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10 janeiro 2026

Sem martelo batido sobre nova pasta, Lula prefere ex-governadores para a Segurança

 

Por Octavio Guedes
Do g1

A saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública abre espaço para uma mudança estratégica de perfil na Esplanada. O presidente Lula (PT) tem planos de escolher ex-governadores para a vaga, buscando alguém com “casca grossa” e experiência direta no comando das polícias. A preferência por um ex-gestor estadual obedece a uma lógica pragmática: credibilidade e facilidade de diálogo.

Quem já sentou na cadeira de governador sabe o que é enfrentar problemas crônicos de segurança pública e ter sob seu comando as Polícias Civil e Militar. Essa vivência gera uma solidariedade natural, facilitando a interlocução até mesmo com governadores de oposição. É mais fácil e produtivo um ex-governador tratar com os atuais mandatários do que alguém que nunca ocupou o cargo e vive apenas da teoria jurídica.

A sucessão reaquece inevitavelmente o debate sobre o desmembramento da pasta e a recriação do Ministério da Segurança Pública — uma ideia que Lula já defendia desde a transição, embora condicionasse a primeiro consertar a Justiça.

Existe um velho dogma em Brasília de que criar esse ministério jogaria o problema da violência no colo do presidente. Dilma Rousseff acreditava nessa tese. No entanto, essa lógica envelheceu mal: o problema já está no colo do presidente.

Com o crime organizado infiltrado na economia formal, no alto escalão e operando como máfias transnacionais, a sociedade não encara mais facções como o PCC ou o Comando Vermelho apenas como problemas locais do Rio ou de São Paulo. A percepção é de um problema nacional.

Nesse cenário, um ministro exclusivo da Segurança Pública funciona como um fusível: em momentos de crise, ele queima antes de atingir o presidente. Ele serve de anteparo. A sociedade passa a ter a quem cobrar diretamente, preservando a figura presidencial.

Lewandowski deixa o cargo não apenas por questões pessoais, mas também em meio a um processo de desgaste.

Segurança pública será tema presente na pauta das eleições em Pernambuco

 

Por Alex Fonseca – do Blog da Folha

Segurança pública tem sido a principal área de preocupação dos brasileiros. De acordo com pesquisa divulgada este mês pelo instituto Ipsos, 45% dos brasileiros consideram o crime e a violência os maiores problemas do país, superando a corrupção (36%) e a saúde (34%). Em dezembro, o Instituto Datafolha já havia apontado que a violência mudou a rotina de 72% da população, colocando a segurança pública no topo das preocupações.

Em Pernambuco, a tendência nacional deve ser seguida e a pauta pode gerar fortes debates nas eleições deste ano. A centralidade da matéria é corroborada, ainda, por um relatório apresentado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), de junho do ano passado, que aponta que 97% dos municípios têm problemas de gestão na área.

Investimento

A governadora Raquel Lyra (PSD) tem apostado fortemente no discurso contra a criminalidade. Promete nomear até o final deste ano 7 mil novos profissionais. Nas agendas, a chefe do Executivo estadual também tem enfatizado as ações do governo na área, citando os números apresentados e entregando novas viaturas e armamentos às polícias. Já o prefeito do Recife, João Campos (PSB), por outro lado, tem apostado no processo de armar a guarda municipal da cidade, uma das suas promessas de campanha para a reeleição. Pela proposta, os guardas receberão os equipamentos até o fim do primeiro semestre deste ano e terão câmeras corporais nos uniformes.

O professor Marco Tulio Delgobbo Freitas, doutor pela Escola de Comando e Estado Maior do Exército, avalia que a pauta da segurança pública deverá estar no centro do debate eleitoral nacional e, da mesma forma, em Pernambuco. Para ele, a preocupação com o tema está cada vez mais presente no dia a dia da população. “Esse cenário tende a intensificar sua exploração no embate entre governo e oposição”, explicou.

