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17 dezembro 2025

Radialistas Ceiça Lacerda e Mária Ferreira recebem nesta quarta-feira, 17, Título de Cidadania Araripinanense

 


Na noite desta quarta-feira, 17, as Radialistas Ceiça Lacerda e Mária Ferreira serão homenageadas pela Câmara de Vereadores com a outorga do Titulo de Cidadania Araripinense. Essa justa homenagem é o verdadeiro reconhecimento da população de Araripina, através do Poder Legislativo, ao brilhante trabalho que as mesmas desempenham há anos, através da radiofonia, ajudando e contribuindo com o crescimento e desenvolvimento de Araripina nas mais diversas áreas.

O Título de Cidadania de Ceiça Lacerda é de autoria do vereador Evandro Delmondes. Por sua vez é de autoria da vereadora Izabel da Saúde o Titulo de Cidadania de Mária Ferreira.

Biografia de Ceiça Lacerda

Ceiça Lacerda, nascida em 08 de dezembro de 1973, às 00h20, em Ferraz de Vasconcelos, São Paulo, mudou-se em dezembro de 1984 para Araripina – PE, onde passou a viver definitivamente com seus pais e irmãos. Estudou na Escola da Independência nos anos de 1985 e 1986 posteriormente, na Escola CERU.

Desde muito jovem, Ceiça demonstrava talento para a comunicação, o que mais tarde marcaria sua trajetória profissional. Seu ingresso no rádio aconteceu quando foi convidada a participar de uma seleção para trabalhar como recepcionista na primeira rádio FM da cidade. Aprovada com nota máxima, destacou-se rapidamente pelo profissionalismo e desenvoltura. Após quatro meses, realizou um teste para locução e novamente foi aprovada. Seu então patrão, Normando, notou seu potencial e sua voz bem colocada, incentivando-a a seguir na comunicação.

Adotando o nome artístico Ceiça Lacerda, construiu uma carreira reconhecida no rádio regional. Atuou em diversas emissoras, entre elas:

Araripina FM,

Liberal FM, em Ouricuri,

Rádio Cultura FM, também em Ouricuri, onde viveu por oito anos após casar-se com Aldo Wilson de Castro Lins (in memoriam).

Em 2007, retornou a Araripina e voltou a trabalhar na comunicação pela Rádio Arari FM, onde permaneceu até 2019. Durante esse período, apresentou por três anos consecutivos o São João do Município, uma das maiores festas da região.

Expandindo sua atuação, Ceiça integrou também a equipe da TV Araripe, desempenhando o papel de repórter e apresentadora. Atualmente, apresenta um programa das 9h ao meio-dia na Rádio Ativa FM, em Araripina, e já fez parte da Rádio Arco Íris FM.

Mãe dedicada, é mãe de Pedhro Mayron Lacerda Aires e Yan Lacerda Aires Lins. Filha dos saudosos Teresa Neuma Lacerda e Damião Valdir Correia Aires, carrega com orgulho o legado de sua família e sua história no sertão pernambucano.

Hoje, Ceiça Lacerda destaca-se como uma voz marcante e uma figura querida na comunicação local, sendo reconhecida como cidadã araripinense com muito orgulho.

Resumo biográfico — Mária Ferreira

Mária Ferreira é comunicadora, artista e produtora cultural. Nascida em Itaobim–MG e criada em Pernambuco, construiu uma trajetória marcada pela comunicação, pela arte e pelo compromisso social. Mulher negra e multifacetada, iniciou na rádio aos 14 anos, destacando-se pela valorização de histórias, identidades e saberes comunitários.

Foi reconhecida com importantes premiações, como Melhor Radialista de Araripina (Prêmio Mulheres de Sucesso – 2023), Melhor Apresentadora de TV (Oscar Araripina – 2023), destaque estadual pelo PNAB 2024 como Mulher Negra de Relevância Social e Cultural de Pernambuco e Prêmio Inovare 2025 como Melhor Apresentadora.

