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05 agosto 2026

Bolsonaro pede a Moraes para receber visitas dos filhos no Dia dos Pais

 

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) pediu nesta quarta-feira (5) para que o ex-presidente possa receber na prisão domiciliar os filhos Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, Carlos Bolsonaro (PL), candidato ao Senado, e o vereador Jair Renan (PL) na tarde do Dia dos Pais, no domingo (9).

Caberá ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes decidir se autoriza ou não. As informações são da Folha de S. Paulo.

Os advogados argumentam que a solicitação tem “caráter estritamente humanitário e familiar” e não atrapalha o cumprimento da pena de Bolsonaro ou as medidas cautelares impostas pelo magistrado.

“Trata-se de data singular do calendário brasileiro, cuja celebração, ainda que por breve período e nas condições que Vossa Excelência [Moraes] entender cabíveis, permite preservar os vínculos familiares e importante dimensão da convivência entre pai e filhos”, escreveram, na petição.

Filho 03, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) não foi incluído no pedido porque está nos Estados Unidos desde o ano passado. Ele foi condenado pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão por sua articulação no país para intimidar o Judiciário brasileiro e impedir a análise da trama golpista.

Por ordem de Moraes, Bolsonaro está probido de receber visitas de familiares desde o mês passado, quando foi decidido que ele continuaria cumprindo em casa a pena por tentativa de golpe de Estado. Ele vive num condomínio no Jardim Botânico, região nobre de Brasília, com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a filha Laura e a enteada, Letícia.

Na decisão que manteve a prisão domiciliar, em 17 de julho, o ministro do Supremo decidiu que apenas advogados, médicos e fisioterapeutas podem ir à casa do ex-presidente por 30 dias.

No caso de Flávio, ele está impedido de se encontrar com o pai por 90 dias –período que vai até depois do primeiro turno das eleições.

Moraes aplicou a restrição porque considerou que houve descumprimento da medida cautelar que veta Bolsonaro de usar redes sociais, diretamente ou por terceiros, ao divulgar uma carta. No documento, Bolsonaro afirmou que o filho é seu “porta-voz” e o candidato escolhido para representá-lo politicamente.

Em março, o presidenciável do PL foi inscrito como advogado do ex-presidente no processo da trama golpista para ter livre acesso a Bolsonaro, que, na época, estava preso na unidade conhecida como Papudinha, na capital federal. A medida foi tomada para que as movimentações políticas junto ao pai pudessem continuar.

Flávio e aliados criticam o veto às visitas e afirmam que Moraes tenta interferir na eleição de 2026. A medida impacta a pré-campanha do senador. O prazo se encerrará em 11 de outubro, o que pode dificultar a articulação de decisões de sua pré-candidatura e de palanques do bolsonarismo.

A defesa de Jair Bolsonaro já recorreu contra a decisão do ministro do STF, em 24 de julho. Afirmou que a restrição ultrapassa a condenação de suspensão de direitos políticos e restringe a liberdade de pensamento do ex-presidente.

Presidente da Câmara de Arcoverde denuncia demissão de 200 funcionários do Hospital Regional

 

O presidente da Câmara Municipal de Arcoverde, Luciano Pacheco (MDB), denunciou, por meio de publicação nas redes sociais, a demissão de cerca de 200 funcionários do Hospital Regional de Arcoverde e classificou a medida como preocupante para a população do Sertão. Segundo ele, a decisão afeta diretamente centenas de famílias e representa um duro impacto para trabalhadores que dependem do emprego para manter seus compromissos e sustento.

Na publicação, o parlamentar manifestou solidariedade aos profissionais desligados e fez críticas ao Governo de Pernambuco, questionando se essa seria a forma como a gestão da governadora Raquel Lyra (PSD) trata a região. Ele defendeu maior valorização dos profissionais da saúde e o fortalecimento da rede pública, afirmando que Arcoverde e o Sertão precisam de mais investimentos e respeito, e não de medidas que ampliem a insegurança para trabalhadores e suas famílias.

Com apoio do Novo, Mendonça amplia alianças e fortalece candidatura ao Senado

 

A candidatura de Mendonça Filho (PL) ao Senado ganhou mais um reforço na manhã de hoje. O Partido NOVO oficializou o apoio à candidatura dele durante ato realizado no Recife. A decisão foi acompanhada por toda a chapa da sigla, reunindo os 77 candidatos a deputado federal e estadual, além do candidato ao Senado pelo partido, Carlos Santana. “O apoio ao nome de Mendonça foi unânime. O NOVO se une a um nome de experiência, coragem e serviço prestado a Pernambuco”, comemorou Tecio Teles, presidente estadual do NOVO e candidato a deputado estadual.