A cientista política Priscila Lapa pontua que a ênfase na segurança pública é um componente natural das disputas estaduais, dado que é uma atribuição constitucional deste ente. Ela relembra que a popularização dos chamados “laranjinhas” (como ficaram conhecidos os novos policiais da Polícia Militar) é também um indicativo de que a segurança pública será um tema bastante explorado.

“A gente observa claramente que, nas últimas eleições em Pernambuco, esse tema também esteve em pauta com talvez um pouco menos de ênfase do que na era Eduardo Campos. Ali foi o ápice do processo de discussão da segurança pública com o Pacto pela Vida. A tendência é que esse tema venha com muita força nas eleições deste ano”, afirma.

Marco Tulio analisa que os dois prováveis candidatos ao governo de Pernambuco, João Campos e Raquel Lyra, devem focar na segurança pública como plataforma de campanha, embora de formas diferentes.

Sinais

O professor pondera que a questão da segurança vai além da análise dos números da segurança pública e passa também sobre a percepção da população sobre o tema na sua rotina. “A percepção de segurança vai além de uma ideia de que basta ter presença policial extensiva, para aumentá-la. Geralmente, isso é resultado da amostra do convívio social do indivíduo. Portanto, a governadora deverá apresentar uma estratégia que, além de melhorar os números da violência, visem, principalmente, aumentar essa sensação de segurança”, analisa.

Outro desafio para a governadora, de acordo com Priscila Lapa, é o enfrentamento dos feminicídios. “O fato dela ser mulher também lhe dá um lugar de fala e dá uma representatividade para falar sobre isso de forma mais sensível.”

Apesar de apostar que o prefeito do Recife deverá apresentar alternativas e fazer críticas à condução do governo na área, Marco Tulio aponta que o provável candidato não deve adotar um tom punitivista. “O discurso de Campos, como candidato de oposição ao governo estadual, deverá combinar crítica à eficácia das políticas atuais com a apresentação de uma agenda alternativa, evitando um tom exclusivamente punitivo”, diz.

A medida da prefeitura de armar a guarda municipal também poderá gerar uma vitrine eleitoral para o possível candidato. Para Priscila Lapa, isso contribuirá para a imagem que João Campos busca transmitir, de gestão moderna. “É antenado com aquilo que a população lhe cobrou em 2024”, enfatiza.

“O Agente Secreto” concorre em três categorias no Globo de Ouro amanhã

 

Da Folha de Pernambuco

A 83ª edição do prêmio Globo de Ouro acontece neste domingo (11), a partir das 22h, no horário de Brasília, no Beverly Hilton Hotel, em Los Angeles, Estados Unidos.

E, pela primeira vez, a cerimônia será transmitida por uma TV aberta, no caso a Globo, além das transmissões via streaming – TNT e HBO Max. A comediante Nikki Glaser será a anfitriã da noite e, entre as novidades do prêmio, a criação da categoria Melhor Podcast.

O Golden Globes é uma das mais importantes distinções do audiovisual mundial e, em 2026, tem um Brasil inteiro de olho nele: o já premiadíssimo longa-metragem do diretor Kleber Mendonça Filho, “O Agente Secreto”, concorre em três categorias (Melhor Filme de Drama, Melhor FIlme de Língua Estrangeira e Melhor Ator de Drama), fazendo com que os cinéfilos brasileiros não se aguentem de expectativa.

Pudera. Em 2025, saímos vencedores com a atriz Fernanda Torres levando a estatueta de Melhor Atriz de Drama por sua atuação em “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, filme que ainda arrematou o Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025. Torres concorria com Kate Winslet, Nicole Kidman, Pamela Anderson, Angelina Jolie e Tilda Swinton.

