PREFEITURA DE TRINDADE

PREFEITURA DE ARARIPIINA

ATELTELECOM

29 janeiro 2026

Miguel Coelho recebe o apoio de Josimara Cavalcanti, ex-prefeita de Dormentes e pré-candidata a deputada estadual


Presidente estadual do União Brasil e pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho recebeu nesta quinta-feira (29) o apoio da ex-prefeita de Dormentes, Josimara Cavalcanti. O encontro aconteceu em Petrolina e, além da ex-gestora, contou com as presenças dos vereadores dormentenses Paulo Macedo e Anselmo. Josimara é pré-candidata a deputada estadual.

“Miguel reúne todas as condições para representar Pernambuco no Senado Federal. Foi um grande prefeito, conhece os problemas dos municípios e sabe das dificuldades que enfrentamos no dia a dia. Tenho certeza que será um aliado de todas as prefeituras”, disse Josimara. 


Para Miguel Coelho, Josimara será uma voz importante para falar em defesa do Sertão pernambucano na Assembleia Legislativa. “É uma sertaneja forte, batalhadora e que já comprovou toda sua capacidade de trabalho durante os oito anos em que esteve à frente da prefeitura de Dormentes”, afirmou.

Rui Costa confirma que secretária-executiva Miriam Belchior vai assumir Casa Civil

 

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, confirmou, há pouco, que a secretária-executiva da pasta, Miriam Belchior, será a indicada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para sucedê-lo no ministério a partir de abril.

Costa pretende deixar o ministério em março, para concorrer a uma vaga no Senado pela Bahia. A informação foi divulgada pelo ministro em entrevista a uma rádio de Jequié (BA).

“O presidente já comunicou a sua escolha tanto a mim quanto à Miriam. Ela foi ministra do Planejamento, trabalha muito, é uma técnica competente e assume o ministério no início de abril. A prioridade do presidente é que [as indicações] sejam de quem já está na equipe, para não haver descontinuidade nas ações de governo”, disse Costa.

Lula lidera 1º turno, mas empata com Flávio e Tarcísio no 2º

 

Poder360

Levantamento divulgado pela Paraná Pesquisas, hoje, mostra que, na disputa pela Presidência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vence o 1º turno nos cenários contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). No entanto, ambos alcançam empate técnico com o petista no 2º turno.

No cenário de 1º turno com Flávio Bolsonaro, Lula tem 39,8% das intenções de voto, enquanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) soma 33,1%. A diferença é maior no cenário em que Lula enfrenta o governador de São Paulo. Nesse caso, o presidente registra 40,7% contra 27,5% de Tarcísio de Freitas. Nos 2 cenários, nenhum outro candidato chega a 10%.

A pesquisa foi realizada de 25 a 28 de janeiro de 2026. Foram entrevistadas 2.080 pessoas com 16 anos ou mais em 160 municípios de 26 Estados e do Distrito Federal. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o nº BR-08254/2026. Segundo a empresa, o estudo custou R$ 50.000 e o valor foi pago com recursos próprios.

O estudo também testou cenários de 2º turno. Em todos, Lula aparece à frente, com percentuais de 43,9% a 44,8%. Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro alcançam empate técnico, considerada a margem de erro, enquanto Ratinho Jr. (PSD-PR) é derrotado.

Governo Lula assinou R$ 303 milhões em contratos com empresa de Vorcaro

 

A Biomm, empresa de biotecnologia que tem o banqueiro Daniel Vorcaro como principal acionista, firmou ao menos R$ 303,65 milhões em contratos com o governo do presidente Lula (PT) em 2025 para o fornecimento de insulina ao Ministério da Saúde. Os acordos foram divulgados por meio de fatos relevantes e envolvem parcerias de desenvolvimento produtivo com duração estimada de até 10 anos.

O primeiro contrato foi assinado em 30 de junho de 2025, no valor de R$ 142 milhões, para a compra de insulina humana destinada ao SUS (Sistema Único de Saúde), com fornecimento previsto para um ano. Nesse projeto, a Biomm atua em parceria com a farmacêutica indiana Wockhardt e a Fundação Ezequiel Dias.