Em seu discurso, Mendonça afirmou que disputará a eleição com firmeza de posições e compromisso com os valores que marcam sua trajetória política. “Eu tenho coragem de enfrentar desafios. Sou um homem de afirmações políticas claras e transparentes. Conseguimos unir a direita em torno deste projeto e vou honrar nossos valores na Casa Alta”, destacou Mendonça. Com o anúncio desta quarta-feira, Mendonça consolida mais um importante movimento de fortalecimento político da sua candidatura, iniciado ontem com o apoio do apoio de Miguel Coelho.

Pesquisa Meio/Ideia: Lula tem 48,5% e Flávio Bolsonaro 43% no segundo turno

 

Estadão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma eventual disputa de segundo turno na eleição presidencial, segundo pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira, 5. O petista tem 48,5% das intenções de voto, ante 43% do primogênito de Jair Bolsonaro (PL). Brancos e nulos somam 4%, enquanto 4,5% não sabem em quem votar em outubro.

Tanto Lula quanto Flávio apresentaram oscilações positivas em relação ao levantamento anterior, realizado no mês passado. O presidente avançou 3,5 pontos porcentuais, e o senador, 3 pontos. As variações foram acompanhadas por uma queda no contingente de eleitores que declaravam voto branco ou nulo (eram 10,5% em julho e agora são 4%).

Na rodada anterior, os dois estavam tecnicamente empatados no limite da margem de erro, de 2,5 pontos porcentuais para mais ou para menos. O presidente tinha 45% das intenções de voto, contra 40% do senador. Agora, Lula assume a liderança fora da margem.

Os 48,5% registrados pelo petista representam o maior patamar de Lula no ano em um segundo turno contra Flávio Bolsonaro. Até então, seu melhor desempenho havia sido em março, quando marcava 47,4% no confronto com o senador. Já no caso de Flávio, o resultado de agosto interrompe a sequência de recuos registrada desde maio, quando se tornou pública sua ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Apesar da melhora nos índices eleitorais de Lula, os indicadores de aprovação do governo ainda são frágeis e mantêm o cenário presidencial em aberto, avalia Maurício Moura, fundador do instituto e professor visitante na George Washington University. Ele cita que a maior parte dos votos de Flávio no segundo turno vem de eleitores que desaprovam a gestão petista, segmento no qual o senador alcança 84,1% de preferência.

Lula apresenta seus melhores resultados entre eleitores do Nordeste (62% das intenções de voto), católicos (59,1%) e brasileiros das classes D/E (56,5%). Flávio, por sua vez, possui seus maiores índices no Sul (61,4%), entre evangélicos (70,8%) e eleitores com renda de 3 a 5 salários mínimos (53%).

Como nos levantamentos anteriores, a diferença entre os dois candidatos permanece no recorte por gênero: Lula tem 55% das intenções de voto entre as mulheres, enquanto Flávio aparece com 34,5%.

A pesquisa Meio/Ideia também testou outros três cenários de segundo turno com Lula. Em todos, o petista sairia vitorioso. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) teria 40% das intenções de voto contra 48,5% de Lula; o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) registraria 37%, ante 48,5% do presidente; e o fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos (Missão), 34,7%, contra 48% do petista.

Ao todo, 66% dos entrevistados afirmam já estar decididos sobre o voto, enquanto 34% ainda admitem mudar de opinião até o dia da votação.

Lula também lidera no primeiro turno

Na simulação de primeiro turno, Lula também fica à frente dos adversários, sendo citado por 43% dos entrevistados. Flávio aparece consolidado em segundo lugar, marcando 35%. Na sequência, estão Ronaldo Caiado, com 5,7%; Renan Santos, com 4,7%; Romeu Zema, com 2,6%; Augusto Cury (Avante), com 1,7%; Cabo Daciolo (Mobiliza), com 0,6%; Samara Martins (UP), com 0,3%; Edmilson Costa (PCB), com 0,2%; e Hertz Dias (PSTU) e Rui Costa Pimenta (PCO), ambos com 0,1%. Ninguém/branco/nulo somam 2% e 4% não souberam responder.