Indicados

Na categoria Melhor Filme de Drama, o “Agente” disputa a estatueta com “Foi apenas um acidente”, “Pecadores”, “Frankenstein”, “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”, “Valor Sentimental”, enquanto que Wagner Moura concorre com Joel Edgerton (”Sonhos de Trem”), Oscar Isaac (“Frankenstein”),  Dwayne Johnson (“Coração de Lutador: The Smashing Machine”), Michael B. Jordan (“Pecadores”) e  Jeremy Allen White (“Springsteen: Salve-me do Desconhecido”). 

Já em Melhor Filme de Língua Não inglesa, o longa brasileiro concorre com: “Foi Apenas um Acidente” (França, Irã, Luxemburgo), “No Other Choice” (Coreia do Sul), “Valor Sentimental” (Noruega, França, Alemanha, Dinamarca, Suécia, Reino Unido), “Sirât“ (Espanha, França) e “A Voz de Hind Rajab” (Tunísia, França).

O “Agente”

Ambientada no Recife dos anos 1970, a trama do “O Agente Secreto” é sustentada em uma sátira política bem-humorada e conta a história do professor e pesquisador universitário Marcelo (Wagner Moura), que volta para a cidade onde nasceu (a capital pernambucana), durante o Carnaval de 1977 para se reunir com seu filho e se refugiar de uma perseguição política.

Entre as locações que aparecem no filme de Kleber Mendonça Filho, está o parque gráfico da Folha de Pernambuco, que mantém preservada uma máquina rotativa de impressão para representar um jornal dos anos 1970.

Oposição pressiona, mas veto à Dosimetria deve ser analisado após Carnaval

 

O Congresso Nacional só deve analisar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao PL da Dosimetria após o feriado de Carnaval. Os congressistas retornam ao trabalho no dia 2 de fevereiro, mas as primeiras semanas de trabalho ficarão restritas à organização das pautas e ao realinhamento das comissões.

O líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, deputado Sóstenes Cavalcante (PL), disse à CNN que o movimento “está alinhado desde dezembro” e que “será derrubado com toda certeza”. As informações são da CNN.

A oposição pressiona para que a análise do veto ocorra o quanto antes, com o objetivo de derrubar integralmente a decisão presidencial sobre o projeto que revisa as penas aplicadas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Nos bastidores, a articulação já vinha sendo feita desde dezembro, quando a posição do Palácio do Planalto era tratada como certa.

Paralelamente, a base governista tenta se articular para sustentar a resolução de Lula. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), anunciou mobilização para impedir a derrubada da decisão presidencial.

“Histórico! Dosimetria vetada! Agora é com a gente. Vamos mobilizar as redes e as ruas para que não seja derrubado no Congresso!”, escreveu o deputado no X.

O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) afirmou que o projeto abriria caminho para a impunidade de golpistas. “Quem atentou contra a democracia deve pagar por seus crimes”, disse.

Segundo levantamento da AtlasIntel/Bloomberg, o projeto da Dosimetria é rejeitado por 63,3% da população brasileira. Outros 34% se dizem favoráveis à proposta.

06 janeiro 2026

Prefeitura de Araripina intensifica coleta e apreensão de animais soltos nas vias públicas

 


A Prefeitura de Araripina, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural, está realizando ações de coleta e apreensão de animais soltos nas ruas da cidade e também nos distritos do município. A medida tem como objetivo garantir a segurança da população, prevenir acidentes e assegurar o bem-estar dos próprios animais.

A operação contempla a apreensão de cavalos, bois, jumentos e outros animais de grande porte encontrados soltos em vias públicas, áreas urbanas e rurais, especialmente em locais de risco para pedestres e condutores.

A gestão municipal reforça que a presença de animais soltos nas ruas representa perigo à vida, podendo causar acidentes graves, além de prejuízos à mobilidade e à ordem pública. A ação segue a legislação vigente e integra um conjunto de medidas voltadas à organização do espaço urbano e à responsabilidade com a criação de animais.