O segundo contrato, firmado em 3 de novembro de 2025, prevê o fornecimento de insulina glargina, com valor inicial de aproximadamente R$ 131 milhões. O acordo integra uma parceria de desenvolvimento produtivo entre a Biomm, a Gan&Lee Pharmaceuticals e Bio-Manguinhos/Fiocruz.

Sudene discute crédito, incentivos e infraestrutura em agenda no Agreste de Pernambuco

 

A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) realizou, nesta quarta-feira (28), uma agenda institucional no município de Bom Conselho, no Agreste pernambucano, voltada ao fortalecimento do setor produtivo local. A programação incluiu visitas a empresas, reuniões com gestores públicos e encontros com empresários, com foco na apresentação de instrumentos de crédito, incentivos fiscais e ações estruturantes para o desenvolvimento econômico do município.

Durante reunião com a gestão local, foram discutidas iniciativas nas áreas de esgotamento sanitário e tratamento de água, consideradas estratégicas para a melhoria das condições de saúde pública e para a atração de novos investimentos. “É preciso ter uma agenda de parcerias para levar desenvolvimento para a economia e oportunidades para melhorar a vida das pessoas”, afirmou o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre.

Na agenda com o setor produtivo, a Sudene visitou a indústria de laticínios Leta, beneficiária de incentivos fiscais da autarquia e de financiamentos com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). O gerente-geral da empresa, Cláudio Ferreira, informou que a indústria emprega atualmente 420 trabalhadores e processa cerca de 40 mil litros de leite por dia. Já o diretor executivo, Cláudio Paiva, destacou a importância dos instrumentos de fomento. “O avanço que tivemos no faturamento após os incentivos foi gigante. Com o apoio recebido, conseguimos ampliar significativamente o número de empregos”, afirmou.

Governo de Pernambuco realiza segunda assembleia do sistema de saneamento rural nas Matas Norte e Sul

 

A Secretaria de Recursos Hídricos e Saneamento de Pernambuco (SRHS) promove, nesta quinta-feira (29), a segunda assembleia de implantação do Sistema Integrado de Saneamento Rural (Sisar) nas Zonas da Mata Norte e Sul do estado. O encontro será realizado às 8h30, no Teatro Municipal de Paudalho, e reunirá representantes da sociedade civil organizada e de associações rurais dos municípios das duas regiões para apresentar a estratégia estadual de gestão e operação dos sistemas de abastecimento de água rural.

Segundo a SRHS, a reunião dará continuidade ao processo iniciado em Palmares, onde gestores municipais conheceram o modelo do Sisar, sua estrutura de governança, fontes de investimento e a forma de execução dos serviços de saneamento básico nas comunidades rurais. De acordo com o gerente de implantação do Sisar, Alexandre Santana, após esta etapa, estão previstas mais três assembleias, entre fevereiro e abril, voltadas à elaboração do estatuto, à eleição do conselho e à definição da diretoria da nova unidade Sisar Matas.

Atualmente, Pernambuco conta com cinco unidades do Sisar em funcionamento: Moxotó, Pajeú, Sertão Central/Araripe, Agreste Central e Sertão do São Francisco. A implantação do Sisar Matas completará o conjunto de seis unidades planejadas pela SRHS, com o objetivo de ampliar a cobertura da política pública de saneamento rural autogerido em todas as regiões do estado.

Compesa e SDS anunciam núcleo integrado para ampliar combate ao furto de água em Pernambuco

 

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) e a Secretaria de Defesa Social (SDS) definiram novas estratégias para intensificar o combate ao furto de água e a crimes em unidades operacionais da companhia. As medidas foram discutidas em reunião realizada nesta quarta-feira (28), na sede da Compesa, no Recife, com a participação do presidente da estatal, Douglas Nóbrega, do secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Ivanildo César Torres, do delegado-geral da Polícia Civil, Felipe Monteiro Costa, além de equipes técnicas das duas instituições. No encontro, foi anunciada a criação de um núcleo específico na SDS para atuação integrada com a Compesa a partir de 2026.

