas

 

O deputado federal André Janones foi convidado a ajudar o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, do Partido Socialista Operário, nas eleições do país. A coluna teve acesso ao relato da articulação para levar o parlamentar à Espanha.

Janones é a maior liderança política surgida nas últimas duas eleições presidenciais no Brasil. Seu papel na reação da campanha petista foi decisivo. Sem Janones, não haveria Lula 4. É um fato. As informações são do Metrópoles.

As manifestações orgânicas de rua que levaram à vitória de Lula começaram com o Exército de Janones, criado pelo deputado em seu canal monetizável. A mobilização ganhou as ruas impulsionada pela força política e pela capacidade de trabalho que Janones demonstrou ao longo da campanha.

O contato foi intermediado, e uma conversa deverá tratar da participação do deputado, da viagem e até das despesas. Ainda não há confirmação de que Janones aceitou o convite, mas a tendência é a de que ele aceite.

As eleições espanholas estão marcadas para 29 de novembro.

Carta aberta ao presidente Lula pela segurança pública como direito fundamental

 

Por Áureo Cisneiros*

Meu caro presidente Lula,

Receba meus parabéns pela histórica vitória e pela bela demonstração de democracia que o povo brasileiro protagonizou durante a sua campanha. Foi algo grandioso, emocionante e histórico. Uma alegria de ver, de viver e de participar, e também a certeza de que escolhemos o lado certo da história, que será implacável com a omissão e o silêncio de tantos.

Como sindicalista e presidente do SINPOL, dirijo-me ao senhor para propor uma ampla e democrática escuta da sociedade civil e dos trabalhadores da segurança pública. O Brasil precisa reunir essas vozes para construir um grande pacto nacional pelo direito à segurança pública e para enfrentar, com firmeza e inteligência, o crime organizado que tanto aflige o nosso país.

Garantir segurança pública é também proteger a soberania nacional. É assegurar que cada território brasileiro pertença, de fato, à população: aos trabalhadores, às famílias e às comunidades que vivem sob a ameaça e o controle de organizações criminosas. Precisamos unir esforços para extirpar, de uma vez por todas, o crime organizado e devolver esses territórios à cidadania.

Chegou a hora de o Brasil construir uma grande frente nacional pela segurança pública como direito fundamental, e não apenas como serviço prestado pelo Estado. Um direito que precisa ser garantido a todas as pessoas, com políticas públicas permanentes, integração entre os entes federativos e compromisso com a democracia e a cidadania.

Essa construção exige reconhecer que não existe segurança pública de qualidade sem profissionais valorizados. É preciso garantir direitos, oferecer condições dignas de trabalho, promover a valorização salarial e cuidar da saúde mental de quem está diariamente na linha de frente. Valorizar esses trabalhadores é fortalecer as instituições e melhorar a proteção oferecida à sociedade.

Há mais de dez anos, atuo como sindicalista progressista e lulista. Nesse percurso, aprendi que desafios nacionais dessa dimensão só podem ser enfrentados com diálogo, participação e união. E é justamente o diálogo que mais cobro: diálogo entre os governos, os profissionais da segurança pública, suas entidades representativas, pesquisadores, acadêmicos e a sociedade. Defendo um grande mutirão nacional que reúna essas vozes para construir, coletivamente, os caminhos para uma segurança pública democrática e efetiva.

Presidente Lula, o país precisa pactuar um projeto nacional que trate a segurança pública como um direito de todos e uma responsabilidade compartilhada. Um projeto capaz de proteger vidas, recuperar territórios para a cidadania e assegurar dignidade tanto à população quanto aos profissionais que a protegem.

Nós, sindicalistas e demais representantes classistas das forças de segurança, estamos prontos para colaborar, em nome da segurança pública do nosso país, na construção desse pacto e de caminhos concretos para acabarmos com o crime organizado.

Estamos certos de que o Brasil vai avançar nessa direção. Mas, para isso, é necessário abrir espaço para a escuta, construir consensos e transformar a segurança pública em uma prioridade democrática e nacional.

*Presidente do SINPOL

Lula posta foto ao lado de Hugo e Alcolumbre após reunião no Alvorada

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou nesta segunda-feira (26) em seu perfil no Instagram uma foto ao lado dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e Davi Alcolumbre (União-AP).

A publicação foi feita após reunião entre os três, no Palácio da Alvorada, em Brasília, para discutir pautas legislativas. O encontro durou cerca de 1 hora e 30 minutos. Para além das discussões políticas, a visita foi de cortesia. Os presidentes do Legislativo, que ajudaram na reeleição de Lula, foram parabenizar o petista pelo quarto mandato.

“Os brasileiros esperam de nós resultados. Temos muito trabalho pela frente”, disse Alcolumbre em nota após o encontro. “Diálogo, respeito institucional e compromisso com o futuro. Estivemos hoje com o presidente Lula para cumprimentá-lo e desejar êxito no novo mandato, reafirmar nosso compromisso de harmonia entre os Poderes e o trabalho conjunto do Congresso pelo avanço do Brasil”, afirmou Motta em seu perfil no X. As informações são da CNN.

Os três se reuniram pela última vez em agosto. Na ocasião, eles discutiram os projetos que seriam pautados na semana de esforço concentrado de setembro no Congresso. Eles destravaram o avanço das PECs do fim da escala de trabalho 6×1, da Segurança Pública e o PL dos minerais críticos.

A ideia do petista é compor com os dois presidentes para uma próxima gestão, já que esta será a maior oposição ao petista no Congresso Nacional em todas as gestões do mandatário.

O PL elegeu 121 deputados e 19 senadores no primeiro turno e terá a maior bancada nas duas Casas a partir de fevereiro de 2027. A federação petista elegeu 88 deputados e nove senadores.

O PT deve anunciar nas próximas semanas o apoio a reeleição de Motta e Alcolumbre. O partido quer isolar o PL e tirar a possibilidade de assumirem a presidência de alguma das Casas.