É idealizadora do projeto Ritmo Ancestral, que leva vivências de dança afro-brasileira para escolas, fortalecendo identidades culturais. Atua também como voluntária no Projeto Meu Primero Acorde, artesã autoral e palestrante motivacional, abordando criatividade, empreendedorismo, sustentabilidade e autoconhecimento. Participou da antologia Um Brinde à Poesia (Editora Compose), é pós-graduada em Gestão Ambiental e cursa Jornalismo e Marketing. Sua trajetória reflete arte, propósito e transformação social.

CCJ do Senado aprova PL da Dosimetria e texto vai ao plenário

 

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou nesta quarta-feira (17), por 17 votos a 7, o PL da Dosimetria, que reduz penas de condenados pelo 8 de janeiro e deve beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O projeto deve ainda ir à votação nesta quarta no plenário, onde já está pautado.

O texto aprovado foi o parecer do relator, senador Esperidião Amin (PP-SC). Ele acatou emenda do senador Sergio Moro (União-PR) para restringir a redução da pena em regime fechado em relação aos crimes contra o Estado Democrático de Direito. As informações são da CNN.

Na prática, a proposta ainda deve beneficiar pessoas além das que participaram do 8 de janeiro, incluindo os condenados por atos contra a democracia, como é o caso dos integrantes da chamada trama golpista julgada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

“O projeto embora não configure a desejada anistia, busca corrigir distorções, como foi salientado aqui, a mão pesada. Se foi culpa da lei ou se foi culpa do juiz, eu não sei, mas há um consenso de que a mão foi pesada, muito pesada”, afirmou o relator.

Apesar de alterar o projeto, a emenda foi classificada como de redação, e não de mérito, pelo relator. Isso permite que o texto não precise retornar para a análise da Câmara dos Deputados, se for aprovado no Senado.

Senadores, no entanto, divergiram sobre a classificação da emenda. O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), considerou a alteração de mérito, mas a pedido do líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), colocou em votação o entendimento sobre a emenda. Em votação simbólica, a maioria da comissão considerou a mudança de redação.

O PL da Dosimetria foi votado após quase cinco horas de reunião. O projeto foi alvo de pedido de vista (mais tempo para análise) solicitada pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB).

Presidente do colegiado, Otto Alencar concedeu quatro horas de vista, mas a sessão não foi imediatamente interrompida e a discussão continuou até pouco antes de 14h. A reunião foi retomada com a votação às 15h.

Cálculo de pena
A proposta trata da redução do cálculo das penas e, para isso, o texto lista condições e fixa porcentagens mínimas para o cumprimento da pena e progressão de regime. Também determina que a remição da pena pode ser compatível com a prisão domiciliar.

O projeto altera a Lei de Execução Penal, estabelecendo novas condições e percentuais mínimos para progressão de regime. Pela regra em vigor, a transferência para um regime menos rigoroso ocorre após o cumprimento de 16% da pena, desde que o crime não tenha sido cometido com violência ou grave ameaça.

A proposta prevê a possibilidade de progressão após o cumprimento de um sexto da pena, com percentuais maiores aplicados a crimes hediondos, feminicídios, constituição de milícia e reincidência.

Em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro, se a pessoa for condenada por “exercer o comando, individual ou coletivo, de organização criminosa estruturada para a prática de crime hediondo ou equiparado, deverá ser cumprido ao menos 50%” da pena.

Esse seria o caso de Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Isso porque, para a definição da pena, foi considerado o agravante de liderança de organização criminosa.

Negociações do projeto
Antes da votação, senadores do PT apresentaram requerimentos para tentar barrar a análise do texto, mas os pedidos não foram aprovados. As votações, no entanto, serviram de termômetro para medir o apoio da proposta.

Na terça-feira (16), a bancada do MDB anunciou que votaria contra o texto. Os senadores Alessandro Vieira (MDB-SE), relator do PL Antifacção; Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso; e Rogério Carvalho (PT-SE), líder do PT no Senado, apresentaram votos em separado pela rejeição total do projeto.

Integrantes da CCJ também ventilaram que a votação do projeto envolveu um acordo do governo, que em troca de não barrar a análise do texto teria garantido o apoio para a proposta que reduz benefícios fiscais concedidos pela União, além de taxar bets e fintechs.

Como líder do governo, Randolfe, no entanto, negou que existisse uma negociação do tipo. A ministra Gleisi Hoffmann, das Relações Institucionais, também negou a existência de um acordo.