A Prefeitura orienta que a população colabore com o trabalho da equipe. Denúncias e informações sobre animais soltos podem ser feitas diretamente pelo telefone:

📞 (87) 99979-6686

A participação da comunidade é fundamental para que Araripina continue avançando com mais segurança, organização e respeito à vida.

Prefeitura de Trindade abre 234 vagas em Seleção Pública da Educação com salários de até R$ 4.867,77

 


Inscrições são gratuitas e vão até o dia 20 de janeiro, exclusivamente pela internet

A Prefeitura de Trindade, por meio da Secretaria Municipal de Educação, lançou o Edital da Seleção Pública Simplificada nº 001/2026, destinada à contratação temporária de profissionais para atuar na rede municipal de ensino.

Ao todo, estão sendo ofertadas 234 vagas, além da formação de cadastro de reserva, contemplando cargos de níveis fundamental, médio e superior, para atender às necessidades das escolas da zona urbana e rural do município.

As remunerações variam de R$ 700,00 a R$ 4.867,77, de acordo com a função e a carga horária. Entre as oportunidades estão vagas para professores da Educação Infantil, Ensino Fundamental I e II, Professor do Atendimento Educacional Especializado (AEE), Psicólogo, Psicopedagogo, Nutricionista, Assistente Social, Fonoaudiólogo, além de funções de apoio como monitor de transporte escolar, merendeira, auxiliar de serviços gerais, vigilante, porteiro e bolsista para apoio escolar.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas exclusivamente de forma online, no período de 7 a 20 de janeiro de 2026, por meio de formulário eletrônico https://forms.gle/gixzCavEDt7ueDdFA.

O processo seletivo será realizado em etapa única, composta por análise curricular de títulos e experiência profissional, com caráter classificatório e eliminatório, conforme critérios estabelecidos no edital.

O resultado final da seleção será divulgado no site oficial do município e no Diário Oficial da União. A seleção terá validade de seis meses, podendo ser prorrogada por igual período.

O edital completo, com cronograma e quadro de vagas, está disponível no site da Prefeitura https://trindade.pe.gov.br/

Brasil continua com preços do gás entre os mais caros do mundo e preços estão subindo mais com aumento da tributação

 


No final de agosto de 2024, o presidente Lula e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira assinaram um decreto que consolidava as ações do Programa Gás para Empregar cujo objetivo era aumentar a oferta de gás natural e diminuir o preço ao consumidor final, contribuindo com a neoindustrialização da economia nacional e gerando emprego e renda para a sociedade brasileira. O decreto reuniu as recomendações propostas pelo Grupo de Trabalho do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Discursos animados, felicitações dos setores produtivos e um Alexandre Silveira afirmando que o decreto marcava o início de uma grande transformação no setor. Na semana passada, antes do final do ano, o ministro procurou a imprensa para manifestar preocupação com movimentos recentes de aumento de tarifas e margens no serviço local de gás canalizado em diversos estados, que têm limitado os efeitos esperados da Nova Lei do Gás (Lei nº 14.134/2021) e do Programa Gás para Empregar.

Marco Legal

O problema é que desde a entrada em vigor do novo marco legal, o setor de gás natural brasileiro passa por um processo de abertura de mercado, com estímulo à concorrência, diversificação da oferta e redução de custos ao longo da cadeia. Os estados entenderam aumentar a tributação do gás natural praticamente eliminando os efeitos do Gás para Empregar.

Segundo um levantamento do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP),em 2025, revisões tarifárias feitas a toque de caixa em sete estados (Pernambuco, Amazonas, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Ceará e Mato Grosso do Sul) geraram um custo extra anual de R$ 600 milhões para os consumidores. O problema se concentra no último quilômetro do ‘frete’ do gás, de responsabilidade das distribuidoras estaduais, sem relação com as transportadoras, que levam o insumo da produção até as cidades e são reguladas pela ANP.

