A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta terça-feira (3), um projeto de resolução que altera o regimento interno da Casa para acabar com a possibilidade de voto secreto em processos de perda de mandato e de vetos presidenciais. Na semana passada, o Congresso promulgou a emenda constitucional que elimina o voto secreto nos casos citados. No entanto, ainda havia a possibilidade de votação secreta no regimento interno da Casa.
Após a votação, o segundo secretário da Mesa, Simão Sessim (PP-RJ), promulgou a resolução. Para o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), a mudança não era necessária, mas é uma garantia contra possíveis contestações. O projeto foi apresentado pela cúpula da Câmara após a verificação de que o regimento ainda previa a possibilidade do voto secreto. (Folha de S.Paulo






O Palácio do Planalto acredita que o fato de que a maioria da população quer que o próximo governo seja diferente pode ser usado em favor de Dilma, avalia Vera Magalhães, na coluna política da Folhe de S.paulo desta terça-feira. Segundo a colunista, pesquisas qualitativas do PT apontam que os eleitores viram sentido de mudança nas ações da presidente após os protestos de junho.
Em parecer enviado ao presidente do STF, Joaquim Barbosa, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, manifestou-se a favor do pedido de prisão domiciliar feito pela defesa de José Genoino. Sugeriu que o preso seja autorizado a cumprir a pena em casa por pelo menos 90 dias. Vencido esse prazo, Genoino seria submetido a nova avaliação médica.
A ordem que Lula e Dilma Rousseff estipularam para o chamamento dos partidos aliados às conversas sobre palanques estaduais obedece ao critério de tamanho das bancadas. O PMDB tem 75 deputados. O PP, 44. O próximo será o PR, que tem 32. É isso que define o tempo de tevê. Hoje, avaliam os petistas, por mais que Dilma esteja bem nas pesquisas e tenha condições reais de reeleição, o sentimento de mudança latente preocupa o partido. Portanto, quanto mais tempo de tevê ela obtiver para mostrar o governo e evitar que Aécio Neves e Eduardo Campos apareçam, melhor.