“É uma legislação que vai beneficiar todos indistintamente. Esse benefício vai criar um grande desequilíbrio? Não, não vai, porque se retirou o risco de atender a outros crimes além do que estão verbalizados. Mas, de fato, o governo depois vai ter que explicar que preço foi pago para fazer esse acordo”, declarou Alessandro Vieira.

Para ele, o projeto vai na contramão do esforço do Congresso de endurecer a legislação contra o crime. Ele, no entanto, decidiu votar a favor e retirou seu voto em separado após a maioria do colegiado considerar a emenda acatada como de redação.

Em defesa da proposta, o senador e ex-presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), fez amplo discurso em que destacou que o texto se trata de uma “gradação justa” e negou a ideia de uma anistia. Integrantes da oposição também defenderam a matéria, inclusive, a ideia original de um perdão amplo.

“Nós precisamos enfrentar, fazer o que precisa ser feito e eu considero que o que está neste projeto dá um tamanho seguro ao que recomenda este caso concreto, ao que recomenda essa adequação legislativa. Repetindo, em alto e bom som: não se trata de uma anistia, pois, se se tratasse de uma anistia, teria a minha posição absolutamente contrária”, declarou Pacheco.

Luta para regular a pandemia das bets

 

Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã

Levantamento feito em outubro pela consultoria internacional Regulus Partners para a britânica BBC apontou que o Brasil é hoje o quinto maior mercado do mundo de apostas online, as chamadas bets. A projeção é que as empresas de apostas faturem no país cerca de R$ 22 bilhões. As bets passaram a dominar o mundo esportivo brasileiro.

Patrocinam praticamente todos os times de futebol do país, e os principais campeonatos. No início do ano, o Banco Central chegou a apresentar um relatório no qual dizia que, de janeiro a março, os apostadores teriam destinado até R$ 30 bilhões por mês às bets. E chocou ao mostrar que grande parte desse dinheiro saía do que famílias ganhavam de programas sociais.

As bets viraram uma pandemia. Chegaram a ser tema de uma CPI no Senado, que acabou não dando em nada. Na segunda-feira (15), o deputado Luciano Ducci (PSB-PR), que é médico de formação, conseguiu iniciar um novo capítulo na luta contra essa pandemia: ele obteve as 171 assinaturas necessárias para protocolar uma Proposta de Emenda à Constituição para regulamentar as bets. A proposta passa a tramitar e será discutida no ano que vem.

Protocolada com o número de assinaturas de apoio, a proposta de Ducci passa a tramitar na Câmara como PEC 49/2005. Como estamos na última semana de trabalhos do Congresso antes do recesso de fim de ano, a expectativa de Ducci é que a PEC comece a tramitar após o retorno das atividades, em fevereiro do ano que vem. “Aí, esperamos que seja instalada uma comissão especial para tratar do tema e que se consiga fazer a importante regulamentação dessa modalidade de jogo”, disse Ducci ao Correio Político.

A proposta de Ducci é simples: ela acrescenta “modalidades esportivas” no parágrafo 4º do artigo 220 da Constituição, que hoje estabelece que “a propaganda comercial de tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medicamentos e terapias” precisa conter “advertências dos malefícios decorrentes do seu uso”. As apostas esportivas entram nesse rol.

A partir da aprovação da PEC, será preciso, então, fazer um projeto de lei complementar ou de iniciativa do Executivo que detalhe como vai se dar essa regulamentação. “Esses jogos precisam ser regulamentados”, defende Ducci. “Há hoje diversas famílias iludidas por essa promessa de dinheiro fácil, de riqueza”.

Incluídas as “modalidades esportivas” no artigo da Constituição, então haverá a discussão sobre as regras. A ideia é que textos de advertência sejam semelhantes aos que há em propagandas de cigarro e de bebidas. Mas deverá também haver regulamentação sobre horários de propaganda.

A regulamentação poderá limitar os patrocínios esportivos. Se os anúncios de bets tiverem que vir sempre acompanhados de advertências e só puderem, por exemplo, ser veiculados à noite, tais limitações podem alterar a forma como hoje essas empresas de apostas aparecem nas camisas dos jogadores.

