
Em reação à investigação conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco e à defesa pública feita pela base governista, o vice-presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Rodrigo Farias (PSB), divulgou nota dura acusando o governo Raquel Lyra de promover espionagem política contra servidores da Prefeitura do Recife. No texto, o parlamentar afirma que houve uso indevido da estrutura do Estado e da Polícia Civil para perseguição de adversários políticos, classifica o episódio como grave ameaça à democracia e cobra explicações diretas do Palácio do Campo das Princesas.
Confira a nota na íntegra:
É um absurdo o que estamos vendo em Pernambuco. A espionagem política usada contra servidores da Prefeitura do Recife é um fato gravíssimo que envergonha o Estado e ameaça a democracia. O uso da máquina pública e da Polícia Civil para perseguir adversários é uma afronta direta ao Estado de Direito e aos princípios mais básicos da legalidade.
O Governo tenta normalizar o inaceitável, chamando de “trabalho policial” o que, na verdade, é uma operação de vigilância política sem inquérito, sem mandado judicial, sem crime e sem qualquer amparo legal. Isso não é investigação, é perseguição, e da pior espécie. É o tipo de ação que o Brasil conheceu nos tempos da ditadura, quando o Estado vigiava seus cidadãos para silenciar os que pensavam diferente.
A gravidade não está no vazamento da denúncia, como tenta fazer crer a líder governista. Está no conteúdo, que mostra o uso da estrutura do Estado como instrumento de perseguição e intimidação. Pernambuco quer saber quem deu a ordem, quem autorizou essa operação ilegal, e por que a inteligência da Polícia Civil, que deveria combater o crime, foi desvirtuada para atacar adversários políticos da governadora Raquel Lyra.
Usar a polícia para fins políticos é crime, é abuso de poder e é covardia. O governo deve explicações urgentes à sociedade. O silêncio da governadora só reforça a gravidade desse escândalo. Pernambuco não aceita retrocessos nem tolera o uso do aparelho estatal como arma de perseguição. O povo deste Estado não voltará a viver sob o medo e a intimidação, e quem autorizou esse abuso precisa responder por isso.
Rodrigo Farias
Vice-presidente da Alepe