De acordo com o que foi apresentado, o novo núcleo atuará com base nas notificações da companhia, reforçando ações de inteligência, operações em campo para identificação de desvios, retirada de ligações clandestinas, combate a furtos em unidades operacionais e responsabilização dos envolvidos. “Estamos falando de crimes que prejudicam diretamente a população. Estamos avançando nessa parceria com a SDS para intensificar o combate a essas práticas ilícitas, com ações de inteligência e atuação em campo”, afirmou Douglas Nóbrega.

Durante a reunião, também foram apresentados resultados das operações realizadas desde outubro de 2023, período em que a Compesa passou a mapear ocorrências e estruturar ações com apoio das forças de segurança. Segundo a companhia, em 2025 foram recuperados mais de 350 litros por segundo, volume equivalente a cerca de 80 mil carros-pipa de 10 mil litros por mês. Entre os exemplos citados estão a fiscalização na adutora de inversão de Jucazinho, que possibilitou a recuperação de mais de 20 litros por segundo e aumento da produção para Riacho das Almas, e uma operação em Limoeiro que resultou na recuperação de uma bomba furtada após monitoramento por satélite.

Cachês em alta ameaçam festas juninas, alertam prefeitos

 

BLOG DO MARCELLO PATRIOTA

Prefeitos pajeuzeiros estão preocupados com os altos valores dos cachês dos artistas contratados para as festas juninas. Os gestores alertaram para o risco de inviabilidade da realização dos festejos, principalmente nas cidades de pequeno porte. Os prefeitos querem a abertura de diálogo com órgãos de controle em busca de critérios ou tabelamento de valores que possam assegurar a realização das tradicionais festas juninas.

O presidente do CIMPAJEÚ e prefeito de Ingazeira, Luciano Torres (PSB), afirmou que o consórcio representa os 17 municípios pajeuzeiros e mais quatro do Moxotó. O presidente, falando com Marcello Patriota no programa Giro pelos Blogs, na Rádio Cultura FM 94,7, de São José do Egito, na manhã desta terça-feira (27), manifestou preocupação com a disparidade nos valores cobrados por artistas e produtoras, além do impacto da inflação sobre a estrutura dos eventos, como palcos, sonorização e iluminação.

De acordo com Luciano Torres, “A criação de um tabelamento ou de parâmetros de referência pode trazer mais equilíbrio e segurança às administrações municipais. Precisamos e estamos articulando com o presidente da Amupe, Marcelo Gouveia, para buscar uma reunião com o MP (Ministério Público), com o TCE (Tribunal de Contas do Estado) e outros órgãos para alinhar esse entendimento. Talvez seja o momento de criar uma tabela para os municípios, principalmente os menores. Acho que está na hora de tabelar”, afirmou.

Em contato com o blog, o prefeito Gilson Bento, de Brejinho, disse que já existe um grupo de gestores que pensa dessa forma. Segundo ele, cerca de 115 prefeitos estão nesse consenso.

Do jeito que as coisas estão, em até três anos nenhum município conseguirá ter condições de realizar o São João. Se este ano for igual ao ano passado, os custos devem aumentar cerca de 50%. Antigamente, com R$ 300 mil você fazia uma boa festa junina. Hoje, com esse valor, não se contrata nem a produção sonora para o palco”, pontuou um gestor.

Prefeitos reforçam que a discussão não representa um embate com artistas ou produtoras, mas sim uma preocupação com a capacidade financeira dos municípios. Os preços praticados atualmente parecem seguir uma lógica própria, distante dos indicadores econômicos tradicionais. Gestores pretendem, agora, articular reuniões com órgãos reguladores para discutir alternativas que garantam transparência, equilíbrio fiscal e a continuidade dos festejos juninos, preservando uma das tradições culturais mais importantes do Nordeste.

Nos bastidores do entretenimento nordestino, um alerta vermelho já está aceso há tempos. Gestores afirmam que o modelo atual se tornou insustentável, e os primeiros impactos já começam a ser sentidos, com prefeitos em sinal de alerta em relação a eventos tradicionais.