Uma das maiores preocupações de Ducci é com a exposição de crianças a essas propagandas. E com a discussão de limitações claras que as impeçam de apostar. Outra preocupação é com o vício, a chamada “ludopatia”. Jogos de apostas em dinheiro viciam. É até por essa razão que os cassinos são proibidos no Brasil desde 1946.

Ducci sabe que a regulamentação será um grande desafio. O negócio das apostas esportivas ganhou um vulto bilionário e, naturalmente, em função disse, as empresas bets adquiriram grande poder. Tanto porque hoje há parlamentares prontos para apoiá-las, seja pelo negócio seja pela força esportiva.

Há uma bancada expressiva que tem relação com as equipes de futebol, que certamente a essa altura temem perder o dinheiro que ganham das bets. “Mas nós já enfrentamos a primeira batalha. Conseguimos as assinaturas de apoio para protocolar a proposta. Vamos, então, para as próximas batalhas”, confia Ducci.

PF acha prova de que Moro mandou grampear autoridades ilegalmente

 

Metrópoles

Um despacho assinado pelo então juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba (PR), o hoje senador Sergio Moro (União-PR), seria a prova documental de que ele mandou grampear irregularmente autoridades com foro privilegiado. O documento foi descoberto durante operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF) naquela unidade da Justiça Federal e, teoricamente, comprova ordens de monitoramento.

O despacho, datado de julho de 2005, foi publicado hoje na coluna da jornalista Daniela Lima, do Uol. No texto, Moro exige que um colaborador da Vara, o ex-deputado estadual Tony Garcia, fizesse uma nova gravação do presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR), Heinz Herwig.

Junto com o documento, a PF também achou a íntegra de um grapo de 40 minutos do qual Herwig foi alvo. O segundo grampo contra o cfefe do TCE-PR teria sido ordenado porque Moro considerou as gravações anteriores “insatisfatórias para os fins pretendidos”.

O documento seria a comprovação de um material enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por Garcia, que se diz um “agente infiltrado” do ex-juiz. O ex-deputado firmou acordo de colaboração em 2004 com o Ministério Público Federal, que foi subscrito por Moro.

Casos pré-Lava Jato

A operação da PF na 13ª Vara, realizada no último dia 3, foi autorizada pelo ministro Dias Toffoli, do STF. A determinação atendeu a reiterados pedidos do STF para que documentos relacionados a investigações anteriores à Lava Jato fossem enviados à Corte pela Justiça Federal do Paraná.

Entre os dados buscados estão as informações do caso envolvendo Tony Garcia, que atuou como informante em apurações conduzidas pela Vara então comandada por Moro.

À época, Garcia colaborou com investigações gravando, a pedido da Justiça Federal, autoridades com foro por prerrogativa de função, incluindo Herwig.

Com a operação, o STF finalmente teve acesso ao conjunto de documentos e registros que, segundo o tribunal, deveriam ter sido remetidos há meses para análise.

A decisão de Toffoli se baseou em indícios de descumprimento reiterado de ordens judiciais, o que impede o avanço de apurações abertas no Supremo sobre possíveis irregularidades na condução de casos pré-Lava Jato.

Relatórios de inteligência

O material apreendido pela PF, que inclui relatórios de inteligência, expõe a transcrição de escutas feitas a desembargadores do TRF-4 e políticos com foro privilegiado. Isso viria a corroborar denúncias de vários delatores de que o então juiz os usava para monitorar autoridades fora de seu alcance legal.

A gravação de Herwig ocorreu em fevereiro de 2005. Cinco meses depois, Moro determinou, via despacho, que o delator Tony Garcia repetisse a tentativa de escuta.

A PF ainda apreendeu registros de grampos a desembargadores que integravam à época o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), responsável por revisar decisões da Justiça Federal no Paraná.

Essas escutas teia sido realizadas por outro colaborador da Lava Jato, o advogado Sérgio Renato da Costa. Assim como no caso do presidente do TCE, magistrados com essa prerrogativa só poderiam ser investigados por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Cortina de fumaça

Nesta quarta, Moro comentou a matéria nas redes sociais. Segundo ele, são “factoides ressuscitados quando é revelado que Lulinha está sendo investigado pela PF por suspeita de envolvimento no escândalo do roubo do INSS”.