Na pesquisa espontânea, em que o eleitor declara sua intenção de voto sem ter acesso a uma lista de candidatos, Lula lidera com 34,4% das intenções de voto. Flávio aparece em seguida, com 23%. Outros 27,7% não sabem em quem votar, enquanto 4,5% afirmam que votarão branco, nulo ou em ninguém.

A pesquisa ainda mediu a rejeição dos candidatos. Flávio Bolsonaro agora aparece numericamente à frente de Lula nesse indicador, após o porcentual de eleitores que declaram não votar de jeito nenhum no senador passar de 43,4% para 48%. Lula, por sua vez, também viu seu índice de rejeição oscilar para cima, de 46,4% para 47,4%.

“Flávio aparece com uma rejeição bastante importante, semelhante à do presidente Lula, o que faz com que ambos tenham um teto. Isso nos leva a uma campanha bastante polarizada e cristalizada. Com 66% do eleitorado já se considerando definido no voto, a eleição será decidida no detalhe. É o melhor momento de Lula e o pior de Flávio nos últimos três meses”, diz Cila Schulman, CEO do Ideia.

Entre os demais nomes, Romeu Zema aparece com 14,6%; Ronaldo Caiado, 13,9%; Cabo Daciolo, 13,7%; Renan Santos, 13,5%; Rui Costa Pimenta, 12,9%; Samara Martins, 10,7%; Hertz Dias, 10,1%; Augusto Cury, 9,9%; e Edmilson Costa, 9,8%. Apenas 1,3% afirmam não rejeitar nenhum candidato e 2,9% não souberam responder.

O instituto entrevistou por telefone 1.500 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de 2,5 pontos porcentuais para mais ou para menos e o nível de confiança, 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o protocolo BR-04579/2026.

Brasil vai adotar reciprocidade contra os EUA após visto retirado de embaixadora

 

O governo Lula (PT) decidiu que irá adotar a reciprocidade contra os Estados Unidos como resposta à revogação do visto da embaixadora brasileira no país, Maria Luiza Ribeiro Viotti. Viotti está com o visto revogado desde a tarde de ontem, mas pode seguir nos EUA com sua atuação em Washington. Porém, ela não poderá retornar caso deixe o país.

Segundo o Departamento de Estado dos EUA, a medida é uma resposta à demora das autoridades brasileiras em conceder o aval diplomático para que Daniel Perez assuma a embaixada do país no Brasil. As informações são do blog da Julia Duailibi.

Haverá uma reunião, hoje, para discutir a melhor forma de responder ao ato do governo Donald Trump. Um dos problemas para isso é que o Brasil está sem um embaixador dos Estados Unidos em seu território. Neste momento, a representante no país é a encarregada de negócios interina em Brasília, Kimberly Kelly – cargo que não tem o mesmo status de embaixadora.

A discussão no governo é se a reciprocidade vai ser feita na esfera de visto, em mesmo formato adotado pelo governo Trump, ou de alguma outra medida que poderia ser equiparada em termos de gravidade diplomática.

Em relação ao visto revogado da embaixadora, não existe uma consequência prática grave com a decisão, segundo o blog apurou. Trata-se de um visto de entrada no país que não foi renovado, mas Maria Luiza Ribeiro Viotti pode permanecer nos EUA. Porém, ela não teria acesso a um outro visto caso saia do país.

Fontes do governo brasileiro afirmaram ao blog que consideram existir um tom eleitoral na revogação do visto. Assim, avaliam que o Brasil não pode deixar a situação sem uma resposta formal.

Em nota na noite de terça-feira (4), o governo considerou que são “falsas” as justificativas usadas pelo governo Trump e que faz parte de medidas “motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo”.

Quaest: Lula tem 44% no 2º turno, contra 39% de Flávio Bolsonaro

 

Pesquisa Quaest divulgada hoje mostra o presidente Lula (PT) com 44% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), que tem 39%.

A diferença entre os dois é de 5 pontos percentuais. Em julho, Lula tinha 45%, e Flávio Bolsonaro, 37%, uma vantagem de oito pontos para o presidente.

Nos outros cenários testados, Lula tem 46% contra 34% de Romeu Zema (Novo), 45% contra 37% de Ronaldo Caiado (PSD) e 45% contra 35% de Renan Santos (Missão).