Pernambuco subiu

No caso de Pernambuco os novos preços começaram a valer em 1ª de novembro último para todos os segmentos de uso, exceto Veicular (GNV/GNC), incidem impostos de 20,5% (ICMS) e 9,25% (PIS/COFINS). A aplicação da Tarifa é feita em cascata, ou seja, progressivamente em cada uma das faixas de uso, considerando as leituras a partir de 01/11/2025. Quem compra de 0 a 1.000 m³ paga R$3,6183 ; quem compra acima de 225.000 m³ paga R$3,3867, o maior desconto.

Em carta distribuída aos consumidores o IBP alerta para o descompasso que ameaça a competitividade da indústria e, principalmente, o bolso do consumidor brasileiro: a redução do preço do gás natural na origem – ou seja, na produção do insumo – está sendo anulada pelo aumento expressivo nas tarifas cobradas para a entrega do produto pelas distribuidoras ao consumidor final (indústrias e cidadãos que têm gás encanado em casa).

João tira 4º prefeito do grupo de Raquel e aliados afirmam que vem mais gente por aí

 

O prefeito João Campos que, no início do ano ,afirmou em entrevista que, no seu entendimento, os prefeitos têm “zero” de influência na eleição de governador – na época, a governadora Raquel Lyra tinha contabilizado a filiação a seu partido, o PSD, de 70 prefeitos – decidiu sair, com gosto de gás, à procura de prefeitos para reforçar sua candidatura. Nos últimos dois meses já tirou quatro dos prefeitos que vinham apoiando Raquel. O último, o de Pedra, Junior Vaz, declarou sua decisão esta segunda-feira na presença de lideranças políticas e correligionários.

Antes dele, já tinham saído do time de Raquel os prefeitos de Xexéu, Thiago de Miel, a prefeita de Santa Cruz, Eliane Soares e a prefeita de Jupi, Rivandra Freire. “Vem muito mais gente por aí, alguns já tiraram até foto com João” disse esta segunda o presidente estadual do partido Republicanos ao qual está filiado o ministro Sílvio Costa Filho, Samuel Andrade. No PSB e no entorno do prefeito ninguém quer adiantar nomes e nem números de atuais e futuros apoiadores. As adesões são anunciadas em cima da hora, mesmo que aconteçam nas sedes municipais do interior, como ocorreu em Pedra.

Hoje se sabe que João tem o apoio de 24 prefeitos do PSB, seu partido, e mais do prefeito de Araripina, Evilásio Mateus, do PDT, uma conquista recente, do prefeito do Cabo, Lula Cabral, do Solidariedade; e de Petrolina, Simão Durando, do União Brasil. Esses três governam grandes municípios, mas os quatro mais recentes são de pequenas cidades. Jupi tem 15 mil habitantes, Santa Cruz 13.841, Xexéu 11.611 e Pedra 22.795. “Eles filiaram quatro prefeitos de cidades pequenas , o PSD filiou de uma vez só em dezembro os prefeitos de Jaboatão, Mano Menezes e o de Camaragibe, Diego Cabral. Jaboatão é o segundo município mais populoso do estado, com 700 mil habitantes e Camaragibe tem mais de 150 mil”- comentou um deputado estadual da base governista.

Quem está maior
Se houver uma guerra por prefeitos entre João Campos e Raquel Lyra daqui para a frente, a governadora parte bem na frente. Além dos 72 prefeitos do seu partido, tem no total o apoio de cerca de 130 prefeitos, segundo assessores da Casa Civil, que cuidam do relacionamento com o interior. Os outros são de partidos aliados como PP, Podemos, e Avante, além petistas, emedebistas, liberais e do próprio Republicanos. Na Região Metropolitana, por exemplo, ela conta com apoio de 10 dos 14 prefeitos, embora seja a área do estado onde suas intenções de voto são as mais baixas, se comparadas com o percentual do prefeito do Recife, segundo as pesquisas.