O senador ressalta que o grampo ocorreu em 2005, “quando um criminoso colaborador, ladrão de consórcios, se dispôs a gravar seus interlocutores suspeitos de variados crimes em investigações derivadas do caso Banestado”.

“O entendimento do STF na época era que a gravação feita pelo próprio interlocutor não demandava autorização judicial. Então um conselheiro do TCE foi gravado e é só, tudo com registro nos autos. Foi a única autoridade de foro então gravada e o áudio não foi utilizado para nada. Essa colaboração findou em 2005, sem qualquer relação com a Lava Jato”, conclui.

Sindmetro repudia decisão do Governo Lula de conceder o Metrô do Recife à iniciativa privada

 

Após o anúncio feito pelo presidente Lula (PT), na tarde de ontem, sobre investimentos para o metrô do Recife, que preveem a estadualização e a concessão dos serviços como eixo central da recuperação do metrô, o Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro/PE) emitiu uma nota repudiando a postura go Governo Federal. Confira na íntegra abaixo:

Nota de repúdio

O Sindmetro/PE vem a público externar sua indignação quanto à postura adotada pelo governo Lula em relação ao Metrô do Recife, no dia de ontem (16). Ao longo dessa última década, o serviço prestado pela CBTU Recife foi sabotado ardilosamente pelos governos que se sucederam. Isso resultou em cortes de recursos, má gestão, incapacidade técnica por parte de apadrinhados políticos e falta de valorização dos empregados concursados, com expertise técnica da casa.

A tomada de posição política do Governo Lula, em conceder/privatizar o Metrô do Recife, alinhando-se com a governadora Raquel Lyra e o prefeito João Campos – para anunciar que vai repassar R$ 4 bilhões à iniciativa privada -, é um ataque ao erário público.

Anunciar que passarão às mãos dos empresários o dinheiro do povo pernambucano é revoltante e imoral, quando todos sabem que o correto seria manter o investimento público e, consequentemente, passível de maior fiscalização pela sociedade.

Claramente, vemos um erro político e administrativo histórico nessa ação, e todos aqueles que estavam sentados à mesa serão responsabilizados por isso.

Por fim, informamos à categoria que usaremos os meios e as ações que nos cabem para o enfrentamento e, desde já, devemos nos manter mobilizados para os próximos passos – a serem definidos pela nossa categoria -, sob a orientação do Sindicato, na manutenção dos empregos com vínculo federal e do metrô público de qualidade.

Lula cobra ministros a divulgarem resultados do governo: ‘Tenho a impressão de que o povo ainda não sabe’

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou, hoje, os ministros a mostrarem à população os resultados obtidos pelo governo nos três anos deste terceiro mandato do petista. O petista fez a cobrança durante a última reunião ministerial de 2025, na Residência Oficial da Granja do Torto, em Brasília.

Na conversa com os ministros, o presidente disse ter a impressão de que “o povo ainda não sabe o que aconteceu no país”. E lembrou que, em 2026, haverá disputa eleitoral. As informações são do portal G1.

“O dado concreto é que o ano eleitoral vai ser o ano da verdade, para mostrar quem é quem neste país, quem faz o que neste país, o que aconteceu antes de nós e o que acontece quando chegamos ao governo. Qual foi a mudança que houve na economia, na educação, na saúde, no transporte, nas políticas de inclusão social, na igualdade racial, na mulher, nos indígenas”, disse Lula.

“É importante que a gente tenha noção que nós precisamos fazer com o que o povo saiba o que aconteceu neste país. Eu tenho a impressão que o povo ainda não sabe. Tenho a impressão de que nós ainda não conseguimos a narrativa correta para fazer com que o povo saiba fazer uma avaliação das coisas que aconteceram neste país”, completou o presidente.

Lula também disse que a polarização política no Brasil atrapalha a avaliação do governo em pesquisas de opinião, mas que avalia que conseguiu “terminar o ano em uma situação amplamente favorável”.

“Embora isso não apareça com a força que deveria aparecer nas pesquisas de opinião pública. Não aparece porque existe uma polarização no país, como se fosse Corinthians e Palmeiras, Grêmio e Internacional, Flamengo e Vasco, ou seja, você tem uma realidade em que ninguém muda de posição”, afirmou Lula.