A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06591/2026.

Vice de Zema, Girão afirma que Michelle teve ‘coragem’ ao expor acordo ‘indecoroso’ do PL com Ciro

 

O senador Eduardo Girão (Novo) afirmou, nesta terça-feira (4), que fez uma ligação telefônica para a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL) após aceitar convite para concorrer como vice ao lado de Romeu Zema (Novo) em chapa à Presidência da República. Girão elogiou a “coragem” de Michelle em expor o acordo do PL com Ciro Gomes (PSDB) para formar chapa nas eleições do Ceará. As informações são do g1.

“Ela teve a coragem de expor esse acordão indecoroso que aconteceu aqui no estado do Ceará, do PL com as pessoas que estão querendo voltar para o poder, que colocaram o PT no poder”, falou o candidato durante convenção do Novo em Fortaleza.

“É água e óleo. A gente vê que não se sustenta. É um erro histórico que aconteceu no PL, e ela teve a coragem de enfrentar”, reforçou o senador.

Na convenção do Novo, foi lançado o advogado Pedro Brito como candidato ao governo do estado. Girão era cotado a ser o candidato do partido, mas desistiu ao aceitar ser o vice da chapa de Zema para a Presidência.

O senador era apoiado pela ex-primeira dama ao governo do Ceará, mas o PL decidiu apoiar Ciro Gomes, em movimento orquestrado pelo deputado federal André Fernandes, presidente do partido no Ceará.

Girão disse ainda que a ex-primeira dama foi uma das primeiras pessoas para quem ele ligou após aceitar fazer parte da chapa de Zema.

“Foi a primeira pessoa que eu liguei particularmente, depois da minha família, foi a Michelle. Uma mulher autêntica, de valores, de princípios, que eu admiro demais […] Da mesma forma que eu fui surpreendido, ela também. Mas a gente conversou, e ela, como uma amiga, uma pessoa que é uma irmã para mim, desejou boa sorte”, comentou Girão.

Governo Lula diz que justificativas usadas pelos EUA são falsas e que há ‘interesse descabido’ de interferência nas eleições

 

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou uma nota nesta terça-feira (4) repudiando a decisão dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos e afirmou que as justificativas usadas são “falsas”.

“A decisão de hoje não é um fato isolado. Faz parte de uma escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil, motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo. Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente”, diz a nota. As informações são do g1.

Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (4) que revogaram o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti.

Segundo o Departamento de Estado, a medida é uma resposta à demora das autoridades brasileiras em conceder o aval diplomático para que Daniel Perez assuma a embaixada dos EUA no Brasil.

Diplomatas classificaram a decisão uma forma de “chantagem” do governo americano para pressionar aprovação de embaixador.

A medida foi anunciada 10 dias após o Itamaraty negar vistos a dois diplomatas do Departamento de Estado. Eles foram apontados pelo jornal The Washington Post como integrantes de uma estratégia para questionar o sistema eleitoral brasileiro, o que os EUA negam. O governo brasileiro já esperava retaliações.

O governo brasileiro afirmou que o processo de concessão de agrément é confidencial e que o nome do embaixador indicado, neste caso, Daniel Perez, só deveria ter sido tornado público depois da anuência do Brasil.

O governo dos EUA anunciou publicamente o nome de seu candidato antes de apresentar o pedido formal às autoridades brasileiras.

O agrément é a aprovação formal dada por um Estado receptor ao aceitar que um diplomata estrangeiro assuma o cargo de chefe de missão (embaixador) em seu território.

O governo também reforçou que não há regra, no direito internacional, prazo para a concessão do agrément.O pedido norte-americano ainda se encontra em análise.

Na nota, o governo Lula relembrou ainda que os EUA colocaram uma série de sanções individuais sobre autoridades brasileiras, como cancelamento de vistos, “com base na alegação infundada de perseguição política ao ex-presidente Bolsonaro”.

As medidas atingiram ministros do STF e do Poder Executivo, como Alexandre Padilha, da Saúde.

“O governo brasileiro não poupou esforços para resolver essas diferenças. O próprio presidente Lula, em sua visita a Washington em maio último, entre outros assuntos, solicitou ao presidente Trump o levantamento das sanções individuais”, diz a nota.

Leia a íntegra da nota:

O Governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo Departamento de Estado dos EUA de alterar o visto da embaixadora do Brasil em Washington. As duas justificativas apresentadas são falsas.