Coronel Alberto Feitosa critica Justiça após queda de Bolsonaro

 

O deputado estadual Coronel Alberto Feitosa (PL) divulgou um vídeo nas redes sociais no qual critica a atuação do judiciário ao comentar a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, que sofreu uma queda que resultou em traumatismo craniano leve, de acordo com o cirurgião Cláudio Birolini, responsável pela saúde de Bolsonaro.

Na gravação, Feitosa questiona o tratamento dado a Bolsonaro e faz comparações com decisões judiciais envolvendo outros investigados e condenados, citando o que considera disparidade de critérios, além de afirmar que há perseguição e rigor excessivo contra o ex-presidente por parte das autoridades judiciais.

Bolsonaro deve ir a hospital em Brasília após cair e bater cabeça em prisão na PF

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro deve ser levado nesta terça-feira ao hospital DF Star, em Brasília, para a realização de exames após sofrer uma queda dentro da Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre pena. Segundo a equipe médica, Bolsonaro foi diagnosticado com traumatismo cranioencefálico leve.

A PF, por sua vez, afirmou que ele foi examinado por um médico da corporação que não identificou a necessidade de encaminhamento hospitalar. Em nota, a corporação afirmou que sua ida ao hospital depende de autorização judicial e explicou que Bolsonaro foi atendido na manhã desta terça-feira após relatar à equipe de plantão que havia sofrido uma queda durante a madrugada. As informações são do jornal O GLOBO.

A decisão de encaminhar o ex-presidente ao hospital foi tomada para avaliação mais detalhada do quadro por parte da equipe de Bolsonaro. Ele passou mal durante a madrugada, caiu e bateu a cabeça. Birolini ressaltou que quedas com traumatismo representam uma das principais preocupações da equipe médica diante da condição clínica do ex-presidente, risco que já havia sido previamente alertado.

— Em vista da situação em que ele se encontra, quedas com traumatismos são uma de nossas maiores preocupações. Já havíamos alertado sobre esse risco — afirmou o médico.

Fontes da PF informaram que o ex-presidente foi visto bem, caminhando e sorrindo no prédio da superintendência, mas que foi autorizado o pedido da equipe médica para levá-lo ao hospital.

A informação sobre a queda foi divulgada inicialmente por Michelle, que relatou em publicação nas redes sociais que Bolsonaro teve uma crise de soluços enquanto dormia, perdeu o equilíbrio e bateu a cabeça em um móvel. Segundo ela, por estar detido em uma sala especial da Polícia Federal, o atendimento médico só teria ocorrido quando ele foi chamado para a visita.

Michelle esteve na Superintendência da PF na manhã desta terça-feira e informou que aguardava esclarecimentos formais sobre como foram prestados os primeiros socorros após a queda. Integrantes da Polícia Federal, ouvidos sob reserva, afirmaram que houve atendimento médico no local e minimizaram a gravidade do episódio.

Além de Birolini, o cardiologista Brasil Ramos Caiado também foi acionado e esteve na unidade da Polícia Federal para realizar avaliação clínica do ex-presidente antes do deslocamento ao hospital.

O episódio ocorre poucos dias após Bolsonaro receber alta do hospital DF Star, onde ficou internado por nove dias depois de passar por uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral. Durante a internação, o ex-presidente também foi submetido a um bloqueio do nervo frênico, procedimento indicado para conter crises persistentes de soluços, associadas pelos médicos a complicações decorrentes da facada sofrida durante a campanha presidencial de 2018.

Desde o retorno à custódia da Polícia Federal, no dia 1º de janeiro, aliados relatavam evolução clínica considerada positiva, com redução das crises de soluço. Ainda assim, pessoas próximas afirmam que Bolsonaro vinha se queixando de dificuldades para dormir, atribuídas ao funcionamento contínuo do sistema de ar-condicionado da unidade.