Trabalhadores dos Correios iniciam greve por tempo indeterminado em sete estados

 

Diário de Pernambuco

Sindicatos de trabalhadores dos Correios em várias regiões do país aprovaram greve por tempo indeterminado desde as 22h de ontem. A decisão foi tomada após assembleias locais e ocorre em meio ao impasse nas negociações do novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) com a direção da estatal.

A paralisação foi confirmada em estados como Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Ceará e Paraíba, além de bases do interior de São Paulo, como Campinas, Santos e Vale do Paraíba, e da cidade de Londrina (PR). Na capital paulista, a greve foi aprovada pelos trabalhadores mesmo sem o aval da direção sindical.

Outras 12 bases decidiram manter o estado de greve, entre elas sindicatos do Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Maranhão, Pará, Piauí e Rio Grande do Norte, o que indica mobilização e possibilidade de adesão ao movimento. Entre as principais reivindicações estão a reposição salarial pela inflação e a manutenção de benefícios como adicional de férias, pagamento em dobro aos fins de semana e o vale-peru. Os Correios alegam dificuldades financeiras e afirmam que o atual cenário da empresa não permite atender às demandas.

16 dezembro 2025

Saúde de Araripina conquista 1º lugar na região do Araripe e 6ª posição em Pernambuco em qualidade no serviço

 


A saúde pública de Araripina vive um novo momento e já apresenta resultados concretos reconhecidos nacionalmente. Segundo dados do Centro de Liderança Pública (CLP), em 2025 o município alcançou posições históricas, consolidando-se como referência em organização, acesso e qualidade nos serviços de saúde.

No ranking divulgado pelo CLP, Araripina aparece em 1º lugar na sua regional, ocupando a liderança absoluta entre os municípios da região do Araripe. No cenário estadual, o município alcançou a 6ª posição em Pernambuco, além de figurar como o 28º município com melhor qualidade de saúde de todo o Nordeste.

Os números refletem um conjunto de ações estruturantes realizadas ao longo do último ano. Entre os destaques está a criação do programa Saúde em Movimento, que levou a Carreta da Saúde a diversos pontos do município, garantindo mais de 6.200 consultas com especialistas, exames e procedimentos, ampliando o acesso da população aos serviços de saúde.

Outro avanço significativo foi a reestruturação e ampliação do Centro de Especialidades Médicas e Não Médicas, que passou a funcionar com consultas pré-agendadas, encerrando a prática de filas e da disputa por fichas. Na pediatria, o município dobrou o número de profissionais e de atendimentos, chegando a 320 consultas mensais, fortalecendo o cuidado com a primeira infância.

A gestão também promoveu melhorias no setor de citopatologia. Com a contratação de três profissionais, o tempo de entrega dos exames, que antes podia chegar a seis meses, foi reduzido para até 30 dias. Além disso, o teste do pezinho foi descentralizado para todos os distritos, a frota de atendimento foi reforçada com seis novas ambulâncias e Araripina inaugurou o primeiro Centro de Referência em Saúde da Mulher do Araripe.

Para o prefeito Evilásio Mateus, os resultados confirmam que o trabalho realizado tem foco direto nas pessoas. “Essas conquistas mostram que estamos no caminho certo. Investimos em organização, estrutura e, principalmente, em cuidado com as pessoas. Ver Araripina em 1º lugar na região do Araripe e entre as melhores de Pernambuco é a prova de que quando a gestão trabalha com responsabilidade, a saúde avança e a vida das pessoas melhora”, destacou.

Com avanços alcançados em menos de um ano, Araripina se destaca hoje entre os municípios com melhor desempenho em saúde pública, ocupando o 1º lugar na regional e a 6ª colocação no estado de Pernambuco, comprovando que quando a saúde avança, a qualidade de vida da população avança junto.

“Eduardo da Fonte é a voz de Pernambuco que o Senado precisa”, diz deputado

 

O deputado estadual Adalto Santos (PP) declarou apoio à candidatura do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) ao Senado e destacou a atuação do parlamentar no Congresso Nacional, especialmente o seu histórico de compromisso com a saúde pública de Pernambuco.