Cachês projetados para o São João de 2026

Segundo informações da GS News, os valores médios praticados atualmente são:
• Wesley Safadão – R$ 1,5 milhão
• Luan Santana – R$ 1,2 milhão
• Simone Mendes – R$ 900 mil
• Nattan – R$ 900 mil
• Natanzinho Lima – R$ 850 mil
• Xand Avião – entre R$ 750 mil e R$ 800 mil
• Calcinha Preta – R$ 650 mil

Segundo relatos de prefeitos com quem o blog conversou em privado, os cachês dos artistas podem inviabilizar as tradicionais festas. Prefeitos do Pajeú, em grupos privados de gestores, estão preocupados com valores exorbitantes cobrados por artistas.

“A maioria dos artistas está cobrando em eventos valores acima do mercado para festas de prefeitura. A conta simplesmente não fecha mais e, um detalhe: os impostos as bandas aumentam no cachê, e quem paga? A prefeitura.”

O povo cobra artistas de nome, mas por vezes não cobra serviços básicos que não são entregues por gestores. O impacto dessa realidade já é concreto.

28 janeiro 2026

Araripina é a única cidade do Araripe com trabalho aprovado em mostra nacional de saúde realizada em Brasília


 Araripina conquistou um reconhecimento histórico na área da saúde pública ao ter um trabalho aprovado na 2ª Amostra Mais Saúde com Agente, iniciativa de alcance nacional que selecionou experiências exitosas desenvolvidas por Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate a Endemias (ACE) em todo o Brasil.

Entre mais de 200 trabalhos aprovados em nível nacional, apenas 12 foram selecionados em Pernambuco. Desse total, Araripina foi a única cidade do Araripe e da IX Gerência Regional de Saúde (IX GERES) a alcançar essa conquista, colocando o município em evidência no cenário estadual e nacional.

O trabalho aprovado foi desenvolvido pela ACS Eugênia Modesto e pelo ACE Jeferson Ribeiro, e aborda um tema sensível e fundamental: a saúde do homem no ambiente de trabalho, reforçando que a prevenção e o cuidado também acontecem nos espaços onde a população vive e trabalha diariamente.

Para o prefeito Evilásio Mateus, o reconhecimento representa um marco para o município. “Esse é um momento histórico para Araripina e mostra a força do trabalho dos nossos agentes de saúde. Eles fazem a diferença todos os dias no território, levando cuidado, prevenção e dignidade para a população. Ver esse trabalho sair do chão do território e chegar a Brasília é motivo de muito orgulho para toda a cidade”, destacou.

A secretária municipal de Saúde, Patrícia Novais, também ressaltou o papel transformador dos agentes. “O agente comunitário não faz apenas visitas. Ele dá visibilidade às pessoas, vai além da porta de casa e leva cuidado onde muitas vezes ninguém chega. Esse reconhecimento prova que o trabalho desenvolvido no território tem valor, impacto e pode transformar vidas”, afirmou.

A aprovação do trabalho levou Araripina a representar Pernambuco e o Araripe em Brasília, mostrando que iniciativas construídas no dia a dia da comunidade também ganham dimensão nacional e inspiram outras regiões do país.

A Prefeitura de Araripina parabeniza os profissionais envolvidos e reafirma seu compromisso com a valorização dos agentes de saúde, que fazem da prevenção, do cuidado e da presença no território instrumentos reais de transformação social.

Partido Novo Araripina participa do lançamento da pré-candidatura de Romeu Zema a presidente


 Integrantes do diretório do partido Novo na região do Araripe estiveram presentes neste domingo, 25, no Recife, para o lançamento da pré-candidatura à Presidência da República do Governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). O evento reuniu milhares de filiados do partido de todas as regiões de Pernambuco, incluindo o Sertão do Araripe.


Durante o evento, o presidente do diretório municipal de Araripina, Hermes Alves, apresentou para o público as ações que o partido está realizando no Sertão do Araripe e destacou a urgente necessidade da população ter novas opções de pensamentos políticos. “Estamos fortalecendo o partido Novo em uma região que, historicamente, nunca teve oportunidade de participar de um partido de direita que tem valores e princípios muito bem definidos. O Novo tem esta proposta e estamos muito felizes em construir esta nova história para a população do Araripe”, destacou.