A defesa levou essas reclamações ao Supremo Tribunal Federal. Em petição encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, os advogados afirmaram que o ruído compromete o repouso do ex-presidente e solicitaram medidas para adequação do espaço. Na segunda-feira, Moraes determinou que a Polícia Federal se manifeste, no prazo de cinco dias, sobre as condições relatadas.

Bolsonaro está preso desde o fim de novembro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, imposta pelo STF por envolvimento na tentativa de golpe de Estado.

Brasil discursa em reunião da OEA convocada para tratar do ataque dos EUA à Venezuela

 

O Brasil discursou em reunião extraordinária do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), hoje, e reafirmou sua posição de condenar a ação dos Estados Unidos na Venezuela. O Brasil é representado na comissão pelo embaixador Benoni Belli.

A convocação da reunião ocorreu após a intervenção americana no país latino-americano, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

Ontem, o Brasil também condenou a intervenção norte-americana durante reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Na ocasião, o embaixador do Brasil na ONU, Sérgio Danese, fez uma declaração pública. Segundo Danese, não é possível “aceitar o argumento de que os fins justificam os meios”.

Danese afirmou que esse raciocínio “carece de legitimidade e abre a possibilidade de conceder aos mais fortes o direito de definir o que é justo ou injusto, correto ou incorreto, e até mesmo de ignorar as soberanias nacionais, impondo decisões aos mais fracos.”

“O mundo multipolar do século XXI, que promova a paz e a prosperidade, não se confunde com áreas de influência”, pontou. A declaração está alinhada à nota divulgada pelo governo brasileiro, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no dia da ação norte-americana no país vizinho. A informação foi adiantada pelo blog do Valdo Cruz.

“O Brasil rejeita de maneira categórica e com a maior firmeza a intervenção armada em território venezuelano, em flagrante violação da Carta das Nações Unidas e do direito internacional”, afirmou o embaixador.

Para ele, o ataque e captura de Maduro “ultrapassam uma linha inaceitável”. Esses atos constituem uma gravíssima afronta à soberania da Venezuela e estabelecem um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, prosseguiu.

De acordo com o embaixador, a Carta das Nações Unidas estabelece, como pilar da ordem internacional, a proibição do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, salvo nas circunstâncias estritamente previstas nela.

Nesse sentido, Sérgio Danese ponderou que a aceitação de ações dessa natureza poderia conduzir a um “cenário marcado pela violência, pelo desordenamento e pela erosão do multilateralismo”.

Na reunião de emergência, Rússia e a China, aliados do presidente venezuelano, também condenaram a ação. Os EUA, por outro lado, se defenderam das críticas ao chamar Maduro de “fugitivo da Justiça” e falar em “operação para o cumprimento da lei”.

Lula volta a Brasília e terá de pensar em troca de ministros

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) volta a Brasília e terá de pensar imediatamente em trocas de ministros. Dois querem sair já. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, conversou com Lula no fim do ano passado e sinalizou que desejaria deixar o ministério ainda em janeiro, de preferência até o fim desta semana. Fernando Haddad quer sair até fevereiro.

Integrantes do Ministério da Justiça afirmam que, na virada do ano, Lewandowski sinalizou que quer antecipar a saída. E deixar a pasta até o fim desta semana, na sexta-feira (9). Entre técnicos da pasta, há os que defendam a permanência do ministro até a aprovação da “PEC da Segurança Pública”. A proposta ainda precisa passar pelo plenário da Câmara e pelo Senado.

Já Fernando Haddad também conversou com Lula sobre seu desejo de deixar o Ministério da Fazenda neste início de ano, mas sinalizou que poderia ficar até o final de fevereiro. Na Fazenda, a tendência é de o secretário-executivo, Dario Durigan, ficar no comando da pasta. O interesse do ministro seria atuar na coordenação da campanha de reeleição de Lula à presidência. Os planos do PT – e de Lula – para ele são outros: uma candidatura ao governo de São Paulo ou ao Senado. As informações são do blog do Valdo Cruz.