Segundo Adalto, o Senado exige um político com experiência, capacidade de articulação e sensibilidade para pautas que impactam diretamente a vida da população. “Eduardo da Fonte tem uma atuação firme e reconhecida na defesa da saúde pública. Seu trabalho garantiu recursos para hospitais, apoio a unidades de atendimento, fortalecimento do SUS e melhorias reais na assistência à população. Ele é a voz de Pernambuco que o Senado precisa”, afirmou o deputado estadual.

TRE cassa mandatos de prefeito e vice de Custódia

 

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco decidiu, em julgamento realizado, há pouco, pela cassação do prefeito de Custódia, Manoel Messias (PSD), e a vice-prefeita Anne Lira (MDB). Eles foram condenados por abuso de poder econômico e político.

A ação teve sentença proferida em abril deste ano pela juíza eleitoral Vivian Maia Canen, que apontou a existência de elementos suficientes para caracterizar abuso de poder durante o período pré-eleitoral e eleitoral de 2024. “Os investigados, direta ou indiretamente, beneficiaram candidatos ou foram beneficiados por condutas que configuram abuso de poder econômico e político, em especial no período pré-eleitoral e eleitoral, a partir de junho de 2024”, registrou a magistrada na decisão.

Os políticos recorreram e, agora, a cassação foi mantida em segunda instância. A relatora do caso foi a desembargadora Roberta Viana Jardim.

Desembargador federal é preso pela PF na 2ª fase da Operação Unha e Carne

 

O desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), foi preso, hoje, pela Polícia Federal (PF), na 2ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga o vazamento de informações da Operação Zargun. Policiais prenderam Macário em casa, na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.

O portal G1 apurou que Macário foi o magistrado que, em setembro, expediu o mandado de prisão do então deputado TH Joias na Operação Zargun. Agentes saíram para cumprir, no total, 1 mandado de prisão e 10 de busca e apreensão, expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Preso na 1ª etapa e solto pelo plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o deputado estadual licenciado Rodrigo Bacellar (União Brasil) é alvo de buscas nesta terça. Há buscas ainda no Espírito Santo.

Alckmin não será rifado da vice

 

Se algum partido da coligação de esquerda montada para eleger Lula (PT) em 2022 alimenta expectativas para indicar o vice na sua chapa, que se prepare para tirar o cavalinho da chuva. Geraldo Alckmin (PSB), atual vice, tem amplas chances de ser mantido. E Lula deu, ontem, mais uma sinalização ao elogiá-lo em público sem a menor cerimônia.

Durante a inauguração da nova sede da ApexBrasil, em Brasília, Lula disse que escolheu Alckmin para o Ministério da Indústria pela competência e experiência prática. Ressaltou que nenhum empresário brasileiro tem mais expertise do que Alckmin. Adiantou que antes de escolher o ex-governador de São Paulo para o Ministério ouviu conselhos de pessoas que se diziam altamente qualificadas, mas que nunca haviam colocado ideias em prática.

“Conversei com muita gente, um deles muito sofisticado. Aí, me deu vontade de fazer a seguinte pergunta para ele: “Escuta aqui, meu amigo: de todas essas coisas que você me falou, você já colocou alguma delas em prática?’ ‘Não’. Eu falei: ‘porra, se você não colocou em prática, o que está me ensinando a fazer?’”, declarou.

Segundo o presidente, foi isso que o levou a optar pelo vice-presidente. “Eu vou chamar o Geraldo, o Geraldo tem expertise em prática política, sabe, do Estado mais importante do país”, afirmou. “Então, qual é o empresário que tem mais expertise do que ele? Nenhum. Nenhum”, complementou.

Entre os partidos que já demonstraram que não querem Alckmin mantido na chapa como vice está o próprio PT. Na tentativa de se livrar dele, lideranças graúdas têm pregado a candidatura dele para governador de São Paulo, mas ele já disse, por reiteradas vezes, que não tem projeto para governar São Paulo, mais uma vez.

Alckmin foi governador do maior Estado brasileiro por quatro vezes, sempre saindo com altíssimas taxas de aprovação. Quando o PT se reporta ao seu nome, como o mais forte num eventual enfrentamento ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), na verdade quer um nome de esquerda mais próximo e palatável como vice.