O lançamento da pré-candidatura do Governador de Minas Gerais, Romeu Zema, para a Presidência da República foi o ponto auge do evento que contou também com a presença do Senador Eduardo Girão (Novo-CE), do presidente nacional da sigla, Eduardo Ribeiro, do presidente estadual, Tecio Teles, dos vereadores do Recife, Eduardo Moura e Felipe Alecrim e muitas lideranças de todas as regiões de Pernambuco.

“Um encontro igual a este será realizado em breve na cidade de Araripina com o objetivo de reunir aqueles que desejam conhecer mais sobre o partido e filiar-se ao Novo. A data e local serão divulgados pelo diretório municipal nos próximos dias”, destacou Renan Bihum, membro do diretório municipal do Novo.

O Partido Novo, por princípios e valores, defende a autonomia para trabalhar, empreender e produzir, respeito ao próximo e o fortalecimento da democracia. Seus pilares são a liberdade individual, liberdade econômica, o direito à propriedade, um Estado enxuto e eficiente, além do combate firme à corrupção e aos privilégios, garantindo oportunidades iguais para todos.

Postos de Pernambuco explicam porque o corte de 5,2% na gasolina ainda não chegou à bomba

 


A redução de 5,2% no preço da gasolina anunciada pela Petrobras, que passou a valer para as distribuidoras nesta terça-feira (27), ainda não chegou de forma significativa aos consumidores. Em nota divulgada no mesmo dia, o Sindcombustíveis Pernambuco, entidade que representa os donos de postos, afirma que o repasse do corte não depende dos revendedores e explica como funciona a formação de preços no mercado de combustíveis.

Segundo o sindicato, quem compra diretamente da Petrobras são as distribuidoras, e não os postos. Por isso, qualquer redução anunciada pela estatal chega primeiro a essas empresas, que definem suas próprias políticas de repasse. “Quem compra diretamente da refinaria são as distribuidoras, e não os postos”, destaca a nota, em resposta às cobranças feitas por consumidores e pela opinião pública logo após o anúncio da redução.

De acordo com relatos recebidos pela entidade na manhã desta terça-feira, a maior parte das grandes distribuidoras repassou aos postos uma redução média de apenas 1 a 4 centavos por litro, valor bem inferior aos 14 centavos anunciados na refinaria. As distribuidoras têm justificado essa diferença principalmente pela elevação do preço do etanol anidro, que compõe a gasolina, e pelo alto nível de estoques adquiridos anteriormente a preços mais elevados, o que dificultaria um repasse imediato sem perdas financeiras.

Na avaliação do Sindcombustíveis, essa dinâmica acaba colocando os postos — elo da cadeia que vende diretamente ao consumidor — como responsáveis pela manutenção dos preços. “Cria-se uma percepção distorcida, na qual o posto é apontado como vilão, quando, na realidade, ele apenas repassa o preço que recebe das distribuidoras”, afirma a entidade, que defende mais transparência em toda a cadeia.

A redução anunciada pela Petrobras prevê que o preço médio da gasolina A vendida às distribuidoras passe a ser de R$ 2,57 por litro, uma queda de R$ 0,14. Essa é a primeira redução do combustível promovida pela estatal em 2026. A última alteração havia ocorrido em outubro de 2025.

Segundo a Petrobras, o valor praticado pela empresa representa cerca de um terço do preço final pago pelo consumidor nos postos. O preço da gasolina na bomba é composto ainda pelos custos e margens de lucro de distribuidoras e revendedores, pelo custo do etanol anidro, além de impostos federais — como Cide, PIS/Pasep e Cofins — e do ICMS, cuja alíquota varia conforme o estado. (JC Online)

Vigilância sem limites? O perigoso atalho na investigação ilegal em Pernambuco

 

Por Leonardo Cruz*

Até que ponto o Estado pode vigiar um cidadão? Onde termina o dever de investigar e começa a violação da privacidade? Um recente episódio envolvendo a Polícia Civil de Pernambuco e um secretário da Prefeitura do Recife não apenas reacende esse debate, mas serve como um alarmante estudo de caso sobre o desrespeito às garantias fundamentais e o potencial uso político do aparato policial.

