Do Diario de Pernambuco – Ed Wanderley
“No primeiro turno”, cravou o candidato ao governo do Estado pelo PSB, Paulo Câmara, sobre possível vitória nas eleições. A confiança se dá pelo crescimento nas pesquisas de intenção de voto, em relação ao adversário Armando Monteiro Neto (PTB), o que, segundo ele, não é surpresa. “Era esperado. Vamos manter a mesma estratégia para consolidar o resultado. De segunda a quinta na RMR e nos demais dias, também no interior, inclusive para dar a vitória a Marina no Estado”, disse.O que pesquisa alguma revela é que o socialista se considera com chance real de vitória antes mesmo de apresentar o programa de governo, que não deve ser divulgado esta semana. Para Câmara, é preciso revisar, pessoalmente, o documento. A ideia é evitar, assim, “erratas” como a da candidata à Presidência do próprio PSB, Marina Silva, que divulgou programa na última sexta e, no dia seguinte, mudou proposta de política energética e de direitos civis do segmento LGBT. “Isso ocorre. Não é nada de anormal”, defendeu.
As declarações foram cedidas na Praça de Casa Forte, que, ontem, virou “palanque político” de Eduardo Campos. Sim. Apesar de o candidato ser outro, a campanha tinha foco no ex-presidenciável, morto em acidente aéreo em Santos (SP), no último dia 13. Ainda que pública, a praça foi decorada com bolas e tecidos amarelos e recebeu militantes – muitos com a camisa amarela a exibir o slogan “Não vamos desistir do Brasil”.

Um cacique do pedaço do PMDB ainda leal ao governo diz que ficou muito fácil reconhecer em qualquer roda um político da coligação encabeçada por Dilma Rousseff. É o que estiver falando mal de Dilma, ele explica. As críticas aumentam na proporção direta da elevação do risco de derrota.
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Em 12 dias, quase 18 milhões de brasileiros manifestaram intenção de votar em Marina Silva. Um verdadeiro vendaval de votos que deixou tucanos atônitos e agora começa a tirar o sono dos petistas. O empate de Marina Silva com a até aqui favorita na disputa, a presidente Dilma Rousseff, vai levar a ajustes nas campanhas de PT e PSDB. A pergunta é: quem vai bater em Marina e qual brecha há para isso?

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