O processo de concessão de agrément é confidencial e o nome designado só deveria vir a público depois de concedida a anuência, conforme estipula o artigo 4 da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas.

O governo dos Estados Unidos anunciou publicamente o nome de seu candidato antes de apresentar o pedido formal de agrément ao governo brasileiro.

O Brasil segue estritamente o direito internacional. Não há regra na Convenção de Viena estipulando prazo para a concessão do agrément. O pedido norte-americano ainda se encontra em análise.

Os dois funcionários do governo norte-americano que tiveram seus vistos de entrada no Brasil negados planejavam visitar o país para colocar em dúvida a integridade do sistema eleitoral brasileiro, em tentativa inaceitável de interferir no processo político nacional.

Vale recordar que seguem em vigor sanções individuais sobre autoridades brasileiras, notadamente o cancelamento de vistos para os EUA, com base na alegação infundada de perseguição política ao ex-presidente Bolsonaro. Entre essas autoridades estão ministros da Suprema Corte e funcionários de primeiro escalão do Poder Executivo.

O governo brasileiro não poupou esforços para resolver essas diferenças. O próprio presidente Lula, em sua visita a Washington em maio último, entre outros assuntos, solicitou ao presidente Trump o levantamento das sanções individuais.

A decisão de hoje não é um fato isolado. Faz parte de uma escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil, motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo.

Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente.

Em linha com sua tradição diplomática, o governo brasileiro se opõe à lógica de confrontação e reitera a defesa do diálogo e da negociação em todas as suas relações internacionais.

Campanha de Flávio diz ter definido nome de vice em chapa presidencial e que anunciará nesta quarta-feira

 

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, vai anunciar nesta quarta-feira sua candidatura a vice. Em nota, a campanha do presidenciável disse que “foi definido o nome do candidato ou da candidata à vice-Presidência da República na chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro”.

Flávio havia dito em discursos públicos nas últimas semanas que tinha preferência para uma mulher como candidata a vice. A escolha passa por tentar reduzir resistências que o candidato sofre entre o eleitorado feminino. As informações são do jornal O GLOBO.

Apesar disso, o PL passou a considerar outro perfil para o posto nos últimos dias e os senadores Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha, e Marcos Pontes (PL-SP), passaram a ser apontados como opções.

As deputadas Julia Zanatta (PL-SC) e Priscila Costa (PL-CE) também estiveram entre os nomes avaliados.

Na semana passada, o presidenciável chegou a convidar a senadora Tereza Cristina (PP-MS) para ser sua companheira de chapa, mas o partido dela divulgou uma nota em que decidiu pela neutralidade na disputa presidencial. O União Brasil, que forma uma federação com o PP, também aderiu à neutralidade.

Ele também cogitou a ex-presidente da Caixa Daniella Marques (Republicanos) como possibilidade. O partido dela, porém, também declarou neutralidade na eleição presidencial.

Diante das dificuldades com a federação União Brasil- PP e Republicanos, uma parte do entorno do candidato do PL passou a avaliar ter a presidente do Podemos, deputada Renata Abreu (SP), como vice. A legenda, no entanto, também decidiu pela neutralidade.

A maior parte dos principais candidatos a presidente já definiram seus vices. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já tem confirmada a candidatura do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) à reeleição, o candidato do PSD, Ronaldo Caiado, tem o presidente de seu partido, Gilberto Kassab, como companheiro de chapa, e o candidato do Missão, Renan Santos, terá o militar Aroldo Medina, também de sua sigla, como candidato a vice.

O candidato do Novo, Romeu Zema, definiu mais cedo nesta quarta-feira que o candidato a vice é o senador Eduardo Girão (Novo-CE).

Plano emergencial Brasil Soberano 3 é um paliativo, critica Robson Andrade, da CNI

 

No final de julho, o governo Lula (PT) lançou o Plano Brasil Soberano 3, oferecendo R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas pelo novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos, além da crise com o Oriente Médio. Instituído por medida provisória, o programa terá recursos advindos do Tesouro Nacional e do BNDES. Apesar de elogiado, o ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, classificou a iniciativa como um “paliativo” e disse que “não resolve” o problema da economia brasileira.