Segundo noticiado, uma investigação sigilosa, que durou três meses e mobilizou uma estrutura considerável de delegados e agentes, foi iniciada com base em uma simples denúncia anônima. Durante esse período, teria sido utilizado um rastreador veicular para monitorar os passos do secretário. O mais alarmante, contudo, foi a tentativa de usar o Clearview AI, uma controversa tecnologia de reconhecimento facial, para identificar e obter dados de todas as pessoas que se aproximassem do alvo. Tudo isso sem a devida autorização judicial.

Para o cidadão comum, a questão pode parecer complexa, mas a ilegalidade de tal procedimento é cristalina e repousa sobre pilares básicos do nosso Estado de Direito.

Primeiro, a denúncia anônima não é um cheque em branco. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem uma posição pacífica de que uma delação apócrifa, por si só, não pode dar início a medidas invasivas. Ela pode, no máximo, justificar uma apuração preliminar e discreta para verificar se os fatos narrados têm alguma verossimilhança. Iniciar uma operação de grande porte, com vigilância contínua por meses, com base apenas nisso, é um abuso flagrante. A denúncia anônima pode ser uma ferramenta para a vingança pessoal ou, como o contexto sugere, para a perseguição política.

Segundo, e mais grave, é a vigilância em massa sem autorização de um juiz. O uso de tecnologias como o Clearview AI representa um salto qualitativo na capacidade de vigilância do Estado. Esse software não apenas identifica uma pessoa; ele vasculha bilhões de imagens da internet para mapear sua vida, seus contatos e seus hábitos. Ao mirar não apenas o investigado, mas todos que com ele se relacionam, a polícia promove uma devassa indiscriminada na vida de cidadãos que não são alvo de qualquer suspeita.

A Constituição Federal, em seu artigo 5º, protege de forma rigorosa o direito à intimidade, à vida privada, à imagem e, mais recentemente, à proteção dos dados pessoais. O uso de reconhecimento facial para criar um mapa de relações sociais é uma das mais profundas invasões de privacidade imagináveis e, por isso, submete-se à cláusula de reserva de jurisdição. Apenas um juiz, de forma imparcial e fundamentada, pode autorizar uma medida tão extrema, garantindo que ela não seja usada de forma arbitrária. Quando a polícia decide por conta própria quem e como vigiar, ela usurpa uma função que não é sua e coloca em risco a liberdade de todos.

As provas obtidas por esses meios são consideradas ilícitas. No direito, vigora a “Teoria dos Frutos da Árvore Envenenada”: se a origem da prova é ilegal (a árvore), tudo o que dela derivar (os frutos) também estará contaminado e não poderá ser usado em um eventual processo. A consequência jurídica para uma investigação conduzida dessa forma é, invariavelmente, a sua completa anulação.

O cenário se torna ainda mais preocupante quando adicionamos a variável política. A investigação mirou um auxiliar direto do prefeito do Recife, João Campos, em um governo estadual comandado por sua adversária política, Raquel Lyra. Quando o aparato policial é utilizado em um tabuleiro de xadrez político, a democracia adoece. A força do Estado, que deveria servir para proteger a sociedade, passa a ser uma arma para intimidar e desgastar oponentes.

A eficiência na luta contra o crime não pode servir de desculpa para o arbítrio. Os fins não justificam os meios, especialmente quando os meios atropelam a Constituição. O caso de Pernambuco deve servir de lição: a vigilância sem controle judicial não é investigação, é arbítrio. E em uma democracia, não há espaço para isso.

*Advogado com especializações em Direito Penal e Processo (ESMAPE); Governança Corporativa, Conformidade e Análise de Risco (UFPE); Compliance (COIMBRA); Gestão Pública e Processo Legislativo (UPE).