Solução é cortar os salários, não vagas, diz Temer a Bolsonaro
Equipe do governo recomenda a eleito igualar remuneração do funcionalismo à do setor privado
O governo Michel Temer alertou o governo de transição do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), para o forte impacto de altos salários sobre a folha de pagamento do funcionalismo federal.
A atual equipe recomendou a adequação da remuneração do serviço público à praticada pelo setor privado, além de adiar, para 2020, os reajustes programados para 2019.
As medidas buscam conter o crescimento das remunerações dos servidores nos próximos anos. Nas contas do governo, o aumento dos salários do funcionalismo custará só no próximo ano R$ 4,7 bilhões aos cofres públicos.
O Ministério do Planejamento conduz atualmente um estudo com o objetivo de "alinhar as remunerações pagas pelo setor público aos salários pagos pelo setor privado".
Os dados e as propostas constam do documento "Transição de Governo 2018-2019 - Informações Estratégicas" e foram elaboradas pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.
Josias de Souza
O presidente eleito, Jair Bolsonaro, passou o feriado em casa, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, onde recebeu a visita do Pastor Silas Malafaia, que chegou por volta de 16h50. "Viemos só bater papo mesmo, falar sobre essas nomeações que ele está fazendo, o que está acontecendo no Brasil. Vamos ver na prática, mas acho que está acertando", disse Malafaia ao sair.
Por Thais Kaniak, G1 PR 


O presidente eleito, Jair Bolsonaro, tentou se desculpar indiretamente, em visita que fez, hoje, ao Tribunal Superior Eleitoral. Ao se despedir da presidente do TSE, ministra Roda Weber, ele tentou amenizar declarações que fez durante as eleições. “Pode contar com a gente. No calor dos acontecimentos, às vezes a gente se excede”, afirmou.