“É um paliativo, porque, na realidade, a taxa de juros do Brasil é enorme. É a segunda ou terceira maior do mundo, realmente um absurdo. Esse paliativo diminui um pouco esse custo financeiro, mas não resolve o problema, que é de produção e estrutural. Ajuda as empresas a se manterem durante algum tempo com o financiamento, mas vai ter um custo, que é mais baixo do que os juros hoje, mas também não é sem custo. Se você considerar uma empresa que não está conseguindo produzir nem vender seu produto e que tem uma margem pequena, esse custo é muito alto ainda”, afirmou Robson, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.

Segundo o ex-presidente da CNI, o Plano Brasil Soberano 3 pode contribuir “por um escasso período” com essas empresas, mas o problema só será resolvido com um conjunto de outras medidas. “Temos que aumentar a produtividade, a produção, o mercado. Nós temos que ter outras medidas dentro do programa da indústria nacional, do programa da nova indústria. Temos que ter outras ações além dessas, um conjunto de ações que precisam ser tomadas. O Brasil Soberano é um remédio que não vai resolver o problema da doença da indústria nesse momento. Se ela sair da UTI, ficará no hospital e poderá voltar para a UTI”, completou.

CNJ forma maioria para afastar juíza substituta de Sergio Moro na Lava Jato

 

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) decidiu nesta terça-feira (4) afastar a juíza Gabriela Hardt de suas funções. A magistrada atuou como substituta de Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba durante a Operação Lava Jato.

Por maioria, os conselheiros fixaram a duração da punição em dois anos, conforme o voto do relator. Parte do colegiado defendia que a magistrada permanecesse afastada por um ano. Durante a disponibilidade, a juíza continuará recebendo remuneração proporcional ao tempo de serviço. As informações são da CNN.

A punição foi aplicada no julgamento do processo administrativo disciplinar (PAD) que apurou a participação da magistrada na tentativa de criação de uma fundação privada com cerca de R$ 2,5 bilhões recuperados pela Lava Jato.

Segundo as investigações, a 13ª Vara Federal de Curitiba classificou a Petrobras como “vítima” dos crimes investigados para justificar o repasse de recursos de acordos de leniência e de colaboração premiada à fundação, que seria administrada por integrantes da própria força-tarefa da Lava Jato.

Hardt foi investigada principalmente por ter homologado o chamado “acordo de assunção de compromissos”, que permitiria a criação dessa fundação.

Os relatórios apontam que a juíza discutiu previamente os termos do acordo com procuradores da Lava Jato, entre eles Deltan Dallagnol, por meio de mensagens de WhatsApp, antes mesmo de o pedido ser apresentado oficialmente à Justiça.

Também foi questionada a rapidez com que o acordo foi homologado, além de não ter havido a participação da União, apontada como a verdadeira titular dos recursos.

Ao votar pela condenação, o conselheiro relator Rodrigo Badaró afirmou que a homologação do acordo deveria ter sido precedida de “diligências institucionais mínimas”.

Ele disse concordar com os argumentos da defesa de que não há provas de que Hardt tenha buscado enriquecimento próprio, mas afirmou que isso não afasta sua responsabilidade funcional.

Segundo o relator, a magistrada recebeu informações antecipadas de uma das partes, teve acesso à minuta do acordo por um canal informal e baseou sua decisão na justificativa de urgência apresentada pelos interessados, sem ouvir os demais envolvidos nem consultar os órgãos competentes. Com isso, o conselheiro considerou o PAD procedente e concluiu que Gabriela Hardt cometeu “grave violação dos deveres do cargo”.

Miguel Coelho e grupo com mais de 20 prefeitos anunciam apoio a Mendonça Filho para o Senado

 

O presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho, anunciou, nesta terça-feira (4), apoio à candidatura de Mendonça Filho ao Senado. A adesão inclui o grupo político liderado por Miguel, formado por mais de 20 prefeitos de diferentes regiões de Pernambuco. “Onde estivermos, no Sertão, Agreste, Mata ou RMR, levaremos o nome de Mendonça”, afirmou durante reunião realizada no escritório da família Coelho, em Boa Viagem, no Recife.

O encontro contou com a participação dos deputados Fernando Filho e Antônio Coelho, além de prefeitos, candidatos e outras lideranças. Mendonça agradeceu o apoio e afirmou que a adesão amplia sua articulação política no Estado. “A cada dia que passa vocês verão o fortalecimento da nossa caminhada”, declarou.